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UE convoca ministros da Agricultura para garantir apoio a acordo com Mercosul

UE convoca ministros da Agricultura para garantir apoio a acordo com Mercosul

Reuters

06/01/2026

Placeholder - loading - Agricultores franceses protestam contra acordo comercial entre UE e Mercosul em Paris 14/10/2025 REUTERS/Stephane Mahe
Agricultores franceses protestam contra acordo comercial entre UE e Mercosul em Paris 14/10/2025 REUTERS/Stephane Mahe

Por Philip Blenkinsop e Julia Payne e Giselda ⁠Vagnoni

BRUXELAS, 6 Jan (Reuters) - A União Europeia convocou os ministros da Agricultura do bloco para conversações de última hora na quarta-feira, a fim de convencer a Itália e outros países membros hesitantes a assinarem um acordo de livre comércio com o Mercosul.

No mês passado, a Itália e a França frustraram as esperanças de um acordo em dezembro, dizendo que não estavam prontas para apoiá-lo até que fossem resolvidos os temores dos agricultores de um influxo de commodities baratas do Mercosul, como carne bovina e açúcar.

Todos os 27 ministros da Agricultura da UE foram convidados para a reunião na Comissão, informou o Chipre, ​atual presidente da UE, nesta terça-feira, embora ainda não ⁠estivesse claro ⁠quantos compareceriam.

Espera-se que os comissários europeus de Agricultura, Comércio e Saúde ofereçam garantias sobre o futuro financiamento para os agricultores no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC) da UE, incluindo um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros (US$7,4 bilhões) no próximo orçamento da UE.

A iniciativa da Comissão de fundir os fundos de coesão regional e o dinheiro ‌da PAC no próximo orçamento de sete anos alarmou as nações agrícolas.

Eles também analisarão os ​controles de importação, incluindo os níveis máximos permitidos de ‌resíduos de pesticidas, disseram ​dois diplomatas ​da UE.

'É um momento crítico para discutir as demandas dos agricultores', disse um dos diplomatas, acrescentando que se espera que a Comissão envie uma carta aos membros definindo o apoio à renda dos agricultores.

O ​Executivo da UE, apoiado pelos defensores do acordo UE-Mercosul, como a Alemanha e a Espanha, está tentando reunir a ampla maioria de 15 membros da UE, que representam 65% da população do bloco, necessária para autorizar a assinatura do acordo pela UE, possivelmente já em 12 de janeiro.

Eles afirmam que o acordo, que vem sendo negociado há 25 anos e seria o maior da UE em termos de redução de tarifas, é vital para impulsionar as exportações afetadas pelas tarifas de importação dos EUA e para reduzir a dependência da China, garantindo o acesso a minerais essenciais.

Com a Polônia e a Hungria se opondo ao acordo e a França sendo crítica, a posição da Itália será um fator determinante para a assinatura do acordo. Espera-se uma votação na sexta-feira.

A Comissão ⁠manteve discussões com os Estados-membros nas últimas duas semanas e o bloco está no caminho certo para ‌assinar o acordo em breve, disse um porta-voz ⁠do órgão.

A Itália não se opõe ao acordo, disseram duas fontes italianas à Reuters nesta terça-feira, mas quer garantias -- principalmente sobre reciprocidade -- para que os produtos agrícolas importados atendam aos padrões ‍ambientais e de saúde da UE. Essas questões deverão ser discutidas na quarta-feira.

Um segundo diplomata da UE disse que a Itália ainda ​não ‌estava totalmente de acordo.

(Reportagem de Philip Blenkinsop e Julia Payne, em Bruxelas, e Giselda Vagnoni, em Roma)

Reuters

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