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    Procuradores da Operação Trapaça estão perto de decisão sobre denúncias envolvendo a BRF

    Por Ana Mano

    SÃO PAULO (Reuters) - A investigação no Brasil sobre fraudes supostamente cometidas pela BRF e outras empresas do setor de alimentos está entrando em suas semanas finais, de acordo com autoridades e documentos oficiais, o que pode resultar em oferecimento de denúncia contra os envolvidos até o final deste ano.

    Os procuradores encarregados da chamada Operação Trapaça deverão decidir se denunciam o ex-presidente do conselho de administração da empresa Abilio Diniz e mais de 40 outras pessoas, uma vez que, em 20 de novembro, expira o prazo para que autoridades policiais concluam as chamadas diligências complementares.

    Os documentos da Operação Trapaça revelam possíveis violações de protocolos de segurança alimentar desde pelo menos 2015.

    As investigações, que tiveram início em março de 2017 sob o nome de Carne Fraca, jogam luz sobre a relação entre processadoras de alimentos, fiscais do Ministério da Agricultura (MAPA) e laboratórios certificados pelo governo para atestar a segurança de alimentos vendidos no mercado doméstico e também em países como China, Japão, Oriente Médio e Europa.

    Inicialmente, as investigações revelaram que as empresas teriam subornado fiscais para manter plantas em operação e vender carne produzida fora dos padrões exigidos pelas normas. Essas alegações causaram interrupções na produção e prejudicaram o Brasil no mercado de exportação de carne, que rende cerca de 15 bilhões de dólares ao ano ao país. Até agora, dez réus foram condenados por corrupção na Carne Fraca, inclusive um ex-colaborador da BRF e três agentes do MAPA.

    As denúncias que os procuradores devem analisar em dezembro podem ter relação com o esquema de pagamento de propinas a agentes do serviço de fiscalização, bem como estar ligadas a alegações posteriores de que a BRF, agentes públicos e laboratórios falsificaram e esconderam certos dados incriminatórios relacionados aos seus processos industriais.

    A BRF, que ainda tem 12 plantas de produção de aves proibidas de exportar para a União Europeia depois que Bruxelas apontou 'deficiências' nos controles oficiais do Brasil, posteriormente admitiu a possibilidade de cooperar com as investigações em troca de multas corporativas mais brandas.

    UMA RESPOSTA FIRME

    A Polícia Federal apurou que o problema de contaminação nos frangos da BRF foi percebido por autoridades chinesas em 2015, quando o governo daquele país encontrou traços da substância dioxina acima dos níveis tolerados pelas normas vigentes.

    Ao mesmo tempo que iniciou uma investigação interna, a BRF tentou persuadir autoridades do Brasil a usar dados técnicos elaborados pela própria empresa em sua resposta oficial aos chineses, segundo um relatório da Polícia Federal de 400 páginas. Divulgado no mês passado, o relatório também alega que a empresa tentou fazer lobby junto a oficiais do MAPA para limitar a disseminação da notícia relacionada à dioxina.

    Diniz, que estava em um barco próximo à ilha italiana de Capri quando o assunto da dioxina se tornou público, discutiu o incidente com o então presidente-executivo da BRF, Pedro Faria. 'Muitos dias sem nos falarmos. Preocupado com a questão China porque estou sem notícias... Tudo bem?', disse ele em uma mensagem de setembro de 2015.

    Faria, que também pode virar réu no caso, respondeu que os executivos da empresa haviam feito bom progresso para 'controlar o vazamento da informação e mantê-lo sob controle'. Ele observou ainda que a BRF havia apresentado uma defesa robusta ao MAPA, o que levaria o governo a fornecer 'uma resposta mais firme aos chineses'.

    Após a suspensão das exportações da unidade de Rio Verde (GO), origem dos embarques contaminados com dioxina, o governo revogou a suspensão uma semana depois, segundo as investigações.

    Diniz e Faria negam qualquer irregularidade.

    O episódio da dioxina é apenas um exemplo de violação a protocolos de segurança alimentar da BRF, segundo a PF. De acordo com as investigações, a empresa autorizou o abate em junho de 2016 de um lote de 26.000 aves contaminadas com o patógeno Salmonella Typhimurium. A empresa teria vendido a carne deste lote em dez Estados do Brasil, mas haveria escondido tal decisão dos fiscais, disse o relatório.

