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    Pianista Marcelo Cesena fala sobre música clássica em entrevista para a Antena 1

    O músico é atração de concerto em prol à ONG italiana

    Por Amanda Brandão

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    Na próxima sexta-feira, dia 3 de agosto, o pianista Marcelo Cesena fará um show em prol a ONG italiana “Associação Aventura de Construir” no MIS, em São Paulo. A entidade dá suporte e capacitação para pequenos empreendedores de baixa renda no Brasil.

     

    Criada pela italiana Fondazione Umano Progresso a Associação Aventura de Construir existe há sete anos desde sua criação, conduziu 190 oficinas de capacitação,1,2 mil assessorias, além de dar atendimento a 5,6 mil microempreendedores, gerando um impacto em 20 mil pessoas.

     

    Marcelo Cesena foi eleito o melhor músico brasileiro radicado nos Estados Unidos pelo “Brazilian International Press Award” em 2009 e 2013. Além disso, é o embaixador da música brasileira ao redor do mundo.

     

    O show do artista, intitulado Um toque de arte: Concerto de piano, contará com canções do maestro italiano Ennio Morricone, vencedor do Oscar de 2016 pela trilha sonora do filme “Os Oito Odiados”, de Quentin Tarantino.

     

    O valor dos ingressos será revertido integralmente para a ONG italiana. Em entrevista exclusiva para a Antena 1, Marcelo Cesena falou sobre  evolução e presença da música nos dias de hoje e também comentou sobre sua parceria com a Associação Aventura de Construir.

     

    Como embaixador da música brasileira ao redor do mundo, qual é a importância que você dá à música nos dias de hoje?

    Agradeço por este título, que me deixa muito orgulhoso e me dou conta da minha responsabilidade e faço o possível para representar bem o meu país. A linguagem universal da música é poliglota e fala diretamente ao coração. Diante disso, sempre acreditei no elevado poder educativo da música, na sua capacidade de criar diálogo entre pessoas de diferentes gerações e pensamentos independentemente de onde estejam e hoje mais do que nunca na história da humanidade nós precisamos de diálogo, um diálogo aberto de coração e mentes disponíveis.

    Como surgiu a parceria com o Aventura de Construir? Qual é a importância do projeto?

    Conheci a Silvia Caironi alguns anos atrás, ela é italiana e coordena as atividades da Associação Aventura de Construir, e neste período nos tornamos grandes amigos. Quando a Silvia, me disse que a fundação italiana que os apoiava retiraria o apoio econômico em 2019 e que ela estava tentando criar meios para a captação de recursos, eu me propus a fazer parte desta iniciativa. Creio que cada um de nós com as nossas capacidades podemos usá-las em favor do bem. E assim começamos a organizar o concerto.

    O projeto da Associação Aventura de Construir é de suma importância. Cito 3 elementos:

    1 - dá suporte aos micro empreendedores nas zonas periféricas de São Paulo para obtenção de microcrédito produtivamente orientado,

    2 - atua na melhoria das condições de trabalho e sustentabilidade,

    3 - atua de forma consciente e propaga a cultura do despertar para o próprio desenvolvimento pessoal. É literalmente uma aventura de construção não somente profissional, mas mais do que tudo, aventura humana.

    O que o público pode esperar deste concerto?

    Eu costumo dizer que a sala de concertos mais importante é o coração das pessoas. Espero no decorrer deste evento poder compartilhar a beleza das músicas de alguns filmes inesquecíveis e que amamos. Parte do repertório será uma homenagem ao Maestro italiano Ennio Morricone, vencedor do Oscar em 2016, para celebrar os seus 90 anos de vida e grande contribuição que ele fez ao mundo do cinema.

    Nos meus concertos tento abraçar gerações diferentes com um programa dedicado a melodias cinematográficas que espelham o talento de grandes compositores como Hans Zimmer, John Williams, Luis Enríquez Bacalov e tantos outros.

    Como você enxerga o futuro da música clássica?

    O futuro da música clássica, na minha opinião, está na interação com as outras artes e a dos resultados do que vem acontecendo no cinema em relação às trilhas sonoras que aproximaram o público do mundo orquestral, que antes era restrito ao público frequentador de teatros e salas de música.

    A experiência da música clássica deve ser proposta a todos.

    O que mais te inspira a trabalhar com música hoje em dia?

    A beleza. A busca da beleza enriquece o homem. As exigências materiais alimentadas pela cultura consumista que vivemos, nos rouba as capacidades sensoriais, distanciando-nos desta procura, a procura da beleza.

    Nos meus concertos eu sempre digo que o ser humano precisa da beleza como a natureza precisa do sol. Sem a beleza perdemos muito da nossa humanidade.

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