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    SAIBA MAIS-Repórteres da Reuters são libertados em Mianmar

    YANGON (Reuters) - Os jornalistas da Reuters Wa Lone e Kyaw Soe Oo foram libertados nesta terça-feira, meses depois de serem condenados a 7 anos de prisão sob acusações de terem violado a Lei de Segredos Oficiais dos tempos coloniais.

    Os dois foram presos em dezembro de 2017, quando investigavam o assassinato de 10 homens e meninos muçulmanos rohingyas pelas mãos de forças de segurança e civis budistas em Rakhine, Estado do oeste de Mianmar.

    A condenação de Wa Lone, de 33 anos, e Kyaw Soe Oo, de 29, em setembro causou revolta em diplomatas e defensores da liberdade de imprensa, que disseram que a prisão dos dois jovens repórteres provocou dúvidas sobre o avanço de Mianmar rumo à democracia.

    Durante seus mais de 500 dias atrás das grades, sua reportagem sobre uma repressão militar em Rakhine foi reconhecida com prêmios internacionais e eles foram escolhidos pela revista Time como 'Personalidades do Ano', ao lado de outros jornalistas, no ano passado.

    Veja a seguir alguns fatos essenciais sobre os dois jornalistas, que estavam detidos desde 12 de dezembro de 2017.

    WA LONE

    Wa Lone nasceu em uma família de plantadores de arroz de Kin Pyit, vilarejo de menos de 500 pessoas nas planícies áridas de Sagaing, no centro de Mianmar.

    Quando tinha cerca de 20 anos, Wa Lone se mudou para a maior cidade do país, Yangon, e abraçou o jornalismo. Ele trabalhou como repórter para veículos como o Mianmar Times, jornal em inglês no qual conheceu sua atual mulher, Pan Ei Mon. Ele entrou na Reuters em 2016 e se casou com Pan Ei Mon no mesmo ano.

    Além do trabalho convencional, Wa Lone fazia trabalho voluntário com frequência. Ele cofundou o Projeto Terceira História, um instituição de caridade que produz e distribui livros para fomentar a tolerância entre os diferentes grupos étnicos de Mianmar. Ele mesmo é autor de alguns dos livros, como 'Jay Jay, O Jornalista', que escreveu na prisão de Insein, em Yangon.

    Meses depois de ele entrar na Reuters, um grupo insurgente da minoria muçulmana rohingya se anunciou com ataques a postos policiais em Rakhine. Wa Lone foi essencial para a cobertura da Reuters sobre o conflito que se seguiu.

    KYAW SOE OO

    Kyaw Soe Oo é nativo de Sittwe, a capital de Rakhine, e nasceu em uma família budista do grupo étnico rakhine, que compõe a maioria da população do Estado.

    Seu Estado vem sendo assolado por episódios de violência étnica desde 2012, mas amigos dizem que Kyaw Soe Oo não se envolveu no conflito, mas que se apaixonou pelos livros e pela escrita de poesia.

    Kyaw Soe Oo começou a trabalhar como jornalista e participou da criação da Agência Investigativa Raiz, um veículo que se concentra em notícias de Rakhine.

    Ele é casado com Chit Su Win, que chegou a trabalhar para sua família em Sittwe. Sua filha, Moe Thin Wai Zan, tem 3 anos de idade.

    Depois que a violência irrompeu no norte de Rakhine em 2017, Kyaw Soe Oo começou a trabalhar para a Reuters, na qual ele e Wa Lone revelaram um massacre de homens e meninos rohingyas no vilarejo de Inn Din. A dupla recebeu um Prêmio Pulitzer de reportagem internacional em abril.

    (Por Simon Lewis)

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    Repórters presos da Reuters e fotógrafos em fronteira dos EUA vencem Pulitzer

    NOVA YORK (Reuters) - A Reuters venceu dois prêmios Pulitzer nesta segunda-feira, um de reportagem internacional por investigação que revelou a execução de 10 muçulmanos rohingyas por camponeses budistas e forças de segurança de Mianmar, e outro relativo a fotografias de migrantes na fronteira dos Estados Unidos, anunciou o órgão administrador do Pulitzer.