    Segundo a Polícia Federal, existem também indícios de que a farinha de pena produzida na unidade de Mineiros (GO) da BRF ainda estivesse contaminada com dioxina em outubro de 2017. Além disso, as autoridades afirmam que em março de 2018 a BRF ainda teria suprimido informação sobre o uso de alguns antibióticos em seus processos industriais.

    REAÇÃO DO MAPA

    A investigação sobre as práticas da indústria alimentícia do país levou o MAPA, após a Carne Fraca, a suspender 19 servidores do exercício da função pública por determinação judicial.

    Eumar Novacki, secretário-executivo do ministério, disse à Reuters recentemente que alguns fiscais trabalham na mesma planta por décadas, o que pode criar conflitos de interesse. Por isso, o MAPA avalia a introdução de um rodízio para evitar o problema, mas não há nenhuma decisão ou mudança na legislação neste sentido.

    Além de punir indivíduos que podem ter violado a lei, Novacki disse que 'uma mudança de cultura' seria providencial, nas empresas e no governo, para alterar de fato o modo como as coisas funcionam.

    (Por Ana Mano, com reportagem adicional de Jake Spring em Brasília)

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    JBS tem resultado melhor que o esperado no 3ºtri e reafirma plano de listagem nos EUA

    Por Ana Mano

    SÃO PAULO (Reuters) - A JBS, maior processadora de carne do mundo em vendas, divulgou resultado trimestral mais forte do que o esperado com a força de suas operações de carne bovina no Brasil e nos Estados Unidos, levando as ações da companhia a subirem quase 8 por cento.

    A companhia registrou prejuízo de 133,5 milhões de reais no terceiro trimestre, menor do que o esperado, com as margens mais robustas em carne bovina parcialmente compensadas por maiores despesas financeiras.

    A receita líquida consolidada da JBS cresceu 20 por cento para 49,4 bilhões de reais, em parte devido a um vigoroso aumento nas vendas de carne bovina brasileira e a um aumento de 9 por cento na receita de sua divisão de alimentos processados, a Seara.

    Analistas esperavam, em média, que a JBS tivesse um prejuízo de 905 milhões de reais no trimestre, de acordo com estimativas da Refinitiv.

    Em uma teleconferência nesta quarta-feira, a JBS disse que buscará listar suas ações nos EUA 'o mais rápido possível', para melhor reflitir a realidade operacional da companhia, dada a grande fatia de suas receitas que vêm de fora do Brasil.

    Jerry O'Callaghan, presidente do conselho e diretor de relações com investidores da JBS, não forneceu um prazo para a listagem nos EUA, que já foi adiada depois que a empresa admitiu subornar vários políticos no Brasil e se tornou alvo de uma investigação do Departamento de Justiça dos EUA.

    O executivo também ressaltou que a empresa recentemente conseguiu vender 500 milhões de dólares em títulos, com a demanda chegando a cinco vezes o montante ofertado. 'Isso mostra que o mercado financeiro vê a JBS como uma empresa interessante', disse O'Callaghan.

    Enquanto isso, a JBS disse que manterá seu compromisso com a disciplina financeira. Depois de pagar 4,3 bilhões de dólares em dívidas, a JBS economizará 300 milhões de dólares em pagamentos anuais de juros, informou a empresa.

    Nos EUA, uma economia forte beneficiou a JBS com o aumento do consumo de carne bovina. Por outro lado, o segmento de carne suína da empresa está sofrendo com o aumento da oferta, em meio a uma guerra comercial do governo dos EUA com a China.

    A JBS também relatou alguma fraqueza na subsidiária de frango Pilgrim's Pride, impactada por preços mais baixos nos EUA e no México.

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    Ministério da Agricultura investiga BRF, diz fonte

    Por Ana Mano

    SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério da Agricultura abriu uma investigação de corrupção a partir de alegações policiais de que a BRF, maior exportadora de frango do mundo, teria agido para fraudar protocolos de segurança alimentar, disse uma autoridade do ministério na quarta-feira.

