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    Fundo Amazônia não está parado nem sob risco, diz presidente do BNDES

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, afirmou nesta sexta-feira que o Fundo Amazônia não está parado e não corre risco de acabar após a polêmica sobre a mudança em seus critérios.

    Segundo Levy, até julho a nova estrutura do fundo deve estar definida. O Fundo Amazônia tem 1,3 bilhão de reais em recursos, fruto de doações de empresas e países --entre os quais Noruega e Alemanha, principalmente.

    Os recursos são repassados a entidades, tanto organizações não-governamentais (ONGs) quanto governamentais, pelo BNDES, para uso em ações de combate do desmatamento na região amazônica

    “Não vejo risco do Fundo Amazônia acabar”, disse Levy após participar de almoço promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes.

    No mês passado, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, deu entrevista coletiva em São Paulo na qual defendeu a revisão dos critérios de contratação de entidades a serem beneficiadas pelo Fundo Amazônia, citando irregularidades no uso e na liberação dos recursos, executados pelo BNDES, principalmente para ONGs.

    A discussão sobre a mudança no fundo resultou no afastamento da chefe do departamento responsável pela gestão do Fundo Amazônia e do superintendente que também lidava com a gestão dos recursos. As saídas geraram reação entre funcionários do banco de fomento.

    Os planos de Salles de revisar os critérios do fundo também enfrentaram resistência de Noruega e Alemanha, principais contribuidores.

    “Não vejo como o governo fazer qualquer coisa que não seja conversada com os doadores do fundo”, disse Levy aos jornalistas. 'Os embaixadores estiveram em Brasília com ministros e está havendo troca de impressões e ideias... pode ser bom, mas não quer dizer que não pode ser melhorado', acrescentou.

    Uma das propostas do Ministério do Meio Ambiente que vem gerando críticas de ONGs e ambientalistas foi a de usar os recursos do Fundo Amazônia para indenizar a desapropriação de terras na região amazônica.

    Especula-se que, diante da polêmica, os projetos do fundo estejam parados, mas Levy garantiu que 'eles continuam sendo executados, em vida normal', mas buscando melhora nos processos.

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    Desmatamento acelera em 5 meses de governo Bolsonaro e atinge maior velocidade em uma década

    Por Anthony Boadle e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Dados preliminares do Deter, o sistema de satélites que monitoram o desmatamento no país, mostram que o desflorestamento na Amazônia acelerou neste mês de maio, atingindo a maior velocidade em uma década, o que pode significar um aumento na atividade de madeireiros ilegais na região, encorajados pela decisão do governo do presidente Jair Bolsonaro de afrouxar as medidas de proteção ambiental brasileiras.

    De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Deter detectou o desmatamento de 739 quilômetros quadrados em maio, mês em que a ação dos desmatadores sempre cresce por ser o primeiro ao fim da estação de chuvas na região.

    No ano passado, o desmatamento já tinha alcançado 550 quilômetros quadrados, e os dados deste ano são duas vezes maiores do que em 2017.

    “O desmatamento está esquentando e se se mantiver essa curva ascendente vai ser um ano ruim”, disse Cláudio Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e demais biomas do Inpe. “Vai depender de quanta fiscalização vai ter nos próximos dois meses críticos.'

    E essa é a principal questão, de acordo com os ambientalistas, depois de cinco meses de um governo que praticamente desmanchou instituições de proteção ao meio ambiente construídas ao longo de décadas, descartou preocupações sobre mudanças climáticas da sua agenda e mostra pouco interesse em aplicar as leis ambientais.

    Desde o início do governo, mudanças tem sido feitas para retirar poder dos órgãos públicos que controlam as questões ambientais. O Ibama, que já vinha sofrendo com a falta de recursos nos últimos anos, perdeu poder e o Serviço Florestal Brasileiro, que tem como principal atribuição hoje o Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro eletrônico obrigatório para os proprietários de imóveis rurais e a gestão de reservas naturais, saiu do Ministério do Meio Ambiente para o Ministério da Agricultura.

    Márcio Astrini, coordenador de políticas públicas do Greenpeace Brasil, diz que o atual governo é “anti-meio-ambiente”, ainda não apresentou um plano para evitar o desmatamento e quer, na verdade, reduzir as áreas protegidas.

    'Nunca ouvi o presidente ou o ministro de meio ambiente criticar criminoso ambiental', disse Astrini. 'Até hoje o governo não apresentou nenhum plano de combate ao desmatamento.'

