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    EXCLUSIVO-Caixa Econômica prepara provisão bilionária sobre balanço de 2018, dizem fontes

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - A pedido do presidente-executivo Pedro Guimarães, a Caixa Econômica Federal está preparando uma provisão extraordinária de até 7 bilhões de reais para perdas esperadas com calotes no financiamento imobiliário e com a desvalorização de imóveis que foram retomados pelo banco, disseram à Reuters duas fonte com conhecimento do assunto.

    Se efetivada, a medida deve reduzir o lucro anual da Caixa para menos de 10 bilhões de reais. Em 2018 até setembro, o lucro líquido do banco tinha sido de 11,5 bilhões de reais e a expectativa do próprio banco era de que esse montante subisse para ao redor de 16 bilhões até dezembro, disse a primeira fonte.

    A medida resulta da ordem de Guimarães para adoção de uma abordagem contábil mais conservadora em relação a possíveis prejuízos do maior financiador imobiliário do país, que tinha uma carteira no setor de 440 bilhões de reais em setembro.

    De acordo com dados dos balanços da Caixa, operações imobiliárias classificadas pelo banco com ratings de 'D' a 'H', com maior chance de não pagamento pelo tomador, equivaliam em setembro a cerca de 6,6 por cento da carteira total do setor, uma proporção praticamente estável em relação a um ano antes.

    Além disso, o banco tinha uma carteira de 10 bilhões de reais com os chamados 'bens não de uso próprio', na prática, imóveis retomados por inadimplência do mutuário. Um ano antes, essa carteira era de 7 bilhões de reais.

    A decisão sobre a provisão extra está criando insatisfação dentro do banco. Entre altos diretores da Caixa envolvidos na confecção das demonstrações contábeis, a ordem de Guimarães está sendo interpretada como uma desautorização às práticas adotadas até a virada do ano, que tinham aval de auditores independentes, do Banco Central e do Tribunal de Contas da União (TCU).

    'Mas é pior do que isso, ele (Guimarães) está mudando a prática contábil sobre uma gestão que não é dele', disse a fonte. 'Se fosse fraude, ele deveria comunicar isso para as autoridades competentes, mas não é o caso', disse a priemira fonte.

    Mas a movimentação de Guimarães, que tomou posse no começo de janeiro, também tem incomodado funcionários da Caixa que tomaram conhecimento do assunto, uma vez que a provisão extra significará redução do montante que será distribuído aos empregados na forma de participação dos lucros.

    'Em 2018 houve uma campanha comercial muito grande dentro do banco, e a equipe toda trabalhou bastante para alcançar um resultado recorrente melhor', disse a primeira fonte. 'Isso agora iria desmotivar muito os empregados.'

    A Caixa Econômica é o único dos grandes bancos do país que ainda não divulgou suas demonstrações contábeis referentes a 2018. E ainda não há previsão para publicação do documento.

    A diretiva de Guimarães para uma provisão bilionária extra vai na direção de tentar alinhar as práticas do Caixa às utilizadas pelos bancos privados, enquanto prepara a venda parcial de negócios da instituição, que pode incluir os braços de seguros, de cartões e de gestão de recursos, disse outra fonte.

    Ícone de uma campanha do governo federal no começo da década para tentar estimular a vacilante economia do país por meio da oferta de empréstimo mais barato, a Caixa ganhou participação no mercado de crédito, enquanto os rivais privados se retraíam na época.

    Nos últimos anos, porém, diante da recessão de 2015-16, o banco foi levado a desacelerar fortemente as concessões de financiamento, ao mesmo tempo em que elevou as provisões para perdas com calotes. Isso envolveu voltar a se concentrar em linhas consideradas de menor risco, como a imobiliária.

    Ainda assim, a Caixa teve que enfrentar perdas maiores com o setor imobiliário, em parte devido à desvalorização dos imóveis que foram retomados por inadimplência.

    No ano passado, o banco chegou a tentar vender lotes de imóveis retomados para grandes investidores, mas o leilão fracassou.

    Procurada, a Caixa afirmou que não comentaria o assunto.

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    Previsões do BB para 2019 animam e ações sobem; sinaliza venda de fatias em bancos

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - As ações do Banco do Brasil subiam nesta quinta-feira a reboque de resultados trimestrais animadores e de indicações da administração de que vai perseguir rentabilidade crescente neste ano e que prepara as primeiras vendas de ativos.

