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    ENTREVISTA-'Ninguém vai votar por procuração', diz Kátia Abreu sobre transferência de votos de Lula

    Por Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - A candidata a vice-presidente pelo PDT, Kátia Abreu, afirmou acreditar que, pelo 'muito grande desconhecimento', não haverá transferência de votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o provável sucessor dele na disputa, Fernando Haddad, e disse ter 'convicção' de que os votos do líder petista vão migrar para o cabeça da chapa pedetista, Ciro Gomes.

    'O grau de desconhecimento do Haddad, embora seja uma boa pessoa, o grau de desconhecimento é muito grande. O Brasil é grande demais. Ninguém vai votar por procuração', disse a senadora e ex-ministra, ao lembrar da dificuldade até de se mencionar o nome de Haddad, atual vice de Lula, que é de origem libanesa. 'No interior é assim, se a pessoa tiver um nome estrangeiro.'

    'Tenho também a esperança, a convicção, de que os eleitores de Lula, não podendo votar em Lula, vão votar em Ciro', disse ela, em entrevista à Reuters no seu gabinete do Senado.

    Kátia Abreu afirmou acreditar que Ciro vai começar a crescer nas pesquisas depois que os eleitores constatarem que não vai ocorrer a 'ameaça' do retorno do PT, a quem o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, tem buscado combater 'violentamente'.

    'Quando isso não for mais factível (uma candidatura petista ao Planalto), tenho a convicção de que ele vai crescer. É uma pessoa de centro-esquerda, mas não é um reacionário, pessoa atrasada, aposta no Estado de Direito, nas regras, nos contratos', disse a senadora, ex-ministra da Agricultura que ficará responsável pelo plano de governo de Ciro para todo o setor do agronegócio, incluída a agricultura familiar.

    A candidata a vice foi categórica ao afirmar que Lula terá a candidatura barrada em razão da condenação confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no processo do tríplex do Guarujá (SP).

    'Lula não é candidato. Ele sancionou a Lei da Ficha Limpa (em 2010), que diz que (condenado) em segunda instância não pode ser candidato, hoje é um fato legal', disse.

    'Não vou discutir o mérito da sua prisão e da sua condenação. Eu também tenho dúvidas a respeito das provas, se foi mão pesada. Não vamos discutir isso. Isso é um outro detalhe. O PT tem que lutar até a morte a favor dessas ideias. Eles tem suas convicções e aplaudo quem tem convicções, mesmo que elas não sejam idênticas às minhas.'

    Contudo, a senadora se esquivou de dizer se Lula, --mesmo preso em Curitiba-- dificultou o acerto de Ciro com o PSB. Os socialistas ao final optaram por ficarem neutros na campanha. Para a senadora, foi o PT que atrapalhou, mas ela disse que isso faz parte do jogo político. Segundo ela, Ciro preocupa muita gente, inclusive do PT, e foi o PSB quem mais 'perdeu' ao não se aliar com a campanha do PDT.

    VALORIZANDO O PASSE

    Kátia Abreu disse que não tinha 'muita esperança' que o chamado blocão acertasse com Ciro. Os cinco partidos desse grupo --DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade-- ensaiaram apoiar o candidato do PDT, mas fecharam posteriormente com o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin.

    'Na verdade, eles fizeram aquela aproximação para se valorizar do outro lado. É o jogo político, não quero aqui falar de honestidade, desonestidade. O jogo político é bruto, gente, ele não é fácil. Então o lugar deles é lá mesmo. Eles são, sempre foram do mesmo espaço político. Então cada um se acomodou aonde já queria ir mesmo. Então, com a aquela mania higienista do PSDB, acho que o centrão quis dar uma valorizada para o PSDB buscar. O PSDB é higienista no país inteiro. E aí foram', criticou.

    COMPLEMENTAR

    Kátia Abreu disse que vai fazer campanha 'complementar' à de Ciro, tendo uma agenda de participação de eventos independentes ao cabeça de chapa. Uma das principais dificuldades da campanha do PDT é que, sem ter firmado alianças com o PSB e o blocão, terá pouco tempo de propaganda no rádio e na TV.

    Psicóloga de formação, a candidata a vice procurou demonstrar que Ciro --ao listar os cargos por que já passou no Executivo e Legislativo-- é o mais bem preparado para comandar o país, e rechaçou qualquer impressão de que ele tem um temperamento difícil.

    'O fato de ele ser brigão não significa que ele seja briguento, porque a Kátia Abreu também é brigona, mas não é briguenta. Briguenta é rinhenta, que qualquer coisinha, 'ah, essa água aqui quem tirou do lugar?' (muda um copo d'água de lugar). Briga por tudo, qualquer coisa. Pelo em ovo', disse.

    Para a candidata a vice, a fama de desequilibrado de Ciro é 'fake' (falsa), e ele, nos cargos que já ocupou, não tomou 'nenhuma ação radical de extrema-direita e extrema-esquerda'. 'Não tenho nada a temer, absolutamente nada. Tenho a convicção de que Ciro terá todo o equilíbrio para fazer a virada que o Brasil precisa. Hoje estamos igual jogo da Alemanha, 7 a 1, e nós precisamos virar, ganhar esse jogo', disse.

    A senadora afirmou que a chapa não vai atrás de votos da esquerda ou da direita como alvo preferencial. Para ela, os demais candidatos a presidente estão 'copiando' propostas apresentadas por Ciro --citando como exemplo a proposta de zerar o déficit primário em dois anos-- e aproveitou para cutucar os adversários.

    'Ciro está falando o que vai fazer, ele não está vendendo abóbora por quiabo', destacou ela, para quem o colega de chapa está 'saindo da caixinha' em vez de ficar tentando a agradar a todos e não revelar as mudanças que pretende levar a cabo.

    Numa estocada no presidente Michel Temer, que herdou o cargo após o impeachment de Dilma Rousseff, Kátia Abreu disse que o papel do vice, caso Ciro e ela sejam eleitos, é 'conspirar jamais'.

    'Não tenho isso na minha índole e no meu sangue. No meu caráter, não faz parte da minha história, nem conspirar contra ninguém nem ser um Judas. O fim de todo Judas é trágico', disse ela, ao dizer ter provado em todos os momentos que não é oportunista.

    'Não sou um rato para correr de navio afundando. Sou parceria, sou companheira. Não de corrupção. Fiquei do lado de Dilma porque eu tenho a convicção de que ela é uma pessoa honesta. Por isso lutei por ela', disse. 'Ela podia ser minha amiga, eu gostar dela. Mas se ela não fosse correta eu não tinha essa obrigação de ficar do lado dela só porque fui ministra. Mas não é o caso', completou.

    (Reportagem adicional de Anthony Boadle)

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    ENTREVISTA-Em recado a Bolsonaro, Ana Amélia diz que não se resolve problema “batendo na mesa”

    Por Ricardo Brito e Anthony Boadle

    BRASÍLIA (Reuters) - A senadora Ana Amélia (PP), candidata a vice-presidente na chapa do tucano Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira que não se resolve os problemas do país 'batendo na mesa' ou com base no 'voluntarismo', num recado ao candidato do PSL à Presidência, deputado Jair Bolsonaro, e citou os processos de impeachment dos ex-presidentes Fernando Collor de Mello e Dilma Rousseff como exemplos do resultado da falta de respaldo no Congresso.

