SUNO RETIRA CAMPANHA COM MARY J. BLIGE
CANTORA NÃO HAVIA AUTORIZADO PUBLICIDADE DA PLATAFORMA DE MÚSICA POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
João Carlos
08/09/2026
A Suno, uma das plataformas de criação de música por inteligência artificial mais conhecidas atualmente, retirou do ar uma campanha publicitária envolvendo Mary J. Blige depois de descobrir que a cantora não havia autorizado o uso de sua imagem para promover a empresa.
O vídeo mostrava Mary J. Blige em um estúdio enquanto uma música era criada com auxílio da tecnologia da Suno. As imagens acabaram transmitindo a impressão de que a estrela do R&B estava apoiando a plataforma e sua proposta de geração de músicas por IA.
O que aconteceu?
Segundo a Suno, a empresa havia negociado a campanha com uma pessoa que se apresentou como representante autorizado de Mary J. Blige. Posteriormente, descobriu que esse intermediário não tinha autoridade para fechar o acordo em nome da artista.
Ao tomar conhecimento de que a cantora não estava confortável com a utilização de sua imagem, a companhia decidiu interromper a campanha e retirar o conteúdo de circulação.
O episódio provocou críticas nas redes sociais antes mesmo de toda a história ser esclarecida. Alguns fãs chegaram a interpretar o vídeo como um apoio de Mary J. Blige à música gerada por inteligência artificial, tema que continua provocando debates dentro da indústria fonográfica.
IA e música no centro da discussão
A controvérsia aparece em um momento particularmente sensível para empresas de IA generativa musical. Artistas, compositores e gravadoras discutem questões envolvendo direitos autorais, treinamento dos sistemas e a possibilidade de ferramentas digitais produzirem músicas inspiradas nas características de artistas conhecidos.
No caso de Mary J. Blige, porém, o ponto principal é mais simples: a cantora não havia autorizado a campanha que dava a entender uma associação com a Suno.
A empresa reconheceu o problema e retirou o anúncio, transformando o episódio em mais um exemplo de como o avanço da inteligência artificial também está obrigando a indústria musical a estabelecer novas regras para o uso de imagem, identidade artística e propriedade intelectual.