    Às 13:50, a ação do BB tinha alta de 2 por cento, na contramão do setor. O Ibovespa tinha oscilação positiva de 0,04 por cento.

    Mais cedo, a instituição anunciou que seu lucro ajustado no quarto trimestre atingiu 3,845 bilhões de reais, alta de 20,6 por cento ano a ano, o que levou o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) a 16,3 por cento, o pico em 5 anos.

    Falando a jornalistas, Rubem Novaes, que assumiu a presidência-executiva do BB no mês passado, sinalizou que manterá as linhas gerais da administração recente, com foco no controle de despesas e na ampliação das receitas com tarifas.

    'Podemos alcançar a rentabilidade dos bancos privados ou até superar', disse Novaes. Rivais como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil tiveram índices acima de 20 por cento no fim de 2018.

    O centro da faixa estimativa de lucro de 2019, de 14,5 bilhões a 17,5 bilhões de reais, divulgada junto com o balanço, implica um aumento de quase 19 por cento sobre o registrado no ano passado, o que nos cálculos do Credit Suisse devem elevar o ROE para 17,1 por cento.

    A combinação dos resultados trimestrais com as estimativas para este ano foi celebrada por analistas, que reforçaram recomendação de compra para os papéis do BB.

    'A mensagem do 'guidance' é definitivamente positiva, com o BB indicando que pretende elevar sua rentabilidade e posição de capital', afirmou a equipe do BTG Pactual chefiada por Eduardo Rosman.

    VENDAS DE ATIVOS

    Na entrevista coletiva com a imprensa, Novaes indicou também que as participações no Banco Votorantim e no Banco Patagonia estão na lista de ativos que pretende desinvestir por considerá-los que não têm sinergia com o BB.

    O banco inclusive já está contratando uma consultoria para avaliar estratégias para o Banco Votorantim, do qual divide o controle com o Grupo Votorantim.

    'Estamos avaliando alternativas para esse investimento', disse Novaes a jornalistas, adiantando que uma hipótese já descartada é de comprar a metade detida pelo sócio.

    Na terça-feira, o Banco Votorantim anunciou que teve lucro de 282 milhões de reais no quarto trimestre, também atingindo a maior rentabilidade em vários anos, mas ainda inferior à do BB.

    Novaes afirmou ainda que avalia opções para a fatia controladora que tem no argentino Banco Patagônia. No caso da Cielo, empresa de meios de pagamentos que vem perdendo mercado e rentabilidade há anos, e da qual divide o controle com o Bradesco, não há planos de fechamento de capital, disse.

    O executivo reforçou também estratégia de parcerias em segmentos de negócios como banco de investimentos e gestão de recursos de terceiros. Novaes, porém, não detalhou prazos para essas transações, especialmente nos casos de desinvestimentos.

    'Não temos pressa para vender ativos', disse Novaes.

    (Com reportagem adicional de Paula Laier e Carolina Mandl)

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    BB cresce lucro em 20,6% no 4º tri, prevê expansão tímida do crédito em 2019

    SÃO PAULO (Reuters) - A combinação de aumento das receitas com controle de custos levou o Banco do Brasil a uma forte alta do lucro no quarto trimestre, roteiro que foi mantida nas previsões para 2019, frisando o foco de elevar sua rentabilidade a níveis similares aos dos rivais privados.

    O BB anunciou nesta quinta-feira que seu lucro ajustado de outubro a dezembro atingiu 3,845 bilhões de reais, um aumento de 20,6 por cento ante mesma etapa de 2017. Incluindo efeitos não recorrentes, o lucro líquido ano a ano subiu 22,3 por cento, a 3,8 bilhões de reais.

    Com isso, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido, que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas, atingiu 16,3 por cento, alta anual de 1,8 ponto percentual contra 12 meses antes e o maior nível em 5 anos. Rivais como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil tiveram índices acima de 20 por cento no fim de 2018.

    Um dos pilares do resultado do BB foi a queda de 19 por cento das despesas com provisões para perdas com inadimplência, que somaram 3,17 bilhões de reais no trimestre. O movimento refletiu a manutenção da qualidade dos ativos, com o índice de inadimplência acima de 90 dias caindo a 2,53 por cento, ante 3,72 por cento.