    'O Collor perdeu o poder por conta da dificuldade que ele teve de se entender com o Congresso Nacional. Parte dos problemas que a Dilma teve, além do crime de responsabilidade fiscal, foi a dificuldade que teve de conviver respeitosamente com o Congresso', disse Ana Amélia em entrevista à Reuters, em seu gabinete.

    'Quem não tiver essa consciência, não adianta achar que batendo na mesa vai resolver os problemas, ou que num ato de vontade e voluntarismo vai fazer as coisas que a sociedade quer que sejam feitas', acrescentou.

    Aos 73 anos e em seu primeiro mandato parlamentar, a senadora destacou que não tem como haver um 'processo de mudança' no país sem passar pelo Congresso, 'por mais desacreditado' que esteja o Poder Legislativo.

    Questionada se a falta de base de sustentação de um eventual governo Bolsonaro --atualmente o deputado tem apenas dois partidos pequenos na sua coligação-- poderia levá-lo a um impedimento, a senadora não quis falar na condicional. Mas disse que basta analisar a realidade e saber o 'desfecho' desse tipo de processo.

    'Basta perguntar para qualquer cientista político. Não sou cientista política, sou apenas uma observadora da história recente do Brasil, primeiro como jornalista, e agora como agente pública', disse. 'Não é fácil, você tem que acomodar, dialogar, fazer o entendimento, articular com a oposição, você precisa fazer essa forma de entendimento', completou.

    A aliança encabeçada pelo ex-governador de São Paulo é a que tem o maior número de partidos, nove no total --o PSDB de Alckmin, o PP de Ana Amélia, PR, PRB, DEM, Solidariedade, PTB, PPS e PSD.

    'RÉGUA MORAL'

    Perguntada se causa algum constrangimento integrar o PP, a legenda com o maior número de parlamentares investigados na operação Lava Jato, mesmo fazendo um discurso ético, a senadora negou que haja constrangimento e disse que os 'partidos não são formados por anjos', mas sim por pessoas, com suas fragilidades, virtudes e sobretudo defeitos.

    'Partidos, no meu entendimento modesto, são como famílias. Famílias também têm problemas, você tem uma família de quatro, cinco filhos, você tem dois, três maravilhosos e um, às vezes, é a ovelha negra', disse.

    'O fato de o meu partido ter um grande número de envolvidos na operação Lava Jato não tira a minha ética, a minha responsabilidade, que é a mesma. A eles, a lei. Para eles e para o Lula, para eles e para Dilma, para eles e para o Aécio', afirmou, referindo-se aos ex-presidentes petistas e ao senador mineiro do PSDB. 'Não tem nenhuma outra forma de tratar se não for essa', reforçou ela, ao sublinhar que é essa a sua 'régua moral'.

    CONTRAPONTO

    Escolhida para vice há uma semana, a senadora disse que ainda não conversou com o Alckmin sobre a atuação dela na campanha, se vai participar de eventos 'casados', em agenda com a presença de ambos, ou se cada um terá uma agenda independente. Disse que até sexta-feira deve se reunir com ele e o comando da campanha para definir a estratégia.

    Ela negou ter sido escolhida para compor a chapa do tucano para fazer uma espécie de contraponto a Bolsonaro. Disse que sua indicação decorre do fato de ser mulher, a defesa do agronegócio e ser da Região Sul do país.

    Ana Amélia atribuiu a boa intenção de voto registrada por Bolsonaro no Rio Grande do Sul à 'crença' de que o problema da segurança na área rural e urbana será resolvida pelo candidato do PSL.

    Questionada se seria uma 'crença vazia', a senadora respondeu: 'Tem que ter muita responsabilidade, o problema de segurança é muito complexo. Não é simples na aparência e também não pode ser mostrado à população uma saída que é apenas uma quimera.'

    A candidata a vice disse que não estava preocupada com Bolsonaro --a quem não citou pelo nome, referindo-se a ele apenas como 'candidato'-- ao ser escolhida para ajudar Alckmin a buscar voto do setor do agronegócio, que tem demonstrado simpatia pelo presidenciável do PSL.

    Ana Amélia defendeu regras mais brandas para que pessoas que moram no campo tenham direito ao porte de armas --na mesma linha que tem sido defendida por Bolsonaro e até pelo próprio Alckmin. Ela citou como argumento para essa medida comentário feito pela atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em sabatina no Senado de que situações diferentes têm sido tratada de forma igual.

    POLARIZAÇÃO

    Na entrevista, a senadora disse que Alckmin, que vinha mostrando dificuldades para engrenar nas pesquisas de intenção de voto, 'já decolou'.

    Para Ana Amélia, o tucano vai chegar ao segundo turno e aposta que disputará a etapa final da campanha contra o petista Fernando Haddad, que deve substituir Lula, ou Bolsonaro.

    A candidata a vice afirmou que não tem 'dificuldade' para o tucano polarizar novamente com a centro-esquerda --numa espécie de reedição das quatro últimas disputas presidenciais que tiveram candidatos do PT e PSDB no segundo turno.

    Também afirmou que não teria 'dificuldade nenhuma' para concorrer contra Bolsonaro pelo fato de ele ser de direita.

    Jornalista com 40 anos de carreira, Ana Amélia afirmou que a forma de tratamento de Bolsonaro com a imprensa é a mesma do presidente dos EUA, Donald Trump, naquele país. Ela disse haver 'algum objetivo' de ele apostar no descrédito dos meios de comunicação e focar a atuação nas redes sociais, que não têm controle.

    'É uma missão perigosa. A liberdade de imprensa e a liberdade de expressão são valores que nós precisamos preservar a qualquer custo. Há quatro décadas tenho o dever moral de defender essa liberdade de forma intransigente', destacou, sem querer avaliar se essa estratégia rende votos.

    'Falo do ponto de vista da responsabilidade. Não acho que a censura às redes sociais possa contribuir, não é por esse caminho. Você pode parecer uma coisa boa e aí esbarra, nós tivemos aqui Venezuela, Equador, Argentina até pouco tempo e isso é uma coisa desastrosa para a democracia', disse.

    'E isso eu digo, a extrema-esquerda e a extrema-direita, os dois pólos têm um viés igual', avaliou.

    (Reportagem adicional de Jake Spring)

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    Beyoncé fala sobre gravidez dos gêmeos

    Beyoncé é a capa da Vogue dos Estados Unidos do mês de setembro e, pela primeira vez a artista falou sobre a gravidez de risco dos gêmeos. Fora isso, a cantora comentou também sobre a traição de Jay-Z e a mudança de corpo após o nascimento dos filhos.

     

    "Depois do nascimento da minha primeira filha, acreditei nas coisas que a sociedade dizia, sobre como meu corpo deveria se parecer. coloquei pressão sobre mim mesma para perder todo o peso do bebê em três meses, e agendei uma pequena turnê para garantir que eu faria isso. Olhando para trás, isso foi uma loucura. Eu ainda estava amamentando quando realizei os shows em Atlantic City em 2012. Depois dos gêmeos, eu me aproximei das coisas de forma muito diferente”, disse ela.

