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    Antes aliados, agricultores da Argentina se voltam contra Macri

    Por Maximilian Heath

    BUENOS AIRES (Reuters) - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, chegou ao poder em 2015 prometendo fortalecer o agronegócio e cortar impostos que freavam as exportações, e o setor que é a espinha dorsal do país o acolheu de braços abertos depois de anos de controles nas vendas ao exterior que visavam manter os preços domésticos baixos.

    Agora as relações da poderosa indústria com o líder de centro-direita estão esfriando, uma vez que o setor está frustrado com a volta das tarifas às exportações e com as taxas de empréstimos elevadas que vêm prejudicando os agricultores menores, uma preocupação para Macri antes das eleições nacionais deste ano.

    O agronegócio da Argentina, que responde por mais da metade dos dólares das exportações da segunda maior economia da América do Sul, é um barômetro essencial para Macri, que se apresentou como paladino dos negócios e da indústria.

    'Apoiamos publicamente o governo nas últimas eleições (de meio de mandato de 2017) por acreditarmos que estava administrando as políticas que os agricultores precisam', disse Carlos Iannizzotto, presidente da Confederação Intercooperativa Agropecuária, uma das quatro maiores organizações do agronegócio do país.

    'Hoje não podemos fazer o mesmo.'

    A Reuters conversou com os líderes das quatro maiores associações, que coletivamente formam a influente 'Mesa de Enlace'. Elas citaram o recuo de Macri no corte dos impostos sobre as exportações e o custo alto do crédito, com taxas de juros acima dos 60 por cento.

    Os lobbies do agronegócio não influenciam diretamente os votos de uma grande proporção de eleitores, observaram analistas e institutos de pesquisa, mas disseram que o apoio declinante é um sinal de alerta importante para Macri antes da votação de outubro, que deve ser muito disputada.

    No ano passado, uma crise financeira aguda forçou Macri a pedir um socorro de 56,3 bilhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional (FMI), oferecendo em troca a promessa de equilibrar o déficit do país, o que incluiu readotar impostos sobre as exportações.

    As vendas de colheitadeiras, tratores e máquinas agrícolas despencaram no ano passado, segundo dados do próprio governo.

    Mas nem todos os agricultores estão rompendo com Macri, que ainda é visto por muitos como o candidato mais pró-mercado.

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    Gisele Bündchen rebate críticas de ministra da Agricultura

    Por Jake Spring

    BRASÍLIA (Reuters) - A modelo brasileira Gisele Bündchen rebateu as críticas da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que questionou o conhecimento da celebridade internacional sobre os esforços de preservação ambiental do Brasil.

    Tereza Cristina havia dito na segunda-feira que Gisele não deveria estar dizendo coisas ruins sobre o Brasil, chamando o país de desmatador, por exemplo, sem conhecer os fatos. [nL1N1ZE0HE]

    Gisele criticou em novembro uma proposta do então presidente eleito Jair Bolsonaro de fundir o Ministério do Meio Ambiente com o da Agricultura, o que acabou não acontecendo, mas o governo Bolsonaro retirou da pasta ambiental a supervisão de áreas, como a de recursos hídricos, e eliminou sua secretaria sobre mudanças climáticas.

    Bolsonaro, que conta com agricultores poderosos como parte de seus principais apoiadores, disse que quer acabar com uma 'indústria' de multas ambientais, que ativistas dizem ser uma ferramenta importante para garantir que as regras sejam seguidas. Ele também sugeriu que o Brasil poderia sair do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas.

    'Causou-me surpresa ver meu nome mencionado de forma negativa por defender e me manifestar em favor do meio ambiente, pois desde 2006 venho apoiando projetos e me envolvendo com causas socioambientais, o que sempre fiz com muita responsabilidade', escreveu Gisele no Twitter, na quarta-feira.

    'Estou sempre buscando conhecimento através de leituras e contatos com cientistas, pesquisadores, agricultores, organizações corporativas e ambientais.'

    O post não fez menção à ministra da Agricultura ou ao ministério.

