alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE previdencia

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Propostas para Previdência que não mudam Constituição serão apresentadas a Bolsonaro na 3ª

    Propostas para Previdência que não mudam Constituição serão apresentadas a Bolsonaro na 3ª

    SÃO PAULO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro receberá na terça-feira propostas de medidas para a Previdência que não exijam alteração na Constituição, disse o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, nesta segunda-feira, ao mesmo tempo que fez a avaliação de que será difícil aprovar ainda neste ano a reforma da Previdência.

    De acordo com Onyx, Bolsonaro decidirá, após receber as propostas de alternativas infraconstitucionais para a Previdência, se a equipe do futuro governo trabalhará para aprová-las no Congresso ainda neste ano.

    Nesta segunda, Onyx recebeu o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) e dois técnicos que trouxeram alternativas que não precisam de mudanças na Constituição para a reforma da Previdência. Questionado se espera a votação da reforma este ano, ele disse. 'A princípio, não'.

    O futuro ministro da Casa Civil disse que o governo Bolsonaro começa no dia 1º de janeiro de 2019 e que a sociedade espera que a proposta de reforma seja duradoura. Ele destacou ter ouvido de dezenas de parlamentares que o cenário não é favorável para a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência neste ano.

    'Nós estamos conversando, recebendo contribuições. O que o deputado Pauderney Avelino trouxe, junto com dois renomados técnicos da Câmara dos Deputados, são alternativas infraconstituicionais, que não dependem de maioria de 308, não depende de emenda à Constituição', disse.

    'Então elas estão sendo condensadas, serão apresentadas amanhã ao futuro presidente Jair Bolsonaro para que a gente dê um destino. Se elas vão ser trabalhadas agora ou se elas vão ficar para o ano que vem. A tendência é que fiquem para o ano que vem', completou.

    Onyx não quis também falar sobre quais seriam as propostas de mudança da Previdência que não envolveriam alteração constitucional. O futuro ministro foi questionado, por exemplo, sobre a elevação da alíquota previdenciária para os servidores públicos --para até 22 por cento, único ponto em que ele negou de forma categórica.

    ATO FALHO

    Na entrevista coletiva, Onyx afirmou que, dos quatro ministérios que ficam no Palácio do Planalto atualmente, 3 serão mantidos: a Casa Civil, que vai cuidar da articulação política --tarefa que está atualmente na Secretaria de Governo, a ser extinta--; o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Secretaria-Geral da Presidência.

    Sobre essa última pasta, o futuro chefe da Casa Civil chegou a cometer um ato falho ao chamar de ministro o advogado Gustavo Bebianno, um dos principais auxiliares de Bolsonaro e que participou de uma conversa mais cedo com o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

    Questionado posteriormente se estaria confirmando a indicação de Bebianno para ministro, Onyx disse que não e que essa definição cabe ao presidente eleito. Ainda assim, ele elogiou Bebianno.

    Onyx afirmou ter dito a Maia --candidato à reeleição para a presidência da Câmara dos Deputados-- que o governo Bolsonaro não pretende 'intervir' nas disputas para as presidências da Câmara e do Senado em fevereiro. Ele disse que não considera que neste momento seja 'positivo' nenhum grau de intervenção nessas eleições e que o trabalho é que a decisão do Poder Legislativo seja autônoma.

    Onyx destacou que a conversa com o atual presidente da Câmara foi no sentido de estreitar o diálogo e assegurar a relação do futuro governo com o Congresso, frisando o absoluto respeito e independência entre os Poderes.

    (Reportagem de Ricardo Brito e Mateus Maia)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bolsonaro admite que dificilmente reforma da Previdência será aprovada neste ano

    Bolsonaro admite que dificilmente reforma da Previdência será aprovada neste ano

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro reconheceu que dificilmente a reforma da Previdência será aprovada neste ano, após conversar nesta segunda-feira com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

    Bolsonaro afirmou que apesar de saber que a Previdência consome boa parte dos gastos do governo, é preciso se buscar uma reforma com uma preocupação social, e não apenas focada em números.