    'Com Bolsonaro, quem destrói as florestas não é incomodado. Já quem as protege, está sendo ameaçado.'

    'VAMOS AGREGAR'

    O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, um cético em relação ao aquecimento global, irritou Noruega e Alemanha, que basicamente financiam sozinhos o bilionário Fundo Amazônia de conservação da floresta, ao sugerir que os recursos sejam usados para compensar fazendeiros que tenham suas terras expropriadas em áreas protegidas.

    O ministro, ex-secretário do Meio Ambiente em São Paulo, é apontado por ambientalistas como o principal operador do desmonte das leis ambientais no país.

    Em entrevista à Reuters, Salles afirmou que o governo mantém seu compromisso em defesa das florestas.

    “Nós não vamos tirar nada, vamos agregar”, afirmou, negando que esteja planejando trocar o monitoramento do desmatamento feito pelo Inpe por empresas privadas. Recentemente, ao ter conhecimento dos números que apontam o crescimento do desmatamento, Salles chegou a dizer que os números teriam sido manipulados.

    “Ao Inpe vai se somar a parceria do Ibama com o Map Biomas e também com a Embrapa Territorial. E tudo isso se complementa com as imagens de alta resolução em tempo real para fins de fiscalização. Vamos abrir uma licitação para contratar essas imagens para orientar a fiscalização”, afirmou. “Queremos um sistema que possa ter imagens em tempo real para orientar melhor as ações de fiscalização para que elas possam ser mais efetivas.”

    Salles nega ainda que tenha críticas ao Inpe. Mas defende que para que as fiscalizações sejam mais precisas é necessário informações mais rápidas. Ele lembra que o Deter só consegue ter imagens a cada 20 dias e o Map Biomas, que será lançado na próxima sexta, a cada 10 dias.

    Os dados preliminares do Deter que mostram o aumento do desmatamento precisam ser confirmados ao final deste ano pelos dados do Prodes, mais acurados. Mas os ambientalistas temem o pior.

    Imagens de satélite dos 12 meses anteriores a julho de 2018 mostram que 7.900 quilômetros quadrados de floresta amazônica foram desmatados, o equivalente a mais da metade do território da Jamaica.

    Ainda assim, o desmatamento se mantém bem abaixo dos números do início da década de 2000, antes do Brasil investir em uma estratégia duradoura de combate ao desmatamento. Em 2004 apenas, mais de 27 mil quilômetros quadrados foram devastados. Em 2012, o país teve o menor índice de desmatamento, 4.656 quilômetros quadrados entre agosto de 2011 e julho de 2012. A partir daí, os números voltaram a crescer.

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    Revisão de critérios do Fundo Amazônia incomoda Noruega e Alemanha, dizem fontes

    Por Anthony Boadle

    (Reuters) - O governo do presidente Jair Bolsonaro se deparou com a resistência de Noruega e Alemanha, os dois principais doadores do Fundo Amazônia, em relação aos planos de mudar a gestão do fundo bilionário destinado a reduzir o desmatamento, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

    Caso o governo modifique unilateralmente o modelo de gestão do fundo de desenvolvimento sustentável, a medida poderia levar as duas nações europeias a interromper as doações ou até mesmo a resgatar fundos que não foram utilizados, segundo as fontes, que pediram anonimato devido à sensibilidade do assunto.

    O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que é cético quanto às mudanças climáticas, criticou há duas semanas a administração do fundo devido a supostas irregularidades no uso e na liberação dos recursos para ONGs, solicitando a revisão dos critérios de contratação de entidades a serem beneficiadas pelo Fundo Amazônia. Salles suspendeu todas as operações do fundo.

    A Noruega e a Alemanha reagiram, alegando que estão satisfeitas com a administração feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do fundo de 1,28 bilhão de dólares, e pediram ao ministro que entregasse suas propostas de alterações por escrito.

    'Até a tarde de quinta-feira, não havíamos recebido nenhuma proposta escrita ou relatório de inspeção por parte do BNDES', disse uma porta-voz da embaixada alemã em Brasília à Reuters.

    O Ministério do Meio Ambiente não respondeu de imediato a pedidos por comentários.

    A Noruega doou 1,2 bilhão de dólares e a Alemanha contribuiu com 68 milhões de dólares, além de um investimento previsto de 100 milhões para o fundo, o qual recebe doações anuais de acordo com o desempenho do Brasil em reduzir o desmatamento.

    O desacordo sobre a governança suspendeu dois projetos selecionados no ano passado, um para recuperar a cobertura vegetal na Amazônia e outro para melhorar o acesso ao mercado de produtos florestais das comunidades locais.