     

    Ela contou que pesava 98 quilos quando se submeteu a uma cesariana de emergência para dar à luz os gêmeos Rumi e Sir em junho de 2017 e que decidiu dar a si mesma um tempo para se recuperar, ao invés de correr para perder o excesso de peso.

     

    "Eu assumi ter mais curvas. Aceitei o que meu corpo queria ser. Fui paciente comigo mesma e curti minhas curvas mais cheias", contou a artista.

     

    Beyoncé revelou que decidiu fazer a sessão de fotos da Vogue sem perucas ou aplique e com o mínimo possível de maquiagem. "Acho que é importante mulheres e homens verem e valorizarem a beleza de seus corpos naturais... até hoje meus braços, ombros, seios e coxas estão mais cheios", disse ela à revista.

     

    A norte-americana voltou aos palcos depois do nascimento dos gêmeos no festival Coachella, em abril deste ano. Atualmente, está ao lado de seu marido e rapper Jay-Z em uma turnê nos Estados Unidos e na Europa.

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    Marcelo Cesena em entrevista para Antena 1

    Na próxima sexta-feira, dia 3 de agosto, o pianista Marcelo Cesena fará um show em prol a ONG italiana “Associação Aventura de Construir” no MIS, em São Paulo. A entidade dá suporte e capacitação para pequenos empreendedores de baixa renda no Brasil.

     

    Criada pela italiana Fondazione Umano Progresso a Associação Aventura de Construir existe há sete anos desde sua criação, conduziu 190 oficinas de capacitação,1,2 mil assessorias, além de dar atendimento a 5,6 mil microempreendedores, gerando um impacto em 20 mil pessoas.

     

    Marcelo Cesena foi eleito o melhor músico brasileiro radicado nos Estados Unidos pelo “Brazilian International Press Award” em 2009 e 2013. Além disso, é o embaixador da música brasileira ao redor do mundo.

     

    O show do artista, intitulado Um toque de arte: Concerto de piano, contará com canções do maestro italiano Ennio Morricone, vencedor do Oscar de 2016 pela trilha sonora do filme “Os Oito Odiados”, de Quentin Tarantino.

     

    O valor dos ingressos será revertido integralmente para a ONG italiana. Em entrevista exclusiva para a Antena 1, Marcelo Cesena falou sobre  evolução e presença da música nos dias de hoje e também comentou sobre sua parceria com a Associação Aventura de Construir.

     

    Como embaixador da música brasileira ao redor do mundo, qual é a importância que você dá à música nos dias de hoje?

    Agradeço por este título, que me deixa muito orgulhoso e me dou conta da minha responsabilidade e faço o possível para representar bem o meu país. A linguagem universal da música é poliglota e fala diretamente ao coração. Diante disso, sempre acreditei no elevado poder educativo da música, na sua capacidade de criar diálogo entre pessoas de diferentes gerações e pensamentos independentemente de onde estejam e hoje mais do que nunca na história da humanidade nós precisamos de diálogo, um diálogo aberto de coração e mentes disponíveis.

    Como surgiu a parceria com o Aventura de Construir? Qual é a importância do projeto?

    Conheci a Silvia Caironi alguns anos atrás, ela é italiana e coordena as atividades da Associação Aventura de Construir, e neste período nos tornamos grandes amigos. Quando a Silvia, me disse que a fundação italiana que os apoiava retiraria o apoio econômico em 2019 e que ela estava tentando criar meios para a captação de recursos, eu me propus a fazer parte desta iniciativa. Creio que cada um de nós com as nossas capacidades podemos usá-las em favor do bem. E assim começamos a organizar o concerto.

    O projeto da Associação Aventura de Construir é de suma importância. Cito 3 elementos:

    1 - dá suporte aos micro empreendedores nas zonas periféricas de São Paulo para obtenção de microcrédito produtivamente orientado,

    2 - atua na melhoria das condições de trabalho e sustentabilidade,

    3 - atua de forma consciente e propaga a cultura do despertar para o próprio desenvolvimento pessoal. É literalmente uma aventura de construção não somente profissional, mas mais do que tudo, aventura humana.

    O que o público pode esperar deste concerto?

    Eu costumo dizer que a sala de concertos mais importante é o coração das pessoas. Espero no decorrer deste evento poder compartilhar a beleza das músicas de alguns filmes inesquecíveis e que amamos. Parte do repertório será uma homenagem ao Maestro italiano Ennio Morricone, vencedor do Oscar em 2016, para celebrar os seus 90 anos de vida e grande contribuição que ele fez ao mundo do cinema.

    Nos meus concertos tento abraçar gerações diferentes com um programa dedicado a melodias cinematográficas que espelham o talento de grandes compositores como Hans Zimmer, John Williams, Luis Enríquez Bacalov e tantos outros.

    Como você enxerga o futuro da música clássica?

    O futuro da música clássica, na minha opinião, está na interação com as outras artes e a dos resultados do que vem acontecendo no cinema em relação às trilhas sonoras que aproximaram o público do mundo orquestral, que antes era restrito ao público frequentador de teatros e salas de música.

    A experiência da música clássica deve ser proposta a todos.

    O que mais te inspira a trabalhar com música hoje em dia?

    A beleza. A busca da beleza enriquece o homem. As exigências materiais alimentadas pela cultura consumista que vivemos, nos rouba as capacidades sensoriais, distanciando-nos desta procura, a procura da beleza.

    Nos meus concertos eu sempre digo que o ser humano precisa da beleza como a natureza precisa do sol. Sem a beleza perdemos muito da nossa humanidade.

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    Al Di Meola em entrevista exclusiva para a

    No próximo sábado, o Parque Villa-Lobos recebe a quarta edição do Festival de Blues e Jazz. O evento que reúne importantes artistas de blues e jazz contará com ninguém mais ninguém menos que Al Di Meola, que concedeu uma entrevista exclusiva para a Antena 1.

    O guitarrista norte-americano deu início à carreira em 1974 e por diversas vezes já foi considerado o melhor do mundo. Além disso, é pioneiro do movimento Jazz fusion, que traz como mistura o ritmo latino.

    Além da apresentação no festival em São Paulo, Al Di Meola fará uma pequena turnê no Brasil, passando pelo Rio de Janeiro e Porto Alegre, como parte da divulgação de seu mais novo disco, nomeado Opus.

    Na entrevista, o artista falou sobre seu novo material e o amor recente pela música latina. Além de afirmar que, para ele, Snarky Puppy é a banda que representa o jazz moderno nos dias atuais.

    Confira a entrevista na íntegra a seguir:

    Agora você está lançando seu 25º álbum de estúdio, "Opus", quais são as inspirações para a composição deste material? O que há de novo no disco?

    É um álbum muito pessoal. Eu fui inspirado por minha família - minha esposa e eu tivemos uma menina quando comecei a escrever e depois me inspirei no passado da minha família na Itália. Nós visitamos a aldeia do meu avô perto de Nápoles e isto me surpreendeu: havia tantos “Di Meolas” que eu nunca tinha visto antes e todos eles tinham histórias incríveis.