    'A questão da reforma da Previdência a gente está achando que dificilmente aprova alguma coisa no corrente ano', disse ele a repórteres no Rio de Janeiro. 'Você tem que reformar, mas vai ter que ser de forma racional e não apenas olhando o número, tem que olhar o social também...não queremos algo de forma fria.'

    O presidente eleito vinha afirmando que esperava que o Congresso aprovasse “alguma coisa” da reforma da Previdência ainda este ano, mesmo que fosse apenas o possível.

    Bolsonaro, que vai a Brasília na terça-feira, afirmou que novos nomes do seu governo podem ser anunciados. Uma das possibilidades cogitadas por ele foi a do deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), cotado para assumir o Ministério da Saúde.

    'Estou conversado com Mandetta sim e está sendo conversado o nome dele sim', admitiu Bolsonaro.

    O presidente eleito não garantiu a permanência de Ivan Monteiro no comando da Petrobras , mas as escolhas para área econômica têm sido feitas por Paulo Guedes. Coube ao futuro superministro contatar o economista Joaquim Levy, que trabalhou nos governos de Dilma Rousseff e de Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, para comandar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    'Ele tem passado com Dilma e Cabral mas não tem nada contra sua conduta profissional. Eu endosso o Paulo Guedes', disse Bolsonaro.

    'Não haverá mais sigilos no BNDES... está faltando transparência no BNDES nos empréstimos a outros países, garantia, quantidade e queremos botar na mesa para vocês todos as ações do BNDES, porque o dinheiro é público. Tem que levantar todos os sigilos do BNDES', completou.

    (Por Rodrigo Viga Gaier)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia É 'absurdo' aumentar contribuição previdenciária, diz Bolsonaro

    É 'absurdo' aumentar contribuição previdenciária, diz Bolsonaro

    (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira que seria 'um absurdo' aumentar a contribuição previdenciária e voltou a afirmar que quer a reforma da Previdência, ao mesmo tempo que disse que há pouco que pode ser aproveitado de projetos sobre o assunto que já tramitam no Congresso.

    Em uma transmissão ao vivo pelo Facebook, Bolsonaro disse que tem conversado com o economista Paulo Guedes, futuro superministro da Economia, sobre o tema e afirmou ter recebido projetos sobre a reforma da Previdência durante sua visita a Brasília nesta semana.

    'A questão da reforma da Previdência --está no jornal O Globo de hoje-- botando na minha conta a possibilidade de passar de 11 para 22 por cento a contribuição previdenciária', disse Bolsonaro.

    'O que eu recebi em Brasília foram projetos, ou de iniciativa do Executivo, ou de iniciativa de parlamentares para estudar. O que a gente pode aproveitar ali para o ano que vem, e pelo que eu estou vendo, pouca coisa pode ser aproveitada', acrescentou ele.

    O presidente eleito classificou de 'absurda' a ideia de elevar a contribuição previdenciária.

    'Passar de 11 para 22 por cento o desconto previdenciário, isso é um absurdo! É melhor o trabalhador ficar com aquilo que ele é obrigado a dar para o Estado e deixar o líquido para o Estado, é melhor fazer isso aí. Não podemos falar em salvar o Brasil quebrando o trabalhador', garantiu.

    Diante da impossibilidade de aprovar mudanças constitucionais, como a da reforma da Previdência proposta pelo governo do presidente Michel Temer, por conta da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, uma das possibilidades aventadas foi a de realizar mudanças na Previdência que não necessitassem de alterações constitucionais, caso do percentual de contribuição previdenciária.

    Bolsonaro afirmou ainda que uma decisão final sobre o reajuste dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), aprovado pelo Senado na quarta-feira, não cabe a ele, mas sim ao presidente Temer, que deverá decidir se veta ou sanciona a medida.

