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Taesa foca em novos ativos e renovação de concessões, enquanto avalia leilões de 2027

Taesa foca em novos ativos e renovação de concessões, enquanto avalia leilões de 2027

Reuters

01/06/2026

Placeholder - loading - Linha de transmissão de energia em Candiota, Rio Grande do Sul, Brasil, 8 de maio de 2025. REUTERS/Diego Vara
Linha de transmissão de energia em Candiota, Rio Grande do Sul, Brasil, 8 de maio de 2025. REUTERS/Diego Vara

Atualizada em  01/06/2026

Por Leticia Fucuchima

SÃO PAULO, 1 Jun (Reuters) - A transmissora ​de energia Taesa vai se concentrar ao longo do ano na incorporação de novos ativos recém-adquiridos e nas discussões com o governo federal sobre a renovação de suas concessões, enquanto projeta um retorno aos leilões do segmento em 2027, disse o diretor-presidente, Rinaldo Pecchio Jr, à Reuters.

A companhia, que tem controle dividido entre a estatal mineira Cemig e ISA Energia, espera assumir em quatro meses as novas linhas de transmissão e subestações compradas da Energisa, em transação de R$2,3 bilhões que combinou 'sinergias operacionais, administrativas e também potencial de crescimento', destacou o CEO.

'A gente comprou ativos no Pará, Tocantins, Bahia e Goiás. Os três primeiros têm ⁠óbvias sinergias capturáveis, ⁠e o de Goiás, a gente vê ​um crescimento ‌por toda essa questão de agro, com possibilidade de aumentar um pouco a potência de transformação ('MVA')'.

Segundo o executivo, o negócio marcou um retorno da Taesa ao mercado de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês), em momento em que a companhia entra em um processo de desalavancagem ⁠que vai se acentuar em 2028.

Ele avaliou ainda que compras de ativos já operacionais ​podem ser mais atrativas do que os certames para novos projetos, que continuam com taxas ​de retorno apertadas devido à forte competição entre empresas do ‌setor.

'Nessa transação, fizemos mais ou ​menos ⁠a metade do investimento que fizemos comparado aos leilões dos últimos seis anos. E a gente trouxe mais quilômetros de linhas e potência de transformação do que (nos leilões) nos últimos seis anos.'

Sobre a participação em leilões ​este ano, que tem mais duas concorrências programadas até dezembro, o CEO disse que a participação da Taesa não está totalmente descartada, mas que isso só acontecerá se a empresa identificar uma oportunidade que preserve sua saúde financeira e capacidade de distribuição de dividendos.

'Este ano, talvez a chance de participar seja ​um pouco menor. A partir do próximo ano, com a absorção (dos novos ativos), a gente já gerando o resultado, pode ser que a gente tenha condição de voltar'.

Outra prioridade da agenda da transmissora é a discussão, com o governo federal, para a renovação de uma parte importante de suas concessões. Os contratos expiram em 2030, mas a empresa precisa manifestar seu interesse em manter o negócio três anos antes, em meados de 2027.

O CEO ressalta a importância da definição de regras para esse processo, já que ainda ​não estão claros pontos centrais, como indenização sobre ativos não amortizados e se haverá renovação dos contratos ou ‌relicitação dos ativos.

O executivo disse que vem pedindo ⁠ao governo que a alternativa de renovação ou relicitação seja analisada caso a caso, dependendo do desempenho de cada concessão e transmissora. A Taesa também defende que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ⁠seja chamado para opinar sobre o tema.

'Em um momento tão crítico ⁠da transmissão e da geração de energia, com ⁠a questão de cortes ⁠de ​geração e tudo mais, estamos falando: nós temos dado conta do recado'.

(Por Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora)

Reuters

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