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    Itaú Unibanco planeja fechar até 400 agências no país, dizem fontes

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - O Itaú Unibanco iniciou um plano para fechar até 400 agências no país, num impulso do maior banco privado do país para se adequar à migração das transações bancárias de clientes para canais eletrônicos e ampliar a rentabilidade, disseram à Reuters duas fontes a par do assunto.

    O número representa quase 10 por cento dos cerca dos 4,2 mil pontos físicos do banco no país, incluindo agências e postos de atendimento, no final de março, o número público mais recente. Em 12 meses até março, o número de pontos de atendimento e o de funcionários do Itaú Unibanco - cerca de 100 mil - mantiveram-se praticamente estáveis, segundo o balanço do próprio banco.

    Consultado sobre o plano de fechamento de agências, o Itaú Unibanco não quis comentar números, mas afirmou em nota que 'a redução do número de unidades físicas é um movimento de reposicionamento da rede de agências, coerente com as novas necessidades dos clientes e o aumento da procura por atendimento em outros canais como internet, celular e agências digitais'.

    Segundo as fontes, a mudança pode acontecer em duas etapas, com uma primeira metade dos encerramentos acontecendo nos próximos 12 meses, com o restante acontecendo no ano seguinte.

    Nas últimas semanas, o Itaú Unibanco tem avisado os funcionários de agências sobre os planos de fechamento das unidades. O banco tem 'indicado que deve aproveitar parte deles (funcionários) nas agências digitais', nas quais os clientes são atendidos de forma remota, por meio da qual conseguem atender a um número maior de clientes, disse uma das fontes.

    No fim de março, o Itaú Unibanco tinha 195 dessas agências digitais em funcionamento, 35 a mais do que um ano antes.

    A iniciativa liderada pelo diretor-geral Márcio Schettini, responsável pelas operações de varejo do conglomerado, tem como objetivo adaptar o Itaú Unibanco à contínua migração das transações bancárias de clientes para canais como smartphones, além de sustentar os atuais níveis de rentabilidade do banco.

    'O movimento das agências está caindo e o cenário competitivo está mudando rápido', disse uma das fontes, referindo-se a rivais mais recentes, como as fintechs e os arranjos de pagamentos.

    Essas plataformas digitais de serviços financeiros, com apoio do Banco Central, se multiplicaram nos últimos anos e têm avançado sobre mercados lucrativos dos grandes bancos, como os de crédito ao consumo e o de meios de pagamentos.

    Diante desse cenário, a Rede, braço de pagamentos do Itaú Unibanco, chacoalhou o mercado ao anunciar que não mais cobraria juros sobre antecipação de recebíveis a lojistas. Nesta segunda-feira, o banco anunciou a plataforma de pagamentos instantâneos que usa QR code, aumentando a competição no setor.

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    Lucro do BB dispara mais de 40% no 1º tri, com menores despesas

    SÃO PAULO (Reuters) - Uma combinação de controle das despesas com maiores margens nas operações de crédito fizeram o Banco do Brasil dar um salto de mais de 40 por cento no lucro do primeiro trimestre.

    A instituição controlada pelo governo federal anunciou nesta quinta-feira que seu lucro líquido de janeiro a março somou 4 bilhões de reais, aumento de 45,7 por cento ante mesma etapa de 2018. Na base ajustada, que exclui efeitos extraordinários, o lucro subiu 40,3 por cento, 4,247 bilhões de reais.

    O resultado recorrente superou em 9,2 por cento a previsão de analistas ouvidos pela Refinitiv.

    No relatório, o BB atribuiu o desempenho ao aumento da margem financeira bruta, à redução das despesas de provisão de crédito, ao aumento das receitas de tarifas e ao controle de custos.

    De fato, a despesa com provisão para perdas com calotes no trimestre, de 3,126 bilhões de reais, foi 26,3 por cento menor do que em igual etapa do ano passado. Esse declínio acompanhou a melhora da qualidade da carteira de crédito do grupo, com o índice de inadimplência acima de 90 dias fechando março em 2,59 por cento, ante índice de 3,63 por cento 12 meses antes.

