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    Um ano após cúpula, Trump e Kim vivem impasse diplomático apesar de 'carta linda'

    Por Josh Smith

    SEUL (Reuters) - Um ano depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, se encontrarem pela primeira vez, ambos parecem ligados por um laço pessoal sobre o qual parece se depositar a esperança de paz, apesar de um impasse nos esforços para convencer Kim a abdicar das armas nucleares.

    Na primeira cúpula EUA-Coreia do Norte, realizada em Cingapura, Trump e Kim concordaram em trabalhar pela desnuclearização completa da península coreana, apaziguando os temores de uma guerra entre os dois países.

    Mas houve pouco avanço desde então, e a tensão voltou a subir recentemente quando Pyongyang retomou testes limitados de armas e alertou para 'consequências verdadeiramente indesejadas' caso os EUA não sejam mais flexíveis.

    Mas na terça-feira Trump disse ter recebido uma 'carta linda' de Kim.

    'Não posso lhes mostrar a carta, obviamente, mas foi uma carta muito pessoal, muito calorosa, muito simpática', disse ele a repórteres diante da Casa Branca.

    Trump, que vem tentando converter o que sente ser um relacionamento pessoal caloroso com Kim em um avanço diplomático, não deu detalhes, mas repetiu acreditar que a Coreia do Norte tem um 'potencial tremendo'.

    'Acho que vai acontecer algo que será muito positivo', disse. A mídia estatal norte-coreana não mencionou nenhuma carta.

    O otimismo criado pelos dois líderes em Cingapura praticamente se evaporou em fevereiro, quando uma segunda cúpula, esta no Vietnã, terminou abruptamente sem sequer a confirmação dos objetivos gerais delineados em um comunicado assinado em Cingapura.

    Desde então, Pyongyang se queixou de sanções dos EUA e Kim disse que esperará até o final do ano antes de decidir se toma um 'novo rumo'.

    Os dois lados disseram estar abertos a conversas, mas que o outro lado precisa mudar sua diretriz.

    Washington diz que a Coreia do Norte precisa demonstrar progressos que apontem para o abandono de suas armas nucleares antes de qualquer sanção ser suspensa, e esta diz que os EUA não fizeram nada para recompensar as medidas já adotadas.

    Nas semanas que antecederam o aniversário da primeira cúpula, que ocorre nesta quarta-feira, a mídia estatal norte-coreana alertou várias vezes que o comunicado firmado à época pode perder o sentido se os EUA não pararem de exigir que a Coreia do Norte desmantele unilateralmente seu arsenal nuclear.

    Mesmo assim, o regime disse que 'não mudou sua postura e desejo de acolher e implantar de boa fé' o comunicado de Cingapura.

    (Reportagem adicional de Aradhana Aravindan, em Cingapura, Ben Blanchard, em Pequim, e Hyunjoo Jin, em Seul)

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    Bolsonaro envia carta com apelo para que senadores não alterem MP da reforma administrativa

    Por Lisandra Paraguassu e Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro enviou uma carta aos senadores nesta terça-feira na qual faz um apelo para que os parlamentares não alterem o texto da Medida Provisória 870, que reestrutura o governo federal, aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados.

    A carta, também assinada pelos ministros da Justiça, Sergio Moro, e da Economia, Paulo Guedes, foi entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que divulgou o documento em sua conta no Twitter e disse ter levado a carta ao conhecimento dos líderes partidários na Casa.

    'Na tramitação da proposta, a Câmara dos Deputados fez algumas alterações pontuais --que o Poder Executivo respeita e acata. Solicito, portanto, que as senhoras e os senhores senadores aprovem a Medida Provisória nº 870, de 2019, conforme recebido da Câmara dos Deputados', afirma a carta, assinada por Bolsonaro, Moro e Guedes.

    O documento lembra que a MP tem validade até a próxima segunda-feira e diz que, se ela perder efeito, resultará 'em retrocesso que causará prejuízo a toda nação brasileira'.

    Alguns senadores, especialmente do Pros e do Podemos, anunciaram que apresentarão um destaque ao texto aprovado pelos deputados para que o Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf) fique sob comando do Ministério da Justiça, encabeçado por Sergio Moro, como constava no texto original da MP, e não sob o guarda-chuva da pasta da Economia, como foi definido pela Câmara.