    Quais são suas principais inspirações musicais ou artistas favoritos?

    Astor Piazzolla e os Beatles! Eu não seria o guitarrista e compositor que sou hoje se não fosse por eles.

    Qual é o maior desafio do jazz hoje?

    Para sobreviver (risos)! O mundo mudou e a música tornou-se quase livre, por isso é difícil para toda a indústria.

    Como funciona o seu processo criativo?

    Eu escrevo minha música em Miami no meu apartamento tarde da noite ouvindo as ondas na praia. E então eu pratico, mudo o que achar que devo mudar e ensaio com os músicos - às vezes por anos até gravarmos.

    Como estão suas expectativas para os shows no Brasil? Você já esteve aqui? O que mais lhe atrai na música brasileira?

    Eu amo o Brasil e sua rica cultura musical! Eu estive aqui muito ao longo dos anos! Os brasileiros realmente apreciam a guitarra como instrumento solo. Eu sou um grande fã de Egberto Gismonti e todos os outros jogadores brasileiros - é sempre muito inspirador vir aqui!

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    ENTREVISTA-PT vai rever venda de ativos da Eletrobras e acordo Embraer/Boeing; usará reservas para infraestrutura, diz Pochmann

    Por Iuri Dantas e Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - O recente acordo entre Embraer e Boeing e eventuais vendas de ativos da Eletrobras e da Petrobras que saírem do papel serão revistos num governo do PT a partir de 2019 por questões estratégicas, ao mesmo tempo que um fundo com parte das reservas internacionais será montado para financiamento de projetos de infraestrutura.

    As informações foram dadas à Reuters por um dos coordenadores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, o economista Márcio Pochmann, que definiu o acordo atual entre as duas gigantes da aviação como 'inviável'.

    'O acordo com a Boeing significa o desaparecimento da Embraer, não tem garantia alguma que ela vai ficar no Brasil, pelo contrário, e toda a tecnologia militar tende a desaparecer', afirmou o economista em entrevista, no final da tarde de segunda-feira.

    No início do mês, Embraer e Boeing anunciaram um acordo prévio sob o qual a norte-americana vai assumir o controle da divisão de aviação comercial da empresa brasileira por meio da criação de uma joint-venture de 4,75 bilhões de dólares. A nova empresa visa fazer frente à parceria da Airbus com a Bombardier.

    Ao comentar a intenção do governo do presidente Michel Temer de privatizar a Eletrobras, Pochmann fez a avaliação de que a complexidade do sistema elétrico nacional e a importância das estatais para investimentos públicos exigem que não sejam tratadas 'como uma empresa como qualquer outra'.

    O governo Temer pretende vender seis distribuidoras da Eletrobras neste ano, sendo que o leilão da Cepisa está marcado para quinta-feira. [nL1N1UJ10W]

    'Essas empresas, na verdade, o tema sob o qual elas estão inseridas, não nos permite avaliar apenas e tão somente pela ótica empresarial.'

    MEDIDAS EMERGENCIAIS

    O primeiro ano de eventual terceiro mandato de Lula --que lidera as pesquisas de intenção de voto para a Presidência, mas deve ser declarado inelegível de acordo com a Lei da Ficha Limpa-- também seria marcado pela criação de um fundo de investimentos, composto por cerca de 10 por cento das reservas internacionais, contribuição de bancos públicos e debêntures, para financiamento de projetos de infraestrutura e retomada do crescimento.

    Com o nível atual das reservas, na casa de 380 bilhões de dólares, o fundo teria inicialmente cerca de 38 bilhões de dólares, ou 140 bilhões de reais.

    'A ideia é que tenha um fundo de investimento que esteja imune às regras fiscais, porque é investimento e não é gasto e nem custeio', disse Pochmann.

    Sem dar muitos detalhes, o economista assinalou que o fundo seria criado por uma composição entre bancos públicos e debêntures de empresas'. 'É uma engenharia para gerar um grande fundo para a retomada do investimento.'

    Ele reiterou ainda os planos de uma reforma tributária progressiva e de tributar os bancos que não diminuírem o spread bancário, como disse à Reuters o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, outro coordenador da campanha petista.

    MAIS LULA OU MAIS DILMA?

    O PT, que governou o país entre 2003 e 2016, tem afirmado que insistirá na candidatura de Lula, preso há mais de 100 dias em Curitiba cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro, e Pochmann disse que, caso Lula não possa ser candidato, seu substituto será um petista e um 'preposto' do ex-presidente.

    Com Lula, ou com um outro nome petista, Pochmann afirma que o PT aprendeu com seus 'erros e acertos' no poder, que o partido está 'mais maduro' e se tornou um 'PT 3.0'.

    O economista argumentou ser 'mais mito que verdade' a irresponsabilidade fiscal associada pelos mercados financeiros a um eventual governo Lula, lembrando dos resultados fiscais obtidos na gestão do ex-presidente.

    Indagado se a política econômica de um novo mandato presidencial seria mais próxima à adotada por Lula ou por sua sucessora Dilma Rousseff, Pochmann disse que 'foram mandatos que responderam à realidade ali encontrada' e que o objetivo agora é 'mudar radicalmente o sistema produtivo e de consumo no Brasil', em busca de maior sustentabilidade ambiental.

    Contrário ao teto dos gastos públicos, que limita a expansão das despesas da União à variação da inflação no ano anterior e uma das medidas mais comemoradas pelo atual governo, o PT defende a convocação de uma Constituinte para revogar a emenda constitucional que criou a restrição, mas não gastaria o capital político do primeiro ano de gestão petista com a questão.

    Isso exigirá uma negociação com o Congresso, já que o teto poderia ser descumprido no início do mandato.

    'De fato há restrição do gasto, se não for modificado criará constrangimentos e problemas de natureza jurídica', afirmou Pochmann.

    'Seja quem for o governo, uma iniciativa dessa natureza vai se apresentar... temos que ter um pacote de negociação do que o governo quer fazer. No início, o presidente tem muita força.'

    Pochmann defendeu ainda que o Banco Central deve perseguir, ao mesmo tempo, uma meta de inflação e outra de desemprego, mas ressaltou que ainda não há decisão sobre isso no âmbito da campanha petista.

    (Com reportagem adicional de Christian Plumb)

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    ENTREVISTA-Cemig reduz custo e alonga prazo de dívida com emissão no exterior

    Por Luciano Costa

    SÃO PAULO (Reuters) - A elétrica Cemig prevê alongar prazos de vencimento de sua dívida e reduzir custos com uma captação de 500 milhões de dólares no exterior por meio da reabertura de eurobonds lançados no ano passado pela companhia com vencimento em 2024, disse à Reuters o superintendente de Relações com Investidores da empresa, Antonio Carlos Vélez Braga.

    A estatal mineira estima que o custo final da operação de captação, incluindo operações de hedge cambial, deverá ser de entre 120 e 130 por cento do CDI, abaixo do visto em uma emissão recente de notas promissórias da subsidiária Cemig Distribuição e do registrado numa captação de 1 bilhão de dólares com eurobonds no ano passado.