    Os prêmios Pulitzer, considerados os de maior prestígio no jornalismo norte-americano, são concedidos desde 1917, depois de serem estabelecidos no testamento do publisher de jornais Joseph Pulitzer.

    O Conselho do Pulitzer, composto por 18 membros, reúne vencedores passados e outros jornalistas e acadêmicos de renome.

    A Reuters e a Associated Press ambas receberam prêmios de reportagem internacional.

    A participação da Reuters incluía uma reportagem investigativa que revelou a execução de 10 rohingyas por camponeses budistas e forças de segurança de Mianmar no vilarejo de Inn Din, no centro do conflito no Estado de Rakhine.

    Dois jovens repórteres da Reuters, Wa Lone e Kyaw Soe Oo, ambos cidadãos de Mianmar, encontraram uma cova coletivo repleta de ossos que saíam pela superfície. Eles então passaram a reunir depoimentos de executores, testemunhas e familiares das vítimas.

    A dupla obteve com aldeões três fotografias devastadoras: duas delas mostravam os 10 rohingyas ajoelhados; a terceira mostrava os corpos mutilados e baleados dos mesmos 10 homens na cova rasa.

    Antes que Wa Lone e Kyaw Soe Oo pudessem concluir a reportagem, ambos foram presos em dezembro de 2017 no que observadores internacionais têm criticado como um esforço de autoridades para impedir a reportagem.

    A matéria, 'Massacre em Mianmar', foi concluída pelos colegas Simon Lewis e Antoni Slodkowski e publicada em fevereiro passado.

    Em setembro, eles foram condenados a 7 anos de prisão. Nesta segunda-feira, eles completaram 490 dias de prisão.

    Na categoria de fotografia breaking news, 11 fotógrafos da Reuters que trabalham no projeto 'Na Trilha de Migrantes à América', um pacote de imagens de solicitantes de asilo e outros da América Central à fronteira dos EUA.

    Uma foto de Kim Kyung-Hoon mostrava migrantes fugindo de gás lacrimogêneo disparado por autoridades norte-americanas para o lado do México na fronteira San Diego-Tijuana. Na imagem, uma mãe carrega suas filhas gêmeas pelo braço, enquanto latas de gás soltam fumaça.

    Em outra foto, uma aérea, Mike Blake foi o primeiro a fotografar o centro de detenção de Tornillo, no Texas, onde crianças andavam enfileiradas, como prisioneiros.

    Goran Tomasevic capturou uma imagem em San Pedro Sula, em Honduras, uma cidade com uma das taxas de homicídio mais altas do mundo, de um galo ao lado do corpo de um membro assassinado de uma gangue. Tomasevic já havia sido finalista do Pulitzer por suas fotografias da guerra na Síria.

    (Por Daniel Trotta)

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    Supremo de Mianmar ouve recurso de repórteres da Reuters em caso de segredos oficiais

    Por Simon Lewis

    NAYPYITAW (Reuters) - A Suprema Corte de Mianmar ouviu nesta terça-feira o recurso de dois repórteres da Reuters que foram presos por violação de uma lei de segredos oficiais dos tempos coloniais, em um caso que provocou dúvidas sobre o progresso do país rumo à democracia.

    Os repórteres Wa Lone e Kyaw Soe Oo já passaram mais de 15 meses detidos desde que foram presos em dezembro de 2017, quando investigavam um massacre de civis muçulmanos rohingyas envolvendo soldados de Mianmar.

    Um juiz considerou ambos culpados de acordo com a Lei de Segredos Oficiais em setembro e os condenou a 7 anos de prisão.

    Ambos continuam separados de suas filhas pequenas. A esposa de Wa Lone, de 32 anos, deu à luz a primeira criança do casal no ano passado, quando seu marido já estava encarcerado.

    Kyaw Soe Oo comemorou seu 29º aniversário na prisão de Insein, em Yangon, neste mês.