    Inicialmente, o líder do PSL, partido de Bolsonaro, na Casa, Major Olimpio (SP), havia dito que a sigla iria apresentar destaque para que o Coaf ficasse sob Moro. Após reunião nesta terça com o presidente, no entanto, disse que o partido não apresentará destaque, buscará sensibilizar os parlamentares do Pros e do Podemos e votará contra mudanças no texto que veio da Câmara.

    Caso o texto seja alterado pelos senadores, a MP, primeira medida adotada pelo governo Bolsonaro em janeiro e que também reduziu de 29 para 22 o número de ministérios, terá de ser novamente analisada pela Câmara, o que pode levar a medida a perder validade.

    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliou nesta terça que há tempo hábil para os deputados voltarem a analisar a MP caso ela seja alterada pelos senadores, mas disse que seria melhor se o Senado referendasse o texto que saiu da Câmara.

    'Se o senado votar, ótimo, se o Senado votar e devolver para a Câmara, vamos cumprir o nosso papel', disse Maia a jornalistas. 'Da minha parte dá (tempo), é pautar. Pode ter obstrução, aí é outra questão. Vamos esperar o Senado, se o Senado decidir aprovar do jeito que nós aprovamos, ótimo, melhor, mais rápido, com menos estresse. Mas se voltar, vamos pautar novamente e vamos votar a matéria também.'

    Se a MP caducar, retornará a configuração de 29 ministérios na Esplanada e, por exemplo, o Ministério da Economia, atualmente encabeçado por Paulo Guedes, será desmembrado em três pastas --Fazenda, Planejamento e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Além disso, o Coaf seguiria no Ministério da Fazenda.

    Outras pastas extintas por Bolsonaro também voltarão a existir, como o Ministério do Trabalho.

    Em Portugal, onde participou de um evento sobre democracia e combate à corrupção, Moro disse a jornalistas que não se pode perder toda a reestruturação do governo por causa do Coaf e disse que o governo pode encontrar outra solução se a Medida Provisória 870 for aprovada pelos senadores como está.

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    Futuro ministro da Educação de Bolsonaro defende preservar valores de sociedade conservadora

    BRASÍLIA (Reuters) - O futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, afirmou em nota, nesta sexta-feira, que a sociedade brasileira 'é conservadora' e planeja, em sua gestão acabar com o que chama de 'instrumentalização da educação com finalidade político-partidária'.

    Rodríguez é um defensor da Escola sem Partido, e foi indicado ao presidente eleito Jair Bolsonaro pelo filósofo Olavo de Carvalho - que também emplacou Eugênio Araújo no Ministério das Relações Exteriores.

    'Pretendo colocar a gestão da Educação e a elaboração de normas no contexto da preservação de valores caros à sociedade brasileira, que, na sua essência, é conservadora e avessa a experiências que pretendem passar por cima de valores tradicionais ligados à preservação da família e da moral humanista', diz a nota distribuída por Rodríguez.

    O ministro indicado diz ainda que pretende 'cumprir a contento o ideal proposto pelo nosso presidente eleito' e responsabiliza o que chama de 'instrumentalização ideológica da educação em aras de um socialismo vácuo' pela polarização do debate no país nos últimos anos.

    No início deste mês, em seu blog, Rodríguez já anunciava que estava sendo considerado para o MEC por Bolsonaro. No texto em que se apresenta como possível ministro, criticou rivais para o cargo, sem citar nomes, e colocou a necessidade de uma 'refundação' do ministério.

    'Enxergo, para o MEC, uma tarefa essencial: recolocar o sistema de ensino básico e fundamental a serviço das pessoas e não como opção burocrática sobranceira aos interesses dos cidadãos, para perpetuar uma casta que se enquistou no poder e que pretendia fazer, das instituições republicanas, instrumentos para a sua hegemonia política', escreveu.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Economistas propõem a Bolsonaro fim da estabilidade e mais flexibilidade para exonerar servidores

    BRASÍLIA (Reuters) - Inicialmente reunidos num grupo de WhatsApp para debater os problemas do país, os chamados 'Economistas do Brasil' propuseram o fim parcial da estabilidade no serviço público e a criação de mecanismos de exoneração, no caso de piora no desempenho, para ajudar a reequilibrar as contas públicas, tocando em temas que não costumam prosperar diante de forte resistência de grupos de interesse.