    O processo de apuração de responsabilidade de pessoa jurídica, publicado no Diário Oficial da União em 17 de outubro, não cita nominalmente nenhuma empresa. A publicação ocorreu dois dias após a divulgação de um relatório da Polícia Federal alegando que pessoas do alto escalão da BRF supostamente adulteraram documentos e resultados de laboratórios para burlar normas de segurança alimentar e controles de qualidade.

    O funcionário do ministério, que pediu para não ser identificado, disse que a investigação diz respeito a empresas citadas na operação Trapaça da PF em março deste ano.

    A operação alegou que a BRF e o laboratório Mérieux NutriSciences Brasil conspiraram para enganar os controles oficiais.

    A assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura não comentou imediatamente. A BRF disse que não foi notificada da investigação do ministério e não poderia se pronunciar. A Mérieux negou as alegações de fraude e corrupção.

    A Polícia Federal alegou na ocasião que a BRF tentou controlar a disseminação de notícias de que a China havia encontrado traços da substância altamente tóxica dioxina nas importações de frango do Brasil em 2015, e agiu para impedir que o governo fizesse uma investigação aprofundada do caso.

    A PF também acusou a BRF de usar o antibiótico proibido Nitrofurazona e de divulgar erroneamente os níveis de outros antibióticos em seus processos industriais. A BRF disse que está cooperando com a investigação e suspendeu preventivamente todos os funcionários citados no relatório policial.

    As autoridades encontraram evidências de que a BRF ordenou o abate para consumo em 2016 de cerca de 26.000 aves infectadas com Salmonella Typhimurium, um patógeno nocivo aos seres humanos. A polícia também alega que a empresa forneceu informações falsas às autoridades para ocultar a decisão.

    A PF disse que carne desse lote foi vendida em pelo menos 10 Estados brasileiros e exportado para a Europa.

    A investigação relacionada às práticas das empresas de alimentos começou em março de 2017 com a operação 'Carne Fraca' e foi ampliada em março de 2018 com a 'Trapaça'.

    Não há ainda “prova inconteste” de qualquer irregularidade cometida por servidores públicos, disse a PF.

    Mas o Ministério da Agricultura disse que 22 servidores foram implicados na primeira parte da investigação, e que 19 se encontram suspensos do exercício da função pública e afastados por determinação judicial.

    Na semana passada, a polícia indiciou 43 pessoas ligadas à sua investigação criminal, incluindo um ex-diretor-executivo da BRF e um ex-presidente do conselho de administração. Agora, os procuradores precisam decidir se acusam as pessoas, pedem provas adicionais ou descartam as alegações da polícia.

    O caso interrompeu a produção e causou o fechamento temporário dos mercados de exportação para os fornecedores brasileiros de carne.

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    PF usa troca de mensagens para indiciar Abílio Diniz e Pedro Faria em operação Trapaça

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - No relatório final da operação Trapaça entregue nesta segunda-feira à Justiça Federal, a Polícia Federal usou a troca de mensagens por meio do aplicativo WhatsApp e acesso a emails para indiciar o empresário Abílio Diniz e o ex-presidente da empresa de alimentos BRF Pedro de Andrade Faria.

    Os executivos são suspeitos de terem cometido crimes de estelionato, contra a saúde pública, falsidade ideológica e organização criminosa, de acordo com o documento obtido pela Reuters. Ao todo, foram 43 indiciados na operação. Caberá ao Ministério Público Federal decidir se oferece denúncia com base nas conclusões da polícia, se pede novas diligências ou se arquiva a apuração, por não considerar haver provas para fazer uma acusação criminal contra os citados.

    No relatório de 404 páginas, o delegado da PF Maurício Moscardi Grillo afirma que a análise de arquivos durante a investigação, como conversas por mensagens de emails e WhatsApp, 'concluiu-se a prática das condutas delitivas não se restringia ao círculo das equipes técnica e gerencial das fábricas da BRF'.

    'Há, de fato, a participação do corpo diretivo da empresa na trama investigada, o qual tinha ciência de seu modus operandi, e que, não somente se omitiu em relação a fazer cessá-lo, mas, também, participou comissivamente dos atos de ocultação das fraudes, norteando sua execução', diz o relatório.