    A ministra respondeu posteriormente, também no Twitter, agradecendo Gisele por sua mensagem e dizendo que elas deveriam trabalhar juntas para combater o desmatamento ilegal.

    Em uma entrevista a uma rádio na segunda-feira, Tereza disse que Gisele deveria enaltecer os esforços de sustentabilidade do Brasil, argumentando que a preservação de dois terços da vegetação nativa do país é uma grande realização ambiental.

    Tereza depois escreveu no Twitter que convidaria Gisele para ser uma embaixadora dos esforços do Brasil para alimentar o mundo, preservando a natureza.

    Gisele não indicou se recebeu tal convite ou se o aceitaria.

    'Acredito que a produção agropecuária e a conservação ambiental precisam andar juntas, lado a lado', disse Gisele em sua postagem.

    (Por Jake Spring)

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    Ministra da Agricultura critica Gisele Bündchen e convida modelo para ser embaixadora

    BRASÍLIA (Reuters) - A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, criticou nesta segunda-feira a modelo Gisele Bündchen por dizer que o Brasil desmata, e disse que a convidará para ser embaixadora dos esforços do país para preservar a natureza.

    'Desculpe, Gisele Bündchen, você devia ser a nossa embaixadora e dizer que o seu país preserva, que o seu país está na vanguarda do mundo da preservação, e não vir aqui no Brasil meter o pau sem conhecimento de causa', disse a ministra em entrevista à rádio Jovem Pan.

    Logo depois, em publicação no Twitter, a ministra acrescentou: 'Na Jovem Pan sinalizei que a Gisele Bündchen podia ser embaixadora do Brasil para mostrar que produzimos alimentos para o mundo preservando a natureza. A modelo vai receber, em breve, convite nosso'.

    Assessores de imprensa de Gisele Bündchen não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

    Gisele Bündchen, que é casada com o jogador de futebol americano Tom Brady, confrontou duas vezes o ex-presidente Michel Temer nas redes sociais em razão de políticas para reduzir ou eliminar áreas protegidas da Amazônia.

    Temer acabou por recuar em ambos os casos, respondendo diretamente a ela no Twitter em uma ocasião após vetar regras que teriam reduzido o tamanho da floresta nacional de Jamanxim, na Amazônia.

    Ambientalistas têm criticado o governo do presidente Jair Bolsonaro, alertando que poderá retirar proteções ambientais.

    (Reportagem de Jake Spring e Ana Mano)

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    Bolsonaro coloca terras indígenas e Serviço Florestal sob Ministério da Agricultura

    Por Marcela Ayres e Pedro Fonseca

    BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministério da Agricultura no governo do presidente Jair Bolsonaro será responsável pelas terras indígenas e quilombolas e terá o comando do Serviço Florestal Brasileiro, responsável pela gestão das reservas naturais, de acordo com medida provisória publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira.

    A medida segue indicações de Bolsonaro de buscar maior aproveitamento econômico das áreas indígenas, tanto pela agricultura como para exploração mineral.

    'Mais de 15 por cento do território nacional é demarcado como terra indígena e quilombolas. Menos de um milhão de pessoas vivem nestes lugares isolados do Brasil de verdade, exploradas e manipuladas por ONGs. Vamos juntos integrar estes cidadãos e valorizar a todos os brasileiros', disse o presidente em mensagem no Twitter, nesta quarta-feira.

    De acordo com a medida provisória publicada no DO, o Ministério da Agricultura ficará responsável pela 'identificação, delimitação, demarcação e registros das terras tradicionalmente ocupadas por indígenas', e também em áreas ocupadas pelos remanescentes das comunidades dos quilombos.

    Contudo, a nova ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta quarta-feira que as demarcações de terras indígenas deverão ser decididas efetivamente por um conselho interministerial, ao ser questionada por jornalistas. Anteriormente, o novo governo já havia divulgado tal proposta.