    Em documento com quase 100 páginas, os economistas também citaram outras medidas de endurecimento fiscal, como a desvinculação de qualquer despesa ao salário mínimo e a eliminação dos pisos de gasto em todos os níveis de governo.

    Integram o time mais de 200 profissionais, entre eles Cláudio Frischtak, Tarcísio Godoy, Bernard Appy, Flavio Ataliba e Paulo Coutinho -- este último participante de grupo de trabalho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

    'Uma vez que nem todo cargo público tem as mesmas atribuições, nem todos os cargos públicos deveriam ser estáveis em mesmo grau. Dessa forma, propõe-se introduzir mecanismos que eliminem parcialmente a estabilidade de certos cargos públicos, podendo inclusive estipular a rotatividade de servidores a cada ciclo de avaliação', diz carta do grupo.

    'Vale ressaltar que todo e qualquer servidor público deverá ser exonerado do cargo se não cumprir padrões mínimos de responsabilidade e produtividade', acrescentou o documento, publicado nesta segunda-feira.

    O texto defende que o fim da estabilidade poderia vir tanto por conta do desempenho medido objetivamente, como por piora no ciclo econômico.

    Junto com as despesas previdenciárias, os gastos ligados à folha de pagamento respondem pela maior parte do engessamento do Orçamento. Como o governo é obrigado a executar essas despesas, que crescem em ritmo superior à inflação, mas é também limitado pela regra global do teto de gastos, acaba tendo uma margem menor para direcionar recursos a outras áreas, como para investimentos.

    No rol de iniciativas já mencionadas pela equipe econômica do governo de Michel Temer para enfrentar o problema já constaram, por exemplo, reajuste da contribuição previdenciária dos servidores, implantação efetiva do teto remuneratório e reestruturação das carreiras públicas com redução do salário inicial. Nenhuma delas foi aprovada.

    Para 2019, o atual governo propôs o adiamento em 12 meses do reajuste salarial do funcionalismo público, embora não tenha incorporado a economia com a medida, que ainda demanda aprovação do Congresso, na peça orçamentária.

    PONTOS EM COMUM

    Os economistas apontaram que o documento 'procurou condensar o pensamento médio do grupo nos diversos temas' para colaborar com o próximo governo.

    Com pontos em comum com o programa defendido por Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda de Bolsonaro, a carta também defende a autonomia do Banco Central, com mandatos fixos para presidente e diretores, e a aprovação da reforma da Previdência do atual regime, de repartição, acompanhada de plano de migração gradual para regime de capitalização.

    'O regime de capitalização é o modelo que apresenta maiores vantagens do ponto de vista do contribuinte e do governo. Porém, exige uma compatibilização dos fluxos de caixa, que pode ser um custo não desprezível de ajustamento do regime de repartição para o regime de capitalização. Assim, sugere-se que seja realizada a reforma da Previdência, porém com um plano de transição para o regime de capitalização', afirmou a carta.

    (Por Marcela Ayres)

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    Em carta, Lula faz apelo por união em torno de Haddad contra 'ameaça fascista'

    BRASÍLIA (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo, em carta divulgada nesta quarta-feira, por união em torno do nome do candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, contra a 'ameaça fascista' representada, segundo ele, pela candidatura de Jair Bolsonaro (PSL).

    Lula abre mais uma das cartas escritas de Curitiba, onde está preso há seis meses, afirmando que o país chega ao final das eleições sob o risco de um enorme retrocesso, e diz que é o momento de “unir o povo, os democratas, todos e todas' em torno da candidatura de Haddad e defender a democracia.

    “Neste momento em que uma ameaça fascista paira sobre o Brasil, quero chamar todos e todas que defendem a democracia a se juntar ao nosso povo mais sofrido, aos trabalhadores da cidade e do campo, à sociedade civil organizada, para defender o Estado Democrático de Direito”, escreveu o ex-presidente.

    “Neste momento, acima de tudo está o futuro do país, da democracia e do nosso povo. É hora de votar em Fernando Haddad, que representa a sobrevivência do pacto democrático, sem medo e sem vacilações”.

    Segundo Lula, as divergências políticas devem ser decididas por meio de debate, dos argumentos e do voto, mas o país não tem o direito de abandonar o pacto social da Constituição de 1988, que marcou a volta da democracia.

