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    Papa se reúne com líderes católicos dos EUA para debater abusos e ordena investigação de bispo

    Por Philip Pullella

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco ordenou uma investigação sobre um bispo norte-americano acusado de má conduta sexual com adultos e aceitou a renúncia dele, comunicaram o Vaticano e autoridades católicas dos Estados Unidos nesta quinta-feira.

    O anúncio foi feito enquanto o papa se reunia com líderes da Igreja dos EUA para debater as consequências de um escândalo envolvendo um ex-cardeal norte-americano e exigências de um arcebispo para que o pontífice renuncie.

    A Igreja Católica está sendo assolada em todo o mundo por crises ligadas ao abuso sexual de menores de idade. Pesquisas mostram uma queda brusca da confiança na instituição nos EUA, Chile, Austrália e Irlanda, os países onde o escândalo provocou mais estragos, e também em outros lugares.

    O bispo que renunciou foi Michael J. Bransfield, de 75 anos, da diocese de Wheeling-Charleston, na Virgínia Ocidental. O Vaticano disse que o papa nomeou o arcebispo William Lori, de Baltimore, para comandar a diocese até um novo bispo ser indicado.

    Nem o Vaticano nem a arquidiocese de Baltimore deram qualquer detalhe sobre as alegações específicas contra Bransfield. Não foi possível fazer contato nem com Bransfield nem com seu representante legal de imediato para obter comentários.

    O site da arquidiocese de Baltimore informou que Francisco instruiu Lori a realizar uma investigação sobre as alegações de assédio sexual de Bransfield contra adultos.

    'Minha preocupação principal é o cuidado e apoio dos padres e das pessoas da diocese de Wheeling-Charleston neste momento difícil', disse Lori em um comunicado.

    'Também prometo conduzir uma investigação minuciosa em busca da verdade sobre as alegações perturbadoras contra o bispo Bransfield e trabalhar estreitamente com o clero, líderes religiosos e laicos da diocese até a indicação de um novo bispo'.

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    Ex-autoridade do Vaticano diz que papa deveria renunciar por crise de abusos sexuais

    Por Philip Pullella

    A BORDO DO AVIÃO PAPAL (Reuters) - O papa Francisco disse no domingo que não responderá a um ex-membro do alto escalão do Vaticano que o acusou de ter conhecimento de alegações de abusos sexuais de um cardeal norte-americano há anos e pediu a renúncia do pontífice, em um ataque inédito ao pontífice.

    Francisco, que conversou com repórteres no avião voltando de uma viagem a Dublin, disse em tom altivo que o comunicado que contém as acusações 'fala por si'.

    Em um comunicado bombástico de 11 páginas entregue a veículos de mídia católicos conservadores durante a visita do papa à Irlanda, o arcebispo Carlo Maria Viganò acusou uma longa lista de autoridades antigas e atuais do Vaticano e da igreja dos Estados Unidos de acobertarem o caso do cardeal Theodore McCarrick, que renunciou no mês passado caído em desgraça.

    Com uma linguagem notavelmente ríspida, Viganò disse que os supostos acobertamentos na igreja estão fazendo-a se parecer com 'uma conspiração de silêncio não tão diferente daquela que prevalece na máfia'.

    'O papa Francisco pediu repetidamente uma transparência total na Igreja', disse Viganò, que já criticou o líder católico antes. 'Neste momento extremamente dramático para a igreja mundial, ele precisa reconhecer seus erros e, conforme o princípio proclamado de tolerância zero, o papa Francisco deve ser o primeiro a dar um bom exemplo a cardeais e bispos que acobertaram os abusos de McCarrick e renunciar junto com todos eles', propôs Viganò.

    O comunicado, que não continha documentos que o sustentassem, foi o golpe mais recente na credibilidade da Igreja Católica dos EUA. Quase duas semanas atrás um grande júri da Pensilvânia divulgou as descobertas da maior investigação da história sobre abusos sexuais na igreja norte-americana, revelando que 301 padres do Estado abusaram sexualmente de menores de idade ao longo dos últimos 70 anos.

    No voo de volta de Dublin, repórteres indagaram o papa a respeito do comunicado, que foi publicado pelo National Catholic Register e vários veículos de mídia conservadores dos EUA e da Itália.

    'Direi sinceramente que preciso dizer isto a você (o repórter) e todos vocês que estão interessados: leiam o documento atentamente e julguem por si mesmos', respondeu.