    Para os doadores, o aspecto mais preocupante é um plano de Salles para mudar a composição do comitê orientador do fundo, composto por 24 integrantes, que seleciona quais projetos serão financiados.

    Salles deseja reduzir o papel da sociedade civil e remover a representatividade indígena, o que seria inaceitável para os doadores, segundo uma das fontes.

    Ambientalistas brasileiros disseram que as mudanças fazem parte do projeto político do governo no que diz respeito a direcionar recursos para fazendeiros e abrandar as proteções do meio ambiente.

    Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, uma rede de ONGs que discutem as mudanças climáticas, disse que o fundo foi cuidadosamente estruturado sob a gestão do BNDES, quando criado em 2018 para prevenir manipulação política.

    'A tentativa de passar a influenciar as decisões do fundo e ter controle sobre as instâncias de governança, em especial o comitê orientador do fundo, visa excluir a sociedade civil para que seja muito mais difícil ter acesso aos recursos', disse Rittl.

    'Faz parte de uma agenda, que é maior e que se traduz em um ataque constante ao meio ambiente e um ataque frequente a aqueles que cuidam do meio ambiente', acrescentou.

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    Associação de funcionários do BNDES critica afastamento de diretora de Fundo Amazônia

    SÃO PAULO (Reuters) - A Associação dos Funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (AFBNDES) rechaçou nesta segunda-feira a justificativa usada pelo banco para afastar a chefe do departamento responsável pela gestão do Fundo Amazônia, Daniela Baccas, alegando que o motivo encobre o que chamou de 'ingerência do Ministério do Meio Ambiente' no BNDES.

    No sábado, o banco de fomento afastou Daniela após o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defender na sexta-feira uma revisão nos critérios de contratação de entidades a serem beneficiadas pelo Fundo Amazônia, citando irregularidades no uso e na liberação dos recursos, executados pelo BNDES.

    'A nota pública divulgada pelo banco para justificar a medida é extremamente insatisfatória e funciona como uma racionalização precária para o que de fato é uma ingerência do Ministério do Meio Ambiente no BNDES', afirmou a associação em nota.

    O Fundo Amazônia, que gere 1,3 bilhão de reais, reúne doações de empresas e países --entre os quais Noruega e Alemanha, principalmente. Os recursos são repassados a entidades, tanto organizações não-governamentais (ONGs) quanto governamentais, pelo BNDES, para uso em ações de combate do desmatamento na região amazônica.

    Ainda segundo a nota da associação, o Fundo Amazônia é um dos mecanismos financeiros com maior controle no país, passando por duas auditorias independentes anualmente nas áreas financeiras e de compliance.

    Adicionalmente, a AFBNDES cita avaliações realizadas recentemente pela embaixada da Noruega e pelo banco de desenvolvimento da Alemanha que demonstraram resultados positivos sobre o Fundo, e também auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2018, que não indicou qualquer tipo de irregularidade.

    'O BNDES destitui uma funcionária exemplar de suas funções com base em um blefe do ministro do Meio Ambiente', afirmou a entidade, alegando que as acusações de Salles são 'vagas e superficiais'.

    'O comportamento truculento e persecutório de Ricardo Salles era também de conhecimento da diretoria do BNDES, uma vez que, em mais de uma oportunidade, aproveitou visitas ao banco para tentar intimidar empregados do BNDES a fornecer informações sem respeito a qualquer protocolo administrativo', afirmou a AFBNDES.

    Um protesto foi convocado para a tarde desta segunda-feira na sede do banco no Rio de Janeiro em 'defesa do BNDES, do desenvolvimento, da democracia e pela recondução de Daniela Baccas a chefia do departamento de Meio Ambiente'.

    (Por Laís Martins)

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    Salles defende revisão de critérios do Fundo Amazônia, cita irregularidades

    Por Laís Martins

    SÃO PAULO (Reuters) - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu nesta sexta-feira a revisão dos critérios de contratação de entidades a serem beneficiadas pelo Fundo Amazônia, citando irregularidades no uso e na liberação dos recursos, executados pelo BNDES, principalmente para ONGs.

    Enquanto isso, ele sugeriu, ao apresentar análise dos contratos do fundo, que novos acordos para repasses sejam suspensos temporariamente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    O Fundo Amazônia, que gere 1,3 bilhão de reais, reúne doações de empresas e países --entre os quais Noruega e Alemanha, principalmente.

