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    Polícia de Hong Kong usa gás lacrimogêneo contra manifestantes durante greve geral

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    Manifestante joga de volta bomba de gás lacrimogêneo disparada pela polícia durante protesto por reformas democráticas em Hong Kong 05/08/2019 REUTERS/Kim Kyung-Hoon

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    Por Donny Kwok e Clare Jim

    HONG KONG (Reuters) - A polícia de Hong Kong disparou gás lacrimogêneo contra manifestantes nesta segunda-feira, quando uma greve geral voltou a mergulhar o polo financeiro asiático no caos, paralisando os transportes e provocando um impasse inédito na cidade durante a maior parte da manhã.

    À medida que alguns serviços de trem e ônibus eram retomados, dezenas de milhares de manifestantes se espalharam por vários distritos, onde os protestos voltaram a degenerar em confrontos recorrentes com os batalhões de choque.

    Falando à mídia pela primeira vez em uma quinzena, a líder Carrie Lam, que tem apoio de Pequim, voltou a alertar que os protestos estão colocando a cidade à beira de uma 'situação extremamente perigosa' e que representam um desafio à soberania de China.

    Carrie manteve o tom desafiador ao rejeitar as exigências dos manifestantes para que renuncie, dizendo que o governo será determinado na manutenção da lei e da ordem.

    Ela alertou que os protestos estão levando a ex-colônia britânica a um caminho sem volta e que prejudicaram sua economia.

    'Eles afirmam que querem uma revolução e restaurar Hong Kong. Estas ações excederam muito suas exigências políticas originais', disse a líder, com expressão severa, flanqueada por autoridades de alto escalão de seu governo.

    'Estes atos ilegais que desafiam a soberania de nosso país, e ameaçam 'um país, dois sistemas', destruirão a estabilidade e a prosperidade de Hong Kong', disse, referindo-se ao sistema administrativo do território desde 1997, quando foi devolvido à China.

    Carrie alertou que os protestos estão colocando 'a cidade que todos nós amamos e muitos de nós ajudamos a construir à beira de uma situação muito perigosa'.

    Os protestos representam o maior desafio político ao governo de Hong Kong desde que este foi devolvido ao controle de Pequim e o maior desafio popular ao líder chinês, Xi Jinping, desde que este assumiu o poder, em 2012.

    Mas alguns manifestantes acusaram Carrie de voltar a atiçar a crise ignorando o sentimento do público, e prometeram continuar o movimento.

    Foi uma 'perda de tempo total' ouvi-la falar, disse Jay Leung, universitário de 20 anos.

    Horas depois dos comentários, manifestantes atiraram guarda-chuvas e outros itens contra a polícia no distrito residencial de Wong Tai Sin, onde policiais reagiram com spray de pimenta. A polícia também usou gás lacrimogêneo no distrito de Tin Shui Wai quando a tensão veio à tona.

    Escrito por Reuters

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