    'Nós temos aí uma conversa de fazer um conselho... para que as demarcações sejam feitas através desse conselho... Seria interministerial, essa é a ideia, nós ainda estamos discutindo isso na Casa Civil e a tempo vocês vão saber como isso vai ficar', afirmou a Tereza.

    O texto no DO confirmou ainda a transferência do Conselho Nacional de Política Indigenista para o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que terá sob sua área de competência os 'direitos do índio, inclusive no acompanhamento das ações de saúde desenvolvidas em prol das comunidades indígenas'.

    A ministra destacou ainda que a Secretaria de Assuntos Fundiários, que integrará o Ministério da Agricultura, cuidará somente de assuntos fundiários, 'como o Incra já faz com o Brasil, com todas as terras brasileiras'.

    A Secretaria de Assuntos Fundiários será comandada pelo presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Nabhan Garcia, que chegou a ser cotado para o próprio Ministério da Agricultura.

    'Nenhum palmo de terra será marcado, expropriado, sem aval do conselho. Serão cinco (ministérios integrantes): Agricultura, Meio Ambiente, Direitos Humanos, Gabinete Institucional e Defesa', disse Garcia.

    O presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz, comemorou a decisão do governo de colocar a questão de terras indígenas sob as responsabilidades do Ministério da Agricultura.

    'As novas regras serão interessantes para os fazenderios e os índios, alguns deles já estão produzindo soja. Os índios também querem ser produtivos.'

    PREOCUPAÇÃO

    Ambientalistas e líderes indígenas, porém, demonstraram preocupação.

    'Estamos muitos preocupados porque Bolsonaro está atacando políticas indígenas, recuando de proteções ambientais, autorizando a invasão de territórios indígenas e endossando a violência contra os povos indígenas', disse Dinamã Tuxá, membro da Associação de Povos Indígenas do Brasil.

    A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva disse no Twitter que a decisão do governo Bolsonaro 'oferece ao algoz a oportunidade de ser ainda mais violento contra aqueles que têm sido, ao longo da história, suas maiores vítimas'.

    Para a nova ministra da Agricultura, no entanto, 'o Brasil é um país com legislação ambiental extremamente avançada e que mais soube preservar suas florestas nativas e matas ciliares'.

    'Nosso país é um modelo a ser seguido, jamais um transgressor a ser recriminado', comentou.

    Durante a transição de governo, foi anunciado que o Ministério do Meio Ambiente seria extinto, mas Bolsonaro recuou posteriormente.

    A medida provisória, que estabeleceu a organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos ministérios no governo Bolsonaro, também determinou que o Serviço Florestal Brasileiro, atualmente vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, ficará a cargo do Ministério da Agricultura.

    O Serviço Florestal tem como objetivo promover o uso sustentável e a ampliação da cobertura florestal.

    Na parte da medida provisória que trata do Ministério do Meio Ambiente, o novo governo afirma que a gestão sobre florestas públicas será exercida em articulação com o Ministério da Agricultura.

    SEGURANÇA JURÍDICA

    Conforme Tereza, que vem da presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a Secretaria de Assuntos Fundiários 'zelará, entre outros temas, pelo estabelecimento da segurança jurídica no campo, que é um grande anseio dos produtores rurais brasileiros'.

    Ainda segundo a ministra, já há discussões em andamento tanto sobre o tabelamento de fretes, muito criticado pelo setor produtivo, quanto sobre a mudança de embaixada do Brasil em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém, algo que poderia prejudicar as exportações brasileiras de produtos agrícolas para países árabes.

    A nova ministra da Agricultura disse que 'outra tarefa de vulto é a de racionalização e redução de burocracia sem abrir mão da segurança dos processos'. 'Simplificar não significa precarizar'.

    O agronegócio foi importante apoiador de Bolsonaro durante a campanha, com a FPA declarando voto no então candidato do PSL.

