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    Theresa May promete manter acordo do Brexit e oponentes ameaçam desafiar sua liderança

    Por Kylie MacLellan e William James

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, prometeu nesta segunda-feira se ater ao seu polêmico esboço de acordo para a separação britânica da União Europeia, e parlamentares dissidentes de seu próprio partido tentam desafiar sua liderança.

    Desde que chegou a um acordo, na terça-feira, May está enfrentando a crise mais perigosa desde que assumiu, já que vários ministros renunciaram – inclusive o encarregado do Brexit.

    A premiê prometeu continuar lutando e alertou que derrubá-la cria o risco de adiar a desfiliação da UE ou sair do bloco sem um acordo, o que lançaria a quinta maior economia do mundo no desconhecido.

    'Temos em vista um acordo que funcionará para o Reino Unido e, que ninguém duvide, estou determinada a finalizá-lo', disse May em um discurso ao CBI, o principal lobby empresarial britânico, sendo muito aplaudida. 'Não estamos falando de teoria política, mas da realidade da vida e do sustento das pessoas'.

    'Embora o mundo esteja mudando rápido, nossa geografia não está: a Europa sempre será nosso mercado de bens mais imediato, e garantir fronteiras fluidas é crucial', disse May, citando a importância da indústria automotiva.

    A UE deve realizar uma cúpula para debater o esboço do pacto em 25 de novembro. Há relatos de que alguns ministros que apoiam o Brexit querem reescrever partes dele, mas a Alemanha descartou tal ideia.

    O negociador do Brexit da UE, Michel Barnier, disse que o esboço de acordo é 'justo e equilibrado'.

    Mais de dois anos depois de o Reino Unido votar pela desfiliação da UE, ainda não está claro como, em que termos ou mesmo se o país deixará o bloco tal como planejado em 29 de março de 2019.

    Muitos líderes empresariais e investidores temem que a política frustre um pacto, sujeitando a economia a uma separação sem acordo com o bloco que enfraqueceria o Ocidente, assustaria os mercados financeiros e entupiria as artérias do comércio.

    O presidente do CBI, John Allan, disse que tal Brexit seria uma 'bola de demolição' para a economia britânica, e a diretora-geral da entidade, Carolyn Fairbairn, disse que os políticos estão fazendo apostas altas que podem levar a uma separação sem acordo.

    Indagada sobre a impopularidade de seu pacto entre muitos de sua sigla, May disse que os eleitores deveriam ouvir o empresariado.

    No entanto, rebeldes em seu próprio Partido Conservador que dizem que o acordo deixará o Reino Unido em subjugação indefinida à UE estão tentando desencadear uma votação de desconfiança à sua liderança.

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    Negociador da União Europeia para o Brexit diz que acordo é 'justo e equilibrado'

    Por Gabriela Baczynska e Alastair Macdonald

    BRUXELAS (Reuters) - O negociador da União Europeia para o Brexit, Michel Barnier, disse nesta segunda-feira que o acordo alcançado com Londres é 'justo e equilibrado', à medida que membros do bloco discutiam entre si e com o Reino Unido a possibilidade de estender o período de transição.

    Barnier disse em entrevista à imprensa, após se reunir com 27 ministros de Estados membros da UE, que os países em geral aprovaram o esboço do acordo de separação alcançado na semana passada e que o espaço em branco no documento na data de término para uma possível extensão do período de transição deve ser preenchido antes da cúpula de domingo.

    'Estamos, de fato, em um momento decisivo deste processo; ninguém deve perder de vista o progresso que foi alcançado em Bruxelas e em Londres', disse Barnier. 'O acordo é justo e equilibrado', acrescentou.

    'Especificamente, os Estados membros apoiam o esboço do acordo de retirada. O lado da União Europeia ainda precisará decidir o processo interno para concordar em estender o período de transição.'

    O período de transição tem como objetivo manter o Reino Unido pós-Brexit sujeito às regras da União Europeia --mas sem direito a voto-- por tempo suficiente para que os detalhes de seu futuro relacionamento sejam negociados.

