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St George avança com projeto de terras raras em Minas; vê maior demanda com guerra

St George avança com projeto de terras raras em Minas; vê maior demanda com guerra

Reuters

05/03/2026

Placeholder - loading - Ilustração mostra blocos com símbolos e números atômicos de elementos de terras raras 6/02/2026 REUTERS/Dado Ruvic
Ilustração mostra blocos com símbolos e números atômicos de elementos de terras raras 6/02/2026 REUTERS/Dado Ruvic

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 5 Mar (Reuters) - A St George ​Mining está pronta para avançar com a estruturação financeira de seu projeto de mineração de terras raras e nióbio em Araxá (MG), com estimativas iniciais de investimentos de US$350 milhões, após sondagens elevarem o grau de confiabilidade de suas reservas, disse o diretor-geral no Brasil à Reuters.

Segundo Thiago Amaral, o projeto ganha ainda mais relevância diante da escalada de conflitos no Oriente Médio com a participação dos Estados Unidos, já que as terras raras são essenciais para a indústria de defesa global e a produção e o processamento desses minerais são hoje amplamente dominados pela China.

'O mercado que tem sido altamente demandante desses elementos é o mercado de defesa. E a cada vez que a gente ⁠percebe essa instabilidade, ⁠isso gera tanto uma demanda como um interesse, ​uma visão ‌de urgência para que essa cadeia mais robusta para esses elementos críticos seja desenvolvida', afirmou Amaral.

As sondagens identificaram um aumento de 75% na estimativa de volume de terras raras do Projeto Araxá, que agora soma 70,91 milhões de toneladas, com 4,06% de terras raras e 0,62% de nióbio.

Outras sondagens ainda estão ⁠em desenvolvimento, mas os resultados atuais já trouxeram maior clareza sobre o projeto.

'Na nossa visão, ​esse volume indicado traz o potencial de realmente iniciar a mina, o volume destrava qualquer dúvida sobre ​as questões econômicas', disse Amaral. 'Agora a gente consegue apresentar as opções ‌para estudar como nós vamos ​financiar ⁠a etapa de construção da planta.'

Segundo o executivo, a companhia avalia diferentes alternativas de financiamento, com prioridade para acordos de vendas antecipadas ('off-take') com potenciais clientes, em um passo que evitaria a diluição dos atuais acionistas e captaria recursos a custos ​mais baixos.

Mas Amaral afirmou que a empresa também está em conversas com instituições financeiras sobre a possibilidade de contratação de linhas de crédito e com governos e empresas que têm interesse em entrar como sócios.

A empresa mantém conversas com representantes dos Estados Unidos e União Europeia, que poderiam apoiar o projeto.

'A gente pretende ter (alguns) desses acordos ​fechados até o fim do ano para sustentar, inclusive, o início da construção que seria para o ano que vem', afirmou Amaral.

A estimativa inicial de investimento é de cerca de US$350 milhões, valor que será detalhado conforme avançam os estudos de engenharia.

A expectativa da St George Mining é iniciar a produção comercial em 2028, com 5 mil toneladas de ferro-nióbio. Já em 2029, iniciaria a produção de produtos de terras raras, com volume de cerca de 15 mil toneladas por ano.

O projeto já conta com acordos de off-take iniciais com siderúrgicas chinesas e a empresa ​norte-americana REAlloys interessada em até 40% da produção de terras raras.

O Projeto Araxá está localizado ao lado das operações de ‌nióbio da CBMM, líder global do setor.

A St ⁠George também já obteve um regime fiscal preferencial do governo do Estado de Minas Gerais com vistas a reduzir custos do desenvolvimento de seu projeto.

Antes de iniciar a produção, a empresa planeja operar uma planta piloto, ⁠a partir de uma parceria com o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), ⁠produzindo inicialmente de 1 a 2 toneladas anuais de ⁠produtos de terras raras ⁠e ​nióbio para testes e validação com clientes, com início previsto para o fim deste ano, dependendo de licença.

(Por Marta Nogueira)

Reuters

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