    “Não podemos deixar que o desespero leve o Brasil na direção de uma aventura fascista, como já vimos acontecer em outros países ao longo da história”, afirmou.

    Lula está preso desde 7 de abril em Curitiba, depois de ter sido condenado em segunda instância por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no âmbito da operação Lava Jato. O ex-presidente nega ter cometido qualquer crime.

    Na carta, Lula se defende mais uma vez das acusações, defende seu legado e diz saber que seu governo contrariou interesses e por isso tentam “reescrever a história” e destruir a imagem do PT, mas que a população ainda confia no projeto do partido.

    Lula pretendia ser o candidato do PT nessas eleições e aparecia em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto, mas teve seu registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa, e foi então substituído por Haddad.

    De acordo com pesquisa Ibope divulgada na terça-feira, Haddad tem 43 por cento dos votos válidos para o segundo turno de domingo, enquanto Bolsonaro lidera as intenções de voto com 57 por cento.

    (Por Lisandra Paraguassu)

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    Lula diz em carta a Haddad que transfere a ele responsabilidade de transformar o país

    Por Lisandra Paraguassu

    SÃO PAULO (Reuters) - Um dia depois de oficializar a desistência de sua candidatura e nomear Fernando Haddad seu substituto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou mais uma carta, essa dirigida ao novo candidato petista, em que diz estar transferindo a Haddad a 'a imensa responsabilidade de retomar o processo de transformação do Brasil'.

    'Você sabe que não será fácil corrigir tudo o que fizeram de errado com o nosso país nos últimos dois anos. Será necessário trabalhar dia e noite, dialogar com a sociedade, saber ouvir e saber agir', escreveu o ex-presidente.

    'Você tem experiência suficiente para enfrentar esses desafios. Você tem o apoio do PT e dos nossos aliados. Tem o Plano de Governo que elaboramos para tirar o país da crise. E sempre poderá contar comigo.'

    Haddad foi oficializado na terça-feira como candidato do PT à Presidência, no último dia dado pelo Tribunal Superior Eleitoral para que o partido trocasse a chapa, depois de Lula ter tido seu registro cassado por estar enquadrado na lei da Ficha Limpa.

    Lula está preso desde abril em Curitiba cumprindo pena por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no caso do tríplex do Guarujá, litoral de São Paulo.

    No texto, em que chama Haddad de 'querido amigo' e diz admirá-lo 'como ser humano' e 'por sua coragem, inteligência e dedicação ao povo brasileiro', Lula pede a Haddad que percorra o Brasil, como ele fez, e afirma que vai representá-lo na caminhada de volta à Presidência.

    'O importante é pensar no povo em primeiro lugar, principalmente nas pessoas que mais precisam de apoio para conquistar uma vida melhor', escreveu o ex-presidente. 'Tudo que lhe peço, querido amigo, é que cuide com muito carinho das pessoas, como eu gostaria de estar cuidando'.

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    9 M

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    Lula diz que tribunais impediram pleito livre e PT lança Haddad para 'ganhar a eleição'

    Por Lisandra Paraguassu

    CURITIBA (Reuters) - O PT formalizou nesta terça-feira o nome de Fernando Haddad para substituir na disputa ao Planalto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial, que voltou a atacar os tribunais por impedirem uma eleição livre.

    'Vocês já devem saber que os tribunais proibiram minha candidatura a presidente da República. Na verdade, proibiram o povo brasileiro de votar livremente para mudar a triste realidade do país', afirmou Lula em carta lida pelo advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, no terreno da vigília petista, em frente à Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente está preso desde abril.

    Algumas centenas de militantes de movimentos sociais esperaram por mais de duas horas no frio da tarde em Curitiba a chegada de Haddad e a direção do partido, ouvindo o jingle da campanha, batendo tambores e com ocasionais gritos de Lula livre. O sentimento era de resignação e simpatia, mais do que entusiasmo, por Haddad como o homem que vai levar adiante o projeto de Lula.

    Condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá, Lula teve sua candidatura presidencial barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa. O prazo para a substituição da cabeça de chapa se encerrava nesta terça-feira.