    Barnier disse que qualquer extensão será única e que deve ter um prazo claramente limitado. A opinião foi ecoada pelo ministro francês que participou da reunião que disse ser importante oferecer garantias a todos aqueles que serão afetados pela saída do Reino Unido.

    O Reino Unido tem dito que qualquer extensão será 'uma questão de meses', mas também tem buscado manter a data em aberto por enquanto. Barnier insistiu que a data de término será acordada nesta semana.

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    Nenhum acordo melhor é possível para o Brexit, dizem ministros da UE ao Reino Unido

    BRUXELAS (Reuters) - A Alemanha e outros Estados membros da União Europeia disseram ao Reino Unido nesta segunda-feira que o esboço de seu acordo para o Brexit não pode ser renegociado.

    A primeira-ministra britânica, Theresa May, está lutando para manter vivo o acordo da semana passada e conseguir que seus termos sejam aprovados no Parlamento, em meio a críticas de políticos pró-Brexit, de unionistas da Irlanda do Norte e daqueles que querem laços mais próximos com a União Europeia.

    'Nenhum acordo melhor do que o que está sobre a mesa pode ser alcançado', disse o ministro alemão para a Europa, Michael Roth. O ministro da Economia, Peter Altmaier, também rejeitou qualquer perspectiva de voltar à mesa de negociações.

    Mais de dois anos depois que os britânicos escolheram deixar a União Europeia em um referendo em 2016, os dois lados chegaram a um acordo preliminar de separação e estão trabalhando em um esboço de seu relacionamento futuro.

    Embora o destino do acordo permaneça incerto do lado britânico, a União Europeia está se preparando para uma cúpula no próximo domingo com o objetivo de oficializar o texto.

    O bloco também está avançando em seu planejamento de emergência caso os dois lados não consigam chegar a um acordo para o Brexit e o Reino Unido deixe a União Europeia no dia 29 de março de 2019 com muito pouco organizado para lidar com as disrupções econômicas e demais.

    'Qualquer acordo é melhor do que nenhum acordo', disse o ministro de Relações Exteriores de Luxemburgo, Jean Asselborn, a repórteres ao chegar em Bruxelas para reunião sobre o Brexit com ministros da UE. 'Acho que é do interesse do Reino Unido e da União Europeia que esse acordo se torne realidade'.

    Didier Reynders, da Bélgica, ecoou essa opinião e Stef Blok, da Noruega, pediu que uma visão 'ambiciosa' dos laços futuros entre o Reino Unido e a União Europeia seja adotada na declaração política que os lados estão trabalhando agora para acompanhar o acordo de separação.

    'Espero que não precisemos reabrir as negociações', disse Ales Chmelar, da República Tcheca.

    (Reportagem de Jan Strupczewski, Daphne Psaledakis, Gabriela Baczynska)

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    Brasil e Chile concluem acordo de livre comércio

    SÃO PAULO (Reuters) - Brasil e Chile concluíram na sexta-feira discussões para um acordo de livre comércio, informou o Ministério das Relações Exteriores, encerrando as negociações iniciadas em abril do ano passado após quatro rodadas.

    'O novo acordo contribuirá para impulsionar os fluxos de comércio e investimentos entre o Brasil e o Chile, nos setores tanto de bens quanto de serviços. Constituirá, ao mesmo tempo, um vetor de aproximação entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico e de reforço da integração regional', afirmou o ministério em nota enviada à imprensa no sábado.

    O Chile é o segundo principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul. Em 2017, o intercâmbio comercial bilateral alcançou 8,5 bilhões de dólares, alta de 22 por cento. De janeiro a setembro deste ano, o comércio entre os dois países somou 7,21 bilhões de dólares, expansão de mais de 13 por cento em relação ao mesmo período de 2017.

    O Brasil é o maior parceiro comercial do Chile na América Latina e principal destino dos investimentos chilenos no exterior, com estoque de 31 bilhões de dólares, informou o ministério.

    O futuro acordo deverá ser assinado antes do final do ano e complementa um tratado anterior entre o Mercosul e o Chile, sob o qual os países já removeram as tarifas de importação ao comércio bilateral.