    Em outra frente, a despesa administrativa teve baixa de 0,2 por cento, para 8,22 bilhões de reais. Enquanto isso, a receita com tarifas subiu 7,4 por cento, para 7,24 bilhões de reais.

    Nesse contexto, as operações de crédito ficaram em segundo plano, com o estoque de empréstimos atingindo 697,3 bilhões de reais no fim de 2018, alta de apenas 1,8 por cento no ano.

    2019

    Nas estimativas de desempenho para este ano, o BB mostrou que deve manter a estratégia recente de controle das despesas administrativas e com provisões para calotes, aumento das receitas com tarifas em nível superior ao da inflação e aceleração moderada das operações de crédito.

    A previsão para o lucro ajustado é de 14,5 bilhões a 17,5 bilhões de reais. No centro dessa faixa, o lucro crescerá 18,5 por cento em relação aos 13,5 bilhões de reais do ano passado.

    A previsão de alta da margem bruta foi fixada em 3 a 7 por cento. Enquanto isso, a expectativa do BB para incremento de sua carteira de empréstimos ficou em 3 a 6 por cento, abaixo da média prevista por seus principais rivais.

    O BB também previu alta de 5 a 8 por cento das receitas com tarifas e de 2 a 5 por cento das despesas administrativas. Para provisão para inadimplência, a expectativa é de que a despesa líquida fique na faixa de 11,5 bilhões a 14,5 bilhões de reais. No ano passado, o montante foi de 14,2 bilhões de reais nesta linha.

    (Por Aluísio Alves)

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    Receitas sustentam lucro do Itaú Unibanco; crédito deve subir até 11% em 2019

    SÃO PAULO (Reuters) - Um salto nas receitas com tarifas e serviços ditou leve alta do lucro do Itaú Unibanco no quarto trimestre, enquanto o crédito seguiu evoluindo lentamente, mas a instituição previu um aumento de até dois dígitos de seus empréstimos em 2019.

    O maior banco privado do país anunciou nesta segunda-feira que seu lucro recorrente no período somou 6,48 bilhões de reais, um aumento de 3,15 por cento ante mesma etapa de 2017. Na base sequencial, a alta foi de 0,4 por cento.

    'O principal destaque positivo foi o crescimento de 6,5 por cento (sobre o trimestre anterior) da receita de prestação de serviços principalmente em função das receitas de banco de investimento, de administração de fundos e de cartões de crédito', afirmou o banco. O montante nessa linha atingiu 9,19 bilhões de reais, também subindo 4,8 por cento ano a ano.

    No fim de 2018 a carteira de crédito do Itaú Unibanco, incluindo garantias financeiras e títulos privados, somava 636,9 bilhões de reais, apenas 0,1 por cento maior em três meses, e 6,1 por cento mais alta ante o final do ano anterior.

    Como o incremento foi liderado pelas operações mais lucrativas, como de cartão de crédito, e de veículos, o banco também teve um aumento sequencial de 0,5 por cento da margem financeira com clientes. Isso amenizou a queda de 8,5 por cento da margem com o mercado --as operações de tesouraria.

    Além disso, o Itaú Unibanco conseguiu manter a qualidade da sua carteira de empréstimos, com o índice de inadimplência acima de 90 dias se mantendo nos 2,9 por cento do trimestre anterior, número 0,2 ponto percentual menor do que um ano antes.

    Com isso, o chamado custo do crédito --a despesa com provisões para perdas com calotes, menos a recuperação de crédito-- caiu 19,8 por cento ano a ano, para 3,41 bilhões de reais. Esse montante, porém, foi 4,7 por cento maior na base sequencial, devido a um forte aumento no impairment, o ajuste do valor de títulos de grandes empresas detidos pelo banco.

    No conjunto, o Itaú Unibanco teve no quarto trimestre um retorno sobre o patrimônio líquido de 21,8 por cento. O indicador, que mostra como um banco remunera o capital de seus acionistas, ficou praticamente estável no comparativo anual, mas subiu 0,5 ponto contra o trimestre anterior.

    2019

    Para 2019, o banco previu alta de 8 a 11 por cento de sua carteira de crédito total, o que pode elevar sua margem financeira com cliente na faixa de 9,5 a 12,5 por cento.

    Em contrapartida, a aceleração dos empréstimos terá como consequência uma aceleração do custo do crédito para o intervalo de 14,5 bilhões a 17,5 bilhões de reais, após ter batido em 14,1 bilhões no ano passado.

