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Preços dos combustíveis não atrapalham privatização da TAP, diz presidente do conselho

Preços dos combustíveis não atrapalham privatização da TAP, diz presidente do conselho

Reuters

07/06/2026

Placeholder - loading - Uma aeronave da TAP Air Portugal decola do Aeroporto de Dublin, em Dublin, Irlanda, em 26 de março de 2021. REUTERS/Clodagh Kilcoyne
Uma aeronave da TAP Air Portugal decola do Aeroporto de Dublin, em Dublin, Irlanda, em 26 de março de 2021. REUTERS/Clodagh Kilcoyne

Por Luciana Magalhaes e Gabriel Araujo

RIO ​DE JANEIRO, 7 Jun (Reuters) - O aumento dos custos de combustível na aviação não prejudicará a privatização da companhia aérea portuguesa TAP, que poderá escolher um parceiro estratégico até o final do ano, disse o presidente do conselho de administração da companhia aérea, Carlos Oliveira, à Reuters, durante a Reunião Geral Anual da Iata, no Rio de Janeiro, neste domingo.

'Estamos em um processo muito claro, transparente e bem definido que foi estabelecido pelo ⁠acionista, ⁠que é o Estado português', disse ​Oliveira.

A ‌companhia aérea está aguardando a apresentação de propostas vinculantes a serem apresentadas até o final de julho, disse Oliveira, acrescentando que a situação do combustível 'não terá impacto, uma vez que se ⁠aplica a todo o setor.'

A Air France-KLM e a Lufthansa, ​da Alemanha, foram as únicas companhias aéreas a apresentar propostas não ​vinculantes para uma participação minoritária na TAP, ‌depois que a ​IAG, proprietária ⁠da British Airways, optou por não participar, apesar de ter demonstrado interesse inicialmente.

Portugal está buscando vender até 49,9% da companhia aérea, com uma participação ​de 5% reservada para os funcionários.

Oliveira disse que, embora a decisão final caiba ao Estado português, a diretoria da TAP está envolvida na análise do plano estratégico de cada licitante.

A TAP está procurando ​um parceiro que possa fornecer acesso a redes mais amplas e estruturadas, sinergias de frota e colaboração em manutenção e engenharia, em meio a uma onda de consolidação que está se espalhando pela aviação europeia.

'Acima de tudo, o que queremos é garantir que a TAP seja uma plataforma sustentável para o futuro e que tenha um parceiro sólido que ​ajude a ampliar esse crescimento', disse Oliveira.

A TAP também está reforçando sua ‌presença no Brasil, onde espera atender ⁠15 destinos até o final do ano, 10 deles exclusivamente, disse Oliveira.

A companhia aérea lançará em breve duas novas rotas de Portugal ⁠para o Brasil: uma para Curitiba, a ⁠partir de julho, e outra para ⁠São Luís, a ⁠partir ​de outubro.

(Reportagem de Luciana Magalhaes e Gabriel Araujo no Rio de Janeiro)

Reuters

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