    A carteira de empréstimos do BB fechou o trimestre em 684,2 bilhões de reais, montante 0,8 por cento superior ano a ano, embora tenha recuado na base sequencial.

    Ainda assim, menores custos de captação e o bom resultado de tesouraria fizeram a margem financeira bruta crescer 6,3 por cento na base anual, para 12,7 bilhões de reais.

    Em outra frente, as receitas com tarifas evoluíram 3,8 por cento ante igual etapa de 2018, para 6,8 bilhões de reais.

    Essa expansão foi em ritmo superior ao das despesas administrativas, que avançaram apenas 1,7 por cento na mesma base de comparação, a 7,6 bilhões de reais.

    Com isso, a rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido, que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas, atingiu 18,3 por cento no trimestre, um salto de 4,6 pontos percentuais em um ano, o que levou o BB para índices mais próximos aos exibidos por seus rivais privados.

    (Aluísio Alves e Carolina Mandl)

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    Lucro do Santander Brasil supera estimativas no 1º tri, mas crédito desacelera

    SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Santander Brasil superou as projeções de lucro no primeiro trimestre, embora o ritmo de crescimento em sua carteira de empréstimos tenha desacelerado, conforme balanço divulgado nesta terça-feira.

    O lucro líquido recorrente da unidade brasileira do Banco Santander subiu 21,9 por cento, para 3,485 bilhões de reais, e superou os 3,296 bilhões de reais estimados pelos analistas, segundo dados da Refinitiv.

    Uma queda de 2,1 por cento nas provisões para perdas com empréstimos ano contra ano, para 2,596 bilhões de reais, ajudou o banco a bater as projeções.

    O retorno sobre o patrimônio (ROE) do banco permaneceu estável em 21,1 por cento, mas superou as expectativas dos analistas.

    A carteira de crédito do Santander Brasil permaneceu em 386,9 bilhões de reais, estável em relação ao trimestre anterior, embora os empréstimos para os consumidores tenham crescido.

    O banco vinha superando seus concorrentes em trimestres anteriores, concedendo empréstimos a consumidores não atendidos por outros bancos tradicionais.

    O segundo maior banco privado do país, porém, está reduzindo a distância do ritmo do Santander. O Banco Bradesco informou na semana passada que aumentou sua carteira de crédito em 3,1 por cento no primeiro trimestre.

    As receitas de tarifas do Santander Brasil caíram 4,1 por cento no trimestre devido a vendas mais fracas de seguros e cartões de crédito.

    Ainda assim, o Brasil representou 29 por cento do maior banco da zona do euro em valor de mercado no primeiro trimestre. A importância da América Latina aumentou para o Santander, já que seus negócios na região registraram maior crescimento de rentabilidade, compensando os menores ganhos na Europa.

    A taxa de inadimplência de 90 dias do Santander Brasil também permaneceu estável em 3,1 por cento em relação ao trimestre anterior.

    O presidente-executivo, Sergio Rial, que também se tornou chefe regional do banco para a América do Sul no início deste mês, discutirá os resultados do primeiro trimestre com analistas e jornalistas.

    (Reportagem de Carolina Mandl)

    ((Edição Redação São Paulo; +55 11 56447764))

    REUTERS PAL

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    Bradesco tem resultado dentro do esperado no 1º tri, vê ganhos em qualidade de ativos

    Por Carolina Mandl

    SÃO PAULO (Reuters) - O Bradesco teve alta de 22 por cento no lucro recorrente do primeiro trimestre, dentro do esperado por analistas e apoiado na redução da inadimplência, que recuaram à mínima histórica.

    O Bradesco conseguiu acelerar sua carteira de crédito e melhorou a qualidade de sua carteira de empréstimos, mostrando evolução mesmo diante do ritmo ainda fraco da economia do país.