    Segundo o ministério, o novo acordo incluirá 17 temas de natureza não tarifária, como comércio de serviços; comércio eletrônico; telecomunicações; medidas sanitárias e fitossanitárias; obstáculos técnicos ao comércio; facilitação de comércio; propriedade intelectual; e micro, pequenas e médias empresas.

    Entre as primeiras medidas, Brasil e Chile comprometeram-se a eliminar a cobrança de roaming internacional para dados e telefonia móvel entre os dois países. 'Será a primeira vez que o Brasil assume, em acordo bilateral de comércio, compromissos em matéria de comércio eletrônico; boas práticas regulatórias; transparência em anticorrupção; cadeias regionais e globais de valor; gênero; meio ambiente; e assuntos trabalhistas', afirmou a pasta.

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    Petrobras e CNPC avançam em parceria, definem modelo de negócios para Comperj e Marlim

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras assinou com a CNODC, subsidiária da chinesa CNPC, um Acordo Integrado de Modelo de Negócios para conclusão das obras da refinaria do Comperj e investimentos no cluster de Marlim, na Bacia de Campos, conforme fato relevante divulgado nesta terça-feira.

    Em um avanço da parceria estratégica anunciada em julho, a petroleira disse que o acordo prevê o desenvolvimento de 'estudos de viabilidade para avaliação técnica do estado atual do Comperj, planejamento do escopo e dos investimentos necessários à conclusão da refinaria e sua avaliação econômica', sendo que os trabalhos serão conduzidos por especialistas das companhias e consultores externos.

    Após a análise dos custos e benefícios do negócio, as empresas pretendem formar uma joint venture, que será responsável pela conclusão do projeto e operação da refinaria, com 80 por cento de participação da Petrobras e 20 por cento da CNPC.

    Em paralelo, o acordo também prevê a criação de uma joint venture no segmento de Exploração e Produção, que contará com a participação de 20 por cento da CNPC no cluster de Marlim (concessões de Marlim, Voador, Marlim Sul e Marlim Leste), ficando a Petrobras com 80 por cento de participação e mantendo-se como operadora.

    A estatal destacou que o petróleo pesado produzido no cluster de Marlim tem características adequadas à refinaria do Comperj, projetada para processar este tipo de óleo, com alta conversão.

    'Com a assinatura do Acordo Integrado, avançamos significativamente na parceria estratégica com a CNPC para concluir a refinaria do Comperj e implementar um projeto consistente para revitalização do campo de Marlim', afirmou o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, em nota.

    Petrobras e CNPC são desde 2013 parceiras na área de Libra, primeiro contrato pelo regime de partilha de produção, localizada no pré-sal da Bacia de Santos.

    No ano passado, o consórcio formado pela Petrobras, CNPC e BP adquiriu o bloco de Peroba, um dos mais disputados do leilão promovido pela reguladora ANP.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Samarco e MP fecham acordo para indenizar moradores de Mariana por desastre

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Justiça homologou na véspera um acordo fechado pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) com a mineradora Samarco e suas sócias para o pagamento de indenizações aos atingidos da comarca de Mariana pelo rompimento de uma barragem da companhia em 2015, no município de Minas Gerais, informou a mineradora nesta quarta-feira.

    De acordo com o MPMG, o acordo viabilizará o pagamento de indenizações aos familiares das 19 pessoas que morreram na tragédia, assim como para as pessoas que perderam suas casas e outras propriedades no pior desastre ambiental da história do país, que poluiu o rio Doce até o mar capixaba.

    A Samarco, que tem como sócias as gigantes mineradoras Vale e BHP Billiton,, afirmou em nota que 'reforça o seu compromisso com as comunidades impactadas' e ressaltou que 'já foram gastos, até agosto de 2018, 4,4 bilhões de reais com as ações de reparação e compensação'.

    'O acordo homologado nesta terça-feira é de suma importância para concluir o pagamento das indenizações aos moradores atingidos do município de Mariana', disse a Samarco.

    Ainda não há uma estimativa de valores que deverão ser empenhados.