    'Destaca-se a participação ativa, em caso envolvendo a detecção de resíduo tóxico em carne de frango pelas autoridades chinesas (Dioxina), de Pedro de Andrade Faria (à época diretor-presidente global do grupo BRF), Abílio dos Santos Diniz (à época Presidente do Conselho da BRF) e José Carlos Reis de Magalhães Neto, sócio da Tarpon Investimentos', segundo o relatório.

    A operação Trapaça foi desencadeada pela PF em 5 de março de 2018, levando a prisão, na época, de Pedro Faria.

    Em um dos casos citados no relatório, a PF relata uma conversa por WhatsApp entre Pedro Faria, Abílio Diniz e José Carlos Reis de Magalhães Neto, sócio da Tarpon, de 12 de dezembro de 2014.

    Entre as mensagens citadas no relatório da PF, consta comunicação de Abilio com Faria e Magalhães Neto em que o executivo afirma que 'Não estou a par mas enquanto pudermos não alimentar mais é melhor. Mas temos ótimos assessores confio neles.'

    Para a PF, o contexto das conversas indica o conhecimento dos principais executivos da BRF sobre os problemas.

    'Abílio Diniz e Pedro Faria, pela posição hierárquica que ostentavam no quadro corporativo do grupo, possuíam plena capacidade de orientar os círculos sob sua subordinação a tomar as medidas técnicas e eficazes, em âmbito sanitário, para que se determinasse a causa-raiz da contaminação química dos produtos destinados ao consumo e a regularização do processo industrial.'

    O delegado anota que, contudo, o que ocorreu na conversa foi a 'lamentação' dos executivos do vazamento da informação, a interlocução com a então ministra da Agricultura, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), e a tomada de medidas com o objetivo de 'abafar' a disseminação de fatos descritos em matéria veiculada na imprensa nacional.

    Abílio Diniz foi presidente do conselho de administração da BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, e desde 2016 é membro do conselho de administração do grupo Carrefour.Em nota, a BRF afirmou que afastou preventivamente os funcionários citados no relatório da Polícia Federal 'até o esclarecimento dos fatos' e que vem mantendo conversas com as autoridades encarregadas das investigações, para 'colaborar com o esclarecimento dos fatos'.

    Tarpon, Magalhães Neto e Carrefour não comentaram o assunto. Procurada, a Península Participações, responsável pelos investimentos de Diniz, afirmou que o empresário 'não cometeu nenhuma irregularidade como presidente do conselho de administração da BRF'. Segundo a Península, 'não existem elementos que demonstrem irregularidades cometidas por Abilio Diniz'.

    (Com reportagem adicional de Gabriela Mello)

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    Tyson fecha acordo com Marfrig para compra da Keystone por US$2,5 bi, dizem fontes

    Por Tatiana Bautzer

    SÃO PAULO (Reuters) - A Tyson Foods fechou acordo com a Marfrig para comprar a unidade norte-americana Keystone do grupo brasileiro por 2,5 bilhões de dólares, disseram duas fontes com conhecimento do assunto nesta sexta-feira.

    O acordo foi assinado pelo acionista controlador da Marfrig, Marcos Molina, na noite de quinta-feira, acrescentaram as fontes.

    Questionadas, Marfrig e Tyson não comentaram o assunto.

    As ações da Marfrig despencavam após as notícias sobre a venda da unidade que produz alimentos para redes de lanchonetes e restaurantes. Às 13h13, as ações da Marfrig exibiam queda de 7,85 por cento, enquanto o Ibovespa caía 1,2 por cento.

    Analistas do Itaú BBA destacaram que a notícia é negativa para as ações, uma vez que o valor ficou abaixo daquele que vinha sendo aventado pela mídia como desejado pela Marfrig. 'Há uma grande diferença para o valor patrimonial entre uma venda de 2,5 bilhões e 3,0 bilhões de dólares', afirmaram os analistas em nota a clientes.

    'Com a venda em 2,5 bilhões de dólares, não vemos razão para mudar nossa recomendação 'underperform' para as ações, o que poderíamos estar inclinados a fazer se a venda chegasse aos 3 bilhões de dólares anteriormente esperados', afirmaram os analistas. 'Para mudar nossa opinião, precisaríamos ver uma forte geração de caixa e redução da dívida líquida nos próximos trimestres...mas não temos razão para assumir esse cenário, por enquanto.'