    'Esperamos nos reencontrar como uma família o mais cedo possível', disse a mulher de Kyaw Soe Oo, Chit Su Win, aos repórteres diante do complexo da Suprema Corte na capital, Naypyitaw, após a audiência desta terça-feira. Wa Lone e Kyaw Soe Oo não estiveram presentes.

    A condenação dos repórteres foi intensamente criticada por defensores da liberdade de imprensa e por diplomatas ocidentais, aumentando a pressão sobre a líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, ganhadora de um Nobel da Paz que assumiu o poder em 2016 em meio a uma transição do controle militar.

    Suu Kyi disse em setembro, uma semana após a condenação, que o caso dos repórteres não tem nada a ver com a liberdade de imprensa, já que eles foram presos por manusear segredos oficiais, não por serem jornalistas.

    'A Suprema Corte de Mianmar tem a oportunidade de corrigir o erro judicial grave infligido a Wa Lone e Kyaw Soe Oo nos últimos 15 meses', disse o editor-chefe da Reuters, Stephen J. Adler, em um comunicado.

    'Eles são jornalistas honestos e admiráveis que não violaram a lei, e deveriam ser libertados por uma questão de urgência'.

    Ao justificar a apelação, o advogado dos repórteres, Khin Maung Zaw, citou a falta de provas de um crime e indícios de que a dupla foi incriminada pela polícia.

    Depois que a autoridade judicial governamental Ko Ko Maung respondeu, o juiz Soe Naing adiou o caso sem dar uma data para um veredicto.

    Em janeiro, o principal tribunal de Yangon, a maior cidade de Mianmar, rejeitou uma apelação.

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    Tribunal de Mianmar rejeita recurso de repórteres da Reuters presos

    Por Shoon Naing e Antoni Slodkowski

    YANGON (Reuters) - Um tribunal de Mianmar rejeitou nesta sexta-feira recurso de dois repórteres da Reuters condenados a 7 anos de prisão por violação da Lei de Segredos Oficiais do país, dizendo que a defesa não forneceu evidências suficientes para mostrar que eles são inocentes.

    Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28, foram condenados em setembro do ano passado em um caso histórico que tem posto em dúvida o avanço democrático em Mianmar e desencadeado indignação de diplomatas e ativistas de direitos humanos.

    “Foi uma punição adequada”, disse o juiz Aung Naing, em referência à sentença de 7 anos de prisão imposta pela instância inferior.

    A defesa ainda tem a opção de recorrer à Suprema Corte do país, na capital Naypyitaw.

    “A decisão de hoje é mais uma injustiça, entre muitas, infligidas a Wa Lone e Kyaw Soe Oo. Eles permanecem atrás das grades por uma razão: os que estão no poder tentaram silenciar a verdade”, disse o editor-chefe da Reuters, Stephen J. Adler, em comunicado.

    “Fazer reportagens não é um crime e, até que Mianmar corrija esse terrível erro, a imprensa em Mianmar não está livre e o compromisso de Mianmar com o Estado de direito e com a democracia permanece em dúvida”.

    Durante os argumentos do recurso, apresentados no mês passado, os advogados de defesa citaram evidências de uma armação policial e a falta de provas do crime. Eles disseram ao tribunal de apelações que a instância inferior havia incorretamente colocado o ônus de prova nos réus.

    A defesa também afirmou que os procuradores não conseguiram provar que os repórteres coletaram informações confidenciais, enviaram dados a um inimigo de Mianmar ou que tinham a intenção de prejudicar a segurança nacional.

    Khine Khine Soe, autoridade legal representante do governo, disse em audiência no mês passado que as evidências provam que os repórteres coletaram e mantiveram documentos confidenciais. Ela disse que os jornalistas tinham o objetivo de comprometer a segurança e o interesse nacional.

    Nesta sexta-feira, o juiz disse que “não é aceitável” dizer que os réus agiram de acordo com a ética jornalística. “Não pode ser dito que foi uma armação”, disse.

    O advogado de defesa Than Zaw Aung, falando após a decisão, disse que sua equipe discutirá com os dois repórteres a opção de recorrer à Suprema Corte. “Estamos muito decepcionados com o julgamento”, disse.