    O custo final só vamos saber no dia da liquidação financeira dos bonds, quando vamos fazer o hedge, dia 18 de julho, mas estimamos que vai ficar em entre 120 por cento e 130 por cento do CDI. É um prazo bem alongado e um custo da dívida inferior ao das outras oportunidades no mercado local , explicou o executivo.

    Os recursos obtidos com a operação envolvendo os bonds serão utilizados pela Cemig para quitar dívidas, muitas delas com vencimento no curto prazo, aliviando a situação de liquidez da companhia.

    É uma dívida com vencimento em média em dois anos que vai ser trocada por seis anos e meio. Vamos alongar o perfil da dívida e com isso ficamos bem mais tranquilos do ponto de vista financeiro , afirmou Vélez.

    A companhia controlada pelo governo de Minas Gerais fechou o primeiro trimestre com dívida líquida de 12,8 bilhões de reais, dos quais 1,75 bilhão com vencimento em 2018 e cerca de 1,7 bilhão em 2019. A alavancagem medida pela relação entre a dívida líquida e a geração de caixa foi de 3,56 vezes.

    Para reduzir essa alavancagem, ainda elevada, a empresa conta com ganhos de receita decorrentes de uma recente revisão tarifária de sua unidade de distribuição de energia Cemig-D.

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou no final de maio uma alta de em média 23 por cento nas tarifas da Cemig em meio ao processo de revisão tarifária da companhia, que acontece em média a cada quatro anos.

    Só em 2018 e 2019, com a revisão tarifária da Cemig-D, a Cemig consolidada deve gerar um caixa depois do pagamento de dividendos por volta de 2 bilhões de reais, e isso depois de fazer os investimentos na rede que precisamos para manter os ativos... Esse recurso vai ser direcionado para reduzir dívida também , apontou Vélez.

    Com isso, o superintendente avalia que a Cemig conseguiria reduzir a alavancagem para cerca de 2,5 vezes até o final de 2019 mesmo em um cenário conservador em relação ao andamento do plano de desinvestimentos da companhia, que tem como principal foco a obtenção de recursos para diminuir a dívida.

    DESINVESTIMENTOS

    A visão da Cemig é de que essa meta de desalavancagem até 2019 poderia ser alcançada apenas com a venda de seus ativos de telecomunicações (ex-Cemig Telecom), cujo leilão está agendado para 9 de agosto. A empresa espera obter ao menos 367 milhões de reais com o negócio.

    Mas, além desse desinvestimento, a companhia busca realizar ainda neste ano vendas também de sua fatia na hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, e de sua participação total na Light, que atua em geração e é responsável pela distribuição de eletricidade na região metropolitana do Rio de Janeiro.

    Estamos com grandes chances de vender esses três ativos neste ano. A gente atribui uma probabilidade de mais de 50 por cento. Estão mais avançados, e justamente por isso estamos focando mais nossos esforços neles , disse Vélez.

    O plano de desinvestimentos da Cemig ainda conta com outros ativos, incluindo a participação da companhia e da controlada Light na hidrelétrica de Belo Monte --uma das maiores usinas do mundo, que já está em operação no Pará, mas cujas obras devem seguir até 2019 ou 2020.

    Mas a Cemig deve focar os esforços de curto prazo na alienação dos ativos de telecom, da Light e de Santo Antônio, enquanto Belo Monte, possivelmente, poderá ser negociada mais à frente, talvez após a conclusão da construção, quando a redução dos riscos associados à obra pode aumentar o interesse de investidores, segundo o executivo.

    O andamento dos desinvestimentos da Cemig tem sido atentamente acompanhado pelo mercado. Ao avaliar a reabertura dos eurobonds da companhia, a agência de risco Fitch Ratings afirmou que atrasos na conclusão da estratégia de se desfazer de ativos estão tendo um impacto negativo na capacidade do grupo de melhorar suas métricas financeiras de forma sustentável.

    (Por Luciano Costa)

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    ENTREVISTA-Abertura econômica, privatizações e reformas revertem crise, diz coordenador econômico de Alckmin

    Por Iuri Dantas e Brad Brooks

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deve abrir sua economia, rever os benefícios tributários, privatizar estatais e deixar com o setor privado investimentos em infraestrutura e saneamento para retomar o crescimento econômico, afirmou o economista Pérsio Arida, um dos autores do Plano Real e coordenador econômico do pré-candidato à Presidência do PSDB, Geraldo Alckmin.

    Defensor de uma agenda de forte matiz liberal e Ph.D. pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT), Arida explica que é possível zerar o atual déficit primário em dois anos e produzir um superávit fiscal antes do pagamento de juros equivalente a 2,5 por cento do PIB no último ano de mandato.

    Dar estabilidade para as finanças públicas é precondição para todo o resto , disse o economista em entrevista à Reuters.

    Para atingir esse objetivo, o mandato do peesedebista teria início com o envio de reformas da Previdência e tributária para o Congresso, retirada de questões econômicas da Constituição para flexibilizar a política econômica, cortes de gastos, privatizações, revisão de todas as desonerações fiscais e subsídios, além de um cronograma mais veloz de pagamento do BNDES ao Tesouro Nacional. O Orçamento também se tornaria impositivo.

    Mudanças tributárias imediatas seriam tributar fundos e papéis isentos, cortar impostos corporativos, como Imposto de Renda e contribuição social sobre o lucro, ao mesmo tempo em que se passaria a cobrar impostos na distribuição de dinheiro a acionistas. No caso da reforma, o objetivo seria unir os impostos da União em um Imposto de Valor Adicionado, cobrado apenas no destino para desonerar exportadores.

    Temos que nos adaptar ao mundo e rapidamente... o mundo está baixando rapidamente impostos corporativos , disse Arida, citando a média de 25 por cento na alíquota de tributos corporativos dos países da OCDE, contra 34 por cento no Brasil.

    Uma redução drástica do imposto corporativo e taxação de dividendos para compensar é fundamental , afirmou.

    Quando digo não ao subsídios, não às isenções tributárias, no fundo estou beneficiando o cidadão como um todo, os contribuintes que estão pagando pela benesse, mas também estou beneficiando todos os outros empresários que não têm acesso a Brasília, que é o grosso do país.

    De acordo com Arida, é preciso rever programas especiais como o Repetro, para a indústria do petróleo, e o Rota 2030, recém-lançado pelo governo Michel Temer para as montadoras.

    Não gostamos nem de um programa, nem de outro, como também não gostamos de nenhuma tentativa artificial de limitar competição , assinalou, ressaltando que programas de incentivo devem ter duração fixa e avaliação ao final.

    Não faz sentido... é uma boa maneira da multinacional instalada no Brasil ser lucrativa, mas é ruim para o país e é ruim para o consumidor brasileiro , acrescentou, em relação ao programa automotivo.

    A plataforma do pré-candidato tucano, que aparece com 6 por cento na pesquisa CNI/Ibope (no cenário sem Lula), prevê uma menor atuação do Estado na economia, não só pela venda de estatais, mas também por concessões nas áreas de infraestrutura e saneamento para atrair capital privado nacional e, principalmente estrangeiro, de qualquer país, porque essa xenofobia não faz nenhum sentido .