    'Num país de dimensões continentais, a infraestrutura de logística eficaz e eficiente é essencial para que os ganhos obtidos na produção não se percam nas operações de transporte de produtos até os mercados', disse ela.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, e Marcela Ayres, em Brasília; com reportagem adicional de Stéfani Inouye, Gabriel Stargardter, Ana Mano e Anthony Boadle)

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    Bolsonaro coloca terras indígenas e Serviço Florestal sob Ministério da Agricultura

    (Reuters) - O Ministério da Agricultura no governo do presidente Jair Bolsonaro será responsável pelas terras indígenas e quilombolas e terá o comando do Serviço Florestal Brasileiro, responsável pela gestão das reservas naturais, de acordo com medida provisória publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira.

    Durante a campanha, Bolsonaro deu sinais de que buscaria o aproveitamento econômico das áreas indígenas, tanto pela agricultura como para exploração mineral.

    De acordo com a medida provisória publicada no DO, o ministério da Agricultura ficará responsável pela 'identificação, delimitação, demarcação e registros das terras tradicionalmente ocupadas por indígenas', e também em áreas ocupadas pelos remanescentes das comunidades dos quilombos.

    Também ficarão sob responsabilidade da pasta reforma agrária, regularização fundiária de áreas rurais e a Amazônia Legal, de acordo com a MP.

    A medida provisória, que estabelece a organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos ministérios no governo Bolsonaro, também determina que o Serviço Florestal Brasileiro, atualmente vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, ficará a cargo do Ministério da Agricultura.

    O Serviço Florestal tem como objetivo promover o uso sustentável e a ampliação da cobertura florestal.

    Na parte da medida provisória que trata do Ministério do Meio Ambiente, o novo governo afirma que a gestão sobre florestas públicas será exercida em articulação com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

    O Ministério da Agricultura de Bolsonaro será comandado pela ministra Tereza Cristina.

    (Por Pedro Fonseca e Stéfani Inouye)

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    Tereza Cristina diz considerar 'difícil' mudança da Funai para Agricultura

    BRASÍLIA (Reuters) - A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta quinta-feira que considera difícil a Fundação Nacional do Índio (Funai) ser deslocada para a pasta que vai comandar e que o órgão deve permanecer mesmo no Ministério da Justiça, embora tenha ressalvado que ainda não há decisão sobre o assunto.

    “Para a Agricultura é difícil. Acho que vai ficar tudo igual, mas ainda não está decidido... Houve uma discussão do assunto, mas não batemos o martelo. Ficamos de conversar mais tarde”, disse ela, que participou de reunião comandada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro com ministros indicados.

    Mais cedo, um grupo de indígenas foi ao gabinete de transição para protestar pela permanência da fundação no Ministério da Justiça.

    Em meio à indefinição sobre a estrutura do novo governo, Bolsonaro afirmou na véspera que a Funai vai para “algum lugar”. O presidente eleito disse que o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, está sobrecarregado com a reestruturação da pasta, mas não quis cravar que a Funai não ficará mesmo no ministério.

    Na segunda-feira, o futuro titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, havia afirmado que a Funai poderia ser incorporada ao Ministério da Agricultura, o que foi alvo de críticas.

    O futuro ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse nesta quinta-feira que estava sendo avaliada a possibilidade de a Funai ir para a sua pasta ou para o Ministério de Direitos Humanos.

    'A Funai tem um papel muito específico, muito importante, e o Conselho dos Povos está na área de direitos humanos, então acho que é possível que ela fique lá ou fique em Direitos Humanos, temos que avaliar”, disse.

    'Tem que ter afinidade... onde está a representação da sociedade civil, onde está o cuidado com a preservação das etnias, que estão lá no Ministério dos Direitos Humanos, mas isso é uma decisão que o presidente vai tomar', disse Terra.

    Questionado se a melhor opção para a Funai seria o Ministério dos Direitos Humanos, Terra disse seria uma boa solução, mas ressaltou que o importante é que a fundação receba a relevância que merece.