    Uma comitiva da Marfrig, incluindo Molina, estava em Nova York na quinta-feira tratando das discussões de um acordo para venda da Keystone. O vice-presidente financeiro da Marfrig, Eduardo Miron, disse na véspera que um acerto para a venda da unidade poderia 'acontecer a qualquer momento, nas próximas semanas no máximo', mas se recusou a informar com que grupo a empresa estava negociando.

    A Marfrig teve prejuízo líquido de 582 milhões de reais no segundo trimestre, acima do resultado negativo de 262 milhões sofrido um ano antes. O resultado foi pressionado por adesão da empresa a um programa de renegociação da dívida do Funrural, que impactou o balanço em 616 milhões de reais.

    Segundo os planos da empresa, os recursos da venda da Keystone serão usados para reduzir o endividamento da Marfrig. A meta da companhia é terminar 2018 com relação dívida líquida sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado para abaixo de 2,5 vezes. A Marfrig encerrou junho com alavancagem de 4,2 vezes.

    (Com reportagem adicional de Paula Arend Laier)

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    Marfrig tem prejuízo líquido de R$582 mi no 2º tri

    SÃO PAULO (Reuters) - A Marfrig teve prejuízo líquido de 582 milhões de reais no segundo trimestre, ante prejuízo de 262 milhões de reais no mesmo período do ano anterior, em um resultado impactado pela adesão da empresa ao programa de renegociação da dívida do Funrural, informou a companhia na noite de terça-feira.

    Sem considerar o impacto do Funrural, o prejuízo das operações continuadas do período foi de 175 milhões de reais, refletindo o impacto da alta do dólar sobre os juros da dívida e o alto patamar de despesa financeira, que a empresa espera reduzir após a finalização da venda da Keystone Foods, fornecedora norte-americana de frango para o MacDonald's.

    'O processo de venda da Keystone seguiu avançando e, após recebimento das ofertas vinculantes, encontra-se na fase de negociação', disse a empresa no comunicado de divulgação do resultado, sem fornecer mais detalhes sobre as negociações.

    A empresa informou que foram inscritos débitos de cerca de 1,1 bilhão de reais relacionados ao Funrural, sendo que o impacto final registrado na linha de outras receitas e despesas foi de 616 milhões de reais.

    No início de junho a empresa informou a conclusão da aquisição do controle da processadora de carne norte-americana National Beef, apresentando assim dados proforma para o segundo trimestre, além dos números das operações continuadas. Na base proforma, o prejuízo foi de 451 milhões no período.

    De abril a junho, a receita líquida proforma da Marfrig somou 9,9 bilhões de reais, um avanço de 21 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento foi impulsionado por um maior volume de vendas e pela valorização do dólar frente ao real, que compensou a queda no preço médio de vendas.

    O custo dos produtos vendidos proforma no período subiu 16 por cento em relação ao segundo trimestre do ano passado, para 8,6 bilhões de reais.

    O desempenho operacional das operações continuadas da Marfrig no segundo trimestre medido por lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de 461 milhões de reais entre abril e junho, alta de 199 por cento em relação ao Ebitda ajustado de 154 milhões de reais no mesmo período do ano passado.

    Já o Ebitda ajustado proforma somou 918 milhões de reais, uma alta de 87 por cento na comparação anual, com margem de 9,2 por cento.

    A dívida líquida da Marfrig no segundo trimestre somou 16,27 bilhões de reais, abaixo do endividamento líquido de 22,52 bilhões de reais um ano antes. O nível de alavancagem medido pela dívida líquida sobre o Ebitda ajustado proforma encerrou o semestre em 4,2 vezes.

    O fluxo de caixa livre das operações continuadas da Marfrig ficou negativo em 4,225 bilhões de reais no segundo trimestre, sendo que excluindo o valor da aquisição do controle da National Beef, o fluxo de caixa ficou negativo em 568 milhões de reais no período.

    (Por Flavia Bohone)

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    JBS reverte resultado e fecha 2ºtri com prejuízo impactada por câmbio

    SÃO PAULO (Reuters) - O grupo de alimentos JBS fechou o segundo trimestre com prejuízo consolidado de cerca de 827 milhões de reais, revertendo resultado positivo de um ano antes em meio a impacto bilionário de variação cambial sobre o resultado financeiro da companhia.

