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    Senadores protocolam pedido de CPI sobre gestão da Saúde durante pandemia e crise em Manaus

    Placeholder - loading - Plenário do Senado 22/10/2019 REUTERS/Adriano Machado
    Plenário do Senado 22/10/2019 REUTERS/Adriano Machado

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    Por Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - O líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (AP), apresentou requerimento nesta quinta-feira pedindo a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Casa para apurar as falhas na gestão do governo federal na área da saúde durante a pandemia de Covid-19 e a crise da falta de oxigênio em hospitais do Amazonas no início do ano.

    A CPI pode trazer desgaste ao governo do presidente Jair Bolsonaro, já que tem a prerrogativa de convocar pessoas para depoimentos, requisitar informações, documentos e determinar diligências. Mas para ser instalada de fato ainda há um caminho a ser percorrido.

    Segundo a assessoria do parlamentar, já foram obtidas as assinaturas necessárias para a criação da CPI --são exigidas ao menos 27 dentre os 81 senadores. Se instalada, a comissão será formada por 11 titulares e 7 suplentes. Essas assinaturas, físicas e digitais, precisarão ser conferidas pela Secretaria-Geral do Senado.

    Uma vez confirmado o apoio de no mínimo 27 senadores, o pedido é encaminhado ao presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que precisa ler o requerimento em plenário. A partir desse ato, passa a correr o prazo para eventual retirada de assinaturas, até a meia-noite deste dia. Mantido o apoio, passa-se à fase de instalação da CPI, a ser determinada também pelo presidente do Senado.

    'O governo federal tem, sistematicamente, violado os direitos fundamentais básicos de toda a população brasileira à vida e à saúde', justifica o pedido de abertura da CPI.

    'De modo irresponsável o governo federal sistematicamente deixou de seguir as orientações científicas de autoridades sanitárias de caráter mundial', segue o documento, que lembra, ainda as saídas de Luiz Mandetta e Nelson Teich do cargo de ministro da Saúde por não seguirem as 'crenças' e 'quimeras' de Bolsonaro para conduzir as políticas públicas de saúde.

    O requerimento relata a postura de Bolsonaro contrária às medidas adotadas por Estados municípios para diminuir o ritmo de propagação do vírus, e as diversas ocasiões em que se recusou a utilizar a máscara de proteção.

    Lembra ainda da defesa de Bolsonaro e de integrantes do governo do que ficou conhecido como 'tratamento' precoce com antimaláricos e outros medicamentos sem eficácia cientificamente comprovada contra a Covid-19. O pedido também cita que Bolsonaro desmereceu a importância da vacinação. O presidente chegou a declarar que não irá se vacinar.

    O pedido argumenta que, enquanto cientistas no mundo inteiro buscavam uma forma de imunização, o governo federal ofereceu um 'obstáculo' ao 'desacreditar e retardar, por pura disputa ideológica e política, a vacina CoronaVac simplesmente porque ela foi desenvolvida por uma empresa chinesa em pareceria com o Instituto Butantan', referindo-se à instituição vinculada ao governo do Estado de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), desafeto político de Bolsonaro.

    Escrito por Reuters

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