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Força não trará verdadeira paz para Taiwan, diz presidente da ilha em carta ao papa

Força não trará verdadeira paz para Taiwan, diz presidente da ilha em carta ao papa

Reuters

30/01/2026

Placeholder - loading - Presidente de Taiwan, Lai Ching-te, em Yilan, em Taiwan 02/12/2025 REUTERS/Ann Wang
Presidente de Taiwan, Lai Ching-te, em Yilan, em Taiwan 02/12/2025 REUTERS/Ann Wang

Atualizada em  30/01/2026

TAIPÉ, 30 Jan (Reuters) - Qualquer tentativa de alterar o ⁠status quo de Taiwan pela força ou coerção não pode trazer a verdadeira paz, afirmou o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, em uma carta ao papa Leão 14 divulgada pela presidência taiwanesa nesta sexta-feira.

O Vaticano é um dos únicos 12 países a manter relações diplomáticas formais com Taiwan, reivindicada pela China, e o único na Europa, embora o Vaticano tenha trabalhado para melhorar as relações com Pequim, incluindo a nomeação de bispos católicos.

Escrevendo ao papa Leão 14 em resposta à sua mensagem do Dia Mundial da Paz, em 1º ​de janeiro, Lai disse que enfatizou repetidamente que ⁠a ⁠democracia, a paz e a prosperidade são 'o caminho nacional de Taiwan e também a ligação de Taiwan com o mundo'.

Diante da coerção militar de longo prazo e da intimidação política de 'Estados autoritários da região', Taiwan sempre optou por salvaguardar a paz no Estreito de Taiwan por meio de ações concretas, acrescentou ‌Lai, sem citar diretamente a China.

'Acredito firmemente que qualquer tentativa de mudar o status ​quo de Taiwan por meio da força ou ‌da coerção não pode ​trazer ​a verdadeira paz', disse ele.

As Forças Armadas da China operam diariamente perto de Taiwan, no que o governo de Taipé descreve como uma campanha contínua de pressão e assédio. A China ​realizou seus últimos jogos de guerra ao redor da ilha no final de dezembro.

A China se recusa a dialogar com Lai, acreditando que ele é um 'separatista' perigoso.

Lai afirma que apenas o povo de Taiwan pode decidir seu futuro.

Em sua carta ao papa, Lai também denunciou 'esforços para distorcer' documentos da Segunda Guerra Mundial e a interpretação da resolução da ONU de 1971, que levou Taipé a perder o assento da China no órgão global para Pequim 'a fim de rebaixar nosso status soberano'.

Pequim afirma que documentos da Segunda Guerra Mundial, como a Declaração do Cairo, bem como a resolução da ONU de 1971, dão respaldo jurídico internacional às suas reivindicações de soberania sobre Taiwan.

O governo de Taipé ⁠afirma que isso é um disparate, uma vez que a resolução da ONU não faz ‌qualquer menção a Taiwan e que a ⁠República Popular da China não existia ao final da Segunda Guerra Mundial.

O nome formal de Taiwan é República da China, o nome do governo que lutou ao ‍lado dos aliados ocidentais na Segunda Guerra Mundial.

O governo republicano fugiu para Taiwan em 1949, após perder uma guerra civil ​contra ‌os comunistas de Mao Zedong, que estabeleceram a República Popular da China.

(Reportagem de Ben Blanchard)

Reuters

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