    'Não direi uma palavra sobre isso. Acho que o comunicado fala por si, e vocês têm habilidade jornalística suficiente para tirar suas próprias conclusões'.

    Em seu texto, Viganò disse que informou Francisco em junho de 2013, pouco após sua eleição, sobre as acusações contra McCarrick.

    Viganò, que foi o enviado do Vaticano a Washington de 2011 a 2016, também disse ter informado às principais autoridades do Vaticano desde 2006 que McCarrick era suspeito de abusar de seminaristas adultos enquanto era bispo em duas dioceses de Nova Jersey entre 1981 e 2001. Ele disse que nunca recebeu uma resposta ao seu memorando de 2006.

    Em sua declaração, Viganò também critico o que chamou de 'redes homossexuais presentes na igreja' -- a palavra 'homossexual' aparece 18 vezes, enquanto a palavra 'criança' aparece apenas duas vezes, em ambos os casos nos títulos dos documentos da igreja que Viganó cita.

    Francisco pediu perdão no domingo durante sua visita à Irlanda pelo pelos sentimentos de “escândalo e traição” das vítimas dos casos de exploração sexual de crianças por parte de padres católicos no país.

    (Reportagem adicional de Scott Malone, em Boston, e Joel Schectman, em Washington)

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    Papa promete acabar com acobertamento em carta aos católicos sobre abuso sexual

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco, que enfrenta crises simultâneas de abuso sexual por parte de clérigos católicos em diversos países do mundo, escreveu uma carta inédita pedindo que todos os católicos do mundo ajudem a erradicar 'essa cultura da morte'.

    Na carta divulgada nesta segunda-feira, endereçada ao 'povo de Deus', Francisco também prometeu que nenhum esforço será poupado para prevenir o abuso sexual e seu acobertamento.

    'Nós percebemos que essas feridas nunca desaparecem e que exigem que nós condenemos vigorosamente essas atrocidades e que juntemos nossas forças para erradicar essa cultura da morte', disse.

    A carta também respondeu a um recente relatório de um grande júri do Estado norte-americano da Pensilvânia sobre abusos cometidos dentro da igreja.

    Francisco disse que embora a maior parte dos casos mencionados no relatório 'pertença ao passado', está claro que o abuso foi 'por muito tempo ignorado, mantido em silêncio ou silenciado'.

    Uma autoridade do Vaticano disse que essa é a primeira vez que um papa escreve a todos os cerca de 1,2 bilhão de católicos do mundo sobre abuso sexual. Cartas anteriores sobre o escândalo foram endereçadas a bispos ou a fieis de determinados países.

    Na semana passada, um grande júri da Pensilvânia divulgou as descobertas da maior investigação sobre abuso sexual na história da Igreja Católica nos Estados Unidos, revelando que 301 padres haviam abusado sexualmente de menores durante os últimos 70 anos no Estado.

    A carta de Francisco foi divulgada no momento em que a Igreja enfrenta escândalos de abuso sexual em diversos países, incluindo Estados Unidos, Chile e Austrália, e dias antes de o papa visitar a Irlanda, que ainda está se recuperando dos efeitos de sua própria crise de abusos sexuais.

    (Reportagem de Philip Pullella)

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    Papa aceita mais duas renúncias de bispos chilenos por envolvimento em escândalo sexual

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco aceitou nesta quinta-feira a renúncia de mais dois bispos chilenos envolvidos em um escândalo de abuso sexual que abalou o país, informou o Vaticano, elevando para cinco o número de renúncias confirmadas pelo pontífice.

    Os bispos Alejandro Goi? Karmeli?, da cidade de Rancagua, e Horacio del Carmen Valenzuela Abarca, da cidade de Talca, serão substituídos por comissários, conhecidos como administradores apostólicos, disse o Vaticano em comunicado.

    Francisco aceitou a renúncia de três outros bispos no dia 11 de junho. No mês passado, todos os 34 bispos do Chile ofereceram renunciar em massa, após reunião com o papa sobre alegações de que teriam acobertado casos de abuso sexual.

    Goi?, de 78 anos, emitiu um comunicado no mês passado pedindo desculpas por não ter agido rapidamente quando foi informado sobre alegações de abuso sexual por parte de padres de sua diocese.

    Valenzuela, de 64 anos, foi um dos quatro bispos treinados para o sacerdócio pelo padre Fernando Karadima, considerado culpado de abusar de meninos em Santiago nos anos 1970 e 1980 em uma investigação do Vaticano em 2011.

