Parlamento Europeu remove Eva Kaili de cargo por acusações de corrupção
Parlamento Europeu remove Eva Kaili de cargo por acusações de corrupção
Reuters
13/12/2022
Por Andreas Buerger e Charlotte Van Campenhout
ESTRASBURGO (Reuters) - O Parlamento Europeu destituiu a deputada grega Eva Kaili de seu cargo sênior na assembleia nesta terça-feira devido a alegações de que o Catar, anfitrião da Copa do Mundo, teria pago propina a ela para influenciar em tomada de decisões, acusações que ela nega.
Kaili, uma de 14 vice-presidentes do parlamento, estava entre quatro pessoas detidas e acusadas na Bélgica pelo escândalo que provocou indignação em Bruxelas e ameaça prejudicar a imagem da União Europeia.
O caso, no qual a polícia descobriu pilhas de dinheiro, lança uma sombra sobre o Parlamento Europeu, que busca ser um guia moral, ao criticar os abusos de direitos globais e repreender os governos da UE por qualquer indício de impropriedade.
O Catar negou qualquer irregularidade.
O parlamento agiu rapidamente para afrouxar os laços com Kaili. Votaram a favor da medida 625 deputados, apenas um contra e duas abstenções.
'A integridade do @Europarl_EN vem em primeiro lugar', tuitou a presidente Roberta Metsola.
Michalis Dimitrakopoulos, advogado de Kaili na Grécia, disse nesta terça-feira: 'A posição dela é que ela é inocente, posso te dizer isso.'
'Ela não tem nada a ver com o financiamento do Catar, nada, explícita e inequivocamente', disse Dimitrakopoulos à Open TV em um primeiro comentário público.
Vários Estados da UE, incluindo a Alemanha, disseram que a credibilidade da união de 27 nações está em jogo. Os países que têm enfrentado críticas da assembleia, incluindo a Hungria, membro da UE, também comentaram.
'A partir de agora, o Parlamento Europeu não poderá falar sobre corrupção de maneira crível', escreveu o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, no Facebook.
A polícia belga vasculhou 19 casas e escritórios do parlamento de sexta a segunda-feira como parte de sua investigação e apreendeu computadores, telefones celulares e dinheiro.
Nenhuma das quatro pessoas acusadas foi formalmente identificada, mas o nome de Kaili vazou rapidamente para a imprensa.
Reuters

