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    Petrobras recolhe mais de 200 t de resíduos oleosos nas praias do Nordeste

    Placeholder - loading - Trabalho de limpeza de manchas de óleo na praia de Coruripe, Alagoas 14/10/2019 REUTERS/Adriano Machado
    Trabalho de limpeza de manchas de óleo na praia de Coruripe, Alagoas 14/10/2019 REUTERS/Adriano Machado

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    Por Luciano Costa e Marta Nogueira

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras coletou mais de 200 toneladas de resíduos oleosos, ainda de origem misteriosa, que vêm atingindo praias do Nordeste desde o início de setembro, informou a companhia nesta quarta-feira.

    A petroleira estatal mobilizou cerca de 1.700 agentes ambientais para limpeza das áreas impactadas na região e mais de 50 empregados para planejamento e execução da resposta às manchas, disse a empresa.

    Em comunicado, a Petrobras reafirmou ainda que será ressarcida pelos trabalhos desempenhados no combate ao problema ambiental, conforme publicado anteriormente pela Reuters, com informação da estatal.

    'A Petrobras reforça que o óleo nas praias do Nordeste não tem origem nas operações da companhia e os custos das atividades de limpeza serão ressarcidos, conforme informado pelo Ibama', reiterou.

    Também foram acionados, segundo a Petrobras, cinco Centros de Defesa Ambiental (CDA) --instalações da empresa distribuídos pelo país para responder a emergências ambientais-- e nove Centros de Resposta a Emergência.

    Identificadas desde 2 de setembro, as manchas de petróleo chegaram a todos Estados do Nordeste e já atingem 72 municípios e 167 localidades, segundo dados atualizados pelo órgão ambiental Ibama na noite de terça-feira.

    Também nesta quarta-feira, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, realizou um sobrevoo sobre o litoral da Bahia para inspecionar as manchas. Em mensagem no Twitter, Salles disse que o sobrevoo marcado para esta quarta-feira visava 'acompanhamento das manchas e equipes de recolhimento' e acrescentou que irá visitar também 'outras localidades' afetadas.

    O Ibama registrou avistamentos de ao menos 13 tartarugas marinhas mortas nas praias impactadas pelas manchas de óleo, de acordo com levantamento até segunda-feira.

    O órgão ambiental confirmou que requisitou apoio da Petrobras para limpeza das praias. Já a investigação da origem das manchas de óleo é conduzida pela Marinha, enquanto a investigação criminal está sob responsabilidade da Polícia Federal.

    Até o momento, o governo brasileiro ainda não identificou a origem do petróleo e nem como aconteceu o derramamento. Segundo a Petrobras, a análise de amostras realizadas pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) atestou que o petróleo cru encontrado nas praias não é produzido no Brasil, nem comercializado ou transportado pela companhia.

    O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse na semana passada que foi identificado que o material possui características similares ao petróleo extraído na Venezuela, mas destacou que ainda não há conclusões definitivas.

    Antes, o ministro Salles também havia dito que o petróleo 'muito provavelmente' é de origem venezuelana.

    O governo da Venezuela e a estatal PDVSA, no entanto, rejeitaram na semana passada responsabilidade pelo derramamento, afirmando que não encontraram evidências de vazamentos em campos de petróleo no país que pudessem ter afetado o Brasil.

    BARREIRAS

    O Ibama disse ainda que requisitou à Petrobras a disponibilização de barreiras de contenção para impedir que o óleo continue se espalhando, mas afirmou que a medida foi tomada 'por precaução', uma vez que avalia que o uso do equipamento 'pode não alcançar a eficácia pretendida'.

    'Nos casos em que o óleo derramado é de origem conhecida e sua dispersão é prevista, a instalação de barreiras em águas calmas é tecnicamente recomendável para proteger pontos sensíveis, como manguezais. Contudo, se os manguezais já estiverem oleados, a medida poderá provocar o efeito inverso e impedir a depuração natural do ambiente', explicou.

    Segundo o órgão ambiental, mais de 200 barreiras estão em Aracaju, no Sergipe, 'à disposição de instituições com capacidade operacional para realizar sua instalação e manutenção'.

    Escrito por Reuters

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