    Agora com 87 anos e vivendo em um asilo no Chile, Karadima sempre negou qualquer irregularidade.

    Fracisco já havia dito à Reuters em uma entrevista exclusiva em sua residência no dia 17 de junho que estava considerando aceitar renúncias de mais bispos chilenos.

    (Reportagem de Philip Pullella)

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    Papa Francisco fará mudanças no Vaticano em renovação da instituição

    Por Philip Pullella

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco irá fazer diversas mudanças significativas no Vaticano nas próximas semanas e meses para trazer pessoas com novas ideias e promover outras como parte de sua campanha de renovação da instituição.

    O papa anunciou suas decisões em uma rara entrevista com a Reuters em sua residência, onde também falou sobre a China e questões como imigração, liberdade de imprensa, abuso sexual e o papel de mulheres na Igreja. [nL1N1TM0H0]

    Durante a entrevista de duas horas no último domingo, Francisco disse ter decidido que o escritório de caridades do papa será a partir de agora liderado por um cardeal, o cargo mais alto da Igreja depois do próprio pontífice.

    O atual chefe do escritório será promovido e seus sucessores terão a mesma posição. Isso dará maior importância para o departamento que supervisiona projetos de auxílio para pobres.

    Eu acho que há dois grandes braços do papa --o de ser o guardião da fé, e lá o trabalho é feito pela Congregação para a Doutrina da Fé, e o prefeito tem que ser um cardeal , disse Francisco.

    E o outro grande braço do papa é o escritório de caridades, e precisa haver um cardeal lá. Esses são os dois longos braços do papa --a fé e a caridade .

    O arcebispo polonês Konrad Krajewski lidera atualmente o escritório, cujas origens datam do início do século 13. Ele será promovido a cardeal em uma cerimônia junto com outros 13 membros da Igreja na quinta-feira.

    O escritório de caridades do papa nunca foi liderado por um cardeal.

    Sob orientação de Francisco, Krajewski tem revitalizado o departamento. Ele é frequentemente visto nas ruas de Roma em roupas simples e não-clericais ajudando pessoas sem-teto.

    Ele criou chuveiros e instalações médicas para desabrigados, idosos e necessitados perto da Praça de São Pedro e levou grupos para espetáculos de circo e até em passeios privados na Capela Sistina.

    A fim de impulsionar sua visão de uma Igreja mais misericordiosa e menos burocrática, Francisco rompeu com o costume de nomear automaticamente cardeais para liderar grandes dioceses em todo o mundo. Cinco grandes cidades italianas que sempre tiveram cardeais estão sem eles.

    Francisco também disse que antes do final do ano ele considera fazer mudanças no grupo de conselheiros cardeais de todo o mundo, conhecido como C-9. O grupo, que se encontra com ele periodicamente em Roma, começou seu trabalho há cinco anos.

    Ele disse que pode aproveitar o próximo aniversário para renovar um pouco , mas que não seria para cortar cabeças .

    Dois dos membros do C-9, o cardeal australiano George Pell e o cardeal chileno Francisco Javier Errázuriz Ossa, enfrentam alegações relacionadas ao escândalo de abuso sexual da Igreja. Ambos têm negado qualquer irregularidade.

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    Papa faz apelo para que cristãos rompam suas próprias barreiras

    Por Philip Pullella

    GENEBRA (Reuters) - O papa Francisco pediu aos cristãos nesta quinta-feira que rompam as barreiras da desconfiança e do medo que os dividem desde a Reforma Protestante do século 16 e trabalhem juntos para auxiliar os mais necessitados.

    Francisco fez uma viagem de um dia a Genebra para comemorar o 70º aniversário do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), uma congregação de 350 igrejas majoritariamente nacionais que representam comunidades protestantes e alguns cristãos ortodoxos.

        Seus membros representam cerca de 500 milhões de fiéis --a Igreja Católica, que tem 1,3 bilhão de devotos, não é membro do CMI.     

         Depois de séculos de conflito... a caridade nos permite nos unirmos como irmãos e irmãs , disse o papa na sede do CMI em Genebra, a cidade onde o reformista João Calvino viveu no século 16.

        Francisco pediu aos cristãos de todas as denominações que encontrem a coragem de mudar o curso da história, uma história que nos levou à desconfiança e ao distanciamento mútuos .