    A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, também anunciou a deputada estadual Manuela D'Ávila, do PCdoB, como nova candidata a vice-presidente, no lugar de Haddad, confirmando o que tinha sido acertado entre os dois partidos quando selaram a coligação presidencial no início do mês passado.

    Além de se defender e atacar o Judiciário e a imprensa, Lula usou a carta para fazer o primeiro movimento no esforço crucial para as chances do PT voltar a ocupar o Palácio do Planalto, tentar transferir os votos que tinha para o novo candidato. Lula liderava as pesquisas de intenção de voto até ter sua candidatura barrada.

    'Minha condenação é uma farsa judicial, uma vingança política, sempre usando medidas de exceção contra mim', disse Lula, acrescentando que talvez não estivesse preso se aceitasse abrir mão da candidatura.

    'Por isso, quero pedir, de coração, a todos que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para presidente da República', afirmou. 'Nós já somos milhões de Lulas e, de hoje em diante, Fernando Haddad será Lula para milhões de brasileiros.'

    O desafio da passagem do prestígio de Lula junto ao eleitorado para Haddad não será pequeno. Enquanto o ex-presidente liderava as pesquisas com quase 40 por cento das intenções de voto, o novo candidato apareceu com 9 por cento na pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira.

    Em discurso após a leitura da carta, Haddad disse sentir 'a dor' dos que 'não vão poder votar naquele que gostariam de ver subir a rampa do Planalto e liderar o país a partir de 1º de janeiro'.

    O ex-prefeito de São Paulo questionou quais seriam os motivos que justificaram o que ele chamou de injustiças contra Lula e citou vários resultados positivos obtidos quando o ex-presidente comandou o país, entre 2003 e 2010.

    Haddad procurou motivar a militância e os eleitores do ex-presidente em geral para trabalhar de modo a garantir que conquistas apontadas por ele possam retornar.

    'Nós vamos dizer ao povo 'você está sentindo a dor que eu estou sentindo, mas não é hora de voltar para casa de cabeça baixa, é hora de sair para rua de cabeça erguida e ganhar essa eleição'.'

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    PT não fará nova carta aos brasileiros porque tem fundamentos para tocar país, diz Haddad

    BRASÍLIA (Reuters) - Candidato a vice-presidente na chapa presidencial petista, Fernando Haddad disse na noite de quinta-feira que o PT não irá fazer uma nova 'Carta aos Brasileiros', nos moldes da escrita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para acalmar o mercado antes de sua primeira eleição, em 2002, porque o partido tem 'fundamentos sólidos'.

    Em entrevista à rede GloboNews, o candidato à vice --que deve ser confirmado no início da semana que vem como substituto de Lula, que teve seu registro rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)--, Haddad foi pressionado a admitir erros na condução econômica do PT e a se comprometer com uma política diferente do segundo governo de Dilma Rousseff.

    'Não existe isso. Estão querendo obrigar o PT a escrever uma outra carta aos brasileiros, ao mercado. Não precisa, nós temos fundamentos sólidos para tocar o país', afirmou.

    Haddad reconheceu decisões equivocadas assumidas pelo PT no segundo governo de Dilma Rousseff, especificamente a política de desonerações e a política energética, mas ressaltou que a conta da crise, em sua opinião, teve também um forte componente político.

    'Eu entendo que 2013 e 14 tomamos algumas decisões equivocadas. Mas que não explicam a crise de 2015 e 2016 que, na minha opinião, foi sobreposta com a crise institucional. Na minha opinião a crise política tem que ser colocada na conta da recessão', defendeu.

    'De 2003 a meados de 2012 eu penso que, se cometemos erros na gestão econômica, eles foram muito laterais, não foram importantes. Em 2013 e 2014 foram erros importantes, mas que não explicam a debacle de 2015 e 2016.'

    Haddad acusa o PSDB de gerar instabilidade no país a partir de 2014, quando o senador Aécio Neves não aceitou o resultado da eleição presidencial, e de cooptar um vice de 'caráter frágil' --referindo-se ao atual presidente Michel Temer-- para criar a crise política que levou ao impeachment de Dilma.

    'Foi um sabotagem institucional que causou incertezas e levou os investidores a se recolherem para ver no que ia dar. Deu nisso', disse.