    Antes de serem presos, os repórteres estavam trabalhando em uma investigação da Reuters sobre o assassinato de 10 muçulmanos rohingyas por forças de segurança de Mianmar e civis budistas no Estado de Rakhine, durante uma campanha de repressão militar que começou em agosto de 2017.

    A operação fez com que mais de 730 mil rohingyas fugissem para Bangladesh, de acordo com estimativas da ONU.

    (Reportagem de Shoon Naing e Antoni Slodkowski)

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    Líder de Mianmar Suu Kyi defende condenação de repórteres da Reuters

    HANÓI (Reuters) - A líder do governo de Mianmar, Aung San Suu Kyi, disse nesta quinta-feira que os dois repórteres da Reuters presos no país podem recorrer da condenação de 7 anos de prisão, e que o julgamento deles não teve qualquer relação com a liberdade de expressão.

    Questionada sobre como se sentia prendendo jornalistas como uma líder democrática, Suu Kyi disse: 'Eles não foram presos porque são jornalistas, eles foram presos porque... o tribunal decidiu que eles violaram a Lei de Segredos Oficiais'.

    Suu Kyi se pronunciou durante o Fórum Econômico Mundial da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Hanói, no Vietnã, respondendo a uma pergunta do mediador que questionou se ela se sentia confortável com a prisão dos repórteres.

    Os jornalistas Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28 anos, foram considerados culpados de violar uma lei sobre segredos oficiais e condenados no início deste mês, em um caso marcante visto como um teste para o progresso democrático em Mianmar.

    Sua prisão desencadeou grande indignação internacional, incluindo um pedido do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, por sua libertação.

    'Me pergunto se muitas pessoas realmente leram o resumo do julgamento, que não teve nenhuma relação com liberdade de expressão, teve relação com a Lei de Segredos Oficiais', disse Suu Kyi.

    'Se acreditamos no Estado de Direito, eles têm todo o direito de recorrer do julgamento e de apontar porque o julgamento foi errado', acrescentou.

    (Reportagem de James Pearson, Mai Nguyen e Khanh Vu, em Hanói, e Simon Lewis, em Yangon)

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    Repórteres da Reuters 'revelam a verdade', diz ex-professor a tribunal de Mianmar

    Por Shoon Naing e Aye Min Thant

    YANGON (Reuters) - Um tribunal de Mianmar ouviu nesta segunda-feira testemunhas de defesa que atestaram a integridade de dois jornalistas da Reuters acusados de obter documentos secretos de Estado, e ouvirá os argumentos finais dentro de duas semanas, quando o julgamento considerado um teste para a liberdade de imprensa do país for retomado.

    Kyaw Soe Oo, de 28 anos, e Wa Lone, de 32 anos, podem receber uma pena máxima de 14 anos de prisão por supostamente violarem a Lei de Segredos Oficiais da era colonial de Mianmar. Os dois se declararam inocentes das acusações e disseram ao tribunal que foram 'incriminados' por policiais que plantaram documentos.

    Durante a sessão desta segunda-feira, seu ex-professor Ye Naing Moe, diretor da Escola de Jornalismo de Yangon, elogiou os dois repórteres, dizendo terem sido estudantes curiosos e excelentes que receberam diversos prêmios por reportagens dedicadas aos desfavorecidos e a temas sociais.

    'Não vimos nenhuma reportagem escrita por eles que tenha violado a ética da mídia', disse ele, explicando que a instituição monitora o trabalho de seus ex-alunos.

    'Acredito que Wa Lone e Kyaw Soe Oo desempenharam o papel mais importante dos jornalistas, que é revelar a verdade', disse Ye Naing Moe. 'Encontrar defeitos e problemas e revelá-los de uma maneira positiva cria a chance de se consertar as coisas, e isso beneficia a sociedade e o país'.

    Uma segunda testemunha, Thant Zin Soe, trabalhou com Wa Lone em uma instituição de caridade que distribui ajuda humanitária a vítimas de desastres naturais, e o descreveu como sempre ético e 'enojado pela corrupção'.