    'Não estou dizendo que tem que ser lá (Ministério dos Direitos Humanos). Eu acho que pode ser bom. Eu acho que tem vários lugares que ela pode ficar, até na Secretaria de Governo', disse. 'De qualquer maneira tem que ser um ministério que dê relevância ao tema. O meu já está com muita coisa relevante.'

    (Reportagem de Ricardo Brito, Lisandra Paraguassu e Mateus Maia)

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    Bolsonaro diz que futura ministra Tereza Cristina tem toda a sua confiança

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro minimizou neste domingo reportagem de que sua futura ministra da Agricultura, Teresa Critina, concedeu incentivos fiscais à empresa JBS na mesma época em que manteve uma parceria com a empresa, afirmando que não pretende voltar atrás na sua nomeação em razão disso.

    De acordo com reportagem publicada na edição deste domingo do jornal Folha de S.Paulo, a deputada arrendava uma propriedade em Terenos (MS) aos irmãos Joesley e Wesley Batista para a criação de bois e, ao mesmo tempo, era secretária estadual de Desenvolvimento Agrário e Produção de Mato Grosso do Sul.

    Ainda conforme a reportagem, os documentos assinados por Tereza foram entregues pelos delatores da JBS em agosto de 2017 como complemento ao acordo de delação premiada fechada em maio entre executivos da empresa

    A Folha cita que a política de incentivos fiscais do governo estadual está no centro da delação premiada fechada pela JBS no ano passado no capítulo que tratou da corrupção em Mato Grosso do Sul.

    'Ela já foi julgada?... Eu já fui representado umas 30 vezes na Câmara (dos Deputados) e não colou nenhum... No momento ela goza de toda confiança nossa', afirmou Bolsonaro, após visitar evento esportivo no Rio de Janeiro. 'Também sou réu no Supremo e por isso tenho que renunciar meu mandato?'

    A jornalistas, ele também disse que o esporte terá uma atenção especial em seu governo, mas que ainda não definiu se a pasta vai se fundir com o Ministério de Educação. 'Isso está sendo definido e brevemente teremos o mapa dos ministérios.'

    O presidente eleito acrescentou que recebeu convite para visitar os Emirados Árabes, citando que há muitos brasileiros no mundo árabe e o ideal seria buscar uma aproximação com países da região.

    Sobre os gastos de campanha questionados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro afirmou que já começou a apresentar sua defesa e garantiu que fez a campanha 'mais pobre da história do Brasil'

    A Assessoria de Exame e Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) do TSE apontou no começo do mês indícios de irregularidades na prestação de contas de campanha de Bolsonaro, entre eles o descumprimento de prazo para entrega de relatórios, indício de doação de fonte vedada e ausência de contrato de prestação de serviços de financiamento coletivo.

    No evento de jiu-jitsu na Barra da Tijuca, o presidente eleito afirmou que no seu governo buscará uma união entre poderes para o bem do país e que 'vai se aproximar muito do parlamento brasileiro'.

    Bolsonaro estará em Brasília nesta semana, o que, segundo ele, é uma demonstração de que quer que o parlamento governe junto com ele o Brasil.

    Ele voltou a falar sobre a polêmica decisão de acabar com programa Mais Médicos e afirmou que a decisão foi tomada porque cubanos viviam em regime de semiescravidão, longe de suas famílias. Segundo ele, no dia 1º de janeiro já será possível apresentar uma solução alternativa aos municípios que ficarão sem os mais de 8 mil médicos de Cuba.

    'Vamos apresentar o remédio para isso, se bem que o governo (de Michel) Temer já está cuidando disso, mas não podemos admitir alimentar a ditadura cubana no Brasil', afirmou. 'Se der tratamento adequado, vamos resolver isso. Mas teve prefeitura que mandou embora seu médico para pegar um cubano', acrescentou.

    (Por Rodrigo Viga Gaier)

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    Assessor de Bolsonaro recomenda deputado Jerônimo Goergen para ministro da Agricultura

    Por Ana Mano e Jake Spring

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - O principal assessor do presidente eleito Jair Bolsonaro para o setor de agricultura disse nesta quinta-feira que recomendou o nome do deputado federal reeleito Jerônimo Goergen (PP-RS) para assumir o Ministério da Agricultura do país, maior exportador global de soja.

