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    Revista americana publica experiência do IBCC Oncologia sobre transplante de medula óssea sem transfusão

    Doações poderão ocorrer mesmo com medula óssea 50% compatível

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    Equipe do Dr. Roberto Luiz da Silva trabalha em maneiras de fazer operação sem haver contato sanguíneo/Divulgação

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    A revista Biology of Blood and Marrow, da Sociedade Americana de Transplante de Sangue e Medula Óssea (ASBMT), publicou a experiência brasileira do IBCC Oncologia, a qual realizou transplante de medula óssea haploidêntico, ou seja, com doador apenas 50% compatível sem o uso de transfusão de sangue nos primeiros 100 dias. O procedimento recebeu reconhecimento e destaque por parte da entidade dos Estados Unidos.

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    De acordo com Dr. Roberto Luiz da Silva, médico coordenador da equipe de transplantes de medula óssea do IBCC Oncologia, e um dos integrantes do grupo responsável pela iniciativa, a recusa para o recebimento de transfusão de sangue não é uma contraindicação absoluta para o procedimento. "Essa terapia é viável em situações específicas quando o paciente expressa claramente o desejo de evitar transfusões de sangue, quando as condições clínicas são favoráveis e quando há rigoroso monitoramento médico e especializado", ressalta.

    Esse tipo de transplante de medula óssea requer conhecimento específico do médico especialista e avaliação completa do caso, além disso, deve reconhecer e respeitar a vontade do paciente. O transplante haploidêntico é um tipo de transplante recente e foi feito com a técnica sem o uso de hemocomponentes pela primeira vez no mundo pela equipe do IBCC Oncologia. Roberto, lembra que os primeiros 100 dias são considerados os mais críticos no que se refere a toxicidade. Isso porque, normalmente se usa transfusões de sangue. "Ver os resultados positivos nos motiva a não parar na busca pelo conhecimento dentro da medicina”, complementa Dr. Roberto.

    O primeiro transplante de medula óssea sem transfusão de sangue foi realizado pela equipe de médicos pesquisadores em 2007. Alguns pacientes não aceitam transfusão de sangue nem em caso de risco de morte como, por exemplo, as pessoas da religião Testemunha de Jeová. Elas acreditam que a Bíblia proíbe a ingestão de sangue e que os cristãos não devem aceitar transfusões, doar ou armazenar o próprio sangue para transfusão. A crença é baseada em uma interpretação da escritura que difere da de outras denominações cristãs.

    O transplante de células tronco hematopoiéticas (TCTH) ou de medula óssea, como é popularmente conhecido, tem sido usado para tratar muitas condições hematológicas malignas e não-malignas, no entanto, o uso em pacientes que recusam transfusões de sangue raramente foi descrito na literatura e nenhum dado foi publicado na literatura médica no Brasil.

    A ASBMT tomou a decisão de publicar após revisar os descritivos de 23 transplantes realizados pela equipe brasileira do IBCC. A avaliação dos especialistas da ASBMT começou a ser feita em junho de 2019 após envio dos descritivos pelos médicos brasileiros. Em outubro do mesmo ano, os hematologistas do Brasil receberam contato da associação americana reconhecendo a qualidade e importância do trabalho dos brasileiros. Além disso, os especialistas americanos destacaram o feito inédito com a realização do TMO com doadores haploidêntico. Ou seja, dos 23 procedimentos realizados, quatro foram transplantes com doadores 50% compatível. A revista publicou on-line e no nos próximos meses haverá a publicação impressa reconhecendo o trabalho da equipe.

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