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    Repórters presos da Reuters e fotógrafos em fronteira dos EUA vencem Pulitzer

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    NOVA YORK (Reuters) - A Reuters venceu dois prêmios Pulitzer nesta segunda-feira, um de reportagem internacional por investigação que revelou a execução de 10 muçulmanos rohingyas por camponeses budistas e forças de segurança de Mianmar, e outro relativo a fotografias de migrantes na fronteira dos Estados Unidos, anunciou o órgão administrador do Pulitzer.

    Os prêmios Pulitzer, considerados os de maior prestígio no jornalismo norte-americano, são concedidos desde 1917, depois de serem estabelecidos no testamento do publisher de jornais Joseph Pulitzer.

    O Conselho do Pulitzer, composto por 18 membros, reúne vencedores passados e outros jornalistas e acadêmicos de renome.

    A Reuters e a Associated Press ambas receberam prêmios de reportagem internacional.

    A participação da Reuters incluía uma reportagem investigativa que revelou a execução de 10 rohingyas por camponeses budistas e forças de segurança de Mianmar no vilarejo de Inn Din, no centro do conflito no Estado de Rakhine.

    Dois jovens repórteres da Reuters, Wa Lone e Kyaw Soe Oo, ambos cidadãos de Mianmar, encontraram uma cova coletivo repleta de ossos que saíam pela superfície. Eles então passaram a reunir depoimentos de executores, testemunhas e familiares das vítimas.

    A dupla obteve com aldeões três fotografias devastadoras: duas delas mostravam os 10 rohingyas ajoelhados; a terceira mostrava os corpos mutilados e baleados dos mesmos 10 homens na cova rasa.

    Antes que Wa Lone e Kyaw Soe Oo pudessem concluir a reportagem, ambos foram presos em dezembro de 2017 no que observadores internacionais têm criticado como um esforço de autoridades para impedir a reportagem.

    A matéria, 'Massacre em Mianmar', foi concluída pelos colegas Simon Lewis e Antoni Slodkowski e publicada em fevereiro passado.

    Em setembro, eles foram condenados a 7 anos de prisão. Nesta segunda-feira, eles completaram 490 dias de prisão.

    Na categoria de fotografia breaking news, 11 fotógrafos da Reuters que trabalham no projeto 'Na Trilha de Migrantes à América', um pacote de imagens de solicitantes de asilo e outros da América Central à fronteira dos EUA.

    Uma foto de Kim Kyung-Hoon mostrava migrantes fugindo de gás lacrimogêneo disparado por autoridades norte-americanas para o lado do México na fronteira San Diego-Tijuana. Na imagem, uma mãe carrega suas filhas gêmeas pelo braço, enquanto latas de gás soltam fumaça.

    Em outra foto, uma aérea, Mike Blake foi o primeiro a fotografar o centro de detenção de Tornillo, no Texas, onde crianças andavam enfileiradas, como prisioneiros.

    Goran Tomasevic capturou uma imagem em San Pedro Sula, em Honduras, uma cidade com uma das taxas de homicídio mais altas do mundo, de um galo ao lado do corpo de um membro assassinado de uma gangue. Tomasevic já havia sido finalista do Pulitzer por suas fotografias da guerra na Síria.

    (Por Daniel Trotta)

    Escrito por Thomson Reuters

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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