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Galípolo diz que previsão de corte de juros não é “volta da vitória” e defende parcimônia

Galípolo diz que previsão de corte de juros não é “volta da vitória” e defende parcimônia

Reuters

09/02/2026

Placeholder - loading - Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em cerimônia na sede do banco 02/04/2025 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em cerimônia na sede do banco 02/04/2025 REUTERS/Ueslei Marcelino

Atualizada em  09/02/2026

SÃO PAULO, 9 Fev (Reuters) - O presidente ⁠do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta segunda-feira que o atual momento da política monetária, com indicação de corte de juros pela autarquia, não deve ser lido como uma 'volta da vitória', ressaltando que dados ainda mostram resiliência da atividade econômica e demandam parcimônia na condução dos juros.

Em evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, Galípolo afirmou que o BC ​reforça cautela nesse cenário e ⁠seguirá colhendo ⁠dados para dosar o nível de restrição da política monetária para ter segurança da convergência da inflação à meta.

'A gente está numa situação diferente do que estávamos naquele momento quando a gente concluiu a alta (dos ‌juros)... Mas também esta não é uma volta da vitória, ​porque justamente a gente ainda tem ‌dados que ​mostram uma ​resiliência econômica, por isso que a gente está falando de um ajuste', afirmou.

Na apresentação, o presidente do BC disse que a ​palavra-chave deste momento do ciclo de política monetária é “calibragem”, classificando o termo como “essencial”.

No final de janeiro, a autarquia decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano e indicou que iniciará um ciclo de corte de juros em março, mas enfatizou que manterá 'a restrição adequada' para levar a inflação à meta.

Galípolo disse ser necessário reconhecer que há melhora em dados de inflação corrente e das expectativas de mercado para os preços à frente.

Por outro lado, ele afirmou que, além ⁠da atividade resiliente, o mercado de trabalho segue apertado, pontuando ainda ‌que a desancoragem de expectativas ⁠de mercado continua sendo um fator de incômodo.

O presidente da autarquia acrescentou que a autoridade monetária não persegue certo ‍nível de juros reais, reforçando haver dependência de dados para a tomada de ​decisões ‌à frente.

(Reportagem de Fabrício de Castro, reportagem adicional de Bernardo Caram)

Reuters

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