    O presidente-executivo do banco, Octavio de Lazari, disse que o índice de inadimplência deve recuar mais neste ano e que o Bradesco espera alta na rentabilidade.

    'Ainda há espaço para melhora no índice de inadimplência', disse Lazari. O índice de inadimplência do Bradesco para operações vencidas há mais de 90 dias foi de 3,3 por cento no trimestre, queda de 0,2 ponto percentual contra um ano antes.

    Mesmo a ação do Bradesco era destaque negativo do Ibovespa, caindo 1,1 por cento às 13h40, em meio a um movimento de embolso de lucros após ganhos recentes, disseram operadores.

    Analistas ressaltaram em relatórios que os principais pontos negativos no balanço do Bradesco foram as receitas com tarifas e despesas operacionais, que vieram fora das metas do banco.

    O lucro do Bradesco no primeiro trimestre somou 6,24 bilhões de reais, praticamente em linha com a média de estimativas de analistas compiladas pela Refinitiv.

    A queda em provisão para perdas com crédito ajudou os resultados. A provisão recuou 8,4 por cento na comparação anual.

    Analistas do Itaú BBA afirmaram em relatório que ficaram surpresos com a melhoria na qualidade de ativos no trimestre.

    CARTEIRA DE CRÉDITO

    O volume de empréstimos do Bradesco terminou março em 548,3 bilhões de reais, alta de 3,1 por cento em 3 meses, com evolução nas linhas de pessoa física e jurídica. O Bradesco espera que a carteira de crédito cresça entre 9 e 13 por cento este ano.

    Lazari afirmou que o crescimento do banco nos empréstimos superou o que esperava diante da letargia da economia do país. O avanço foi apoiado por novas ferramentas que permitiram ao banco inferir a renda de clientes sem exigir comprovante.

    A Reuters publicou em dezembro que o Bradesco esperava ampliar os limites de crédito de muitos clientes em 2019 graças a novas ferramentas capazes de medir a renda a partir de fontes como trabalho autônomo e aluguel.

    O presidente do Bradesco afirmou que o banco deve investir 6 bilhões de reais em 2019 em tecnologia.

    O retorno sobre patrimônio líquido, indicador da lucratividade dos bancos, subiu para 20,5 por cento no trimestre, em linha com expectativas de analistas. O percentual representa um ganho de 0,8 ponto em relação ao trimestre anterior.

    (Reportagem adicional de Paula Laier; edição de Aluísio Alves)

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    Bradesco tem alta no lucro do 1º tri com aumento nos empréstimos

    SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Bradesco, segundo maior banco privado brasileiro, divulgou nesta quinta-feira alta no lucro do primeiro trimestre, em linha com as expectativas de analistas, depois de registrar crescimento do crédito e queda das despesas.

    O lucro líquido recorrente do banco somou 6,238 bilhões de reais, uma alta de 22,3 por cento ante igual período de 2018 e próximo à estimativa média de analistas colhida pela Refinitiv de 6,020 bilhões de reais.

    A carteira de crédito do banco atingiu 548,3 bilhões de reais, um acréscimo de 3,1 por cento em relação ao final de 2018, com expansão dos empréstimos para pessoas físicas e jurídicas. O Bradesco prevê que sua carteira de crédito crescerá entre 9 e 13 por cento em 2019.

    A redução das despesas com provisão para crédito também impulsionou o resultado do banco. Os gastos com provisão caíram 8,4 por cento em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

    O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,3 por cento, com queda de 0,2 ponto percentual ante o último trimestre de 2018.

    A margem financeira subiu 4,2 por cento na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, atingindo 14,2 bilhões de reais. O banco disse que a alta foi sustentada pela expansão dos empréstimos a pessoas físicas.

    O retorno sobre o patrimônio líquido, um indicador de rentabilidade do banco, subiu para 20,5 por cento, em linha com a expectativa dos analistas e 0,8 ponto percentual acima do trimestre anterior.