    Em entrevista por telefone, Nabhan Garcia disse que se encontrou com Bolsonaro na quarta-feira e indicou Goergen, que teve uma breve passagem pela pasta no governo de Fernando Henrique Cardoso, como assessor do ex-ministro Marcus Vinícius Pratini de Moraes entre 2001 e 2002, segundo informações do site do deputado.

    Goergen, um advogado de 42 anos, foi reeleito para seu terceiro mandato no Congresso pelo Rio Grande do Sul. Ele disse que não recebeu nenhum convite formal de Bolsonaro, mas ressaltou que se sentiria 'honrado' em fazer parta da equipe do novo governo.

    Caso de fato vá para o Ministério da Agricultura, ele terá de lidar com uma possível fusão da pasta com a de Meio Ambiente, algo que vem gerando críticas.

    Garcia afirmou não poder indicar seu próprio nome, pois isso 'seria incoerente e constrangedor para ambas as partes'.

    'Porém, após ouvir muito a base produtora primária de todo o Brasil, surgiu um nome de consenso e que goza de empatia e credibilidade de nosso setor produtivo', acrescentou o assessor, que qualificou Goergen como 'amigo e guerreiro'.

    O Rio Grande do Sul é um importante produtor de soja, carne e outros produtos agrícolas.

    ((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7519)) REUTERS LC JRG

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    7 M

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    Ainda não está decidida fusão de Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, diz Nabhan Garcia

    (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro ainda não decidiu se vai juntar os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, disse seu aliado Luiz Antônio Nabhan Garcia nesta quarta-feira, um dia após o futuro chefe da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmar que as pastas seriam unificadas.

    'Existe a possibilidade de seguirem separados e existe a possibilidade de seguirem com uma fusão. Não tem nada decidido ainda, pelo menos foi o que o presidente me disse', declarou Nabhan Garcia a jornalistas no Rio de Janeiro, após se reunir com Bolsonaro.

    Nabhan Garcia é líder da União Democrática Ruralista (UDR), entidade que se notabiliza pela defesa da propriedade rural e combate a movimentos de sem-terra, como o MST.

    Na terça-feira, Onyx anunciou que as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente seriam unificadas sob um único ministério, depois de Bolsonaro ter afirmado que estaria aberto à sugestão de setores do agronegócio que defendiam a manutenção da separação das duas pastas.

    O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, posicionou-se de maneira frontalmente contrária à proposta de fusão das pastas, afirmando que a decisão 'trará prejuízos incalculáveis ao agronegócio brasileiro'.

    O atual ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, também criticou a medida. Em nota, disse que o superministério teria 'dificuldades operacionais' que poderiam prejudicar as duas agendas e resultar em retaliação comercial por parte de países importadores de produtos agropecuários.

    (Por Tatiana Ramil, em São Paulo)

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    Ministro da Agricultura diz que fundir pasta com Meio Ambiente trará prejuízo ao Brasil

    Por Jake Spring

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, posicionou-se de maneira frontalmente contrária à proposta de fusão da pasta com o Ministério do Meio Ambiente, anunciada na véspera pela equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

    Em comentários no Twitter, Maggi, conhecido também por sua atuação como investidor no setor de soja, afirmou entender que a decisão de unir os ministérios 'trará prejuízos incalculáveis ao agronegócio brasileiro'.

    'Lamento a decisão do presidente eleito', escreveu ele.

    Em comentários em separado, enviados por meio da assessoria de imprensa, ele afirmou que o Brasil é 'muito cobrado pelos países da Europa pela preservação do meio ambiente'.

    O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, sendo líder na exportação de commodities como soja, açúcar, café e suco de laranja.

    O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro chefe da Casa Civil de Bolsonaro, disse na terça-feira que a 'Agricultura e o Meio Ambiente andarão de mãos dadas'. Unificar as duas pastas foi uma promessa de campanha do capitão reformado, que depois se disse aberto a sugestões de setores do agronegócio que defendiam a manutenção da separação das duas pastas.