    Os recursos são repassados a entidades, tanto organizações não-governamentais (ONGs) quanto governamentais, pelo BNDES, para uso em ações de combate do desmatamento na região amazônica.

    Salles afirmou que 82% dos contratos analisados foram feitos sem processo licitatório, os chamados “contratos de balcão”. O levantamento levou em consideração alguns contratos desde 2013.

    'Verificamos também muitas operações de crédito, ou seja, liberação de parcelas do Fundo Amazônia sem a respectiva prestação de contas, quer seja da parcela recém-liberada ou de parcelas anteriores', disse Salles a jornalistas em São Paulo, citando obrigações dos contratos que não foram cumpridas.

    A análise realizada pelo ministério ocorre em meio a críticas de organismos e governos estrangeiros sobre a política ambiental do governo Jair Bolsonaro, que defende flexibilização na liberação de licenças ambientais e outros temas que geram desconforto junto a ambientalistas.[nL2N22Q1U6]

    O ministro deixou claro que a gestão, execução e liberação de recursos do Fundo Amazônia é responsabilidade do BNDES, acrescentando que o ministério participa apenas da definição das diretrizes e critérios usados para conceder os contratos.

    Dessa forma, ele disse que o ministério recomenda que não sejam feitos novos acordos para destinação de recursos, por ora, paralisando as operações do fundo.

    Segundo Salles, o trabalho identificou a 'necessidade de alterar e melhorar a governança pela qual são realizadas as contratações e escolhas dos projetos do Fundo Amazônia', afirmando que isso foi tratado em reunião com a presidência do BNDES na quinta-feira.

    'Entendemos que há destinações importantes a serem dadas aos recursos do Fundo Amazônia, mas que há uma desconexão, uma falta de estratégia na escolha desses diferentes projetos', completou.

    Entre outros aspectos identificados como irregularidades pela pasta, Salles citou alta destinação dos recursos para remuneração de profissionais, num volume médio de 40% e 60%, e ausência de relatórios de acompanhamento.

    Ele foi categórico em afirmar que, de todos os contratos com ONGs analisados pelo ministério, 100% apresentaram problemas.

    Salles disse também ter conversado com algumas entidades e chegado ao entendimento de que é possível fazer mais com menos recursos, sugerindo que poderá haver cortes nos repasses.

    O ministério recebeu os contratos do BNDES por intermédio da Controladoria-Geral da União, que fez o requerimento.

    Salles deixou claro, no entanto, que o procedimento do ministério não se trata de uma auditoria.

    Em nota, o Observatório do Clima condenou as declarações do ministro, acrescentando que ele já foi desmentido pela Controladoria-Geral da União e que outras auditorias mostraram que não há irregularidades no fundo.

    'As regras rígidas do Fundo Amazônia foram criadas pelo BNDES para dar segurança aos doadores de que não haveria ingerência política no fundo, que é justamente o que o ministro planeja fazer ao propor mudar suas regras para controlá-lo e abrir os projetos à iniciativa privada', afirmou a organização.

    'O conjunto de ilações feitas por Salles e seu ataque a mais uma instituição ambiental alimenta a desconfiança nos doadores e o resultado pode ser o fim dos repasses ao Brasil.'

    A embaixada da Noruega no Brasil declarou em nota que não recebeu proposta das autoridades brasileiras para mudanças de governança ou financiamento ao Fundo, ressaltando que o país nórdico, um dos principais financiadores do programa, está satisfeito com os resultados obtidos.

    'A Noruega está satisfeita com a robusta estrutura de governança do Fundo Amazônia e os significativos resultados que as entidades apoiadas pelo Fundo alcançaram nos últimos 10 anos', disse a embaixada. 'Não recebemos nenhuma proposta das autoridades brasileiras para alterar a estrutura de governança ou os critérios de alocação de recursos do Fundo.'

    DESMATAMENTO

    Questionado sobre dados que apontam que o Fundo Amazônia, ativo desde 2008, teria contribuído para reduzir o desmatamento na região, Salles disse inicialmente que é “mera interpretação” e que faltam dados e indicadores para mensurar o impacto das atividades do fundo, mas depois admitiu que os recursos ajudaram em “certo ponto”.

    O financiamento anual está atrelado ao sucesso de o Brasil em reduzir o desmatamento da Amazônia no ano anterior.

    Em dezembro de 2018, quando o fundo completou dez anos, a Noruega pagou ao Brasil 70 milhões de dólares por ter reduzido o desmatamento em 2017.