    O diretor-presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, disse em janeiro que o banco iria buscar uma rentabilidade maior neste ano.

    (Reportagem Carolina Mandl)

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    ESPECIAL-Explosão de caixas eletrônicos vira rotina no Brasil e desafia bancos

    Por Carolina Mandl

    SÃO PAULO (Reuters) - Mais de duas dúzias de homens altamente armados invadiram o centro da cidade paulista de Guararema numa madrugada do início deste mês, despertando os moradores com o som de explosões e tiros.

    Com fuzis de alta potência, coletes a prova de balas e vários quilos de dinamite, a quadrilha parou em frente à principal delegacia da cidade. Em seguida, instalou-se em uma agência bancária vizinha do Banco do Brasil, quebrando janelas e portas com barras de ferro.

    Em um ataque coordenado às 3 horas da manhã, outros membros de gangues atacaram uma filial do Santander Brasil, a duas quadras de distância. Eles explodiram os dois bancos com dinamites em uma tentativa de pegar o dinheiro de caixas eletrônicos e cofres.

    Tais ataques se tornaram comuns no Brasil: no ano passado, uma média de dois bancos ou caixas eletrônicos foram explodidos por dia, principalmente em pequenas cidades sem grande presença policial.

    Cada caixa eletrônico costuma ter quatro caixas que armazenam até 2.700 notas cada uma, o que significa que um caixa eletrônico recheado com notas de 100 reais pode render até 1 milhão de reais. Ladrões de banco munidos de dinamite - trabalhando rapidamente - muitas vezes explodem vários caixas eletrônicos em cada banco ou vão diretamente para seus cofres centrais.

    Para combater os ataques, os bancos brasileiros têm investido em tecnologia anti-roubo, indo de caixas eletrônicos super equipados a câmeras de reconhecimento facial. Quando tudo isso falha ou os custos se tornam proibitivos, os bancos fecham as agências. O resultado é que algumas cidades não têm mais fácil acesso a serviços financeiros em um país que já possui uma proporção maior de cidadãos não-bancarizados do que a China ou a Índia.

    'O crime busca oportunidades', disse Rafael Alcadipani da Silveira, especialista em segurança pública da Fundação Getulio Vargas. 'No Brasil, o crime organizado é muito forte, a segurança nas pequenas cidades é fraca e os ataques aos bancos viram um crime fácil de se cometer.'

    No ataque aos banco em Guararema, a polícia perseguiu a quadrilha até uma estrada próxima, onde os dois lados trocaram tiros. A polícia informou que 11 membros de gangues foram mortos na ação que impediu os bandidos de roubarem o dinheiro.

    SEM SERVIÇOS BANCÁRIOS

    Os bancos brasileiros, que gastam 2,3 bilhões de dólares em segurança a cada ano, ou cerca de 12 por cento das despesas dos cinco maiores bancos de varejo do país sem contar salários, avançaram contra as quadrilhas.

    Os ataques a bancos com dinamite caíram 20 por cento no ano passado em relação a 2017, para 758, de acordo com reportagens e registros policiais compilados por uma associação de trabalhadores de segurança privada, conhecida como Contrasp. A contagem, que tem diminuído constantemente desde 2014, não captura a escala de ataques como o de Guararema.

    Enquanto os criminosos antes explodiam caixas automáticos instalados individualmente nas ruas, os bancos agora transferiam suas máquinas para agências bancárias. Agora, os assaltantes explodem de uma só vez diversos caixas eletrônicos dentro de uma agência, o que aparece nas estatísticas como apenas um único ataque. (Gráfico: https://tmsnrt.rs/2VLM9z9) https://tmsnrt.rs/2GoSfQF)

    A mudança de tática ilustra como as quadrilhas estão se ajustando ao contra-ataque de segurança dos bancos, alertou Leandro Vilaim, diretor de negócios e operações da federação nacional de bancos, Febraban.