    'Não sou o presidente da República. Estão botando na minha conta o reajuste do Judiciário, como se tivesse poderes para impedir. Eu dei minha opinião, que era inoportuno aquilo no momento, mas a decisão não é minha, a decisão agora está nas mãos do presidente Michel Temer, se vai aprovar ou se vai vetar', disse.

    O presidente eleito também fez a avaliação de que a situação orçamentária do Brasil está chegando no limite e classificou que o Brasil 'tem direito para tudo, só não tem emprego'. Ele ressalvou, entretanto, que os direitos trabalhistas estão assegurados na Constituição.

    Bolsonaro afirmou que Guedes e o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, receberão 'carta branca' dele para trabalharem e adiantou que os futuros titulares das pastas de Educação, Meio Ambiente, Saúde e Relações Exteriores podem ser anunciados na próxima semana, quando ele retornará a Brasília.

    (Por Laís Martins e Eduardo Simões, em São Paulo)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Terminar o ano sem reforma da Previdência 'não é fim do mundo', diz secretário do Tesouro

    Terminar o ano sem reforma da Previdência 'não é fim do mundo', diz secretário do Tesouro

    BRASÍLIA (Reuters) - O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, avaliou nesta quinta-feira que 'não é' o fim do mundo aprovar a reforma da Previdência no ano que vem, lembrando que este é o prazo com que trabalha o mercado e salientando que o impacto da reforma nas contas públicas aumenta com o passar do tempo.

    'Se aprovarem alguma coisa... esse ano ótimo, vai ser uma boa sinalização, mas se não aprovarem é o fim do mundo? Não é', afirmou ao deixar reunião com a equipe econômica de transição, desfalcada de Paulo Guedes, futuro ministro da economia, na qual se discutiu o ajuste fiscal

    'O que o mercado espera é a aprovação da reforma da previdência no próximo ano, eu acho que o governo novo está muito imbuído, está muito comprometido em fazer uma boa reforma da Previdência.'

    Na véspera, o presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, defendeu a aprovação ainda neste ano de mudanças na Previdência que não exijam o quorum de alteração constitucional no Congresso -com o voto a favor de 3 a cada 5 deputados-, nem a interrupção da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

    Mansueto lembrou, porém, que 'o grosso da reforma da Previdência é constitucional', como a definição de uma idade mínima para aposentadoria.

    Outras alterações, como as regras para pensões por morte e a carência da aposentadoria por idade para trabalhadores do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) podem ser feitas por projeto de lei.

    AJUSTE FISCAL

    O secretário também voltou a defender que o ajuste fiscal exige uma mudança na dinâmica de crescimento das despesas do governo, hoje em grande parte impactadas por gastos obrigatórios previstos na legislação. Segundo ele, é possível reduzir os gastos em, no mínimo, 2 pontos percentuais do PIB ao longo dos quatro anos de governo Bolsonaro, respeitando ao mesmo tempo o chamado teto de gastos -que impede o governo de elevar as despesas acima da inflação do ano anterior.

    'Quando se fala em despesa obrigatória, significa o que o novo time econômico tem falado, como o antigo também, reforma da previdência e um controle maior de despesa com pessoal... isso é essencial para cumprir o teto de gastos', defendeu.

    'Cumprindo o teto dos gastos, no período de quatro anos do próximo governo você vai reduzir a despesa primária do governo central em pelo menos dois pontos do PIB, isso nunca aconteceu no Brasil pós-88 (ano da Constituição)', afirmou.

    Perguntado se havia recebido convite para continuar na equipe econômica no governo de Bolsonaro, Mansueto afirmou que a reunião tratou apenas dos dados fiscais do país. Ao mesmo tempo, afirmou que acredita que o novo governo está muito comprometido com a tarefa de aprovar uma reforma da Previdência.

    'O que a gente vê hoje é o seguinte, que nós temos mais um aliado no ajuste fiscal, que é o governo que está entrando.'

