PF abre inquérito para apurar contratação de influenciadores digitais para atacar BC em caso Master
PF abre inquérito para apurar contratação de influenciadores digitais para atacar BC em caso Master
Reuters
28/01/2026
Por Ricardo Brito
BRASÍLIA, 28 Jan (Reuters) - A Polícia Federal abriu na tarde desta quarta-feira inquérito para apurar a eventual contratação de influenciadores digitais que teriam usado redes sociais para atacar o Banco Central após a autoridade monetária ter decretado a liquidação extrajudicial do Banco Master em meados de novembro.
A informação foi divulgada inicialmente pela CNN Brasil e depois confirmada pela Reuters com uma fonte do Supremo Tribunal Federal (STF) e outra da PF com conhecimento do caso. Foi o STF responsável por autorizar a investigação policial.
Investigadores vão apurar se houve uma ação orquestrada -- e paga -- para contestar a decisão do BC e quem foi o responsável pela contratação. Na PF, a apuração será conduzida por uma equipe da Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor).
Procurada, a PF disse apenas que 'não confirma nem se manifesta sobre eventuais investigações em andamento'.
Em nota, a defesa do dono do Master, Daniel Vorcaro, informou que ele não tem qualquer relação com a contratação e divulgação de notícias falsas, tampouco com campanhas digitais de difamação contra autoridade pública.
'Ao contrário, sua defesa tem reiterado que Vorcaro é alvo de campanha difamatória e de disseminação orquestrada e sistemática de informações falsas que vêm prejudicando sua reputação nos últimos meses, muito antes da liquidação do Banco Master', disse a defesa.
Segundo a nota, Vorcaro já requereu a abertura de investigação específica para apurar a origem, autoria e responsabilidade pela produção e circulação dessas notícias falsas e ofensivas, justamente para afastar insinuações indevidas e permitir o esclarecimento completo dos fatos.
Além da liquidação extrajudicial decretada pelo BC, o Master já foi alvo de duas operações da PF. Na primeira delas, Vorcaro chegou a ser preso preventivamente, mas depois foi solto e está com tornozeleira e cumpre outras medidas cautelares.
Reuters