    Na época em que foram presos, em dezembro, os jornalistas investigavam os assassinatos de 10 homens e meninos muçulmanos rohingyas em um vilarejo de Rakhine, Estado do oeste de Mianmar.

    Os assassinatos ocorreram durante uma operação repressiva do Exército que agências da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram ter levado quase 700 mil pessoas a fugirem para Bangladesh.

    O procurador Moe Thu Aung perguntou às testemunhas se teriam como conhecer as intenções dos réus enquanto estavam trabalhando e se acreditam que eles poderiam ter se comportado de maneira antiética. Ele não quis falar após os procedimentos.

    O julgamento vem atraindo a atenção de todo o mundo e passou a ser visto como um teste da liberdade de imprensa e das reformas na democracia emergente de Mianmar, onde os militares ainda têm uma influência considerável.

    O porta-voz do governo, Zaw Htay, disse à Reuters que as cortes do país são independentes e que o caso será conduzido de acordo com a lei. Ele ainda disse que 'eles terão a proteção total de seus direitos como cidadãos'.

    (Reportagem adicional de Thu Thu Aung)

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    Repórter da Reuters faz 1º relato detalhado a tribunal sobre prisão em Mianmar

    Por Shoon Naing e Kanupriya Kapoor

    YANGON (Reuters) - O repórter da Reuters Wa Lone, acusado de obter documentos confidenciais do Estado em Mianmar, disse a um tribunal nesta segunda-feira que um policial o telefonou no dia em que foi preso e insistiu para que eles se encontrassem, quando entregou a ele e a um colega alguns papéis.

    No primeiro relato detalhado feito no tribunal por um dos dois jornalistas da Reuters sobre a noite em que foram presos, Wa Lone disse ao juiz que o policial Naing Lin o telefonou ao menos duas vezes em 12 de dezembro dizendo que eles precisavam se encontrar naquele dia, mesmo já tendo passado do horário de expediente.

    'Depois de 17h, quando eu já estava prestes a deixar o escritório, Naing Lin me ligou e disse que eu precisava ir naquela noite. Ele disse que se eu não fosse agora, eu poderia não conseguir encontrá-lo porque ele estava prestes a ser transferido para outra região', disse Wa Lone.

    Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28 anos, estão sendo julgados por supostamente violarem a Lei de Segredos Oficiais, que data da era colonial do país, em um caso visto como um teste para a liberdade de imprensa em Mianmar.

    Ambos se declararam inocentes, mas, se condenados, podem enfrentar até 14 anos de prisão.

    As circunstâncias da prisão são a parte mais controversa do caso. Enquanto procuradores dizem que os dois repórteres foram detidos durante uma operação de rotina, a defesa argumenta que eles foram incriminados pela polícia.

    Wa Lone disse que Kyaw Soe Oo o acompanhou à reunião com Naing Lin. Quando os dois encontraram Naing Lin e outro policial em um restaurante nas redondezas de Yangon, o oficial os entregou alguns papéis e os orientou a fotografá-los. Segundo Wa Lone, eles não tiraram as fotos, dizendo a Naing Lin que estava muito escuro.

    'Os documentos não tinham nada a ver com a nossa conversa. Ele simplesmente os pegou de repente. Eu não pedi que ele fizesse isso', acrescentou.

    Pouco depois, Naing Lin saiu do local abruptamente, e os dois repórteres foram presos ao deixar o restaurante, antes mesmo de olharem os documentos, disse Wa Lone ao tribunal.

    Em seu depoimento há dois meses, Naing Lin confirmou ter encontrado os jornalistas, mas negou ter lhe entregado qualquer coisa. Ele insistiu que não telefonou para Wa Lone e que foi o repórter que iniciou o encontro. Ele também disse que estava sozinho.

    Entretanto, o capitão de polícia Moe Yan Naing, testemunha da acusação, disse ao tribunal em abril que horas antes dos repórteres serem presos uma autoridade graduada da polícia havia ordenado que Naing Lin entregasse os documentos a Wa Lone em uma armação contra o repórter.