    'Não há bala de prata', disse ele. 'Essas medidas são de curta duração porque os ataques estão sempre mudando na natureza. Quando os bancos apertam os bandidos de um lado, eles encontram uma nova saída de outro.'

    Caixas eletrônicos vendidos no Brasil, ao preço de até 150 mil reais cada, custam aproximadamente o dobro dos Estados Unidos.

    Isso reflete o preço de tecnologias mais resistentes a ataques, incluindo cofres resistentes a explosões, tinta que mancha cédulas quando máquinas de dinheiro são dinamitadas e uma média de dez sensores que respondem a diversos tipos de ataques.

    'Os ATMs brasileiros são tão fortes que, se o país fosse bombardeado em uma guerra, só sobrariam baratas e caixas eletrônicos', disse Vilaim.

    Outras medidas incluem sirenes ensurdecedoras, luzes estroboscópicas e até mesmo nebulizadores tradicionalmente usados em boates, instalados para atrapalhar o ataque dos ladrões. O Itaú Unibanco, por exemplo, está investindo em câmeras que podem identificar ladrões que chegam às agências usando máscaras.

    Se tudo isso falhar, há uma medida mais drástica: o fechamento das agências bancárias - uma solução que está deixando um número crescente de pequenas cidades brasileiras sem um único banco ou caixa eletrônico.

    Cerca de 200 cidades que tinham pelo menos uma agência bancária em 2016 agora não têm nenhuma, de acordo com o Banco Central. Isso às vezes é o resultado do corte normal de custos das instituições financeiras, mas, em muitos casos, um resultado direto de vários roubos na mesma agência, segundo executivos do setor. Vários promotores têm aberto processos contra os bancos, buscando reabrir as agências.

    'A principal queixa nessas cidades vem dos comerciantes. As pessoas não têm dinheiro para comprar coisas, então isso afeta a economia local', disse Glauber Tatagiba, promotor estadual de Minas Gerais, que entrou com alguns processos.

    A cidade de Minduri (MG), por exemplo, perdeu sua única agência bancária, do Banco do Brasil, em julho, forçando seus 4 mil moradores a terem que viajar 22 quilômetros para o município vizinho de São Vicente de Minas quando precisam fazer uma transação bancária.

    Meses depois de Minduri ficar sem banco, ladrões explodiram a agência bancária de São Vicente de Minas, de modo que os clientes tiveram que percorrer 33 quilômetros na direção oposta, para o banco mais próximo em Cruzília, cuja agência havia reaberto recentemente após uma explosão.

    'É uma situação difícil, especialmente para os aposentados, que precisam viajar para retirar dinheiro, já que poucos comerciantes aceitam cartões aqui', disse Lucas Magalhães, funcionário municipal de Minduri.

    CARROS BLINDADOS E FUZIS

    O que diferencia o Brasil de outras regiões onde caixas eletrônicos são atacados, como em partes da Europa e da África, é a frequência dos ataques, de acordo com especialistas em segurança, juntamente com o explosivo de escolha dos criminosos brasileiros.

    Em outras partes do mundo, gás explosivo é geralmente usado para explodir caixas eletrônicos. Mas as quadrilhas no Brasil mostraram uma preferência por dinamite, geralmente roubada de empresas de mineração e canteiros de obras.

    Uma banana de dinamite estrategicamente colocada em um caixa eletrônico pode fazer milhares de cédulas voarem em segundos, prontas para serem ensacadas pelos bandidos. A preparação para o crime, no entanto, leva muito mais tempo, já que os ladrões cuidadosamente montam grupos de pelo menos 10 pessoas, cada uma com sua especialidade.

    As quadrilhas têm equipamento militar de alta potência, muitas vezes incluindo coletes à prova de balas, carros blindados e rifles de calibre .50, disse o delegado Pedro Ivo dos Santos, que lidera a força-tarefa contra assaltos a banco no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) do Estado de São Paulo.

    O preço de tal arsenal é de cerca de 400 mil reais, mas muitas vezes os equipamentos são roubados ou de segunda mão. Muitos departamentos de polícia não têm recursos para competir.

