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Rede de hotéis espanhola Meliá sai de Cuba devido a tensões econômicas e geopolíticas

Rede de hotéis espanhola Meliá sai de Cuba devido a tensões econômicas e geopolíticas

Reuters

03/06/2026

Placeholder - loading - Hotel cinco estrelas Melia Cohiba, em Havana 8 de outubro de 2009 REUTERS/Desmond Boylan
Hotel cinco estrelas Melia Cohiba, em Havana 8 de outubro de 2009 REUTERS/Desmond Boylan

MADRI, 3 Jun (Reuters) - O ​grupo hoteleiro espanhol Meliá disse nesta quarta-feira que deixará imediatamente de administrar, comercializar e fornecer serviços de marca para 15 hotéis em Cuba, apontando para o agravamento das condições geopolíticas, legais e econômicas da ilha.

A medida ocorre no momento em que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumenta a pressão ⁠sobre ⁠Cuba, usando um bloqueio ​de petróleo ‌e sanções mais rígidas em um esforço para cortar recursos e forçar uma mudança no governo do país.

O Meliá, uma das maiores ⁠operadoras hoteleiras estrangeiras em Cuba, tem uma presença ​importante na ilha desde 1990. A empresa disse ​ter informado os proprietários de ‌hotéis sobre ​sua decisão ⁠em 26 de maio, com confirmação emitida na quarta-feira. Os hotéis eram administrados por sua subsidiária portuguesa Ilha ​Bela Gestão e Turismo.

Em um documento às autoridades regulatórias, a empresa disse que a retirada foi motivada por 'uma combinação de circunstâncias imprevistas' além ​do controle da Ilha Bela, que afetaram significativamente a viabilidade, legalidade e segurança das operações contínuas.

Cuba é um dos maiores mercados da Meliá em número de hotéis, mas sua contribuição financeira para a empresa enfraqueceu drasticamente, pois o setor de turismo da ilha ​foi atingido pela falta de energia e pela queda ‌da demanda turística. A ⁠empresa informou que a maioria dos hotéis já estava fechada ou inativa.

A Ilha Bela está agora ⁠trabalhando em uma retirada ordenada das ⁠propriedades e está implementando ⁠medidas para ⁠manter ​os fornecedores e clientes informados, disse.

(Reportagem de David Latona)

Reuters

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