        Mas ele disse que os cristãos não podem ser reduzidos a uma organização não-governamental .

        A estrutura do CMI é semelhante à da Organização das Nações Unidas (ONU), com representantes de muitas igrejas nacionais independentes, e alguns de seus críticos disseram que ele se tornou excessivamente burocrático.

        Francisco pediu mais trabalho de equipe entre as denominações cristãs para divulgar os valores do Evangelho e cooperar mais em questões como o combate à pobreza e à injustiça e defender o meio ambiente.

         A credibilidade do Evangelho é posta à prova pela maneira como os cristãos respondem ao clamor de todos aqueles, em toda parte do mundo, que sofrem injustamente com a disseminação nociva de uma exclusão que, ao criar pobreza, fomenta conflitos , disse Francisco.

         Os mais vulneráveis estão cada vez mais marginalizados, carecendo do pão de cada dia, de emprego e de um futuro, enquanto os ricos são menores em número e mais abastados. Sejamos instigados à compaixão pelo clamor daqueles que sofrem.

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    EXCLUSIVO-Papa critica política de separação de famílias imigrantes do governo Trump

    Por Philip Pullella

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco criticou a política de separação de famílias imigrantes na fronteira dos Estados Unidos com o México do governo Trump, dizendo que o populismo não é a resposta para os problemas de imigração do mundo.

    Falando à Reuters, o papa disse apoiar as declarações recentes de bispos católicos dos EUA que qualificaram a separação de crianças de seus pais como contrária aos nossos valores católicos e imoral .

    Não é fácil, mas o populismo não é a solução , disse Francisco na noite de domingo.

    Em uma entrevista rara e abrangente, o papa disse estar otimista com as conversas que podem levar a um acordo histórico sobre a indicação de bispos na China e que pode aceitar mais renúncias de bispos devido a um escândalo de abuso sexual no Chile.

    Refletindo sobre seus cinco anos de papado em sua residência no Vaticano, ele defendeu sua liderança na Igreja Católica das críticas de conservadores de dentro e de fora da Igreja segundo os quais sua interpretação dos ensinamentos da instituição é liberal demais.

    Ele também disse que quer indicar mais mulheres para cargos de alto escalão do Vaticano.

    Uma de suas mensagens mais contundentes disse respeito à política imigratória de tolerância zero do presidente norte-americano, Donald Trump, mediante a qual as autoridades dos EUA planejam processar criminalmente todos os imigrantes cruzando a fronteira EUA-México de maneira ilegal, detendo adultos em prisões e enviando seus filhos a abrigos do governo.

    A diretriz causou revolta nos EUA e vem sendo criticada no exterior desde que surgiram vídeos de jovens detidos em recintos fechados com piso de concreto e um áudio de crianças chorando viralizou.

    Bispos católicos dos EUA se uniram a outros líderes religiosos do país na rejeição da medida.

    Estou do lado da conferência dos bispos , disse o papa, referindo-se a dois comunicados divulgados por bispos norte-americanos neste mês.

    Que fique claro que, nestas coisas, respeito a (posição da) conferência dos bispos.

    Os comentários de Francisco aumentaram a pressão sobre a política imigratória de Trump. O papa comanda uma igreja de 1,3 bilhão de fiéis em todo o mundo e que é a maior denominação cristã dos EUA.

    O presidente vem defendendo enfaticamente as ações de seu governo e culpou os democratas pelas separações familiares.

    Os democratas são o problema , tuitou na terça-feira. Eles não se importam com o crime e querem imigrantes ilegais.

    A repressão norte-americana coincide com um novo clima político que se dissemina pela Europa Ocidental devido ao grande número de imigrantes e postulantes a asilo, a maioria fugindo de conflitos e da pobreza no Oriente Médio e na África.

    O papa disse que os populistas estão criando uma psicose na questão da imigração, apesar de sociedades em processo de envelhecimento como a europeia enfrentarem um grande inverno demográfico e precisarem de mais imigrantes.

    Sem a imigração, acrescentou, a Europa ficará vazia .

    FUTURO DA IGREJA ESTÁ NAS RUAS

    Desde que tomou posse, em 2013, Francisco vem adotando uma interpretação liberal dos ensinamentos católicos em um momento no qual a política guinou para o nacionalismo econômico em muitas partes do Ocidente.