    DIREITOS ASSEGURADOS

    O promotor de Justiça Guilherme de Sá Meneghin, que lidera os trabalhos do Ministério Público, explicou por telefone à Reuters que os moradores atingidos dos distritos de Mariana escolheram a entidade Cáritas para realizar o cadastro e auxiliá-los nas negociações em busca de seu direitos.

    Atualmente, explicou Meneghin, há um total de 3 mil pessoas de Mariana cadastradas, número que poderá ainda subir para até 4 mil ao longo do próximo ano. Os atingidos terão três anos a partir do acordo para negociar os valores que deverão ser recebidos ou entrar com nova ação na Justiça.

    'Trouxe várias garantias muito melhores do que estava sendo proposto inicialmente pelas empresas. Em primeiro lugar eles assumiram formalmente a obrigação de indenizar', disse Meneghin.

    Além disso, o acordo prevê que serão levadas em consideração as informações do cadastro junto à Cáritas.

    Também ficou garantido que os atingidos terão direito a uma assessoria jurídica, que será exercida por advogados contratados pela Cáritas e pagos com recursos da Samarco. O acordo assegurou ainda que não haverá perda de direitos por prescrição, cujo prazo foi interrompido.

    Meneghin frisou ainda que o acordo prevê que 250 milhões de reais já bloqueados da Samarco serão utilizados apenas para pagar indenizações. Segundo ele, nenhum atingido em Mariana foi indenizado até o momento. Parte deles, como os que perderam suas casas, está recebendo auxílios financeiros.

    A Fundação Renova, instituição independente criada para reparar danos causados pelo rompimento da barragem, disse em nota que o acordo permite que cada um dos atingidos possa se reunir com a Renova para negociar a sua proposta de indenização individual.

    HISTÓRICO

    Um outro acordo, assinado em 25 de junho entre a Samarco, suas acionistas e as autoridades, que definiu regras de governança para a realização de reparações e compensações, em busca de ampliar a participação das comunidades nas discussões, extinguiu uma ação de 20 bilhões de reais movida contra as companhias.

    Mas uma ação de 155 bilhões de reais, movida pelo Ministério Público Federal, permanece suspensa, aguardando que as partes entrem em um acordo mais amplo e detalhado sobre como as reparações deverão ser realizadas, em um prazo mais longo.

    Em paralelo, a Samarco se movimenta para conseguir as licenças necessárias para retomar as atividades na mineradora. Em agosto, um representante da BHP disse ver pouca probabilidade de a mineradora retomar as operações no próximo ano, embora espere obter todas licenças exigidas.

    (Reportagem de Marta Nogueira, no Rio de Janeiro; reportagem adicional de Marcelo Teixeira e Roberto Samora, em São Paulo)

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    Em vitória para Trump, acordo entre Canadá e EUA salva Nafta como pacto trilateral

    Por David Ljunggren e Roberta Rampton

    OTTAWA/WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos e o Canadá fecharam um acordo de último minuto no domingo para salvar o Nafta como um pacto trilateral com o México, resgatando uma zona de livre comércio entre três países de 1,2 trilhão de dólares que estava prestes a entrar em colapso após quase 25 anos.

    Em uma grande vitória para a sua agenda de reorganizar uma era de livre comércio global que muitos associam à assinatura do Nafta em 1994, o presidente norte-americano, Donald Trump, obrigou o Canadá e o México a aceitarem um comércio mais restritivo com seu principal parceiro de exportação.

    O principal objetivo de Trump ao retrabalhar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) era reduzir os déficits comerciais dos EUA, meta que ele também busca com a China, impondo centenas de bilhões de dólares em tarifas sobre produtos importados do gigante asiático.

    Embora o novo Acordo Estados Unidos-México-Canada (USMCA, na sigla em inglês) evite tarifas, ele dificultará que montadoras globais construam carros a preço reduzido no México e tem o objetivo de criar mais empregos nos Estados Unidos.

    Desde que as negociações começaram há mais de um ano, ficou claro que o Canadá e o México teriam que fazer concessões diante das ameaças de Trump de destruir o Nafta e o alívio era palpável em ambos os países no domingo de que o acordo tenha ficado amplamente intacto e não tenha fraturado as cadeias de oferta entre acordos bilaterais mais fracos.

