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    Sindicatos da França fazem greve contra reforma previdenciária de Macron

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    Manifestação contra reforma previdenciária em Paris 05/12/2019 REUTERS/Eric Gaillard

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    Por Sybille de La Hamaide e Richard Lough

    PARIS (Reuters) - Ferroviários, professores e médicos iniciaram uma das maiores greves do setor público da França em décadas nesta quinta-feira, determinados a forçar o presidente Emmanuel Macron a abandonar os planos de reforma do sistema previdenciário do país.

    Redes de transporte de Paris e de cidades de toda a França praticamente pararam, e os sindicatos estão mobilizados para um protesto que ameaça afetar a nação durante dias e representa o maior desafio à agenda de reformas de Macron desde o surgimento das manifestações dos 'coletes amarelos'.

    As estações de trem e metrô parisienses estavam quase desertas durante o horário de pico da manhã, e os usuários do transporte interurbano tiraram a poeira das bicicletas, dividiram viagens de carro ou trabalharam em casa.

    'O que temos que fazer é parar a economia', disse Christian Grolier, autoridade de alto escalão da central sindical de extrema esquerda Força Operária, à Reuters. 'As pessoas estão loucas por uma briga'.

    Funcionários de aeroportos, caminhoneiros, policias, coletores de lixo e outros devem se unir à greve em um momento de insatisfação generalizada com o empenho de Macron de tornar a economia da França competitiva e reduzir os gastos públicos.

    Macron quer simplificar o sistema previdenciária, que comporta mais de 40 planos diferentes, muitos com idades de aposentadoria e benefícios específicos. Ele diz que o sistema é injusto e caro demais e quer um modelo único no qual todo aposentado tem direitos iguais para cada euro com que contribuiu.

    A batalha entre Macron e os sindicatos pelo apoio público será crucial para o sucesso da greve. Uma pesquisa de opinião do mês passado mostrou que quase metade dos franceses se opõe à reforma.

    (Por Caroline Pailliez, Geert de Clercq, Sybille de La Hamaide, Marine Pennetier e Richard Lough)

    Escrito por Reuters

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