    ENGODO

    Arida faz referência a críticas do presidenciável do PSL, deputado Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas de intenção de voto (nos cenários sem Lula), que é contra o aumento do investimento chinês no Brasil. O economista diz que Bolsonaro possui discurso de direita, mas na prática empunha as mesmas bandeiras da esquerda e de viés estatizante.

    O Bolsonaro está onde sempre esteve: com a esquerda... É um engodo, só não vê quem não quer , disse o economista, citando votos recentes do deputado contra o cadastro positivo e a favor da criação de 300 municípios.

    Outro fator a aproximar Bolsonaro da esquerda, na visão de Arida, foi seu partido ter entrado na Justiça, como o PSOL, para impedir o aumento da contribuição previdenciária de servidores do Rio de Janeiro, que enfrenta sérias dificuldades de caixa.

    Olha como eles votam agora, durante o período eleitoral... Essa história de que a família Bolsonaro é liberal é um engodo, pergunta o que ele acha de privatização... ele diz que tem setor estratégico, tem que se defender de capital estrangeiro, o liberalismo dele é um engodo.

    Maior fiador de Bolsonaro para o mercado financeiro, o economista Paulo Guedes, Ph.D. na Universidade de Chicago, disse à Reuters que Bolsonaro não possui mais visão estatizante e nacionalista, caso contrário não se aproximariam. [nL2N1SZ0QW]

    Investidores e operadores dos mercados financeiros atribuem parte da valorização do dólar contra o real e dos juros futuros a dúvidas sobre a responsabilidade fiscal do próximo governo, que enfrentará o sexto ano consecutivo de déficit fiscal. [nL1N1U71V0]

    CRESCIMENTO E EMPREGOS

    A agenda proposta por Arida para retomada do crescimento em um eventual governo Alckmin prevê a retomada da confiança dos empresários, definição de marcos regulatórios e maior segurança jurídica para estimular investimentos em infraestrutura e saneamento básico, além de abrir a economia via redução de tarifas e maior competição de serviços estrangeiros, inclusive no setor financeiro.

    Hoje, a União investe 1,7 por cento do Orçamento. É muito pouco só que não vai aumentar, nem neste ano nem ao longo dos próximos quatro anos. Então, todo investimento terá que vir do setor privado , resumiu.

    O grande problema de infraestrutura no mundo é o risco de construir a estrada de ferro e o trem trafegar sem carga. No Brasil não existe essa possibilidade, é tudo desgargalamento.

    Segundo Arida, é preciso resistir à tentação de atacar o desemprego com políticas específicas.

    Emprego não cai do céu, não é o governo que cria empregos, quem cria empregos é o setor privado e a melhor maneira de resolver o problema do desemprego é aumentando a confiança do setor privado para fazer investimentos , disse.

    Se eleito, Alckmin pode privatizar com ato presidencial estatais como Correios, Valec, Companhias Docas entre outras. O ex-governador de São Paulo não deve privatizar Banco do Brasil e Petrobras , mas é favorável ao fim do monopólio exercido na prática pela estatal no refino e em parte da distribuição de derivados.

    O programa econômico prevê, ainda, a busca por soluções digitais, como um blockchain nacional que elimine completamente a necessidade de cartórios e um aplicativo de celular para a população avaliar serviços públicos, como escolas e hospitais, que seria desenvolvido por startups em parceria com o governo, a exemplo do que fez o Reino Unido.

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    Malala critica política de Trump de separar famílias imigrantes e expande sua fundação para o Brasil

    Por Alexandra Alper

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A vencedora do prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai descreveu como “cruel” uma política realizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de separar filhos de imigrantes ilegais de suas famílias, durante sua primeira visita à América do Sul para promover a educação de meninas.

    Mais de 2.300 crianças foram separadas de seus pais após o governo Trump iniciar uma política de “tolerância zero” no começo de maio, buscando processar todos os adultos que cruzassem a fronteira ilegalmente do México aos EUA. Trump parou de separar famílias no mês passado, após críticas públicas e desafios judiciais.

    “Isto é cruel, isto é injusto e isto é desumano. Eu não sei como alguém pode fazer isto”, disse Malala à Reuters nesta quarta-feira. “Eu espero que as crianças possam estar juntas de seus pais.”

    Suas palavras duras contrastaram com os elogios efusivos no ano passado ao recebimento de refugiados no Canadá sob o premiê Justin Trudeau. No Fórum Econômico Mundial em Davos neste ano, Malala também questionou o histórico de Trump no que envolve direitos das mulheres.

    Malala visitou o Rio de Janeiro para dar o pontapé inicial na expansão de sua organização de caridade com foco em educação, a Malala Fund, na América Latina, começando pelo Brasil.

    Seu objetivo no país é advogar por maiores gastos públicos em educação, uma tarefa difícil, após o Brasil aprovar uma emenda constitucional congelando gastos federais em termos reais por duas décadas para reduzir dívidas públicas.

    Ela também espera ajudar o que se estima ser 1,5 milhão de meninas que não vão à escola, com um foco especial em grupos minoritários que ficam atrás de crianças brancas em indicadores-chave, como alfabetização e conclusão do segundo grau.

    “É importante para nós alcançarmos indígenas e a população afro-brasileira. Estas garotas estão enfrentando muitos desafios”, disse Malala na entrevista.

    “Quando meninas abandonam a escola elas estão mais vulneráveis à pobreza, assédios sexuais, empregos com salários menores, elas não são capazes de alcançar seus sonhos e o ciclo continua.”

    Eles têm que investir em educação. Congelamento não é a solução , acrescentou.

    Em 2014, Malala foi a pessoa mais jovem a receber o prêmio Nobel, homenageada pelo trabalho com sua fundação, uma instituição de caridade que criou para apoiar grupos em defesa da educação com foco no Paquistão, Nigéria, Jordânia, Síria e Quênia.

    A presença do grupo no Brasil teve início com uma garantia de 700 mil dólares para três anos para três ativistas brasileiras concentradas em questões educacionais. Malala diz esperar expandir o projeto para outros lugares da América Latina.

    Mais cedo neste ano, a jovem de 20 anos retornou ao Paquistão pela primeira vez desde que foi baleada na cabeça por um atirador do Taliban, em 2012, por conta de seu blog em defesa da educação de meninas.

    Semanas antes das eleições presidenciais no país, Malala descartou a política para si por ora. “Ainda estou conversando com líderes e garantindo que eles priorizem educação em suas políticas”, disse. “É mais fácil desta maneira do que quando você está dentro.”

    CASO MARIELLE

    Durante a visita ao Rio, Malala posou para fotos em um muro com uma imagem da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada junto com seu motorista, Anderson Gomes, em março, e defendeu a justiça.

    “É trágico. Eu tenho orações e apoio e mando amor à família e estou mandando meus sentimentos. Justiça é necessária neste caso e eu espero que as autoridades relacionadas possam investigar isto o mais rápido que puderem. Quando um ativista é mirado, também há um sentimento de medo que se espalha por outras atividades que lutam por estas causas”, disse.

