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Rio Tinto e Glencore abandonam negociações de fusão pela terceira vez

Rio Tinto e Glencore abandonam negociações de fusão pela terceira vez

Reuters

05/02/2026

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Matriz da Glencore na Suíça

Por Clara Denina e Pratima Desai

LONDRES, 5 ⁠Fev (Reuters) - A Rio Tinto encerrou nesta quinta-feira as negociações para uma aquisição da rival Glencore, afirmando que as duas empresas não conseguiram chegar a um acordo que entregasse valor suficiente aos acionistas.

A fusão proposta, anunciada pela primeira vez em janeiro, teria criado a maior empresa de mineração do mundo, com um valor de mercado superior a US$200 bilhões.

Esta é a segunda rodada de negociações fracassadas em pouco mais de um ano, após uma abordagem anterior da Glencore no final de 2024. As negociações no final do ano passado também ​foram iniciadas pela Glencore, de acordo com uma ⁠fonte familiarizada ⁠com o assunto.

A Rio também rejeitou uma proposta de fusão da Glencore em 2014, alegando que não era do interesse dos acionistas.

No entanto, a última rodada de discussões representou uma mudança em relação aos esforços anteriores. A fonte descreveu-a como “a primeira vez que houve um processo de due diligence realmente sério ‌e rigoroso”.

NÃO SÓ COBRE

Embora o cobre, um metal da transição energética, fosse uma ​motivação óbvia para o negócio, a Rio Tinto ‌buscava adquirir a Glencore ​em ​sua totalidade, incluindo seus ativos de carvão e negócios de marketing.

“Concluímos que a aquisição proposta... não reflete nossa visão de longo prazo, através do ciclo de valor relativo, incluindo a avaliação ​inadequada de nossos negócios de cobre e seu importante pipeline de crescimento”, afirmou a Glencore em comunicado.

A Glencore elogiou seus ativos de cobre em um evento para investidores em dezembro, quando afirmou que pretende atingir 1,6 milhão de toneladas até 2035 por meio de minas novas e reiniciadas e operações otimizadas, ante 852.000 toneladas no ano passado.

A demanda global por cobre deve aumentar 50% até 2040, beneficiando-se da transição energética e da demanda por inteligência artificial, e as mineradoras globais estão correndo para aumentar sua produção.

As empresas não revelaram os termos propostos e rejeitados.

As negociações agora abandonadas ecoam outros acordos ambiciosos de mineração que fracassaram, incluindo a oferta de US$ 49 bilhões da BHP ⁠pela Anglo American, que desmoronou devido a preocupações com a estrutura da oferta, mesmo com ‌o setor pressionando por uma consolidação em ⁠meio à crescente demanda por metais.

O único acordo ainda em andamento é um plano de fusão de US$ 53 bilhões, totalmente em ações e sem prêmio, entre ‍a Anglo American, listada na bolsa de Londres, e a canadense Teck Resources, que criaria a quinta maior produtora de ​cobre ‌do mundo.

(Reportagem de Clara Denina, Pratima Desai, Yamini Kalia, Raechel Thankam Job e Yadarisa Shabong)

Reuters

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