    Cada integrante de uma quadrilha que ataca um caixa eletrônico tem tarefas específicas para executar durante o crime, que normalmente leva cerca de quatro minutos. Alguns espalham metais pontiagudos pelas ruas próximas para furar os pneus de carros de polícia, os chamados 'miguelitos', por exemplo, enquanto outros se especializam em abrir os caixas eletrônicos e inserir dinamite.

    'O bombardeio de caixa eletrônico é apenas a ponta do iceberg. Os ladrões geralmente começam roubando bancos e depois usam os recursos para financiar o tráfico de drogas, em um movimento que eles vêem como uma promoção de carreira', disse o delegado Santos.

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    CEOs de bancos dos EUA enfrentam Congresso pela 1ª vez desde crise financeira

    Por Imani Moise

    (Reuters) - Presidentes-executivos de alguns dos maiores bancos dos EUA vão testemunhar perante o Congresso nesta quarta-feira, dando aos parlamentares a primeira oportunidade de questioná-los desde a crise financeira de 2007-2009.

    Jamie Dimon, do JPMorgan Chase, Brian Moynihan, do Bank of America, Mike Corbat, do Citigroup, David Solomon, do Goldman Sachs, e James Gorman, do Morgan Stanley, enfrentarão o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados.

    Liderado pela representante democrata Maxine Waters e composta por progressistas de alto perfil, incluindo Alexandria Ocasio-Cortez, o painel provavelmente questionará os CEOs sobre a segurança do sistema financeiro, compensação e diversidade, bem como seu papel no financiamento de fabricantes de armas e prisões privadas.

    Também devem estar presentes Ronald O'Hanley, CEO do State Street, e Charles Scharf, CEO do Bank of New York Mellon, os dois maiores bancos de custódia do país.

    O Wells Fargo não estará representado uma vez que o ex-CEO Tim Sloan renunciou abruptamente no mês passado, duas semanas depois de ter sido interrogado pelo mesmo comitê.

    Os executivos planejam argumentar que Wall Street reformou as práticas que alimentaram a crise e enfatizar a contribuição dos bancos à economia como um todo, segundo o testemunho divulgado na segunda-feira.

    Desde a crise, os maiores bancos do país acrescentaram mais de 800 bilhões de dólares em capital para fortalecer o sistema financeiro. Mas a equipe democrata do comitê escreveu em um memorando aos membros do painel na sexta-feira que 'permanecem dúvidas sobre se os EUA estão sendo bem servidos pelos maiores e mais importantes bancos do sistema'.

    Os bancos passaram as últimas semanas se preparando para a audiência, reunindo-se com os legisladores e aperfeiçoando seus pontos de discussão, e acreditam que eles têm uma história forte para contar, disseram fontes a par do que eles pensam.

    Nos meses que antecederam a audiência, os bancos também fizeram uma série de anúncios para mostrar como estão ajudando clientes e comunidades.

    O Bank of America informou nesta terça-feira que aumentará seu salário mínimo por hora de 15 dólares para 20 dólares até 2021.

    No mês passado, o JPMorgan informou que deixaria de financiar o setor prisional privado e investiria 350 milhões de dólares em programas de treinamento profissional.

    O Goldman Sachs estabeleceu publicamente metas para a contratação de mulheres e grupos minoritários, movimento que o Citigroup também fez no ano passado.

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    Revisão contábil leva Caixa Econômica a prejuízo no 4º tri; CEO mira mercado de capitais

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - A Caixa Econômica Federal teve prejuízo no quarto trimestre, com o presidente-executivo Pedro Guimarães liderando ajustes contábeis para alinhar o banco estatal a práticas de mercado em preparação para listar quatro subsidiárias em bolsa.

