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Quase 8.000 pessoas morreram ou desapareceram tentando migrar em 2025

Quase 8.000 pessoas morreram ou desapareceram tentando migrar em 2025

Reuters

21/04/2026

Placeholder - loading - Refugiados Rohingya fazem fila para receber comida do Programa Mundial de Alimentos (PMA), em um campo de refugiados em Cox's Bazar, Bangladesh, em 18 de abril de 2026 REUTERS/Mohammad Ponir Hossain
Refugiados Rohingya fazem fila para receber comida do Programa Mundial de Alimentos (PMA), em um campo de refugiados em Cox's Bazar, Bangladesh, em 18 de abril de 2026 REUTERS/Mohammad Ponir Hossain

GENEBRA, 21 Abr (Reuters) - Cerca de ​8.000 pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias no ano passado, sendo as rotas marítimas para a Europa as mais mortais e muitas vítimas perdidas em 'naufrágios invisíveis', disse uma agência da ONU nesta terça-feira.

'Esses números testemunham nosso fracasso coletivo em evitar essas tragédias', disse Maria Moita, que dirige o departamento humanitário e ⁠de ⁠resposta da Organização Internacional para ​as ‌Migrações, em uma coletiva de imprensa em Genebra.

Embora o número de 7.904 pessoas mortas ou desaparecidas tenha caído em relação ao recorde ⁠histórico de 9.197 em 2024, a OIM disse que ​isso se deveu em parte a 1.500 casos ​suspeitos que não foram verificados ‌devido a cortes ​na ⁠ajuda.

Mais de quatro em cada 10 mortes e desaparecimentos ocorreram em rotas marítimas para a Europa. Muitos casos ​foram os chamados 'naufrágios invisíveis', em que barcos inteiros se perdem no mar e nunca são encontrados, disse a OIM em um novo e assustador ​relatório.

A rota da África Ocidental para o norte foi responsável por 1.200 mortes, enquanto a Ásia registrou um número recorde de mortes, incluindo centenas de refugiados Rohingya que fugiam da violência em Mianmar ou da miséria em campos de refugiados lotados em Bangladesh.

'As rotas ​estão mudando em resposta a conflitos, pressões climáticas e ‌mudanças de políticas, mas os ⁠riscos ainda são muito reais', disse a diretora-geral da OIM, Amy Pope, em um comunicado. 'Por trás ⁠desses números estão pessoas que ⁠fazem viagens perigosas e ⁠famílias que ficam ⁠esperando ​por notícias que talvez nunca cheguem.'

(Reportagem de Emma Farge)

Reuters

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