    (Por Mateus Maia)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia ENTREVISTA-Prazo está correndo para Brasil fazer reforma da Previdência mais branda, diz secretário

    ENTREVISTA-Prazo está correndo para Brasil fazer reforma da Previdência mais branda, diz secretário

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A contagem regressiva para o fechamento da janela para aprovar um reforma da Previdência mais branda já começou, e se a reforma não acontecer logo há risco de as mudanças serem obrigatoriamente mais duras para a população, disse à Reuters o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano.

    O secretário conversou na quarta-feira com a equipe de transição do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, via teleconferência, para apresentar o problema e a proposta de reforma da Previdência que vem sendo trabalhada, discutida e defendida pelo governo do presidente Michel Temer desde 2016.

    Para Caetano, o Brasil precisa inevitavelmente fazer uma reforma para solucionar o seu problema fiscal, uma vez que não há mais espaço para aumentar impostos sem penalizar economia e sociedade. Ele lembrou que países que demoraram a solucionar problemas fiscais e previdenciários, como Grécia e Portugal, tiveram que ser mais duros na hora das reformas, adotando até medidas de corte de aposentadorias.

    “A reforma da Previdência não é só necessária como urgente, o tempo tem passado e ela não foi feita', disse ele à Reuters por telefone. “Quanto mais adiarmos (pior). Por enquanto a gente ainda consegue tocar uma reforma de natureza preventiva, mas essa procrastinação pode nos levar a uma situação como Grécia e Portugal com redução de aposentadorias e pensões já concedidas.'

    “A gente tem que tomar cuidado com isso”, alertou o secretário de Previdência. “Não há modelo matemático (para definir o tempo que falta)... já se passaram dois anos de discussão', frisou.

    O déficit crescente da Previdência se tornou o maior peso para o déficit fiscal primário, que este ano deve ficar em aproximadamente 160 bilhões de reais e no próximo ano em cerca de 140 bilhões de reais.

    Nos primeiros nove meses do ano, apenas o rombo da Previdência Social soma 155 bilhões de reais, de acordo com os dados mais recentes do Tesouro Nacional.

    A equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro tem defendido uma reforma da Previdência possível este ano, para que a partir de 2019 possa buscar um novo modelo, com a adoção provavelmente do regime de capitalização -- quando o trabalhador contribui para a sua conta previdenciária individual, como se fosse uma poupança.

    Caetano disse não ter preconceito com o regime de capitalização, mas destaca que o desafio está na transição do atual regime de repartição --no qual os trabalhadores da ativa financiam o pagamento da aposentadoria dos mais velhos-- para o novo sistema.

    'A transição de um regime para outro tem que ser feita com muito cuidado', disse. 'Quando se desenha uma plano previdenciário tem que se levar em consideração a sustentabilidade e eficiência de aposentadorias e pensões, pois caso contrario isso pode vir a levar a uma reforma maior”, destacou.

    Ao ser questionado sobre a viabilidade da aprovação de uma reforma até o fim do ano, Caetano afirmou que 'há prazo regimental, mas o sucesso dependerá a articulação e dinâmica política' dos governos atual e eleito.

    O secretário de Previdência ressaltou que o ideal é não se buscar uma meia reforma, e sim trabalhar por uma reforma ampla que trate de mudança da idade mínima, regra de transição e outros pontos.

    “Vivemos num regime democrático, mas devemos buscar a reforma mais ampla possível“, frisou. 'A gente defende a reforma da Previdência nos moldes do padrão atual... acho que se deve atuar o projeto atual, que já passou por uma longa discussão no Congresso e isso vai depender da dinâmica política”, finalizou Caetano.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Governo pode tentar aprovar este ano mudanças na Previdência que não envolvam alterações constitucionais

    Governo pode tentar aprovar este ano mudanças na Previdência que não envolvam alterações constitucionais

    BRASÍLIA (Reuters) - As medidas de reforma da Previdência que poderão ser aprovadas este ano devem ser infraconstitucionais e não exigirão o fim da intervenção federal no Rio de Janeiro, disse o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, depois de encontro com o presidente Michel Temer.