    Os próximos passos, segundo Salles, incluem o encaminhamento do relatório produzido pelo MMA à CGU e ao TCU e também a proposição de medidas de alteração da governança e forma de funcionamento do Fundo, para que as “desfuncionalidades na maneira de operar o Fundo não se repitam”.

    Procurado, o BNDES não comentou o assunto imediatamente.

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    Bolsonaro exonera coordenador 'militante' do Fórum de Mudanças Climáticas

    Por Jake Spring

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro exonerou o coordenador-geral do Fórum de Mudanças Climáticas, Alfredo Sirkis, depois do organismo ter trabalhado para contornar o posicionamento ambíguo do governo em relação às mudanças climáticas.

    O fórum foi criado pelo ex-presidente Michel Temer, em parceria com organizações da sociedade civil, com o objetivo de formular o plano do país para atender aos compromissos assumidos sob o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas.

    Sirkis, ex-deputado que se diz “ambientalista militante”, é um dos fundadores do Partido Verde. Na juventude, ele aderiu à luta armada contra a ditadura militar.

    À Reuters, Sirkis disse que a medida é um resultado provável da iniciativa do fórum de organizar 12 Estados brasileiros para a criação de um conselho sobre mudanças climáticas, que atuaria de modo independente do governo federal.

    Ele reconheceu, contudo, que podem haver muitos outros motivos, uma vez que suas convicções sobre as mudanças climáticas estão em desalinho com o novo governo.

    “Para mim não foi absolutamente nenhuma surpresa”, disse ele. “Porque eu sou um ambientalista militante há mais de 30 anos... Eu também estou envolvido politicamente com a luta ambiental.”

    A exoneração dele foi publicada no Diário Oficial da União. Oswaldo dos Santos Lucon, assessor da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, foi nomeado para coordenar o fórum.

    Sirkis está entre os muitos ativistas e ex-integrantes do governo que têm criticado Bolsonaro pelo que consideram posicionamentos contrários ao meio ambiente.

    O governo rebaixou a importância das mudanças climáticas dentro do Ministério do Meio Ambiente, de onde também retirou a política nacional de recursos hídricos e o serviço de proteção das florestas.

    Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, têm expressado dúvidas sobre a participação humana nas mudanças climáticas, embora o Brasil tenha mantido sua adesão ao Acordo de Paris.

    Sirkis disse ter conhecimento de que sua exoneração foi feita a pedido de Salles. O ministro, por sua vez, disse não ter nada contra Sirkis.

    “Para poder colocar o Lucon tinha que ser no lugar do Sirkis... nada pessoal contra ele”, disse o ministro à Reuters, sem dar mais detalhes.  O Palácio do Planalto não quis comentar.

    Salles tem negado que o governo esteja enfraquecendo as proteções ambientais, afirmando que a reestruturação do ministério tem como objetivo tornar as regulamentações mais eficientes e efetivas.

    Lucon disse que vai continuar no trabalho como assessor para mudanças climáticas do governo de São Paulo, ao mesmo tempo em que coordenará o fórum.

    'O que posso dizer é que confio nas evidências científicas, nas instituições e na necessidade de esforços conjuntos para o cumprimento dos acordos multilaterais dos quais o Brasil faz parte', disse Lucon.

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    Crescimento econômico e mudança climática ameaçam 1 milhão de espécies, alertam cientistas

    Por Gus Trompiz

    PARIS (Reuters) - A busca incansável pelo crescimento econômico, somada ao impacto da mudança climática, colocou o número recorde de 1 milhão de espécies em risco de extinção, disseram cientistas nesta segunda-feira em um relatório histórico sobre o dano causado pela civilização moderna no mundo natural.

    Só uma transformação abrangente do sistema econômico e financeiro global poderia tirar ecossistemas que são vitais para o futuro das comunidades humanas de todo o mundo da beira do colapso, concluiu o relatório, que foi endossado por 130 países, incluindo Estados Unidos, Rússia e China.

    'A teia da vida na Terra, essencial e interconectada, está se tornando menor e cada vez mais esgarçada', disse o professor Josef Settele, coautor do estudo publicado em Paris nesta segunda-feira pela Plataforma Intergovernamental de Política Científica para os Serviços de Biodiversidade e Ecossistemas (Ipbes).

    'Esta perda é um resultado direto da atividade humana, e constitui uma ameaça direta ao bem-estar humano em todas as regiões do mundo'.

