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Restrições contra viajantes chineses por Covid-19 são 'discriminatórias', diz mídia estatal

Placeholder - loading - Pessoas usando máscaras andam em rua em Xangai, China 13/12/2022 REUTERS/Aly Song
Pessoas usando máscaras andam em rua em Xangai, China 13/12/2022 REUTERS/Aly Song

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Por Bernard Orr e David Latona

PEQUIM/MADRI (Reuters) - A mídia estatal chinesa disse que os requisitos de testes de Covid-19 impostos por um número crescente de países a viajantes da China são 'discriminatórios' e visam minar a reabertura chinesa, embora uma onda de infecções tenha surgido em todo o país.

Após manter suas fronteiras praticamente fechadas por três anos, impondo uma política rígida de bloqueios e testes massivos, a China alterou abruptamente seu curso para tentar conviver com o vírus em 7 de dezembro, e as infecções têm se espalhado rapidamente nas últimas semanas.

Alguns governos ficaram surpresos com a escala do surto na China e expressaram ceticismo sobre os dados de Covid-19 de Pequim, com a Coreia do Sul e a Espanha sendo os últimos países nesta sexta-feira a se juntarem aos Estados Unidos, Índia e outros na imposição de testes para viajantes da China.

“A verdadeira intenção é sabotar os três anos de esforços de controle da Covid-19 na China e atacar o sistema do país”, disse o tabloide estatal Global Times em um artigo na noite de quinta-feira, chamando as restrições de “infundadas” e “discriminatórias”.

A China deixará de exigir que os viajantes que chegam ao país entrem em quarentena a partir de 8 de janeiro. Mas ainda exigirá um resultado negativo do teste de PCR 48 horas antes da partida.

Atuando um dia depois que as autoridades de saúde da União Europeia não chegaram a um acordo sobre um curso de ação conjunto, a Espanha seguiu o exemplo da Itália e se tornou o segundo dos 27 membros do bloco a exigir testes para viajantes da China.

Nos últimos dias, autoridades da França, Alemanha e Portugal disseram que não viam necessidade de novas restrições por enquanto, enquanto a Áustria enfatizou os benefícios econômicos do retorno dos turistas chineses à Europa.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a OMS precisa de mais informações para avaliar o último aumento de infecções na China, sem se posicionar sobre a questão dos testes de viagem.

A suspensão das restrições na China, após protestos generalizados contra elas em novembro, sobrecarregou hospitais e funerárias em todo o país, com cenas de pessoas tomando soro na beira da estrada e filas de carros funerários do lado de fora dos crematórios sustentando a preocupação pública.

(Reportagem adicional de John Revill em Zurich e Kirsti Knolle em Berlim)

Escrito por Reuters

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