    Ele vem enfrentando uma oposição interna do clero conservador, que se opõe às suas interpretações liberais, especialmente sua abordagem da sexualidade e sua compaixão por católicos divorciados. Mas o papa disse orar pelos conservadores, que às vezes dizem coisas baixas a seu respeito.

    Defendendo sua liderança, o pontífice argentino de 81 anos disse que o futuro da Igreja Católica está nas ruas .

    Ele disse querer indicar mais mulheres para comandarem departamentos do Vaticano porque elas são melhores para resolver conflitos, mas que isso não deve levar ao que chamou de machismo de saia .

    O papa afirmou estar com boa saúde, com exceção de uma dor na perna relacionada a um problema nas costas, e reiterou comentários feitos pela primeira vez pouco depois de sua eleição ao dizer que um dia pode renunciar por motivos de saúde, como seu antecessor, o papa Bento 16, fez em 2013, mas ressalvou: Neste momento não estou sequer pensando nisso.

    Ele falou longamente sobre imigração, um tema polêmico tanto na Europa quanto nos EUA. O governo italiano populista recusou o acesso portuário a navios não-governamentais que vêm resgatando postulantes a asilo que tentam chegar a Itália vindas da África em embarcações frágeis.

    Uma delas foi obrigada a desembarcar mais de 600 imigrantes na Espanha no final de semana.

    O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, que também é o líder do partido de extrema-direita Liga, já criticou o papa no passado, dizendo certa vez que o pontífice deveria receber os imigrantes no Vaticano se está tão preocupado com eles.

    Acredito que não se pode rejeitar quem chega. Você tem que recebê-los, ajudá-los, ampará-los, acompanhá-los e depois ver onde os coloca, mas por toda a Europa , opinou Francisco.

    Alguns governos estão trabalhando nisso, e as pessoas têm que ser assentadas da melhor maneira possível, mas criar uma psicose não é a cura , acrescentou.  O populismo não resolve as coisas. O que resolve as coisas é aceitação, estudo, prudência.

    ALGUNS DILEMAS E DECISÕES DURAS

    Francisco disse ter se entristecido com a decisão tomada por Trump no ano passado de implantar novas restrições às viagens e ao comércio dos EUA com Cuba. A medida reverteu a abertura de seu antecessor Barack Obama à nação insular, um acordo que o Vaticano ajudou a negociar e que foi um bom passo adiante , segundo o papa.

    Ele também disse que a decisão de Trump de retirar os EUA do acordo firmado em Paris para conter a mudança climática lhe causou um pouco de sofrimento, porque o futuro da humanidade está em jogo . O líder católico disse esperar que Trump reveja sua posição.

    Rejeitando as críticas segundo as quais corre o risco de trair católicos chineses leais ao Vaticano, Francisco disse que as conversas para resolver uma disputa a respeito dos bispos da China --um obstáculo para a retomada dos laços diplomáticos-- estão bem encaminhadas .

    O papa aceitou as renúncias de três bispos do Chile devido a um escândalo de abuso sexual no país e de alegações de acobertamento. Ele disse que pode aceitar mais renúncias, mas não revelou que bispo ou bispos tem em mente.

    O pontífice também comentou as críticas internas de conservadores ao seu papado, lideradas pelo cardeal norte-americano Raymond Leo Burke.

    Em 2016, Burke e três outros cardeais emitiram um comunicado raro questionando publicamente Francisco por causa de alguns de seus ensinamentos em um documento importante sobre a família, acusando-o de semear desorientação e confusão a respeito de questões morais importantes.

    Francisco contou que soube da carta dos cardeais pelos jornais... uma maneira de fazer as coisas que não é, digamos, eclesiástica, mas todos nós cometemos erros .

    Ele usou a analogia de um falecido cardeal italiano que comparou a igreja a um rio transbordante, com espaço para opiniões diferentes. Temos que ser respeitosos e tolerantes, e se alguém está no rio, vamos seguir adiante.

    Ele disse que a reforma da Cúria, a administração do Vaticano, corre bem, mas temos que trabalhar mais .

    Em certa ocasião o papa criticou carreiristas da Cúria de sofrem de Alzheimer espiritual .

    Francisco disse estar contente de forma geral com as reformas adotadas para tornar as finanças do Vaticano, antes escandalosas, mais transparentes. O banco do Vaticano, que fechou centenas de contas suspeitas ou inativas, agora trabalha bem , afirmou.

    Houve alguns dilemas, e eu tive que tomar algumas decisões duras.

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