    Segundo o governador, que esteve no Palácio do Planalto para pedir que, em caso necessário levantar a intervenção para votar a Previdência, as forças militares permanecessem no Rio por meio de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), Temer informou que isso não seria necessário.

    'Ele (Temer) disse que a conversa com Bolsonaro era no sentido de aprovar as matérias infraconstitucionais', disse o governador.

    Os pontos centrais da reforma da Previdência proposta no atual governo, como a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, alteram a Constituição e não podem ser votadas durante a Intervenção, período em que qualquer mudança constitucional é vedada. Mas pontos como, por exemplo, as regras para pensões por morte e a carência da aposentadoria por idade para trabalhadores do Regime Geral de Previdência Social podem ser alteradas por projeto de lei.

    Mais cedo, o presidente eleito disse que os projetos de reforma da Previdência a serem colocados sobre a mesa seriam os possíveis de aprovar este ano, e nenhum deles seria de emenda constitucional.

    'O que vale não é o que eu quero, é o que pode passar pela Câmara e pelo Senado. Vão ser colocados na mesa os projetos, que vão ser esses projetos nenhum será emenda constitucional, e vamos decidir o que pode ser aprovado', disse.

    'Ninguém mais do que o parlamentar para ter esse sentimento, mas não podemos esquecer que tem metade de Câmara que não foi reeleita... É o que nós temos pela frente, é com essa massa crítica que nós vamos trabalhar.'

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Sob ceticismo de governo e Congresso, Bolsonaro insiste em aprovar Previdência em 2018

    Sob ceticismo de governo e Congresso, Bolsonaro insiste em aprovar Previdência em 2018

    Por Marcela Ayres e Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - Apesar de o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ter desembarcado em Brasília nesta semana reforçando abertamente a vontade de ver pelo menos parte da reforma da Previdência aprovada neste ano, a possibilidade é encarada nos bastidores com bastante ceticismo por parlamentares e membros da atual equipe econômica.

    O próprio Bolsonaro indicou nesta quarta-feira que não deve insistir em nenhuma mudança que exija mudança na Constituição. Com isso, limou do horizonte alterações que teriam mais impacto sobre as contas públicas mas que, para ser aprovadas, demandam o apoio de mais de três quintos dos parlamentares.

    'O que vale não é o que eu quero, é o que pode passar pela Câmara e pelo Senado. Vão ser colocados na mesa os projetos ... nenhum será emenda constitucional, e vamos decidir o que pode ser aprovado', afirmou Bolsonaro.

    'Ninguém mais do que o parlamentar para ter esse sentimento, mas não podemos esquecer que tem metade de Câmara que não foi reeleita', acrescentou.

    Entre as mudanças que demandam mudança na Constituição, estão o aumento da idade mínima -- ponto que Bolsonaro havia dito antes que seria importante assegurar ainda em 2018 --, o valor dos benefícios para servidores que entraram no serviço público até 2013, alterações na aposentadoria rural e referentes aos Benefícios de Prestação Continuada (BPC).

    Por projeto de lei, é possível mudar, por exemplo, as regras para pensões por morte, o valor dos benefícios e a carência da aposentadoria por idade para trabalhadores do Regime Geral de Previdência Social, da iniciativa privada.

    PERCALÇOS LEGISLATIVOS

    O líder do governo na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), avaliou nesta quarta-feira que a reforma da Previdência 'é um tema que tem uma complexidade muito maior', quando questionado sobre a viabilidade do texto passar antes da posse de Bolsonaro em janeiro.

    Ele cita, por exemplo, que a intervenção federal na área de segurança pública do Rio de Janeiro é um dos obstáculos para a votação da proposta, e lembra que o tema em si ainda exige discussão --durante períodos de intervenção federal em um Estado, o Congresso não pode alterar a Constituição.