    O julgamento ainda deve durar diversas semanas. A defesa irá chamar testemunhas, que prestarão depoimentos e serão interrogadas pela acusação. Então, ambos os lados farão seus argumentos finais e o juiz deve tomar uma decisão no próximo mês.

    (Reportagem adicional de Antoni Slodkowski, Simon Lewis, Thu Thu Aung e Aye Min Thant)

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    Tribunal de Mianmar acusa repórteres da Reuters de violação de segredos de Estado

    Por Antoni Slodkowski e Shoon Naing

    YANGON (Reuters) - Um tribunal de Mianmar acusou dois jornalistas da Reuters presos de obterem documentos de Estado secretos nesta segunda-feira, encaminhando o caso emblemático sobre a liberdade de imprensa a julgamento depois de seis meses de audiências preliminares.

    O juiz distrital de Yangon, Ye Lwin, acusou os repórteres Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28, de violarem a Lei de Segredos Oficiais da era colonial, que implica em uma pena máxima de 14 anos de prisão.

    Os dois jornalistas se declararam inocentes das acusações, dizendo ao juiz que seguiram a ética jornalística .

    Falando aos repórteres após a decisão, Wa Lone disse que ele e Kyaw Soe Oo não cometeram nenhum crime e que deporão para provar sua inocência no tribunal.

    Embora tenhamos sido acusados, não somos culpados , afirmou, algemado, enquanto agentes o escoltavam até um camburão. Não recuaremos, desistiremos ou seremos abalados por isto.

    O procurador-chefe, Kyaw Min Aung, deixou a corte antes de os repórteres terem chance de lhe fazer perguntas.

    O caso atraiu atenção global. Alguns diplomatas e grupos de direitos humanos ocidentais dizem se tratar de um teste do progresso rumo à democracia plena sob o comando da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi em um país no qual os militares ainda têm uma influência considerável.

    A embaixada dos Estados Unidos em Yangon disse estar profundamente decepcionada com o veredicto.

    As autoridades de Mianmar deveriam permitir que os jornalistas voltem aos seus trabalhos e às suas famílias , disse a embaixada no Facebook. A decisão de hoje é um retrocesso para a liberdade de imprensa e o Estado de Direito em Mianmar.

    O presidente e editor-chefe da Reuters, Stephen J. Adler, qualificou o caso contra os repórteres como infundado .

    Estes jornalistas da Reuters estavam fazendo seu trabalho de uma maneira independente e imparcial, e não existem fatos ou provas que indiquem que fizeram qualquer coisa errada ou que tenham violado alguma lei , disse ele em um comunicado.

    O porta-voz do governo de Mianmar, Zaw Htay, não respondeu a perguntas solicitando comentários após o veredicto desta segunda-feira. Ele se recusou a comentar no decorrer dos procedimentos, dizendo que as cortes de Mianmar são independentes e que o caso será tratado de acordo com a lei.

    (Reportagem adicional de Simon Lewis, Kanupriya Kapoor e Aye Min Thant)

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    Tribunal de Mianmar decidirá na próxima semana sobre acusação contra repórteres da Reuters

    Por Shoon Naing e Antoni Slodkowski

    YANGON (Reuters) - Um tribunal de Mianmar decidirá na próxima semana se aceitará a denúncia contra dois repórteres da Reuters acusados de obter documentos secretos, depois que a promotoria e a defesa apresentaram seus argumentos finais nesta segunda-feira na fase pré-julgamento do caso histórico.

    A corte de Yangon está realizando audiências desde janeiro para decidir se Wa Lone, de 31 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28, enfrentarão acusações formais ligadas à Lei de Segredos Oficiais da era colonial, que implica em uma pena máxima de 14 anos de prisão.

    À época de sua prisão, em dezembro, os repórteres investigavam os assassinatos de 10 homens e meninos muçulmanos rohingyas em um vilarejo de Rakhine, Estado do oeste de Mianmar. As mortes ocorreram durante uma operação militar repressiva que agências da ONU disseram ter levado mais de 700 mil rohingyas a fugirem para o vizinho Bangladesh.