    DECISÃO

    Haddad confirmou ainda que o PT espera o resultado da Justiça sobre os últimos pedidos --ainda resta uma liminar pedida ao TSE-- para garantir o registro de Lula e conversará com o ex-presidente na segunda-feira para então homologar a mudança da chapa na terça, data limite dada pelo tribunal.

    Questionado se continuaria na chapa como vice no caso do PT escolha outro nome que não o seu para substituir Lula, Haddad negou. 'Não continuarei', disse.

    A substituição de Lula por Haddad já está pacificada dentro do PT por decisão do próprio ex-presidente, depois de semanas de disputas internas causadas, inclusive, pela dificuldade que Lula teve em aceitar que dificilmente conseguiria garantir seu registro.

    Sem outra solução e sob o risco de ficar sem candidato se não decidir até terça-feira, a expectativa é que Haddad saia do encontro com Lula, na segunda, com uma carta apontando-o como substituto. A homologação deve ser feita na própria segunda ou na terça.

    Haddad ainda foi questionado se daria um indulto a Lula, caso fosse eleito. O ex-prefeito esclareceu que isso não está em consideração.

    'Lula pede que os tribunais superiores julguem o mérito da sua condenação. Que se reconheça o erro judiciário. Ele não vê no processo uma única prova cabal que ele tenha cometido um ilícito no caso daquele apartamento. Ele me disse 'eu quero a comprovação da minha inocência. Eu não estou pedindo indulto, estou pedindo reconhecimento do erro judiciário'', disse Haddad.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    PT não fará nova carta aos brasileiros porque tem fundamentos para tocar país, diz Haddad

    BRASÍLIA (Reuters) - Candidato a vice-presidente na chapa presidencial petista, Fernando Haddad disse na noite de quinta-feira que o PT não irá fazer uma nova 'Carta aos Brasileiros', nos moldes da escrita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para acalmar o mercado antes de sua primeira eleição, em 2002, porque o partido tem 'fundamentos sólidos'.

    Em entrevista à rede GloboNews, o candidato à vice --que deve ser confirmado no início da semana que vem como substituto de Lula, que teve seu registro rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)--, Haddad foi pressionado a admitir erros na condução econômica do PT e a se comprometer com uma política diferente do segundo governo de Dilma Rousseff.

    'Não existe isso. Estão querendo obrigar o PT a escrever uma outra carta aos brasileiros, ao mercado. Não precisa, nós temos fundamentos sólidos para tocar o país', afirmou.

    Haddad reconheceu decisões equivocadas assumidas pelo PT no segundo governo de Dilma Rousseff, especificamente a política de desonerações e a política energética, mas ressaltou que a conta da crise, em sua opinião, teve também um forte componente político.

    'Eu entendo que 2013 e 14 tomamos algumas decisões equivocadas. Mas que não explicam a crise de 2015 e 2016 que, na minha opinião, foi sobreposta com a crise institucional. Na minha opinião a crise política tem que ser colocada na conta da recessão', defendeu.

    'De 2003 a meados de 2012 eu penso que, se cometemos erros na gestão econômica, eles foram muito laterais, não foram importantes. Em 2013 e 2014 foram erros importantes, mas que não explicam a debacle de 2015 e 2016.'

    Haddad acusa o PSDB de gerar instabilidade no país a partir de 2014, quando o senador Aécio Neves não aceitou o resultado da eleição presidencial, e de cooptar um vice de 'caráter frágil' --referindo-se ao atual presidente Michel Temer-- para criar a crise política que levou ao impeachment de Dilma.

    'Foi um sabotagem institucional que causou incertezas e levou os investidores a se recolherem para ver no que ia dar. Deu nisso', disse.

    DECISÃO

    Haddad confirmou ainda que o PT espera o resultado da Justiça sobre os últimos pedidos --ainda resta uma liminar pedida ao TSE-- para garantir o registro de Lula e conversará com o ex-presidente na segunda-feira para então homologar a mudança da chapa na terça, data limite dada pelo tribunal.

    Questionado se continuaria na chapa como vice no caso do PT escolha outro nome que não o seu para substituir Lula, Haddad negou. 'Não continuarei', disse.

    A substituição de Lula por Haddad já está pacificada dentro do PT por decisão do próprio ex-presidente, depois de semanas de disputas internas causadas, inclusive, pela dificuldade que Lula teve em aceitar que dificilmente conseguiria garantir seu registro.