    (Por Aluísio Alves)

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    Bradesco define metas mais agressivas para 2019 após resultado acima do esperado no 4º tri

    Por Carolina Mandl

    SÃO PAULO (Reuters) - O Bradesco divulgou nesta quinta-feira lucro de quarto trimestre acima das previsões de analistas, definiu metas mais agressivas para 2019 e mostrou interesse por ativos que possam ser privatizados, levando as ações para nível recorde.

    O lucro líquido recorrente do Bradesco no quarto trimestre foi de 5,83 bilhões de reais, alta de 19,9 por cento sobre um ano antes e acima da expectativa média de analistas, de 5,526 bilhões, segundo a Refinitiv.

    A carteira de empréstimos do banco cresceu 1,6 por cento em três meses. O Bradesco também fixou uma meta de crescimento de 9 a 13 por cento em 2019, após expansão de 7,8 por cento em 2018.

    'Com a reação mais rápida do que a esperado no crescimento dos empréstimos, O Bradesco parece estar se movendo para um novo ciclo de empréstimos', escreveram analistas do UBS.

    Às 14h26 (horário de Brasília), a ação do Bradesco saltava quase 6 por cento, para nova máxima histórica do papel.

    O presidente-executivo do banco, Octavio de Lazari Junior, disse a jornalistas que pretende fechar até 100 agências este ano, reduzindo o ritmo do ano passado, dadas as expectativas de mais demanda por empréstimos em uma economia em recuperação.

    Lazari também disse que o banco vai analisar oportunidades de aquisição de financeiras estatais que oo governo brasileiro pretende privatizar.

    A proibição do órgão antitruste Cade para o banco de fazer novas aquisições, após ter comprado a unidade brasileira do HSBC, expirou em novembro de 2018.

    A provisão do banco para perdas com inadimplência caiu 31,8 por cento ano a ano, mostrando a melhora no perfil de crédito. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,5 por cento, 0,1 ponto percentual do terceiro trimestre.

    Como resultado, o retorno sobre o patrimônio líquido do banco também subiu, atingindo 19,7 por cento, um aumento de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

    'O banco está confiante de que pode apresentar maior rentabilidade', disse Lazari, sem mencionar metas específicas.

    O Bradesco vem tentando aumentar a rentabilidade doclientes de varejo que assumiu com a compra do HSBC para aumentar o retorno sobre o patrimônio.

    A receita líquida de juros também deverá se recuperar neste ano, crescendo entre 4 e 8 por cento, disse o banco.

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    Filho de Mourão recebe apoio do pai e de CEO para nomeação no Banco do Brasil

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A nomeação de um filho do vice-presidente da República para ser assessor do presidente-executivo do Banco do Brasil foi defendida nesta terça-feira tanto pelo novo mandatário do banco quanto pelo próprio pai do executivo, em meio à polêmica dentro e fora da instituição.

    Antônio Hamilton Rossell Mourão foi nomeado na véspera para ser assessor especial da presidência, no gabinete do presidente Rubem Novaes.

    O novo assessor é empregado do BB há 18 anos e trabalhava há 11 anos como assessor empresarial na diretoria de Agronegócio do banco. Com a mudança, o executivo terá o salário triplicado, para cerca de 36 mil reais por mês.

    Segundo uma fonte familiarizada com o banco, Antonio Mourão participou dos trabalhos de transição no comando do banco e teria chamado a atenção de Novaes por sua competência e inteligência.

    A nomeação causou insatisfação entre funcionários do BB, porque pode enviar um sinal de ingerência política no comando da instituição.

    Em nota, o banco afirmou que o cargo de assessor 'é de livre provimento da presidência do BB e a nomeação atende aos critérios previstos em normas internas e no estatuto do banco'.

    Também em nota, Novaes acrescentou que o assessor indicado 'é de minha absoluta confiança. Foi escolhido para minha assessoria e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no banco.'

    Já o vice-presidente Hamilton Mourão argumentou que seu filho foi escolhido por seus 'excelentes serviços, conduta irrepreensível e por absoluta confiança pessoal do presidente do banco'. E acrescentou: 'Em governos anteriores, honestidade e competência não eram valorizados'.

    (Por Ricardo Brito e Aluísio Alves)

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    Ritmo de desinvestimentos do BNDESPar depende de preço e impacto no mercado, diz Levy

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, disse nesta terça-feira que o ritmo de vendas de ativos detidos pelo braço de participações do banco, BNDESPar, dependerá dos preços e de eventuais impactos no mercado.

