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Sudeste da Europa sente efeitos da onda de calor; surgem incêndios florestais

Sudeste da Europa sente efeitos da onda de calor; surgem incêndios florestais

Reuters

29/06/2026

Placeholder - loading - Pessoas são borrifadas com água para se refrescarem durante um dia quente e ensolarado em Praga 28 de junho de 2026 REUTERS/Eva Korinkova
Pessoas são borrifadas com água para se refrescarem durante um dia quente e ensolarado em Praga 28 de junho de 2026 REUTERS/Eva Korinkova

Por Aleksandar Vasovic e Gavin Jones

BELGRADO/ROMA, 29 ​Jun (Reuters) - Os Balcãs sentiram o impacto nesta segunda-feira da onda de calor sem precedentes que já causou centenas de mortes a mais e perturbou a vida cotidiana em todo o continente por mais de uma semana, com preocupações crescentes quanto à propagação de incêndios florestais.

Houve também um alerta de que o calor provavelmente voltaria a aumentar a partir do início da próxima semana em países como a França e a Alemanha, que foram os mais afetados nos últimos dias.

Na Croácia, o serviço meteorológico emitiu um alerta vermelho nesta segunda-feira ⁠para ⁠regiões que incluem a capital Zagreb e ​os destinos ‌turísticos de Split e Dubrovnik.

Dezenas de bombeiros, auxiliados por quatro aeronaves, combateram um incêndio florestal que queimava florestas de pinheiros na ilha turística de Vis, no Mar Adriático, a cerca de 55km a sudoeste de Split.

Na vizinha Sérvia, o ⁠Serviço Hidrometeorológico Estatal (RHMZ) alertou que as temperaturas chegariam a 39 graus Celsius ​nesta segunda-feira.

Mais ao sul, a Albânia conteve um incêndio florestal que consumiu muitos ​hectares de arbustos e oliveiras perto da vila ‌de Klos, no sul ​do país, ⁠durante o fim de semana.

Cientistas afirmaram que a onda de calor, que começou em 20 de junho, foi a pior já registrada na Europa, e as condições de calor extremo ​interromperam a geração de energia, danificaram a infraestrutura e sobrecarregaram os sistemas de saúde.

A França registrou 1.000 mortes a mais durante a onda de calor. A agência francesa de saúde pública informou que a maioria das mortes relacionadas ao calor envolveu idosos e ​alertou que o número deve aumentar.

A onda de calor teria sido “praticamente impossível” sem as mudanças climáticas causadas pelo homem, que tornaram as temperaturas noturnas em alta desta semana 100 vezes mais prováveis do que seriam há apenas duas décadas, segundo os cientistas.

Luca Mercalli, presidente da Sociedade Meteorológica da Itália, disse que as temperaturas devem subir novamente entre os dias 5 e 6 de julho.

“As áreas afetadas parecem, em linhas gerais, as mesmas da ​primeira onda, incluindo França, Espanha, Alemanha, Itália, Suíça e, em certa medida, o Reino Unido”, ‌disse ele à Reuters.

“Com o calor ⁠extremo, o risco de incêndios florestais aumenta, mas também estamos observando muitas tempestades, o que obviamente atenua esse risco”, acrescentou ele, observando que as tempestades eram muito localizadas, ⁠de modo que os volumes de chuva poderiam variar ⁠bastante.

(Reportagem de Aleksandar Vasovic, em Belgrado; Daria ⁠Sito-Sucic, em Sarajevo; Fatos ⁠Bytyci, ​em Tirana; Gavin Jones, em Roma; Michele Kambas, em Nicósia, e Anna Wlodarczak-Semczuk, em Varsóvia)

Reuters

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