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    Stamford é a segunda cidade americana a adotar multa contra pedestres

    Você pode até ler e digitar bem, mas seu cérebro não presta atenção suficiente no que acontece ao seu redor enquanto você utiliza o smartphone.

    Por Redação

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    O risco é tão grande que, no mês passado, Honolulu adotou uma norma para proibir os pedestres de usarem os aparelhos enquanto atravessam as ruas.  Agora, Stamford pode se tornar a segunda cidade dos Estados Unidos neste ano a combater o problema por meio de punições.

    A questão parece simples, mas há pesquisas que mostram que escrever mensagens de texto pode dar lugar ao que se chama de caminhar distraído.

    John Zelinsky, membro do Conselho de Representantes de Stamford, disse estar confiante de que a proposta de proibição de usar o celular ao atravessar a rua será adotada. A ideia é aplicar multa de US$ 30 por violação.

    No entanto, o conselho municipal de Honolulu ouviu moradores, que deram depoimentos sobre os obstáculos para a aplicação da medida. Alguns céticos questionam se as leis sobre caminhadas distraídas não seriam injustas, ou até mesmo causariam efeitos contrários ao que se espera.

    “Claro, as pessoas podem entrar em uma situação de risco, mas isso implica que os pedestres são frequentemente culpados”, disse Jonathan Matus, CEO da Zendrive, uma empresa que usa sensores de smartphones para monitorar o comportamento dos motoristas. “Eu acho que uma legislação sobre a distração dos pedestres poderia dar aos motoristas agressivos um bode expiatório para culpar as vítimas mortais nas ruas, e esse aspecto não me entusiasma.”

    Especialistas em segurança destacam que as mortes de pedestres nos EUA vêm aumentando, somando 5.376 em 2015 e quase 6.000 no ano passado, maior total em duas décadas, de acordo com a Associação de Diretores para a Segurança Rodoviária (GHSA, na sigla em inglês).

    Mesmo que não haja estatísticas mostrando que as mensagens de texto influenciaram algum desses acidentes, “quando você mantém registros durante 40 anos e vê dois anos consecutivos de aumento em relação ao ano anterior, isso indica que houve um divisor de águas”, disse Richard Retting, ex-comissário de segurança no trânsito do Departamento de Transportes da cidade de Nova York.

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