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    Senado conclui votação em 2º turno da PEC Emergencial, que segue à Câmara

    Placeholder - loading - 01/02/2021 REUTERS/Adriano Machado
    01/02/2021 REUTERS/Adriano Machado

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    Por Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - O Senado aprovou nesta quinta-feira a PEC Emergencial em segundo turno de votação, abrindo caminho para a concessão do auxílio financeiro aos mais vulneráveis limitado a um montante de 44 bilhões de reais a ser excepcionalizado das regras fiscais em 2021.

    A PEC, que já havia sido aprovada pelo Senado na véspera em uma primeira rodada de deliberação, segue agora à Câmara dos Deputados, onde também precisará passar por dois turnos de votação.

    O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já anunciou que a matéria será votada diretamente no plenário da Casa, sem a necessidade de passar pelas comissões. Segundo ele, há concordância da maioria dos líderes, mas o regime excepcional de votação é passível de questionamentos, já que a PEC modifica a Constituição.

    Além do auxílio emergencial, a PEC estabelece os chamados gatilhos fiscais, a serem acionados quando a despesa obrigatória ultrapassar 95% da despesa primária total. Também prevê a possibilidade de utilização do superávit financeiro dos fundos para pagamento de dívida, mesmo sem a decretação de estado de calamidade, e uma determinação para a redução de benefícios tributários de maneira gradual.

    O parecer da PEC traz as condições para a concessão do auxílio, mas não define um valor ou o número de parcelas. O Executivo já sinalizou que enviará proposta ao Congresso assim que a PEC for aprovada estabelecendo a ajuda em 250 reais por 4 meses.

    Durante a votação no Senado, houve a tentativa de retirada do limite de 44 bilhões extrateto para o auxílio emergencial, mas o destaque de autoria do senador Paulo Rocha (PT-PA), líder do PT na Casa, foi rejeitado por 55 votos a 17.

    Ao defender que os colegas analisassem a proposta com 'cautela' e 'moderação', o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou que o relator, Marcio Bittar (MDB-AC), 'acertou a mão' ao ouvir sugestões, mas, ao mesmo tempo, manter a proposta 'robusta'.

    'É muito importante a manutenção desse teto, porque todos sabem: se precisar, não vai faltar dinheiro, até porque todos estão vendo que as finanças do país estão bem administradas', disse.

    Por se tratar de uma PEC, a proposta precisa de quórum especial para ser aprovada nos dois turnos de votação. Isso equivale a pelo menos 49 senadores e 308 deputados.

    Escrito por Reuters

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