    'Também não sabemos ainda o que o governo eleito efetivamente tem como disposição”, pontuou.

    As declarações do líder do governo seguem o tom adotado por boa parte dos parlamentares, que não nutrem simpatia pela retomada da votação da reforma neste ano.

    Até mesmo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defensor da reforma desde o início, reconhece que, por ora, não há condições para sua aprovação, evitando fixar um prazo para sua deliberação -- o que seria “precipitado”.

    Na véspera, o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, afirmou que caso a reforma da Previdência de Temer não seja aprovada neste ano caberá a Bolsonaro trabalhar com uma 'nova reforma' no ano que vem.

    O desejo de Guedes é que algumas mudanças sobre o regime atual, de repartição, já sejam chanceladas, o que retiraria uma 'nuvem negra' sobre o próximo governo e permitiria que a equipe econômica estudasse por um ano a proposta de introdução do regime de capitalização, que ele vê como mais sustentável.

    Por isso, Guedes vem fazendo uma enfática defesa da aprovação do texto que já está em tramitação. Ao mesmo tempo, também já reconheceu que o ônus da tarefa recairá principalmente sobre o atual Congresso.

    Ecoando a percepção de que a tarefa não será simples, uma fonte da equipe econômica ouvida pela Reuters afirmou que a proposta pode esbarrar na falta de apoio de deputados e senadores que não foram reeleitos e que se engajavam mais na pauta fiscal.

    'Baixa probabilidade (de aprovação neste ano). Não porque Guedes não quer, mas porque o Congresso não vai topar. A liderança com quem contávamos não foi reeleita', disse a fonte, citando o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e os deputados Darcísio Perondi (MDB-RS) e Pauderney Avelino (DEM-AM) como exemplos.

    Uma segunda fonte da equipe econômica avaliou que embora a ideia de aprovar esta reforma agora seja interessante, abrindo espaço para novas e mais profundas alterações à frente, a realidade política é outra.

    'Mesmo sendo bem otimista quanto aos prazos internos do Congresso, ou seja, mesmo com o Congresso apoiando muito -- o que não parece ser o caso -- acho que não dá para aprovar', disse.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bolsonaro rejeita 'prensa' de Guedes e diz que parlamentares serão convencidos a votar Previdência

    Bolsonaro rejeita 'prensa' de Guedes e diz que parlamentares serão convencidos a votar Previdência

    (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro rejeitou nesta quarta-feira declaração de seu indicado para o ministério da Economia, Paulo Guedes, que cobrou uma 'prensa' sobre parlamentares para aprovar a reforma da Previdência, e disse que os deputados serão convencidos a votar a matéria devido à relevância do tema para o país.

    'A palavra não é prensa, é convencimento', disse Bolsonaro a jornalistas após se encontrar com o comandante da Aeronáutica como parte de uma agenda de visitas a autoridades em sua primeira viagem a Brasília após a eleição.

    'Não tem prensa, ninguém vai ser movido, ainda mais aqui em Brasília, o parlamentar tem completa independência. Ele (Guedes) usou, no meu entender, bem intencionado a palavra prensa... alguns podem querer de forma equivocada levar para outro lado, ninguém vai pressionar o parlamentar, nós vamos é convencê-los', acrescentou.

    Na véspera, quando se encontrou com o atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, para tratar sobre a Previdência, Guedes defendeu uma 'prensa neles' ao fazer um apelo ao Congresso pela aprovação ainda este ano da reforma da Previdência, que já se encontra em tramitação no Congresso.

    Segundo Bolsonaro, o futuro ministro fez a declaração polêmica porque 'não tem a vivência política'.

    O presidente eleito disse que terá uma reunião na quinta-feira pela manhã em Brasília com parlamentares e outras autoridades envolvidas nas discussões da reforma da Previdência. Segundo ele, só será possível avançar na agenda econômica se a reforma for aprovada.