    A meta para venda de ativos em 2018 era de mais de 10 bilhões de reais, mas fontes da Reuters consideravam o objetivo um desafio difícil de ser cumprido.

    'Temos que olhar preço e impacto por alguns são volumes expressivos, tem que ver o impacto no mercado. O momento é bom', disse Levy a jornalistas. 'À medida que o governo for entregando algumas reformas, a começar pela reforma da previdência, o apetite do investidor internacional e nacional vai se desenvolver e isso nos facilita', complementou.

    O BNDESPar tem participações em várias das maiores empresas listadas na bolsa brasileira, incluindo Petrobras, Vale, JBS, Eletrobras e Embraer.

    Levy disse também que o ritmo das devoluções de empréstimos pelo BNDES ao Tesouro Nacional dependerá da retomada da economia e do melhor uso do balanço do banco. O BNDES acelerou nos últimos anos o cronograma de devoluções, mas ainda tem um passivo a devolver de mais de 200 bilhões de reais.

    Levy também evitou traçar uma meta para desembolsos do banco em 2019. No ano passado, os empréstimos concedidos pelo BNDES somaram cerca de 70 bilhões, um dos piores em quase 20 anos.

    'Vamos fazer um levantamento para definir metas e revisar nosso balanço', disse Levy. 'O capital vai ser o fator chave do banco, uma vez que a gente não vai ter um funding significativamente mais barato', adicionou ele.

    Questionado sobre a promessa do presidente Jair Bolsonaro de 'abrir a caixa preta' do banco, Levy afirmou que há registros para descobrir o que aconteceu com o BNDES nos últimos anos e que isso pode ajudar a adotar novas regras de governança.

    O banco foi alvo da operação Bullish, desdobramento da Lava Jato para apurar irregularidades em empréstimos para a JBS.

    'A gente não vai ficar só olhando para o passado, mas precisa ter clareza', disse Levy. 'O sentido de caixa preta é abrir depois de um acidente para saber o que aconteceu. Há registros para descobrir o que aconteceu e que sirva de base para continuar desenvolvendo boas regras de governança'.

    Levy prometeu apoiar empresas de médio porte e também as empresas de inovação tecnológica.

    (Por Rodrigo Viga Gaier; edição de Aluísio Alves)

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    Novo presidente da Caixa descarta privatização do banco, sinaliza entrada no consignado e no microcrédito

    BRASÍLIA (Reuters) - O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, descartou nesta segunda-feira planos para privatização do banco, preferindo dar ênfase na abertura de capital de subsidiárias, para destravar valor da instituição.

    Em discurso na transmissão de posse, ele exemplificou que a Caixa Seguridade pode dobrar sua lucratividade dois anos depois de sua oferta inicial de ações (IPO) na bolsa.

    Guimarães pontuou ainda que a Caixa entrará no mercado de cartões consignados, com a meta de atingir 20 milhões de cartões consignados em quatro anos, e que cogita parceria com Banco do Brasil para operar microcrédito.

    Ele lembrou que a Caixa tem 96 milhões de cartões de débito e que é 'inaceitável' que não esteja no mercado de cartões consignados.

    Guimarães voltou a dizer que o banco público dará foco aos empréstimos a pequenas e médias empresas e que, para as grandes, vê o mercado de capitais como alternativa satisfatória para provimento de financiamento.

    Em relação à infraestrutura, o novo presidente da Caixa disse que o banco irá priorizar projetos que sejam rentáveis para a instituição e também benéficos para a sociedade.

    'Não vai ter financiamento de construir pontes que ligam nada a lugar nenhum', afirmou.

    Nesse campo, ele pontuou que o banco tem possibilidade de financiar a iluminação pública em mais de 500 cidades, sendo que poderá replicar nessa área a lógica de securitização de recebíveis que enxega como futuro para o crédito imobiliário.

    Guimarães, que se emocionou em diversos momentos da cerimônia, voltou a dizer que a Caixa irá pagar à União a dívida de 40 bilhões de reais que possui em IHCDs (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida) e que esse foi um compromisso firmado com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

    Isso será feito ao longo de quatro anos, sendo que a Caixa empregará nesse pagamento os recursos levantados nas aberturas de capital das subsidiárias, notadamente de seguridade, de cartões, operações de loterias e de gestão de fundos.