    Um pacote de medidas incluindo revisão para baixo do valor de imóveis retomados, piora na classificação de risco de crédito para grandes empresas, amortização acelerada de alguns ativos próprios, provisão para cobrir possível perda de rentabilidade em fundos do FGTS e maiores perdas com algumas transações de financiamento imobiliário fez a Caixa ter prejuízo de 1,1 bilhão de reais entre outubro e dezembro.

    Com isso, o lucro líquido acumulado do ano, que era de 11,5 bilhões de reais até setembro, fechou 2018 em 10,36 bilhões de reais, mostrando queda de 17,1 por cento contra o ano anterior.

    O movimento confirma reportagem da Reuters publicada em fevereiro, citando fontes, antecipando que Guimarães faria um ajuste contábil bilionário sobre o balanço de 2018, o que deveria ter importante impacto sobre o lucro.

    Guimarães, que assumiu em janeiro, negou que os ajustes sejam uma ingerência sobre o balanço executado pela gestão anterior, destacando que as mudanças representam um alinhamento às melhores práticas do mercado.

    Apesar da queda no resultado líquido, o lucro recorrente do ano passado, de 12,7 bilhões de reais, cresceu 40,4 por cento.

    A diretiva de Guimarães faz parte dos esforços para tornar o banco comparável com rivais privados, enquanto prepara a venda parcial de negócios de seguros, de cartões, de gestão de recursos e de loterias.

    'A Caixa tem função social, mas é um banco e banco tem que ganhar dinheiro', disse o executivo a jornalistas.

    As medidas ilustram a dramática mudança de rumo do banco, que foi o ícone de uma campanha estatal no começo da década para estimular a economia do país com empréstimo barato, inclusive para grandes conglomerados.

    Nos últimos anos, diante dos efeitos da recessão de 2015-16, o banco vem saindo de linhas tidas como de maior risco, voltando a se concentrar na carteira imobiliária.

    Assim, em 2018, o estoque de empréstimos da Caixa encolheu pelo segundo ano seguido, chegando a 694,5 bilhões de reais, um declínio nominal de 1,7 por cento sobre o ano anterior.

    Em contrapartida, as provisões para perdas com inadimplência caíram 22,5 por cento, para 14,9 bilhões de reais.

    Em outra frente, o banco reduziu a despesa com folha de pagamento em 3,6 por cento, enquanto as receitas com serviços e tarifas cresceram 7,2 por cento, a 26,85 bilhões de reais.

    Segundo Guimarães, as receitas com serviços devem ser o carro-chefe do crescimento do resultado nos próximos, à medida que o banco amplia a oferta de produtos na rede, incluindo seguros e cartões nas lotéricas, além de mais alternativas de investimentos a clientes pessoa física, e se lança fortemente no mercado de capitais para assessorar a captação de recursos para empresas.

    O vice-presidente de finanças da Caixa, André Laloni, disse na coletiva que o banco formou uma equipe de cerca de 40 funcionários para coordenar o trabalho de banco de investimento.

    'Já há cerca de 40 transações que estamos coordenando', disse Laloni.

    Os executivos sinalizaram que o banco deve obter receitas extraordinárias com a venda de alguns ativos, incluindo ações de grandes empresas, como da Petrobras, e de imóveis próprios, que podem ser alocados em fundos de investimento.

    (Com reportagem adicional de Gabriela Mello e Carolina Mandl)

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    Caixa tem prejuízo de R$1,1 bi no 4º tri após baixa contábil em ativos imobiliários

    Por Gabriela Mello

    SÃO PAULO (Reuters) - A Caixa Econômica Federal registrou prejuízo líquido de 1,113 bilhão de reais no quarto trimestre, ante resultado positivo de 6,245 bilhões de reais no mesmo período de 2017, pressionada por perda bilionária decorrente da revisão do valor de ativos imobiliários e de créditos concedidos a empresas.

    Em balanço divulgado na manhã desta sexta-feira, o banco informou que o desempenho trimestral foi impactado pela baixa contábil em ativos imobiliários no valor de 2,2 bilhões de reais, além de revisões realizadas nas maiores exposições da carteira de crédito, que geraram a provisão adicional de 1,1 bilhão de reais para três grupos específicos.