    Marielle, ativista dos direitos humanos e que denunciava as milícias e abusos em ações policiais em favelas locais, foi perseguida após deixar um encontro de mulheres na Lapa até o bairro do Estácio, onde ocorreu o crime que provocou comoção nacional e até no exterior.

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    ENTREVISTA-Marina diz que teto dos gastos inviabiliza gestão do governo nos próximos anos

    Por Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Candidata à Presidência pela terceira vez, a ex-senadora Marina Silva (Rede), criticou duramente a emenda constitucional que instituiu o teto dos gastos públicos e afirmou que sua manutenção inviabiliza a administração do governo federal nos próximos anos.

    Em entrevista à Reuters na sede da Rede na quinta-feira, Marina evitou afirmar que irá rever o teto de gastos, algo tratado quase como um tabu pelo mercado financeiro, mas afirmou que será necessário fazer uma avaliação criteriosa da emenda.

    Não sou eu que estou dizendo, é a realidade que diz isso. E qual é a realidade? O governo congelou por 20 anos a educação que temos, a saúde que temos, a segurança, a infraestrutura. Isso é razoável? Com a PEC vai se inviabilizar a gestão pública federal nos próximos anos , disse.

    Marina defende que o controle dos gastos públicos não precisa ser feito por um limite constitucional, mas pela própria lei orçamentária. Lembra que em sua campanha de 2010 propôs que o Orçamento não poderia aumentar a cada ano mais que a metade do crescimento do Produto Interno Bruto.

    Naquela época ninguém tratava disso e ninguém deu bola , reclamou.

    Marina, que ficou em terceiro lugar nas duas últimas eleições presidenciais, fica em segundo lugar ou mesmo em empate técnico na liderança com o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aparece como candidato. O petista lidera quando seu nome está nas sondagens.

    CAMPANHA MAIS DIFÍCIL

    A presidenciável admitiu que esta será sua tentativa mais difícil, já que seu partido não tem recursos e um tempo mínimo de tevê, mas vê chances reais de se eleger com base em um possível desejo de mudança na sociedade.

    Os partidos da estagnação, da polarização e que estão fortemente envolvidos em casos de corrupção vêm agindo politicamente para impedir que a sociedade --que sinaliza muito fortemente que quer fazer mudanças-- possa fazer isso , disse, referindo-se às novas regras eleitorais aprovadas com apoio dos maiores partidos.

    Com uma bancada de apenas dois deputados federais, a Rede tem apenas 8 segundos de tempo para propaganda de rádio e tevê e 0,62 por cento do fundo eleitoral, o que equivale a 10,5 milhões de reais --o MDB, que terá a maior parcela, terá 234 milhões de reais.

    Sem alianças formais à vista com partidos maiores, Marina não tem meios de aumentar nem recursos nem tempo de tevê. Ela pode até mesmo ficar fora dos debates televisivos, já que pela atual legislação eleitoral as redes de TV não são obrigadas a convidar partidos com representação inferior a cinco parlamentares no Congresso. Além dos dois deputados, a Rede tem apenas um senador.

    Ainda assim, a ex-senadora disse que a aliança mais importante não é com os partidos, é com a sociedade.

    No meu entendimento, ganhar uma eleição com 8 segundos de televisão, pouquíssimos recursos, um partido que é mais um movimento do que um partido em termos tradicionais... se a sociedade fizer isso, apesar de tudo feito para que não consiga, com certeza haverá uma mudança, uma transição , disse.

    Marina usa a ideia de aliança com a sociedade e além dos partidos para justificar como conseguiria governar com um Congresso que, ao contrário do que ela prega, será eleito pelas mesmas regras e com a mesma organização atual.

    Acredito muito que haverá uma mobilização favorável para que as pessoas dentro dos partidos do campo democrático que não se corromperam e que não ficaram estagnadas pela lógica pessoal e pelo 'poder pelo poder', também possam fazer um alinhamento político, inclusive ter um tempo para reinventar os seus partidos , argumentou.

    A presidenciável disse que a eleição de 2014 --que teve no segundo turno a petista Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves-- foi uma fraude por ter sido baseada na corrupção, caixa 2 e recursos públicos desviados, como da Petrobras.

    Se alguém advogar que é legal ganhar uma eleição com base em dinheiro da corrupção, de caixa 2 desviado da Petrobras, dos fundos de pensão, de Belo Monte, do BB, Caixa, então que faça essa defesa. Eu acho que foi uma fraude , afirmou.

    Eu estava disputando a Presidência da República Federativa do Brasil, mas havia aqueles que estavam disputando quase como um disfarce porque a coisa mais importante era manter nas mesmas mãos a estrutura criminosa que se apoderou do Estado brasileiro.

    SEM LULA

    Ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, ela frisou que a eleição sem o ex-presidente --líder nas pesquisas de intenção de voto, mas preso desde abril cumprindo pena no processo do tríplex-- não é fraude.

    A eleição sem Lula é o cumprimento da lei. E aí vem mais uma deturpação. Se alguém acha que uma eleição roubada não é uma fraude, alguém que acha que alguém que cometeu um erro e que, assegurado o mais legítimo direito de defesa não deva cumprir a pena e que se cumprir a pena que lhe foi imputada passa a ser uma fraude, tem alguma coisa muito errada no imaginário político do Brasil , destacou.

    Para Marina, não se pode definir o que é legal ou ilegal por um plebiscito da população.

    As pessoas podem achar que destruir a Amazônia é legítimo e fazer um plebiscito e isso vai ser aprovado, mas a lei diz que ela tem de ser preservada. O fato de a maioria dizer isso torna legal a sua destruição? , comparou.

    A ex-ministra, que se intitula sustentabilista progressista, criticou a avaliação patrimonialista de que poderia herdar parte dos votos que iriam para Lula.

    As pessoas tratam já como voto do Lula antes de já ter sido dado na urna, ou como voto da Marina, do Ciro, de quem quer que seja. Vou dialogar com todos os cidadãos brasileiros, inclusive com os cidadãos brasileiros que hoje indicam que podem votar com o ex-presidente Lula e dialogando com eles com respeito, entendendo que é uma escolha livre para dar o seu voto em quem eles quiserem , frisou.

    REFORMAS E PRIVATIZAÇÕES

    Com uma agenda econômica mais liberal, construída desde 2014, Marina afirma que usará a legitimidade obtida nas urnas para fazer as reformas necessárias , mas não nos moldes do que foi feito ou proposto pelo atual governo.

    A pré-candidata disse também considerar difícil que algum candidato a presidente tenha uma proposta para a reforma da Previdência com começo, meio e fim . Ela afirmou que vai fazer um debate do tema com todos os atores, uma vez que a proposta apresentada pelo governo Temer só ouviu os empresários e queimou a discussão.

    Ainda assim, a pré-candidata disse que será preciso discutir a proeminência do regime previdenciário público em relação ao privado e que a reforma tenha de levar em conta o problema da longevidade da população e aqueles que estão à beira de se aposentar.