    Bolsonaro reiterou que vai lutar pela aprovação do texto que for possível, mesmo que não seja aquele considerado ideal por sua equipe econômica.

    “O que vale não é o que eu quero, é o que pode passar pela Câmara e pelo Senado. Vão ser colocados na mesa os projetos, que vão ser esses projetos nenhum será emenda constitucional, e vamos decidir o que pode ser aprovado, e ninguém mais do que o parlamentar para ter esse sentimento, mas não podemos esquecer que tem metade de Câmara que não foi reeleita... É o que nós temos pela frente, é com essa massa crítica que nós vamos trabalhar”, afirmou.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Em solenidade de 30 anos da Constituição, Maia defende reforma da Previdência

    Em solenidade de 30 anos da Constituição, Maia defende reforma da Previdência

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta terça-feira, em solenidade de comemoração dos 30 anos  da Constituição Federal, a necessidade de reformas como a da Previdência e a tributária.

    O aceno de Maia, que deve tentar a reeleição à presidência da Câmara, acompanha as últimas declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro, que nutre a vontade de ver ao menos parte da reforma aprovada ainda neste ano.

    “O fato de não querermos uma nova Constituição não é o mesmo de negar a necessidade de reformas. Pelo contrário, Constituições longevas passam por processos profundos de mudanças para que possam continuar dialogando com o mundo. Mudam para permanecer. Alteram o seu texto para fortalecer suas fundações', afirmou o presidente da Câmara.

    'Temos, nesse sentido, agendas que são prementes. Algumas envolvem ajustes no próprio texto constitucional. Outras, a adoção de medidas legislativas que garantam a sua eficácia”, disse.

    'A reforma da Previdência é uma delas. É preciso controlar o déficit e construir um sistema previdenciário mais justo. Que não seja concentrador de riqueza. Ainda que tenhamos que enfrentar críticas e incompreensões no processo”, disse na solenidade, que contou também com a presença de Bolsonaro, do presidente Michel Temer, do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e do presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB-CE).

    Maia, que também citou a reforma tributária e medidas na área de segurança pública, argumentou que a Constituição de 1988 tem como centro princípios “muito gerais” como a “liberdade, a igualdade e dignidade da pessoa humana”. Para ele, esses temas “nos irmanam”, mas também “nos separam”.

    “Sua interpretação desperta controvérsias profundas e é legitimo que seja assim, como tem sido em todas as grandes democracias do mundo.”

    Já Eunício, presidente do Senado e do Congresso Nacional, lembrou que a Constituição marca a transição para o “mais longo período democrático da República” e destacou a participação popular na formação do texto.

    “As constituições refletem o momento histórico em que elas nascem, e naquele momento o povo brasileiro soube, como sabe hoje, que é na democracia que se escreve o futuro com as próprias mãos”, disse o senador.

    “Tenho certeza de que com um governo novo e uma nova legislatura vamos honrar os que vieram antes de nós e continuar caminhando juntos rumo a um futuro de prosperidade, de justiça, de paz social para todos, sempre sob a luz da democracia e da Constituição cidadã”, afirmou o presidente do Congresso.

    Ainda no discurso, ao dirigir-se a Bolsonaro, Eunício chegou a dizer que o presidente eleito teria todo um “enquadramento jurídico adequado” para colocar o país em um “círculo vicioso”, mas rapidamente corrigiu-se para deixar claro que se referia a um “círculo virtuoso”.

    Toffoli também discursou na solenidade e, a exemplo de Maia, citou como fundamentais as reformas da Previdência, fiscal e tributária e ainda a promoção da segurança pública.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello e Ricardo Brito)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bolsonaro diz que espera aprovação de 'alguma coisa' da Previdência este ano; não prevê contingenciamento para militares

    Bolsonaro diz que espera aprovação de 'alguma coisa' da Previdência este ano; não prevê contingenciamento para militares

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro reiterou nesta terça-feira que espera que o Congresso aprove 'alguma coisa' da reforma da Previdência ainda este ano, mesmo que seja apenas o possível, e afirmou que não está previsto qualquer contingenciamento de recursos para os militares em seu governo.