    (Por Marcela Ayres e Ricardo Brito)

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    Juros do crédito habitacional para classe média serão de mercado, diz presidente da Caixa

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira que os juros do crédito habitacional para classe média serão de mercado, e que as taxas não subirão no programa habitacional Minha Casa Minha Vida para 'quem é pobre'.

    Questionado se os custos do financiamento à casa própria serão elevados, ele respondeu que 'depende'.

    'Juro não vai subir para Minha Casa Minha Vida...Juro de Minha Casa Minha Vida é para quem é pobre', disse.

    Atualmente, o programa habitacional atende famílias com renda mensal bruta de até 1,8 mil reais na faixa 1, em que não há incidência de juros e o subsídio pode chegar a 90 por cento do valor do imóvel, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento Regional.

    Também subsidiadas, embora em menor grau, a faixa 1.5 está voltada para famílias que ganham até 2.600 reais, com juros de 5 por cento ao ano, e a 2 destina-se a famílias com renda de até 4 mil reais, cobrando juros de 6 a 7 por cento ao ano. Na faixa 3, contudo, a renda familiar bruta mensal pode ser de até 9 mil reais e os juros cobrados são de 8,16 por cento ao ano, também segundo o ministério.

    'Quem é classe média tem que pagar mais. Ou vai buscar no Santander, no Bradesco, no Itaú. Na Caixa Econômica Federal, vai pagar juros maior que Minha Casa Minha Vida, certamente, e vai ser juros que vai ser de mercado. Caixa vai respeitar acima de tudo mercado. Lei da oferta e da demanda', completou o presidente da Caixa sem dar detalhes.

    Às 16:00 (horário de Brasília), as ações de construtoras de médio e alto padrão que recentemente ingressaram no Minha Casa Minha Vida, como é o caso da Cyrela e da EzTec

    Já os papéis da gigante de imóveis econômicos MRV subiam 1,45 por cento, enquanto os da Tenda, que opera sobretudo nas faixas 1.5 e 2 do MCMV, avançavam 2,68 por cento.

    Guimarães afirmou ainda que o banco vai vender carteiras de crédito imobiliário e que a Caixa 'vai passar a ser uma originadora imobiliária, mais do que reter crédito no balanço'. Segundo ele, o objetivo é que a Caixa, nos próximos 10 anos, passe a originar 70 por cento do crédito imobiliário, mas venda uma parte relevante, que pode chegar a 100 bilhões de reais.

    Segundo o presidente da Caixa, a securitização irá permitir que a Caixa expanda o crédito num cenário em que os recursos do FGTS e da poupança têm limites.

    O executivo também afirmou que o banco pode fazer até três aberturas de capital de unidades neste ano, com a área de seguridade sendo a mais adiantada. Ele mencionou como alvos de abertura, além de seguridade, as áreas de cartões, operações de loterias e gestão de fundos.

    A operação com a asset management da Caixa é a que demandará mais tempo, porque será necessário criar uma distribuidora de títulos e valores mobiliários (DTVM), o que demanda autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), disse Guimarães.

    Os recursos levantados nas operações ajudarão a Caixa a pagar à União a dívida de 40 bilhões de reais que possui em IHCDs (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida).

    'Eu tenho quatro anos para fazer esse pagamento e o farei. As operações (de abertura da capital) já estão adiantadas, nós faremos ao menos duas esse ano, talvez três. Mas pelo menos duas é meu compromisso com o ministro (da Economia) Paulo Guedes', afirmou o presidente da Caixa, acrescentando que uma delas deverá ocorrer ainda no primeiro semestre.

    Em dezembro, antes da posse do governo de Jair Bolsonaro, o então secretário de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria do Ministério da Fazenda, Alexandre Manoel Ângelo da Silva, afirmou que estava tudo pronto para o leilão da empresa de loterias instantâneas da Caixa, Lotex, em fevereiro deste ano.

    (Reportagem adicional de Gabriela Mello)

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    Máquina de crédito do Estado sofreu desvirtuamento, bancos públicos terão novo olhar, diz Guedes

    BRASÍLIA (Reuters) - A máquina de crédito do Estado brasileiro sofreu um desvirtuamento nos últimos anos, avaliou nesta segunda-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, pontuando que a partir de agora os presidentes da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terão um 'olhar novo' para a gestão das instituições.