    'É um bom dia para o Canadá', disse o primeiro-ministro, Justin Trudeau, a repórteres, após reunião do gabinete para discutir o acordo.

    Em comunicado conjunto, Canadá e EUA disseram que ele 'resultará em mercados mais livres, comércio mais justo e crescimento econômico robusto em nossa região'.

    Negociadores trabalharam freneticamente antes de um prazo imposto pelos EUA para resolver as diferenças, com ambos os lados fazendo concessões para selar o acordo. OS EUA e o México já haviam chegado a um acordo bilateral em agosto.

    Trump aprovou o acordo com o Canadá, disse uma fonte familiarizada com a decisão.

    (Reportagem adicional de David Shepardson e David Lawder em Washington e Diego Oré, Ana Isabel Martinez e Anthony Esposito na Cidade do México)

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    Petrobras encerra investigações nos EUA e reconhecerá mais de US$850 mi no 3º tri

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras fechou acordo envolvendo 853,2 milhões de dólares para encerramento de investigações nos Estados Unidos relacionadas a controles internos, registros contábeis e demonstrações financeiras da companhia durante o período de 2003 a 2012, como consequência dos casos de corrupção identificados pela operação Lava Jato.

    O valor, estimado pela estatal em 3,6 bilhões de reais, incluindo tributos, será reconhecido pela companhia nas demonstrações financeiras do terceiro trimestre de 2018, o que deve impactar o balanço.

    O acordo com as autoridades se segue a outro pacto com investidores nos EUA, que previu pagamento de cerca de 3 bilhões de dólares, para encerrar a 'class action' na Justiça movida por aqueles que se sentiram lesados por supostas perdas registradas após o escândalo de corrupção.

    Em fato relevante nesta quinta-feira, a Petrobras disse que os acordos encerram completamente as investigações das autoridades norte-americanas. Pelos termos, a estatal pagará nos EUA 85,3 milhões de dólares ao Departamento de Justiça (DOJ) e 85,3 milhões de dólares à Securities and Exchange Commission (SEC).

    Adicionalmente, os acordos reconhecem a destinação de 682,6 milhões de dólares às autoridades brasileiras, a um fundo especial a ser utilizado conforme instrumento que será assinado com o Ministério Público Federal.

    'Os acordos atendem aos melhores interesses da Petrobras e de seus acionistas e põem fim a incertezas, ônus e custos associados a potenciais litígios nos Estados Unidos', ressaltou a Petrobras, lembrando que já recuperou mais de 2,5 bilhões de reais a título de ressarcimento no Brasil em razão das apurações da operação Lava Jato, da Polícia Federal.

    'Os acordos com o DOJ e a SEC reconhecem as evoluções no programa de conformidade, controles internos e procedimentos anticorrupção da Petrobras. A companhia concordou em continuar avaliando e aprimorando essas medidas', concluiu a petroleira.

    AVALIAÇÕES

    Na avaliação da agência de classificação de risco Moody's, o montante envolvido no acordo ficou 'significativamente' aquém do esperado, o que é positivo para a empresa.

    'Nos últimos anos, o risco de uma multa vultuosa para a Petrobras declinou devido à melhora na governança corporativa. Os ratings da Petrobras não são afetados pelo anúncio divulgado hoje', disse Nymia Almeida, vice-presidente sênior da Moody´s, em nota.

    Em paralelo, analistas do banco UBS disseram que o acordo alcançado com o DOJ e a SEC parece colocar um fim às reivindicações nos EUA.

    'No entanto, a empresa possui outras três ações judiciais acontecendo ao mesmo tempo no Brasil, Argentina e Holanda. Essas reivindicações estão nos estágios iniciais e acreditamos que levará algum tempo até que tenhamos alguma expectativa sobre seus resultados', afirmou, em comunicado.

    Para os analistas do Bradesco BBI, a provisão de 853,2 milhões de dólares não deve impedir a empresa de reportar lucro líquido positivo para 2018, que eles estimam em cerca de 9 bilhões de reais.

