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STARTUP AMERICANA SUPERA US$ 1 BILHÃO EM CONTRATOS COM CHIP DE IA

TECNOLOGIA DESENVOLVIDA PARA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COLOCA A EMPRESA ENTRE AS MAIS PROMISSORAS DO SETOR.

João Carlos

01/07/2026

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Crédito da imagem: gerada por IA

Enquanto empresas como OpenAI, Google e Anthropic disputam a liderança no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial, uma startup norte-americana decidiu atacar outro elo estratégico dessa indústria: o hardware.

A Etched anunciou oficialmente sua saída do chamado stealth mode — período em que uma empresa opera de forma discreta antes de apresentar seus produtos ao mercado — revelando números que chamaram atenção do setor. Segundo a companhia, foram arrecadados US$ 800 milhões em investimentos, firmados mais de US$ 1 bilhão em contratos com clientes e concluída a construção dos primeiros racks de servidores equipados com seu chip proprietário.

A empresa afirma que as primeiras unidades comerciais começam a ser entregues durante o verão do hemisfério norte.

Um chip que faz apenas uma tarefa

Ao contrário das GPUs tradicionais, utilizadas para diversas aplicações computacionais, o processador desenvolvido pela Etched foi criado para executar praticamente uma única função: inferência em modelos de inteligência artificial.

Na prática, isso significa realizar a etapa em que um modelo já treinado responde perguntas, gera textos, cria imagens ou interpreta informações — exatamente o tipo de processamento utilizado diariamente por plataformas como ChatGPT, Claude, Gemini e inúmeros assistentes de IA.

O chip, chamado Sohu, pertence à categoria dos chamados ASICs (Application-Specific Integrated Circuits), circuitos integrados desenvolvidos para uma finalidade extremamente específica.

Segundo a empresa, essa especialização permite alcançar níveis superiores de desempenho, menor latência e maior eficiência energética quando comparados às GPUs convencionais em cargas de inferência.

A nova disputa da inteligência artificial

Nos últimos anos, empresas como NVIDIA passaram a dominar o mercado graças às GPUs utilizadas no treinamento de modelos de IA.

A Etched aposta em uma estratégia diferente: em vez de competir em todas as etapas do processamento, quer dominar justamente a fase que tende a consumir mais recursos à medida que bilhões de pessoas passam a utilizar inteligência artificial diariamente.

Quanto maior o número de usuários fazendo perguntas aos modelos, maior será a demanda por infraestrutura dedicada à inferência.

É justamente esse mercado que a startup pretende conquistar.

Números ainda aguardam validação independente

Embora os números apresentados tenham causado forte repercussão entre investidores e especialistas, é importante observar que as métricas de desempenho divulgadas até agora são baseadas em testes realizados pela própria empresa e por clientes iniciais.

Ainda não foram publicados benchmarks independentes que confirmem integralmente as vantagens anunciadas em relação às soluções atualmente disponíveis no mercado.

Mesmo assim, o volume de capital captado e o valor dos contratos assinados antes do lançamento comercial colocam a Etched entre as startups mais observadas da atual corrida pela infraestrutura da inteligência artificial.

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