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Países buscam rastrear passageiros de navio de cruzeiro afetado por hantavírus

Países buscam rastrear passageiros de navio de cruzeiro afetado por hantavírus

Reuters

07/05/2026

Placeholder - loading - Visão de drone do navio de cruzeiro MV Hondius  6 de maio de 2026    REUTERS/Stringer
Visão de drone do navio de cruzeiro MV Hondius 6 de maio de 2026 REUTERS/Stringer

Por Bart H. Meijer

AMSTERDÃ, 7 Mai (Reuters) - Países do ​mundo todo se esforçavam, nesta quinta-feira, para evitar a disseminação do hantavírus, após um surto em um navio de cruzeiro, rastreando as pessoas que já haviam desembarcado antes de o vírus ser detectado e qualquer pessoa que tenha tido contato próximo com elas desde então.

Três pessoas -- um casal holandês e um cidadão alemão -- morreram durante o surto no MV Hondius. Oito pessoas, incluindo um cidadão suíço, são suspeitas de terem contraído o vírus, que geralmente é transmitido por roedores, mas que, em casos raros, pode ser transmitido entre pessoas, informou a Organização Mundial da ⁠Saúde.

Todos os ⁠passageiros que desembarcaram em Santa Helena, no ​Oceano ‌Atlântico Sul, onde o navio fez uma parada em 24 de abril, foram contatados, disse a operadora do navio, acrescentando que isso incluía pessoas de pelo menos 12 países, entre eles sete cidadãos britânicos e seis dos EUA. O primeiro caso confirmado ⁠de hantavírus surgiu no início de maio.

Os especialistas enfatizaram que o contágio é ​muito raro, mas o surto colocou as autoridades de saúde em alerta máximo.

O Centro ​de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos ‌disse que estava monitorando ​de perto ⁠a situação, acrescentando que o risco para a população norte-americana era extremamente baixo no momento.

O Departamento de Saúde Pública da Geórgia afirmou que estava monitorando dois residentes assintomáticos que haviam retornado para ​casa após desembarcarem do navio de cruzeiro.

Um cidadão francês esteve em contato com uma pessoa que ficou doente, mas não apresentava sintomas, disse o ministro das Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot.

A Oceanwide Expeditions informou que está agora trabalhando para estabelecer detalhes de todos os passageiros e ​tripulantes que embarcaram e desembarcaram em várias paradas desde 20 de março. O casal holandês que morreu, e que se acredita ser os primeiros casos de hantavírus desse surto, só embarcou em 1º de abril.

A companhia aérea holandesa KLM disse na quarta-feira que havia retirado a holandesa de um avião em Johanesburgo em 25 de abril devido à deterioração de seu estado de saúde. Ela morreu antes de chegar à Holanda.

De acordo com a emissora RTL, uma aeromoça ​da KLM que esteve em contato com ela foi internada em um hospital em Amsterdã após ‌apresentar possíveis sintomas de hantavírus. O Ministério ⁠da Saúde holandês não confirmou que a mulher que está sendo testada é uma aeromoça da KLM, nem a companhia aérea.

Mas a tripulação e os passageiros que ajudaram a mulher ⁠holandesa que faleceu estão sendo chamados diariamente para exames de ⁠saúde, disseram as autoridades holandesas à emissora ⁠pública NOS.

(Reportagem adicional de ⁠Madeline ​Chambers em Berlim, Toby Sterling e Stephanie van den Berg em Amsterdã, John Revill em Zurique)

Reuters

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