    Organizado por 145 autores especializados de 50 países, o estudo é o fundamento de uma compilação de pesquisas emergente que indica que o mundo pode ter que adotar um novo modelo econômico 'pós-crescimento' se quiser evitar os riscos existenciais resultantes das consequências mutuamente influenciadoras da poluição, da destruição de habitats e das emissões de carbono.

    Conhecido como Levantamento Global, o relatório revelou que até 1 milhão das estimadas 8 milhões de espécies de plantas, insetos e animais da Terra correm risco de extinção, muitas em questão de décadas.

    Os autores identificaram a agricultura e a pesca industriais como grandes catalisadoras -- o ritmo atual de extinção de espécies é entre dezenas e centenas de vezes maior do que a média dos últimos 10 milhões de anos.

    A mudança climática causada pela queima de carvão, petróleo e gás produzidos pela indústria de combustíveis fósseis está exacerbando estas perdas, disse o relatório.

    Robert Watson, cientistas ambientalista britânico que preside a IPBES, disse que seria possível começar a conservar, restaurar e usar a sustentabilidade da natureza se as sociedades estivessem preparadas para confrontar 'interesses escusos' comprometidos com a preservação do status quo.

    'O relatório também nos diz que não é tarde demais para fazer a diferença, mas só se começarmos agora em todos os níveis, do local ao global', explicou Watson em um comunicado.

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    Estudantes fazem greve global contra mudança climática

    Por Charlotte Greenfield e Tom Westbrook

    SYDNEY/LONDRES (Reuters) - Milhares de estudantes de vários países abandonaram as aulas, nesta sexta-feira, para participar de uma greve global contra a falta de ação dos governos diante da mudança climática.

    'A mudança climática é pior que Voldemort', dizia um cartaz feito à mão de um estudante de Wellington, na Nova Zelândia, referindo-se ao bruxo maligno dos livros e filmes imensamente populares da franquia 'Harry Potter'.

    'Os oceanos estão se elevando, nós também', dizia outro em Sydney.

    Protestos estudantis em capitais e cidades de Wellington a Melbourne e Sydney atraíam dezenas de milhares de pessoas. Na Europa, estudantes lotaram ruas e praças em Londres, Copenhague, Roma, Viena, Zurique e Lisboa.

    Também houve protestos no Rio de Janeiro e em São Paulo, e há manifestações previstas ainda para diversas cidades dos Estados Unidos.

    O movimento grevista estudantil mundial começou em agosto de 2018, quando a ativista climática sueca Greta Thunberg, de 16 anos, começou a protestar diante de seu Parlamento em dias de aula -- desde então ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

    'Se não fizermos algo, são nossas vidas que serão afetadas, não as de políticos de 60 anos', disse Callum Frith, estudante de 15 anos de Sydney que protestava de uniforme. 'Precisamos de ação'.

    Em Bangcoc, a capital tailandesa, cerca de 60 alunos protestaram diante da sede do governo erguendo cartazes de papelão em uma campanha contra o plástico. A Tailândia é um dos países que mais poluem os mares com esse material.

    'Como jovens que herdarão a terra, nós nos reunimos aqui para exigir que o governo trabalhe conosco para resolver estes problemas', disse Thiti Usanakul, de 17 anos, do grupo Grin Green International, liderado por estudantes.

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    Poluição do ar mata mais pessoas do que o tabaco, dizem cientistas

    Por Amber Milne

    LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - A poluição do ar está matando mais pessoas anualmente do que o tabaco, segundo uma pesquisa publicada nesta terça-feira que pediu ações urgentes para acabar com a queima de combustíveis fósseis.

    Pesquisadores da Alemanha e do Chipre estimaram que a poluição do ar causou 8,8 milhões de mortes em 2015 -- quase o dobro das 4,5 milhões estimadas anteriormente.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o tabaco mata cerca de 7 milhões de pessoas em todo o mundo anualmente.

    Os pesquisadores descobriram que na Europa --foco principal da pesquisa da Sociedade Europeia de Cardiologia-- a poluição do ar provocou estimadas 790 mil mortes, entre 40 e 80 por cento delas por doenças cardiovasculares, como infartos e derrames.

    'Como a maior parte da matéria particulada e outros poluentes do ar na Europa vêm da queima de combustíveis fósseis, precisamos migrar para outras fontes de geração de energia urgentemente', disse o professor e coautor Jos Lelieveld, do Instituto de Química Max-Plank de Mainz e do Instituto Nicosia de Chipre.

