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Países de fora da zona do euro não estão avançando muito no processo de adesão, afirma BCE

Países de fora da zona do euro não estão avançando muito no processo de adesão, afirma BCE

Reuters

24/06/2026

Placeholder - loading - Notas de euro  24 de março de 2026 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Notas de euro 24 de março de 2026 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

FRANKFURT, 24 Jun (Reuters) - Os países da União ​Europeia que não fazem parte da zona do euro tiveram pouco ou nenhum progresso em termos de convergência nos últimos anos e até mesmo a Hungria, o país que mais ativamente discute a adesão, não cumpre nenhum dos critérios, segundo um relatório do Banco Central Europeu divulgado nesta quarta-feira.

Todos os membros da UE, com exceção da Dinamarca, têm a obrigação legal de adotar a moeda comum, mas o descumprimento não é penalizado. Por isso, apenas alguns estão trabalhando ativamente para aderir, ⁠enquanto ⁠a maioria prefere manter a margem ​de manobra ‌proporcionada por uma política monetária independente.

“O progresso rumo ao cumprimento dos critérios de convergência foi prejudicado por choques externos”, afirmou o BCE em um relatório bienal, ecoando uma conclusão semelhante feita há dois anos e ⁠sugerindo que o progresso ficou essencialmente estagnado.

“As finanças públicas se deterioraram ​na maioria dos países desde o Relatório de Convergência de 2024, com ​os índices de dívida em relação ao PIB, ‌em alguns casos, aumentando ​significativamente”, ⁠afirmou o BCE.

Embora a Bulgária tenha aderido ao bloco monetário no início do ano, os cinco países potenciais — República Tcheca, Hungria, Polônia, Romênia e Suécia — parecem estar todos ​a muitos anos de distância da adesão.

O novo governo da Hungria prometeu cumprir as condições, comumente conhecidas como critérios de Maastricht, até 2030, mas o país está entre os mais distantes dessa meta.

O país apresenta os níveis mais ​elevados de dívida e taxa de juros entre os cinco, enquanto seu déficit orçamentário, taxa de inflação e nível de volatilidade da moeda estão todos fora dos valores de referência.

Além disso, a lei do banco central do país não está em conformidade com os requisitos, e é necessário melhorar o Estado de Direito e combater a corrupção, segundo o relatório do BCE.

“Melhorar ainda mais a qualidade das ​instituições públicas e garantir que elas estejam livres de interferências políticas indevidas, combater a ‌corrupção, implementar políticas adequadas para o ⁠mercado de produtos e salvaguardar o Estado de Direito são pré-requisitos para o crescimento econômico liderado pelo setor privado”, afirmou o BCE sobre a Hungria.

A ⁠Hungria também enfrenta desafios estruturais relacionados ao envelhecimento ⁠da população, bem como a desequilíbrios emergentes ⁠entre a oferta ⁠e ​a demanda de qualificações no mercado de trabalho, acrescentou o BCE.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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