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    Reação dos EUA à Covid poderia ter evitado centenas de milhares de mortes, dizem estudos

    Placeholder - loading - Profissional de saúde trata paciente de Covid-19 em UTI de hospital em Sarasota, Flórida 11/02/2021 REUTERS/Shannon Stapleton
    Profissional de saúde trata paciente de Covid-19 em UTI de hospital em Sarasota, Flórida 11/02/2021 REUTERS/Shannon Stapleton

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    Por Howard Schneider

    WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos desperdiçaram dinheiro e vidas em sua reação à pandemia de coronavírus, e poderiam ter evitado quase 400 mil mortes com uma estratégia de saúde mais eficaz e reduzido os gastos federais em centenas de bilhões de dólares sem deixar de amparar os necessitados.

    Esta é a conclusão de um conjunto de pesquisas divulgado na conferência da Instituição Brookings nesta semana, o que proporcionou um início precoce e amplo do que provavelmente será um esforço intenso para avaliar a reação à pior pandemia em um século nos próximos anos.

    As fatalidades de Covid-19 do país poderiam ter ficado abaixo de 300 mil, ao invés da cifra de 540 mil e aumentando, se até maio os EUA tivessem adotado o uso generalizado de máscaras, distanciamento social e protocolos de exames enquanto aguardavam uma vacina, estimou Andrew Atkeson, professor de Economia da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

    Ele comparou a colcha de retalhos das reações Estado a Estado ao controle de trajeto de um carro. À medida que o vírus piorava, as pessoas se recolhiam, mas quando a situação melhorava as restrições eram descartadas e as pessoas ficavam menos cuidadosas, e como resultado 'o nível de equilíbrio das mortes diárias... continua em uma faixa relativamente estreita' até a chegada da vacina.

    Atkeson projetou um nível final de fatalidades de cerca de 670 mil à medida que as vacinas se disseminam e a crise diminui. Caso as vacinas não tivessem sido desenvolvidas, o resultado seria a cifra muito pior de 1,27 milhão de mortes, disse.

    A reação econômica, embora gigantesca, também poderia ter sido mais bem ajustada, argumentou Christine Romer, professora de Economia da Universidade da Califórnia. Ela se harmoniza com o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers e vários outros dos dois últimos governos democratas ao criticar o gasto autorizado desde a primavera passada, incluindo o Plano Americano de Resgate de 1,9 trilhão de dólares da equipe de Biden.

    Embora tenha dito que os mais de 5 trilhões de dólares gastos pelo governo federal relacionados à pandemia provavelmente não desencadearão uma crise fiscal, ela teme que investimentos mais prioritários sejam adiados por causa das alocações a iniciativas como o Programa de Proteção ao Salário.

    Estes empréstimos perdoáveis a pequenos negócios foram 'um experimento interessante e nobre', mas também 'problemáticos em muitos níveis', entre eles um custo aparente de centenas de milhares de dólares para cada emprego salvo, disse ela.

    'Gastar com programas como seguro-desemprego e saúde pública era exatamente o que era preciso fazer', escreveu ela, mas outros aspectos, particularmente os generosos pagamentos únicos às famílias, foram 'amplamente ineficazes' e um desperdício.

    'Se algo como 1 trilhão de dólares gasto em pagamentos de estímulos que pouco fez para ajudar os mais afetados pela pandemia acabar impedindo o gasto de 1 trilhão de dólares em infraestrutura ou mudança climática nos próximos anos, os Estados Unidos terão feito uma péssimo negócio de fato', acrescentou Romer.

    Escrito por Reuters

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