    (Por José Roberto Gomes, com reportagem adicional de Paula Laier Arendt)

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    Petrobras fecha acordo com autoridades para encerramento de investigações nos EUA

    SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras anunciou nesta quinta-feira que fechou acordos para encerramento das investigações do Departamento de Justiça (DOJ) e da Securities and Exchange Commission (SEC), nos Estados Unidos, relacionados aos controles internos, registros contábeis e demonstrações financeiras da companhia durante o período de 2003 a 2012.

    Em fato relevante, a petroleira disse que também celebrará acordo com o Ministério Público Federal (MPF), 'uma vez que os fatos subjacentes foram desvendados por meio de investigações conduzidas pelas autoridades brasileiras no âmbito da Operação Lava Jato'.

    Conforme a companhia, isso permitirá que 80 por cento dos valores acordados com a SEC e com o DOJ possam ser investidos no Brasil.

    A Petrobras disse ainda que os acordos encerram completamente as investigações das autoridades norte-americanas. Pelos termos, a estatal pagará nos EUA 85,3 milhões de dólares ao DOJ e 85,3 milhões de dólares à SEC.

    Adicionalmente, os acordos reconhecem a destinação de 682,6 milhões de dólares às autoridades brasileiras, 'a serem depositados pela Petrobras em um fundo especial e utilizados conforme instrumento que será assinado com o MPF'.

    A companhia irá reconhecer, como provisão dos acordos, o valor de 853,2 milhões de dólares, estimado em 3,6 bilhões de reais, incluindo tributos, nas demonstrações financeiras do 3º

    trimestre de 2018.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Irã e potências trabalham para salvar acordo nuclear apesar de sanções dos EUA

    Por Parisa Hafezi e John Irish

    NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - As partes remanescentes do acordo nuclear com o Irã concordaram na segunda-feira em continuar trabalhando para manter o comércio com Teerã, apesar das dúvidas sobre essa possibilidade devido à retomada das sanções dos Estados Unidos às vendas de petróleo iraniano em novembro.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu em maio abandonar o pacto e reativar sanções econômicas contra o Irã, inclusive aquelas que tentam forçar os grandes clientes do país-membro da Opep a pararem de comprar petróleo iraniano.

    Em um comunicado após uma reunião entre Reino Unido, China, França, Alemanha, Rússia e Irã na segunda-feira, o grupo disse estar determinado a desenvolver mecanismos de pagamento para preservar o comércio com o Irã, apesar do ceticismo de muitos diplomatas a respeito dessa possibilidade.

    'Cientes da urgência e da necessidade de resultados tangíveis, os participantes acolheram propostas práticas para manter e desenvolver canais de pagamento, principalmente a iniciativa de estabelecer um Veículo de Propósito Especial (SPV) para facilitar pagamentos ligados às exportações do Irã, inclusive de petróleo', disse o grupo em um comunicado conjunto após a reunião.

    Vários diplomatas europeus disseram que a ideia do SPV é criar um sistema de escambo, semelhante àquele usado pela União Soviética durante a Guerra Fria, para trocar petróleo iraniano por produtos europeus sem o pagamento de dinheiro.

    A ideia é driblar as sanções dos EUA a serem restauradas em novembro, por meio das quais Washington pode isolar do sistema financeiro norte-americano qualquer banco que facilitar transações de petróleo com Teerã.

    Falando a repórteres depois da reunião, a chefe de política externa da União Europeia, Federica Mogherini, disse que a decisão de criar tal veículo já foi tomada e que especialistas técnicos voltarão a se encontrar para acertar os detalhes.

    'Em termos práticos, isso significará que Estados-membros da UE criarão uma entidade legal para facilitar transações financeiras legítimas com o Irã, e isso permitirá a empresas europeias continuar a negociar com o Irã de acordo com a lei da União Europeia e pode ser aberto a outros parceiros no mundo', disse.

    Mas muitos diplomatas e analistas duvidam que tal veículo pode evitar as sanções dos EUA, já que Washington pode emendar suas leis de sanções para proibir tais trocas.

    (Reportagem adicional de Yara Bayoumy, Arshad Mohammed e Michelle Nichols)

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