    Com dados da Embrapa Territorial, o Ministério da Agricultura disse em nota que 66 por cento do território brasileiro se mantém preservado graças à ação dos produtores, um discurso que 'pode ser prejudicado com a fusão das duas pastas'.

    Ainda conforme o Ministério, Maggi avalia que as pastas são convergentes em alguns pontos, mas no geral possuem temas próprios que necessitam de atenção.

    'Existem muitos fóruns importantes nos quais o Brasil deve marcar sua posição, mas não será possível para um ministro participar de todos sozinho', afirmou ele, destacando que o trabalho do Meio Ambiente não se dá apenas sobre assuntos do agronegócio, abrangendo também áreas como infraestrutura, mineração e energia.

    'Como um ministro da Agricultura vai opinar sobre um campo de petróleo ou exploração de minérios?', questionou.

    As declarações de Maggi ocorrem no mesmo dia em que o Ministério do Meio Ambiente também criticou a proposta de Bolsonaro, dizendo que fragilizar a autoridade da pasta seria 'temerário'.

    (Por Jake Spring)

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    WIDER IMAGE-Portugal atrai investidores que fogem de seca e incêndios nos EUA e norte europeu

    (Veja ensaio fotográfico em https://reut.rs/2LE8mtb)

    Por Andrei Khalip

    ALQUEVA, Portugal (Reuters) - Enquanto incêndios florestais voltavam a consumir a Califórnia neste verão, Jose Dariush Leal da Costa, nativo do Estado norte-americano com raízes portuguesas, colhia suas primeiras amêndoas em um oásis ensolarado e úmido no sul de Portugal.

    Maior lago artificial da União Europeia com seus 250 quilômetros quadrados, o Alqueva irriga uma área do tamanho de Los Angeles, atraindo investidores estrangeiros em um momento no qual a mudança climática está provocando secas em locais como a Califórnia e o norte da Europa.

    Plantadores de frutas europeus, fabricantes de azeite espanhóis, produtores de amêndoas e bagas da Califórnia e do Chile e muitos outros estão chegando para competir com agricultores locais nestas terras irrigadas, cujos preços aumentaram 50 por cento nos últimos cinco anos.

    O projeto de irrigação de 5,8 bilhões de dólares no Rio Guadiana, iniciado duas décadas atrás para recuperar uma região ameaçada de desertificação, só agora está alcançando a capacidade concebida originalmente, e há planos para ampliá-lo.

    Também fez crescerem a renda e os empregos na região mais desamparada do país mais pobre do oeste europeu.

    'Temos água suficiente, a ponto de estarmos há cinco anos com seca e despreocupados com a água', disse Leal da Costa, observando que a escassez de água sempre foi uma preocupação na Califórnia, o maior produtor mundial de amêndoas, onde as fazendas disputam recursos hídricos com cidades e indústrias.

    NOVA CALIFÓRNIA?

    Durante uma viagem aos Estados Unidos em junho, o primeiro-ministro português, António Costa, convidou investidores da Califórnia, que tem um clima semelhante ao de Portugal, a se estabelecerem nos arredores de Alqueva, procurando capitalizar os temores do aquecimento global.

    'Foi muito eficiente. Na Califórnia a terra é muito cara e a água é muito escassa. Se você tem terra por preço bom e água sustentável e por preço bom, estes são os incentivos de que as pessoas precisam', disse Rusty Areias, ex-vereador da Califórnia e hoje investidor que se encontrou com Costa durante sua visita.

    Areias visitou Alqueva e está conversando com o governo sobre direitos sobre o uso da água para um investimento norte-americano em potencial, inclusive o seu, e ao mesmo tempo incentivando agricultores do ressecado condado californiano de Fresno a diversificar seus negócios em Portugal, que é 'descongestionado e muito parecido com a Califórnia nos anos 1950'.

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