    Ao chegar ao Ministério da Defesa para uma visita após participar de sessão solene no Congresso pelos 30 anos da Constituição, Bolsonaro disse que vai conversar sobre Previdência com o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto, na quarta-feira, em evento para marcar o início formal da transição de governo.

    'Vamos conversar com o Temer amanhã... tem que sair, gostaríamos que saísse alguma coisa. E não é o que nós queremos ou que a equipe quer, é o que conseguirmos aprovar na Câmara e no Senado', disse Bolsonaro a repórteres após participar de sessão solene no Congresso pelos 30 anos da Constituição.

    O presidente eleito afirmou ainda que, de acordo com o ministro da Economia de seu governo, Paulo Guedes, não haverá contingenciamento de recursos para os militares.

    'Nada mais justo, é um reconhecimento das Forças Armadas de não contingenciar recursos que são tratados com tanto zelo por parte deles que brilhantes serviços prestam à nação, em especial nos momentos difíceis', afirmou Bolsonaro, acrescentando que militares terão lugar de destaque em seu governo.

    Bolsonaro também falou sobre o senador Magno Malta (PR-ES), um de seus aliados e que não conseguiu se reeleger. Questionado sobre a possibilidade de Malta integrar o governo, Bolsonaro disse que eles estão conversando, mas que não pode prescindir do apoio do senador.

    'O que não podemos é anunciar alguém depois dizer que mudou e não é mais. O Magno Malta foi uma pessoa que pesou muito na minha campanha --antes da minha campanha-- seria meu vice, ele decidiu não sê-lo e não teve lamentavelmente sucesso no Senado', disse o presidente eleito a repórteres. 'Nós não podemos prescindir do apoio dele na formação do governo'.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bolsonaro reconhece dificuldade, mas apoia reforma da Previdência que Câmara puder aprovar

    Bolsonaro reconhece dificuldade, mas apoia reforma da Previdência que Câmara puder aprovar

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) reconheceu nesta quinta-feira que é difícil os parlamentares aprovarem nas semanas que restam de trabalho neste ano a reforma da Previdência, mas disse que 'dá para aproveitar alguma coisa' da proposta que já está em tramitação no Congresso.

    Em entrevista coletiva, Bolsonaro disse também que a Petrobras não tem condições de investir mais e que é preciso buscar parcerias. O presidente eleito afirmou ainda que o acordo entre a Embraer e a Boeing , em negociação, vai continuar.

    “Ninguém quer fazer maldade com ninguém, mas algumas reformas, nós temos que obviamente tentar fazê-las, da Previdência é uma. E não é a proposta inicial como o Temer quis lá, mas dá pra aproveitar alguma coisa dela”, disse Bolsonaro em entrevista coletiva. “Apoio a reforma (da Previdência) que pode ser aprovada pela Câmara, tá certo?'

    O presidente eleito disse que vai analisar melhor a última versão da reforma da Previdência e que na próxima semana estará mais a par para tratar na tentativa de votação.

    'Eu sei que é quase que uma ressaca depois das eleições, o Parlamento fica esvaziado, quem perdeu a eleição está mais afastado de Brasília, quem ganhou está comemorando, então tem essa dificuldade para conseguir um quórum qualificado para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição', disse,

    Para ser aprovada, uma emenda constitucional precisa dos votos de 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação e 49 dos 81 senadores, também em dois turnos de votação.

    'Não é a proposta que eu quero, que o Paulo Guedes quer, ou quem quer que seja quer, é aquela que pode ser aprovada pela Câmara”, acrescentou.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

    LER NOTICIA

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. previdencia

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.