    Os advogados de defesa pediram ao juiz que rejeite o caso, argumentando que a acusação foi incapaz de oferecer provas suficientes para embasar as acusações. Eles disseram que os repórteres foram presos em uma cilada da polícia que almejava impedir sua reportagem.

    Os jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo foram vítimas de um esquema orquestrado por alguns membros das forças de segurança para detê-los e silenciar uma reportagem verídica. Sua prisão de seis meses é um abuso da justiça em andamento que viola o comprometimento declarado de Mianmar com o Estado de Direito , disse o advogado de defesa Khin Maung Zaw ao juiz Ye Lwin.

    Khin Maung Zaw disse que a acusação nem demonstrou como os supostos documentos foram parar nas mãos dos repórteres nem como eles representam uma ameaça à segurança nacional do país.

    A acusação tampouco identificou o inimigo que os repórteres supostamente tentavam apoiar, disse ele. As informações nos documentos já haviam vindo a público, e por isso não eram secretas, afirmou.

    O procurador-chefe, Kyaw Min Aung, instou o juiz a acusar os repórteres. Ele disse que os documentos encontrados com eles diziam respeito à movimentação das forças de segurança, e que aqueles encontrados em seus celulares variavam de confidencias a ultrassecretos.

    As informações nos documentos poderiam ser usadas para se atacar as forças de segurança de Mianmar, e os repórteres sabiam disso melhor do que outras pessoas , sustentou Kyaw Min Aung.

    O juiz Ye Lwin disse que anunciará seu veredicto na próxima audiência de 9 de julho.

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    Policial de Mianmar envolvido em caso de repórteres da Reuters violou código ao copiar depoimentos, diz defesa

    Por Thu Thu Aung e Poppy Elena McPherson

    YANGON (Reuters) - Um policial que é testemunha no processo contra dois repórteres da Reuters acusados de possuírem segredos de Estado de Mianmar não é confiável, uma vez que obteve depoimentos de testemunhas anteriores, violando o código da polícia, disse o advogado de defesa dos jornalistas nesta segunda-feira.

    O major da polícia Tin Win Maung, que é testemunha da acusação, disse ao tribunal que solicitou cópias dos depoimentos dados por todas as outras testemunhas.

    A corte de Yangon deve ouvir os argumentos das duas partes em 2 de junho para decidir se Wa Lone, de 32 anos, e seu colega da Reuters Kyaw Soe Oo, de 28 anos, serão acusados de acordo com a Lei de Segredos Oficiais, que acarreta uma pena máxima de 14 anos de prisão.

    As audiências pré-julgamento, iniciadas em janeiro, terminaram nesta segunda-feira, quando a procuradoria apresentou sua última testemunha.

    Durante o questionamento, Tin Win Maung disse ter copiado os depoimentos porque queria saber mais sobre o caso , já que é uma das autoridades mais graduadas envolvidas.

    O advogado de defesa Khin Maung Zaw disse que as ações do policial não são ilegais, mas que violam uma cláusula do Manual de Polícia, uma série de regras sobre o comportamento da polícia.

    Ele não é confiável porque violou estes regulamentos policiais , disse ele à Reuters. A suposta testemunha não deve saber o que as testemunhas anteriores disseram porque irá se preparar de acordo com os depoimentos das testemunhas anteriores .

    O código diz que, quando um policial é testemunha em um caso, não estará presente no tribunal enquanto o inquérito ou julgamento estiver transcorrendo , senão o magistrado pode objetar às suas provas com a justificativa de que ele ouviu o que todas as outras testemunhas disseram, e naturalmente adaptará os detalhes de sua narrativa aos delas .

    O procurador Kyaw Min Aung não quis comentar. O porta-voz da polícia, Myo Thu Soe, não respondeu de imediato a pedidos de comentário.

    O porta-voz do governo de Mianmar, Zaw Htay, não estava disponível de imediato para comentar depois da audiência desta segunda-feira, mas havia dito que os tribunais do país são independentes e que o caso será conduzido de acordo com a lei.

    Também nesta segunda-feira, advogados de defesa disseram que a acusação não conseguiu demonstrar como os supostos documentos foram parar nas mãos dos repórteres.

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