    Na controladora do grupo, o prejuízo do trimestre somou 911 milhões de reais. A companhia afirmou que retirando o impacto cambial, teve um lucro líquido de 3 bilhões de reais de abril a junho. Segundo o balanço da JBS, a despesa financeira líquida no segundo trimestre foi de 4,7 bilhões de reais.

    O grupo, maior processador de carne bovina do mundo, apurou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 4,24 bilhões de reais entre abril e junho, aumento de 12,8 por cento na comparação anual.

    A melhora operacional foi puxada por unidades de carne bovina nos Estados Unidos e no Brasil, enquanto na área de produtos processados Seara o Ebitda despencou 36,3 por cento de um ano para o outro, para 226,7 milhões de reais. Outro peso sobre o resultado operacional foi a norte-americana Pilgrim's Pride, que teve queda de 37 por cento no Ebitda do período.

    A JBS afirmou que a Seara registrou um impacto de 113 milhões de reais, decorrente da greve dos caminhoneiros, que gerou 'descartes e menor produtividade do plantel de animais, bem como aumento de custos industriais e logísticos'. Além disso, a unidade teve queda de 19 por cento nas exportações, também afetada pelo fechamento do mercado russo para carne suína do Brasil.

    A JBS afirmou que espera que o preço do milho continue elevado nos próximos meses, 'indicando assim uma necessidade de novos ajustes nos preços de venda'. O comentário é semelhante ao divulgado pela rival BRF, que na semana passada afirmou que manterá política de 'adequação de preços' de processados no terceiro trimestre.

    A companhia terminou junho com liquidez de 20,3 bilhões de reais, cinco vezes acima do endividamento de curto prazo. A dívida líquida somou 50,45 bilhões de reais, praticamente no mesmo nível de um ano antes. Mas a relação da dívida líquida sobre o Ebitda da companhia recuou de 4,16 para 3,47 vezes em reais. Em dólares, a relação passou de 4,07 para 2,98 vezes.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Prejuízo líquido da BRF salta para R$1,574 bi no 2º tri

    SÃO PAULO (Reuters) - A BRF registrou um prejuízo líquido de 1,574 bilhão de reais no segundo trimestre, ante prejuízo de 166 milhões de reais no mesmo período do ano passado, em meio a fortes perdas com operações da Polícia Federal envolvendo a empresa e a greve dos caminhoneiros.

    O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ficou negativo em 289 milhões de reais, ante resultado positivo de 575 milhões de reais no mesmo período do ano anterior.

    Esse resultado contabiliza impacto negativo de 288 milhões de reais com as operações Carne Fraca e Trapaça da PF, decorrente de gastos com advogados, devolução de produtos e outros efeitos. Já a greve dos caminhoneiros no final de maio gerou perdas diretas de 75 milhões de reais com gastos logísticos adicionais, aumento da ociosidade e perda de estoques.

    Desconsiderando itens extraordinários, o Ebitda ajustado recuou 47,1 por cento na comparação anual, para 373 milhões de reais, com margem Ebitda ajustado de 4,6 por cento ante 8,8 por cento no mesmo período de 2017. A diminuição no Ebitda ajustado refletiu a queda na margem bruta devido ao aumento dos preços dos grãos e maiores despesas gerais e administrativas, disse a empresa.

    O lucro bruto caiu 55,4 por cento para 661 milhões de reais, com recuo de 10,4 pontos percentuais na margem bruta para 8,1 por cento.

    A maior processadora de carne frango do país disse que o segundo trimestre foi marcado pela continuidade do aumento dos preços dos grãos, que deve gerar impactos mais evidentes no custo da ração animal a partir do terceiro trimestre. 'Dito isso, a carne de frango brasileira perde competitividade no cenário de frango global.'

    A receita líquida consolidada totalizou 8,2 bilhões de reais, aumento de 1,9 por cento na comparação anual, devido ao aumento de 4 por cento nos volumes comercializados, principalmente no Brasil e no mercado Halal, mas com queda de 2 por cento no preço médio no período.