    Em discurso na posse dos novos presidentes dos bancos, Guedes apontou que o mercado brasileiro de crédito foi estatizado em meio ao dirigismo econômico e recebeu intervenções que foram danosas, citando empréstimos 'estranhos' do BNDES após ser capitalizado pela União, favorecendo empresas amigas dentro da política de campeãs nacionais.

    'Nós, economistas liberais, não gostamos disso', disse.

    O ministro chamou atenção para o fato de o BB também ter recebido aumento de capital e disse que a Caixa foi vítima de 'saques, fraudes e assaltos aos recursos públicos'.

    A partir de agora, destacou ele, a tarefa dos novos presidentes é 'fazer a coisa funcionar da maneira certa'. As nomeações aos bancos foram chanceladas por Guedes, que foi o responsável por indicar Pedro Guimarães à Caixa, o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy ao BNDES e Rubem Novaes ao BB.

    'Quando o crédito é estatizado sobra menos para o resto do Brasil e aí os juros são absurdos', afirmou Guedes.

    'Perderam-se os bancos públicos através de associações perversas entre piratas privados, burocratas corruptos e algumas criaturas do pântano político', acrescentou ele, repetindo frase que já tinha utilizado em seu primeiro discurso no cargo.

    Em relação às atividades principais de cada banco, Guedes ressaltou que a Caixa é conhecida pelos financiamentos à casa própria, o BB pelo crédito à agricultura e por empréstimos em geral e o BNDES, por capital no longo prazo e pelo seu papel no financiamento à infraestrutura.

    (Por Marcela Ayres)

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    Governo passa a permitir que bancos abram contas para empresas por meio eletrônico

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo passou a permitir que bancos abram conta para empresas por meio eletrônico, a exemplo do que já ocorria para pessoas físicas desde 2016, numa medida que poderá elevar a competitividade no setor e aumentar o acesso das companhias a serviços bancários.

    Por meio de resolução editada nesta terça-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que tem vigência imediata, as instituições financeiras poderão agora abrir contas para pessoas jurídicas sem que haja necessidade de ida a agências para apresentação de documentos e assinatura presencial de contratos.

    'Dado um cenário de evolução tecnológica, de facilidade de desenvolvimento de aplicatovos, de controle de segurança, se julgou viável dar mais esse passo no sentido de se permitir também abertura para pessoas jurídicas', afirmou o chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, João Andre Pereira.

    'A gente pode considerear que tem esse efeito (de aumento da competitividade) também, na medida que possibilita que instituições financeiras que não têm capilaridade, não têm agências, que elas também alcancem esse tipo de público', acrescentou.

    Desde janeiro deste ano, o governo já tinha permitido que microempreendedores individuais pudessem abrir contas por meio eletrônico.

    Em outra decisão tomada nesta tarde, o CMN também aprimorou a regulamentação sobre operações de arrendamento mercantil, conhecidas como leasings.

    Em nota, o BC pontuou que o objetivo é esclarecer as regras de classificação dos arrendamentos nas modalidades financeiro e operacional, usando como referência os padrões internacionais mais recentes.

    'Na nova regulamentação, define-se o arrendamento mercantil financeiro como aquele que não possa ser classificado como operacional, acrescentando-se os critérios de que o bem arrendado na modalidade operacional seja suficientemente genérico para ser arrendado de novo sem modificações significativas e que as perdas com a desvalorização do bem no cancelamento do contrato sejam majoritariamente suportadas pelo arrendador', informou o BC.

    Segundo Pereira, as alterações talvez promovam algum crescimento nas operações de leasing no país, mas o BC não espera nenhum grande impacto.

    MAIS MUDANÇAS

    Em outro voto divulgado pelo BC, o CMN instituiu que o chamado Custo Efetivo Total passe a ser divulgado também nos financiamentos rurais, num ajuste que vale a partir do próximo Plano Safra, que tem início em julho de 2019.

    Em outra frente, o CMN aprimorou regras dos limites de exposição por cliente, incorporando 'sugestões pontuais feitas a partir de avaliação conduzida neste ano pelo Comitê de Basileia para Supervisão Bancária'.

    De acordo com o BC, esses aperfeiçoamentos não comprometem a implementação das regras para os limites de exposição por cliente no prazo previsto, nem têm impacto no custo de observância das instituições.

    (Por Marcela Ayres)

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