    'Quando usamos energia limpa e renovável, não estamos só cumprindo o Acordo de Paris para mitigar os efeitos da mudança climática, também poderíamos diminuir as taxas de mortalidade ligadas à poluição do ar na Europa em até 55 por cento'.

    O estudo, publicado no periódico científico European Heart Journal, se concentrou no ozônio e nas menores partículas poluentes, conhecidas como PM2,5, que são especialmente danosas à saúde, já que conseguem penetrar os pulmões e podem até chegar à corrente sanguínea.

    Os pesquisadores disseram que novos dados indicam que o impacto negativo das PM2,5 à saúde --a principal causa de doenças respiratórias e cardiovasculares-- é muito pior do que se pensava antes.

    Eles pediram uma redução do limite máximo de PM2,5 na União Europeia, que atualmente é de 25 microgramas por metro cúbico, 2,5 vezes maior do que a diretriz da OMS.

    'Na Europa o valor permitido máximo... é alto demais', disseram Lelieveld e o professor e coautor Thomas Munzel, do Departamento de Cardiologia do Centro Médico da Universidade de Mainz, na Alemanha, em um comunicado conjunto.

    'O fumo é evitável, mas a poluição do ar não é'.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia WIDER IMAGE-Amazônia sofre danos de mineração ilegal 'epidêmica'

    WIDER IMAGE-Amazônia sofre danos de mineração ilegal 'epidêmica'

    (Veja versão multimídia em https://reut.rs/2ry0yS0)

    Por Ricardo Moraes e Jake Spring

    BRASÍLIA (Reuters) - Agentes de órgãos ambientais que atuam nas profundezas da floresta amazônica desativaram uma mina ilegal em uma operação realizada de madrugada no início de novembro, parte de uma campanha para coibir atividades ilegais que grupos ambientalistas dizem ter alcançado uma escala epidêmica.

    A operação visou um punhado do que hoje se sabe serem centenas de minas ilegais na Amazônia brasileira, que foram catalogadas pela primeira vez em um estudo divulgado nesta semana.

    O projeto, coordenado pelo Instituto Socioambiental, mapeia todas as minas ilegais da floresta amazônica, que se estende por Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Equador e Bolívia.

    Enquanto helicópteros do governo desciam ao longo de um rio que foi reduzido a poças devido à ação danosa de mineiros em busca de ouro, muitos destes fugiam mata adentro.

    Pouco depois meia dúzia deles foi detida por agentes camuflados com metralhadoras para serem interrogados.

    O verdadeiro alvo não são os mineiros sujos de lama e muitas vezes descalços que trabalham quase como escravos para chefes locais desconhecidos, de acordo com agentes do Ibama.

    Segundo o Ibama, o alvo primário são as escavadoras e outras máquinas pesadas que são caras e mais difíceis de substituir.

    Incapazes de remover as máquinas, os agentes as incendeiam, criando colunas de fumaça negra de centenas de metros.

    As operações do mês passado visaram várias minas ilegais em dois parques nacionais da Amazônia brasileira. Esta batalha foi vencida, mas o estudo desta semana indica que a guerra está longe de terminar.

    O Brasil abriga 453 minas ilegais na Amazônia, de acordo com um projeto de mapeamento que é parte da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georeferenciada, um empreendimento conjunto do Instituto Socioambiental e de outros grupos ambientalistas.

    A primeira tentativa da história de mapear todas as minas ilegais da região registrou 2.500 delas em seis países da região amazônica, disse a coordenadora Alicia Rolla.

    Uma meta do projeto é chamar atenção para a escala 'epidêmica' do problema da mineração ilegal, que polui a água de comunidades locais com mercúrio e contribui para o desmatamento, segundo ela.

    'Os estudos mostram que a mineração ilegal está crescendo muito', disse. 'O governo precisa se preocupar mais em dar mais recursos para o Ibama fazer o seu trabalho'.

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    Desmatamento do Cerrado cai para mínima recorde em 2018

    BRASÍLIA (Reuters) - O desmatamento do Cerrado brasileiro, bioma que ocupa um quarto do país, recuou 11 por cento e atingiu uma mínima recorde em 2018 quando comparado com o ano anterior, informou o Ministério do Meio Ambiente em um comunicado emitido nesta terça-feira.

    O desmatamento do bioma do Cerrado totalizou 6.657 quilômetros quadrados, uma área maior do que o Estado norte-americano do Connecticut.

    Foi um pouco menos do que os 6.777 quilômetros quadrados de 2016, a mínima anterior desde que os registros começaram a ser feitos, segundo o ministério.