    A melhor performance comercial no Brasil, decorrente do crescimento no volume de 8,6 por cento ano a ano, e a contínua recuperação de preços em dólar no mercado Halal compensaram o desempenho mais fraco do mercado internacional, dadas as restrições do mercado europeu à BRF, o mercado russo ainda fechado para a indústria brasileira e as tarifas antidumping aplicadas temporariamente pela China, disse a empresa.

    O resultado financeiro também piorou, ficando negativo em 792 milhões de reais, ante 695 milhões de reais negativos no mesmo período do ano passado.

    A BRF encerrou o trimestre com dívida líquida de 15,696 bilhões de reais, alta de 1,7 bilhão de reais ante a dívida ao término do primeiro trimestre.

    A alavancagem medida pela relação dívida líquida e Ebitda ajustado subiu para 5,69 vezes, ante 4,44 vezes no trimestre imediatamente anterior e 4,79 vezes no segundo trimestre de 2017. A empresa, contudo, reforçou que busca reduzir esse índice para 4,35 vezes ao final de 2018 e para 3 vezes ao final de 2019.

    (Por Raquel Stenzel)

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    Ambev vende mais durante a Copa e lucro ajustado sobe a R$2,35 bi no 2º tri

    SÃO PAULO (Reuters) - A Ambev teve lucro líquido ajustado de 2,35 bilhões de reais no segundo trimestre, alta de 9,7 por cento ante mesmo período de 2017, puxado por aumento de dois dígitos na receita líquida, com maiores vendas de cerveja durante a Copa do Mundo.

    Sem ajuste, o lucro foi 2,424 bilhões de reais, alta de 14,1 por cento, disse a gigante de bebidas nesta quinta-feira.

    O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu 15 por cento, para 4,53 bilhões de reais, com margem Ebitda de 39,4 por cento, alta de 1,8 ponto percentual sobre um ano antes.

    A receita líquida cresceu 12,1 por cento em doze meses para 11,5 bilhões de reais, com avanço de 2,6 por cento no volume vendido e de 8,6 por cento na receita líquida por hectolitro (ROL/hl). No Brasil, o crescimento da receita foi de 9,3 por cento, com o volume crescendo 1,5 por cento e a receita por hectolitro avançando 7,7 por cento.

    Com exceção do Canadá, com queda de 2 por cento na receita líquida, a Ambev registrou aumento na receita em todas as regiões onde a empresa atua. Na América Central e Caribe a receita líquida subiu 16,2 por cento, enquanto na América Latina Sul o avanço foi de 25,6 por cento.

    No Brasil, as vendas de cervejas voltaram a crescer, depois de um início de ano fraco. 'Apesar da greve dos caminhoneiros, conseguimos entregar um aumento de 1,7 por cento do volume, em parte suportado pela Copa do Mundo da Fifa 2018', disse a Ambev.

    As vendas de bebidas não alcoólicas no país subiram 1 por cento no trimestre, com avanço de 9,2 por cento no receita por hectolitro, e expansão de 10,2 por cento na receita líquida.

    A empresa disse que continua confiante em relação as operações no Brasil, embora o cenário no país ainda seja 'desafiador e volátil'.

    O custo dos produtos vendidos pela Ambev em todos os seus mercados subiu 8,4 por cento no trimestre, impactado pela inflação na Argentina e preços mais elevados das commodities, parcialmente compensados por um câmbio mais favorável no Brasil e em outros países do sul da América Latina.

    A Copa do Mundo também foi em grande parte responsável pelo aumento das despesas com vendas, gerais e administrativas, que avançaram 11,3 por cento, devido à concentração das despesas de marketing relacionadas ao evento esportivo.

    O resultado financeiro líquido ficou negativo em 1,05 bilhão de reais, 50 por cento maior do que um ano antes, devido a maiores perdas com instrumentos derivativos e não derivativos.

    O fluxo de caixa operacional subiu 45,6 por cento para 3,52 bilhões de reais no segundo trimestre, com investimentos de 805 milhões de reais, alta de 7,2 por cento.

    A empresa fechou junho com posição líquida de caixa de 5,77 bilhões de reais e dívida consolidada de 4,86 bilhões de reais.

    (Por Raquel Stenzel)

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    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

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