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    Senadora republicana diz não, e julgamento de impeachment de Trump não deve ter testemunhas

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    Senadora Lisa Murkowski caminha no edifício do Senado durante interval do julgamento do impeachment do presidente Donald Trump 31/01/2020 REUTERS/Mary F. Calvert

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    Por Richard Cowan e Lisa Lambert

    WASHINGTON (Reuters) - Mais uma importante senadora republicana anunciou nesta sexta-feira oposição à iniciativa de convocar testemunhas para depor no julgamento de impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenando a proposta dos democratas e pavimentando o caminho para a esperada absolvição do presidente.

    A senadora Lisa Murkowski disse que considerou cuidadosamente a necessidade por testemunhas e documentos no julgamento que avalia a remoção ou não de Trump do cargo, mas que tomou uma decisão contrária ao pedido. Uma votação sobre a possibilidade de permitir as testemunhas, entre elas o ex-assessor de Segurança Nacional John Bolton, deve acontecer ainda nesta sexta-feira.

    Os colegas republicanos de Trump até agora impediram testemunhas e novas evidências, e tentaram acelerar o processo para garantir uma absolvição rápida. Os democratas, que classificaram o julgamento sem testemunhas como uma farsa, precisam do apoio de pelo menos quatro republicanos para ganhar a votação sobre a questão.

    Dois dos 53 republicanos no Senado composto por 100 parlamentares, os moderados Mitt Romney e Susan Collins, se declararam a favor da questão.

    Murkowski disse em nota que as acusações de abuso de poder e obstrução do Congresso aprovadas contra Trump pela Câmara dos Deputados controlada pelos democratas no dia 18 de dezembro do ano passado foram apressadas e falhas.

    'Dada a natureza partidária deste impeachment desde o início e durante o processo todo, Eu cheguei à conclusão de que não haverá julgamento justo no Senado. Eu não acredito que continuar esse processo mudará alguma coisa. É triste para mim admitir que, enquanto instituição, o Congresso fracassou', disse Murkowski.

    O momento da votação final sobre a condenação ou absolvição ainda não estava claro. Senadores republicanos haviam dito que a sessão aconteceria na noite de sexta-feira ou no sábado. Mas alguns Senadores disseram que ela poderia ocorrer só na semana que vem, até quarta-feira.

    Patty Murray, que integra a liderança do Partido Democrata no Senado, disse a jornalistas que 'todos os sinais apontam para uma apressada absolvição de um presidente impedido'.

    O Senado retomou os procedimentos na sexta-feira com os democratas da Câmara que estão trabalhando como procuradores no julgamento fazendo uma argumentação final pedindo a convocação de testemunhas.

    Adam Schiff, principal procurador democrata, disse que o Senado votará apenas horas depois de o jornal New York Times reportar novos detalhes sobre o manuscrito ainda não publicado de Bolton no qual o ex-assessor disse que Trump o teria direcionado em maio em uma campanha para pressionar a Ucrânia a conduzir investigações que beneficiariam Trump politicamente.

    Schiff lembrou que Trump nega os relatos de Bolton.

    (Reportagem adicional de David Morgan, Karen Freifeld; Susan Heavey, Susan Cornwell, Patricia Zengerle e Mohammad Zargham)

    Escrito por Reuters

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