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Papa discursa contra pena de morte e discriminação em visita ao Barein

Papa discursa contra pena de morte e discriminação em visita ao Barein

Reuters

03/11/2022

Placeholder - loading - Papa Francisco visita Barein  3/11/2022  Divulgação
Papa Francisco visita Barein 3/11/2022 Divulgação

Por Philip Pullella e Ghaida Ghantous

SAKHIR, Barein (Reuters) - O papa Francisco discursou contra a pena de morte nesta quinta-feira no início de uma viagem ao Barein, onde a oposição muçulmana xiita acusa a monarquia sunita de supervisionar abusos de direitos humanos, e famílias de presos no corredor da morte procuraram ajuda do pontífice.

A visita de Francisco, apenas a segunda de um papa à Península Arábica, visa melhorar os laços da Igreja Católica com o mundo islâmico, mas o colocou na divisão de direitos entre sunitas e xiitas no Barein, que reprimiu uma revolta pró-democracia em 2011.

Referindo-se à constituição do Barein, o papa disse que os compromissos devem ser constantemente praticados para que 'a liberdade religiosa seja completa', a igualdade de dignidade e oportunidades 'reconhecidas concretamente para cada grupo', que não existam formas de discriminação e que os direitos humanos 'não sejam violados'.

'Penso em primeiro lugar no direito à vida, na necessidade de garantir esse direito sempre, inclusive para aqueles que estão sendo punidos, cujas vidas não devem ser tiradas', acrescentou.

O papa Francisco discursou no Palácio Sakhir ao lado do rei Hamad bin Isa Al Khalifa. Do palco, o pontíficie de 85 anos, com dores no joelho, foi conduzido de cadeira de rodas até a entrada do pátio com o rei caminhando ao lado. O papa se levantou e os dois se abraçaram antes que o pontífice entrasse em um Fiat 500 branco com placas do Vaticano.

O rei Hamad, em seu discurso, disse que seu país protegeu a liberdade de todas as religiões de 'realizar seus rituais e estabelecer seus locais de culto'. O Barein, disse ele, rejeitou a discriminação religiosa e condenou a 'violência e incitação' sob uma declaração emitida pelo Estado há vários anos.

O Estado do Golfo busca fortalecer 'nosso propósito comum em direção a um mundo em que a tolerância prevaleça enquanto luta pela paz, e rejeita o que quer que divida sua unidade e ameace seu desenvolvimento civilizacional', disse ele.

(Reportagem adicional de Ghaida Ghantous em Dubai)

Reuters

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