    O dado contrasta com o da floresta Amazônica, que representa 40 por cento do território brasileiro e testemunhou um aumento de 13,7 por cento no desmatamento neste ano, para uma máxima em dez anos.

    Ativistas têm expressado temores de que o desmatamento aumente por conta das diretrizes propostas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que toma posse em 1o de janeiro, e que prometeu acabar com a atual 'indústria da multa' para violações ambientais como o desmatamento.

    O número relativo ao Cerrado se baseia na mudança vista no desmatamento entre agosto de 2017 e julho de 2018, o período usado para se medir o desflorestamento anual, tal como registrado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

    O comunicado não deu uma explicação para a diminuição do desmatamento no Cerrado.

    A vegetação do Cerrado absorve grandes quantidades de dióxido de carbono, o que torna sua preservação crucial para conter as emissões de gases de efeito estufa e refrear o aquecimento global.

    Embora o Cerrado não seja tão densamente arborizado quanto a floresta amazônica, suas plantas têm raízes profundas que prendem o carbono no solo e às vezes são classificadas como uma floresta subterrânea.

    Ricardo Salles, futuro ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro, disse à Reuters na segunda-feira que Bolsonaro não extirpará os recursos para a proteção ambiental, ao contrário do que temem os ambientalistas.

    O dinheiro para a proteção ambiental é mal administrado e gasto de forma ineficiente, disse ele, argumentando que é capaz de produzir resultados melhores com o mesmo orçamento.

    (Por Jake Spring)

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    Brasil deve permanecer no Acordo de Paris, diz futuro ministro do Meio Ambiente

    Por Jake Spring

    BRASÍLIA (Reuters) - O futuro ministro do Meio Ambiente no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, Ricardo Salles, disse à Reuters que o Brasil deve permanecer no Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, mas que o mundo também precisa respeitar a autonomia do país para estabelecer suas políticas ambientais.

    Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro disse que poderia retirar o Brasil do Acordo de Paris, que estabelece metas de para os países signatários de redução da emissão de gases causadores do efeito estufa.

    O presidente eleito, no entanto, tem feito declarações contraditórias sobre suas intenções desde eleito, dizendo que o país pode permanecer no acordo para o clima se forem cumpridas certas condições.

    'A minha tendência... é dizer que nós não devemos deixar o acordo', disse Salles, que foi indicado no domingo por Bolsonaro para assumir o Ministério do Meio Ambiente no próximo governo, em entrevista na segunda-feira.

    'Mas, por outro lado, isso também não significa que nós devemos aceitar toda e qualquer sanção, restrição e programa de maneira indiscutível. Todos os países têm que respeitar a autonomia brasileira para gerir seu território e decidir suas políticas do meio ambiente internamente”, acrescentou.

    O Brasil assumiu o compromisso de cortar as emissões em 37 por cento até 2025 e em 43 por cento até 2030 como parte do Acordo de Paris, apesar de ainda não ter apresentado um plano completo sobre como atingir essas metas.

    O país usará o bom senso ao detalhar como lidará com o acordo, e até agora vem sendo muito responsável ao preservar uma grande porcentagem de sua vegetação nativa, disse Salles.

    Ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Salles disse que acredita na mudança climática, mas que não sabe dizer com certeza se ela é provocada pelo homem ou uma alteração que ocorre naturalmente.

    O Brasil deveria deixar essa questão para os acadêmicos e seguir em frente com o negócio 'menos charmoso' da proteção ambiental, disse, o que inclui lidar com dejetos, biodiversidade, questões ligadas ao solo e a conversão da frota de veículos para combustíveis menos poluentes.

    Bolsonaro não reduzirá o orçamento do ministério e das agências ambientais ligadas à pasta, entre elas o Ibama e o ICMBio, disse Salles.

    Mas as agências ambientais não estão produzindo os resultados que deveriam com os recursos que recebem, e ele disse que buscará corrigir essa 'má administração' e 'ineficiência'.

    Indagado se o Brasil deveria reconsiderar a decisão tomada pelo Ibama na semana passada de negar uma permissão para a Total explorar petróleo na delicada bacia da Foz do Amazonas, Salles respondeu que não se deve permitir que a ideologia influencie a decisão e que ela deve se basear somente em fatos.

    O país precisa encontrar um equilíbrio entre licenciamento ambiental, seja para agropecuária ou mineração, e desenvolvimento, já que regras muito severas levam pessoas à ilegalidade ou induzem produtores a abandonarem o mercado, disse.

    ((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

    REUTERS PF

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