    A ex-senadora reforçou que, se eleita, não vai privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal e que as demais estatais e empresas públicas têm de ser avaliadas dentro de um plano.

    Para a ex-ministra, não se pode privatizar ativos da sociedade brasileira para tapar o rombo daqueles que agiram perdulariamente. Disse que a privatização da Eletrobras, se ocorrer, teria de se dar dentro de um contexto da adoção de nova matriz energética brasileira, social e ambientalmente responsáveis.

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    ENTREVISTA-Intervenção no RJ não precisa continuar se plano estratégico for mantido, diz general

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os índices de criminalidade já começaram a reagir de forma consistente à atuação militar, e a intervenção federal na área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro não precisa continuar no próximo governo desde que seja cumprido o plano elaborado, disse à Reuters o interventor designado por Brasília, general Walter Braga Netto.

    Na semana passada, Braga Netto entregou ao presidente Michel Temer um planejamento estratégico para a intervenção, com medidas que ficarão de legado da gestão militar na área de segurança.

    “Não precisa continuar , disse Braga Netto em entrevista à Reuters, nesta quinta-feira, em seu gabinete no Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste.

    Tem um plano de gestão, um plano de transição e legado, tem um plano de reestruturação das forças de segurança. Se o planejamento que nós deixarmos... se quem assumir mantiver o planejamento, não houver indicações políticas ou casuísticas não há necessidade da intervenção (continuar)“, acrescentou.

    O decreto da intervenção está previsto para terminar em 31 de dezembro deste ano.

    Para o general é uma ilusão achar que as Forças Armadas são capazes de acabar completamente com a violência, e dizer que os militares são a solução do país é o desespero de um país que está sem valores .

    Criança não respeita professor, não respeita pai. Temos excessos de direitos e poucas obrigações. Começa a surgir uma instituição com grande credibilidade, como as Forças Armadas, as pessoas começam a achar que é a salvação da pátria , disse .

    O Brasil precisa se estruturar e não há necessidade de intervenção federal se houver disciplina e vontade política de tocar o que foi planejado”, avaliou.

    À frente há quatro meses do modelo mais ousado de combate à violência no Estado do Rio de Janeiro nos últimos anos, Braga Netto evitou entrar na discussão da sensação de segurança, por considerá-la filosófica.

    O general preferiu lançar mão de estatísticas de criminalidade, que, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), já mostram uma melhora com a ação do militares. Ele admitiu que não se chegou no esperado ainda, mas ressaltou que já atingimos vários objetivos“.

    Os dados mostram que a letalidade violenta (que reúne crimes como mortes em operações, homicídios dolosos, lesão corporal seguida de morte e morte de decorrente da ação policial) teve uma queda de 9,6 por cento entre março e maio deste ano. Os homicídios dolosos caíram 16,7 por cento, roubos de veículos recuaram 18,21 por cento e os roubos de cargas caíram quase 18 por cento no período.

    Mas o roubo de rua, cujo alvo principal são os celulares, subiu no período 6 por cento, e o general já solicitou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para que celulares roubados sejam definitivamente bloqueados e colocados fora de uso a partir do acionamento do IMEI (código de segurança do aparelho).

    “Há no imaginário popular uma visão que com a intervenção o crime vai à zero. Isso não se consegue. O que queremos é reduzir os índices e acabar com essa ostensividade que existe.”

    SEM GUERRA CIVIL

    Apesar dos dados mais positivos, os últimos dias foram de muita violência no Rio de Janeiro. Na véspera da entrevista, um adolescente de 14 anos morreu quando ia para a escola no conjunto de favelas da Maré, na zona norte da capital, vítima de bala perdida. Ali, a polícia, com apoio de alguns equipamentos das Forças Armadas, fez uma operação onde seis suspeitos morreram.

    Estatísticas extraoficiais apontam para mais de 100 casos de balas perdidas no Estado este ano.

    “Para nós é inconcebível o dano colateral e um tiro que acerta uma criança ou terceiros. Nós só atiramos quando há certeza para outros“, afirmou Braga Netto.

    Para ele, muitos policiais do Rio de Janeiro estavam na linha de frente, antes da intervenção, com pouco treinamento de tiros. Agora, para participar de uma operação o policial já deu mais de 300 tiros nos estandes de treino, uma quantidade “muito maior” do que era antes da ação das Forças Armadas.

    Nesta quinta-feira, as Forças Armadas iniciaram uma outra operação, em favelas do Leme, área nobre da cidade, para combater quadrilhas rivais que tentam controlar os pontos de vendas de drogas nas comunidades do Chapéu-Mangueira e Babilônia.

    No começo do mês, supostos criminosos usaram uma mata para fugir de um cerco policial e foram parar no bairro da Urca, onde estão várias unidades da Forças Armadas e até então considerado um dos últimos redutos de tranquilidade na cidade. O confronto chegou a interromper temporariamente a circulação do bondinho do Pão de Açúcar, um dos principais pontos turísticos da cidade, e também o funcionamento do aeroporto Santos Dumont. Ao menos 7 suspeitos morreram nessa ação.

    Apesar dessas situações, o general rejeitou a ideia de que o Rio de Janeiro vive uma guerra civil não declarada.

    “Não vivemos uma guerra civil, isso é completamente diferente. Eu estive em área de conflito. O que temos é uma violência muito grande. Guerra é outra coisa. Se houvesse guerra, não ia ter cuidado com dano colateral que nós temos.“

    MARIELLE

    Um dos crimes de maior repercussão ocorridos durante a intervenção --o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes-- segue sem solução.

    Segundo Braga Netto, ainda faltam provas necessárias para concluir o caso e embasar bem a denúncia ao Ministério Público e à Justiça. “Mesmo que eu tenho suspeito é preciso ter provas, bem firmadas, porque senão podemos acusar alguém e a pessoa ser solta. Trabalhamos na obtenção de provas concretas, mas não temos prazo.“

    Mesmo com esses casos de violência ainda ocorrendo no Rio de Janeiro, Braga Netto, afirmou que a intervenção federal vai entregar aos próximos governantes locais e nacionais um Estado muito melhor do que agora, na área de segurança

    “Com as ações que estão acontecendo, com as aquisições e com chegada de material e volta de agentes, tudo isso, a tendência é só melhorar. Não há dúvida de que vou entregar um Estado melhor para população... a melhora será palpável”, frisou.

    ELEIÇÕES

    Num cenário de violência e descrédito com os políticos, tem ressurgido em parcelas da população desejo pela volta do autoritarismo, por meio de uma ampla intervenção militar, e se solidificam as simpatias pelo pré-candidato do PSL à Presidência, deputado Jair Bolsonaro, ex-capitão do Exército.

    Braga Netto garantiu que as Forças não têm simpatia maior ou predileção por algum candidato. Ele disse já ter se encontrado com vários candidatos ao governo do Estado e à Presidência da República.

    “Bolsonaro para mim é um candidato como outro qualquer. Merece meu respeito como os outros candidatos. Caxias disse o seguinte: minha espada não tem partido. Nossa espada não tem partido”, disse, referindo-se ao patrono do Exército, Duque de Caxias.

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