    Sem outra solução e sob o risco de ficar sem candidato se não decidir até terça-feira, a expectativa é que Haddad saia do encontro com Lula, na segunda, com uma carta apontando-o como substituto. A homologação deve ser feita na própria segunda ou na terça.

    Haddad ainda foi questionado se daria um indulto a Lula, caso fosse eleito. O ex-prefeito esclareceu que isso não está em consideração.

    'Lula pede que os tribunais superiores julguem o mérito da sua condenação. Que se reconheça o erro judiciário. Ele não vê no processo uma única prova cabal que ele tenha cometido um ilícito no caso daquele apartamento. Ele me disse 'eu quero a comprovação da minha inocência. Eu não estou pedindo indulto, estou pedindo reconhecimento do erro judiciário'', disse Haddad.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Papa promete acabar com acobertamento em carta aos católicos sobre abuso sexual

    CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco, que enfrenta crises simultâneas de abuso sexual por parte de clérigos católicos em diversos países do mundo, escreveu uma carta inédita pedindo que todos os católicos do mundo ajudem a erradicar 'essa cultura da morte'.

    Na carta divulgada nesta segunda-feira, endereçada ao 'povo de Deus', Francisco também prometeu que nenhum esforço será poupado para prevenir o abuso sexual e seu acobertamento.

    'Nós percebemos que essas feridas nunca desaparecem e que exigem que nós condenemos vigorosamente essas atrocidades e que juntemos nossas forças para erradicar essa cultura da morte', disse.

    A carta também respondeu a um recente relatório de um grande júri do Estado norte-americano da Pensilvânia sobre abusos cometidos dentro da igreja.

    Francisco disse que embora a maior parte dos casos mencionados no relatório 'pertença ao passado', está claro que o abuso foi 'por muito tempo ignorado, mantido em silêncio ou silenciado'.

    Uma autoridade do Vaticano disse que essa é a primeira vez que um papa escreve a todos os cerca de 1,2 bilhão de católicos do mundo sobre abuso sexual. Cartas anteriores sobre o escândalo foram endereçadas a bispos ou a fieis de determinados países.

    Na semana passada, um grande júri da Pensilvânia divulgou as descobertas da maior investigação sobre abuso sexual na história da Igreja Católica nos Estados Unidos, revelando que 301 padres haviam abusado sexualmente de menores durante os últimos 70 anos no Estado.

    A carta de Francisco foi divulgada no momento em que a Igreja enfrenta escândalos de abuso sexual em diversos países, incluindo Estados Unidos, Chile e Austrália, e dias antes de o papa visitar a Irlanda, que ainda está se recuperando dos efeitos de sua própria crise de abusos sexuais.

    (Reportagem de Philip Pullella)

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    Lula reafirma candidatura em carta e diz que falará pelas vozes de Haddad e Manuela

    (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou a candidatura dele à Presidência da República em carta, divulgada nesta segunda-feira, e disse que falará à população pelas vozes do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e da deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB) enquanto permanecer preso.

    'Sou candidato sim à Presidência da República', disse Lula em carta a um radialista do Ceará divulgada no site oficial do ex-presidente, afirmando que está preso 'sem provas' e com o único motivo de tirá-lo das eleições presidenciais.

    'Acharam que me isolando aqui me calariam, mas eu falarei pela voz do companheiro Fernando Haddad e da companheira Manuela D'Ávila, que irão viajar o Brasil dizendo o que estamos propondo para consertar tudo que o golpe desarrumou neste país', acrescentou.

    Apesar de estar preso desde abril por condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP), Lula terá sua candidatura presidencial registrada pelo PT nesta semana, com Haddad como vice.

    Manuela, por sua vez, assumirá a vaga de candidata a vice na chapa presidencial quando a situação jurídica de Lula se resolver, como parte de acordo fechado entre PT e PCdoB. Haddad deve ficar com a cabeça de chapa se Lula for barrado da disputa eleitoral devido à Lei da Ficha Limpa.

    Lula, que nega quaisquer irregularidades, afirma ser alvo de uma perseguição política montada por setores do Ministério Público, da imprensa, da Polícia Federal e do Judiciário para impedi-lo de ser novamente candidato.

    O ex-presidente lidera as pesquisas de intenção de voto nos cenários em que é incluído como candidato.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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