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    Pensar pode gastar tantas calorias quanto correr ou danças

    Mas, mesmo assim, isso não significa que colocar o cérebro em prática emagreça.

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    Pensar pode gastar as mesmas calorias do que correr, caminhar ou dançar (considerando um adulto com um cérebro de peso médio, 1.400 gramas, e 70 quilos).

    “O cérebro humano representa, aproximadamente, 2% do peso corporal, e consome 20% do oxigênio e da glicose do organismo”, diz Javier DeFelipe, professor de pesquisa do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC). “Em estado basal, o cérebro pode consumir 350 calorias em 24 horas, isso é, 20% do que costumamos gastar por dia”, completa Ignacio Morón, professor da Universidade de Granada e pesquisador do Centro de Pesquisa Mente, Cérebro e Comportamento. Isso representa um gasto calórico comparável ao das atividades físicas citadas acima, segundo as tabelas da Universidade de Harvard.

    Segundo DeFelipe, o cérebro é o órgão do nosso corpo que consome mais energia. Além disso, ele está continuamente funcionando, mesmo durante a noite – o que justifica seu grande consumo de energia.

    Morón afirma que se presume que a massa cinzenta, que é onde ficam os núcleos neuronais, consome mais energia do que a massa branca, cuja função principal é a de transmitir a informação. “E isso se deve, entre outros fatores, à grande quantidade de sinapses e mitocôndrias da massa cinzenta, junto com o fato de que a massa branca é, pela maneira como está constituída, mais eficiente e econômica”, explica o especialista.

    “Quando está em modo normal, como quando caminhamos pela rua pensando em nossas coisas, talvez o consumo seja menor, no sentido de que nenhuma área do cérebro está mais ativa do que outras”, afirma DeFelipe. Mas se de repente começamos a resolver um problema, uma determinada região é ativada e passa a gastar mais energia. O gasto energético do cérebro é medido pela quantidade de irrigação sanguínea cerebral e utilizando ressonância magnética funcional e espectroscopia por ressonância magnética.

    Ignacio Morón admite que "uma hora de intenso trabalho intelectual consome praticamente a mesma energia que uma hora de trabalho físico intenso", e se a atividade intelectual também é prolongada ao longo do tempo, e com o acréscimo de estresse, gasta mais energia.

    Mas se engana quem pensa que pensar emagrece. "Claramente, pensar não emagrece, talvez pensar enquanto se caminha com vigor ou durante os exercícios físicos", conclui Andrés Catena, diretor do CIMYCC.

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