    Em 27 de fevereiro, a Reuters já havia antecipado que o banco poderia ter o resultado impactado pela adoção de uma abordagem contábil mais conservadora em relação a possíveis prejuízos do maior financiador imobiliário do país.

    No ano, o lucro líquido contábil da Caixa encolheu 17,1 por cento sobre 2017, para 10,335 bilhões de reais. Em termos recorrentes, contudo, o desempenho veio recorde, alcançando 12,7 bilhões de reais, alta de 40,4 por cento ano a ano.

    Ao fim de dezembro, a carteira de crédito ampla do banco somava 694,5 bilhões de reais, queda de 1,7 por cento na comparação anual. O retorno recorrente sobre patrimônio líquido médio (ROE) subiu 2,45 pontos percentuais em 2018, para 16,1 por cento.

    (Por Gabriela Mello e Carolina Mandl)

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    BNDES eleva em quase 10% lucro de 2018 com venda de participações acionárias

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O lucro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) cresceu 9,8 por cento em 2018, para 6,7 bilhões de reais, impulsionado pela venda de participações acionárias e pelo retorno do ganho com a carteira de ações do banco, disse nesta quarta-feira o presidente da instituição, Joaquim Levy.

    Segundo Levy, o BNDES lucrou, respectivamente, 2,2 bilhões e 2,6 bilhões de reais com a venda de ações da Petrobras e da Vale em 2018. O banco também lucrou 1,1 bilhão com a venda de ações da Eletropaulo.

    'Queremos encontrar aplicações e ativos que diminuam a volatilidade e tenham mais valor adicionado. Carregar Petrobras não traz tanto valor adicionado', disse o presidente do BNDES. 'Não queremos carregar grandes participações acionárias nem fazer o modelo antigo de financiamento', acrescentou.

    Outro fator relevante para o desempenho em 2018 foi o retorno da carteira de ações do BNDESpar, braço de participações do banco, com os ganhos somando 7,1 bilhões de reais, quase o dobro do valor registrado em 2017.

    Com o ritmo lento da economia brasileira, o retorno do BNDES com operações de empréstimos somou 12,3 bilhões de reais, ante 14,9 bilhões em 2017.

    Segundo Levy, a prioridade daqui para a BNDESpar será apoiar empresas inovadoras, startups e fundos voltados para novas iniciativas, em vez de grandes grupos e empresas.

    Levy disse esperar uma retomada mais vigorosa dos empréstimos ao longo desse ano, sem citar números, e destacou que a recuperação está associada a aprovação da reforma da previdência.

    No ano passado, o BNDES provisionou cerca de 4,4 bilhões de reais para possíveis perdas com empréstimos para obras de engenharia em Cuba e na Venezuela. Uma CPI para tratar dos polêmicos empréstimos pode ser instalada no Congresso.

    'Os empre?timos foram uma política de governo em um certo momento, responderam as prioridades da época. É uma oportunidade de se debater se a prioridade foi adequada', frisou Levy.

    DEVOLUÇÕES

    O presidente do BNDES acrescentou que em breve a diretoria do banco deve concluir um estudos com a estimativa de devolução de recursos ao Tesouro Nacional.

    O BNDES recebeu cerca de 500 bilhões de reais do Tesouro Nacional nos últimos anos, recursos que foram repassados de forma subsidiada à iniciativa privada. A devolução vem sendo feita gradualmente. No fim do ano passado, a dívida com a União era de 307 bilhões de reais.

    Levy prometeu uma devolução significativa neste ano, e que há convergência com a demanda do governo, que tem uma expectativa de devolução de cerca de 126 bilhões de reais.

    'A gente não tem motivo de ter recursos que não tem interesse social e também queremos contribuir para queda da dívida pública. Isso está muito pacífico', finalizou.

    (Por Rodrigo Viga Gaier)

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