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    Bebianno diz que foi demitido por Carlos Bolsonaro, mas que não é 'homem-bomba'

    (Reuters) - Gustavo Bebianno disse nesta terça-feira que o responsável por sua demissão do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência foi Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro.

    'Acredito que o Carlos tenha inflamado a cabeça do presidente', disse Bebianno em entrevista à rádio Jovem Pan, referindo-se ao período em que Bolsonaro esteve hospitalizado devido à cirurgia para a remoção de uma bolsa de colostomia.

    'Eu fui demitido pelo Carlos Bolsonaro', afirmou o agora ex-ministro.

    Bebianno disse reconhecer que Carlos, vereador pelo PSC no Rio de Janeiro, tem 'uma admiração bonita pelo pai'. Por outro lado, criticou o filho do presidente, afirmando que 'Carlos tem um nível de agressividade acima do normal'.

    O ex-ministro negou, no entanto, que seja um homem-bomba, alguém que poderia causar estragos ao presidente.

    'Tem muita gente dizendo que eu sou homem-bomba. Tenho caráter, não vou atacar o presidente.'

    Mas o vice-presidente Hamilton Mourão disse que houve quebra de confiança, atribuindo ao ex-ministro a divulgação de áudios postados em trocas de mensagem pelo WhatsApp e divulgados nesta terça-feira.

    'Não resta dúvida que o ex-ministro Gustavo Bebianno ao divulgar uma conversa privada dele com o presidente, ele está faltando com a lealdade', disse Mourão a jornalistas.

    'Se eu vou conversar particularmente com uma pessoa que é da minha confiança em tese, eu posso falar o que eu quero. Aí se a outra pessoa divulga isso, isso aí é muito ruim', disse.

    O vice-presidente, no entanto, não quis comentar as declarações de Bebianno relacionadas ao filho do presidente.

    'Não vou entrar em comentários a respeito do Carlos. Carlos é filho e filho é filho, né? Então tem que aguardar, esse episódio aí todo, agora que o Bebianno resolveu divulgar essa questão dos áudios mostra porque o presidente não queria mais ele no governo', disse Mourão.

    ÁUDIOS

    Os áudios divulgados pelo site da revista Veja na tarde desta terça mostram que Bebianno trocou mensagens via WhatsApp com Bolsonaro, contrariando as declarações do presidente e de Carlos, de que Bebianno tinha mentido ao dizer que se falaram.

    Na troca de mensagens revelada pela revista, Bebianno disse considerar isso como se fosse uma conversa. Bolsonaro, por sua vez, rebateu e disse que esse envio de áudios por aplicativos não configuraria uma conversa, defendeu a atuação do filho e contestou atitudes tomadas por Bebianno no governo.

    As mensagens revelam a evolução por dentro da crise entre o presidente e Bebianno, que teve como ponto de partida o fato de Carlos e o próprio Bolsonaro terem chamado o agora ex-ministro de mentiroso ao dizer que tinha conversado com o presidente três vezes em 12 de fevereiro, véspera do dia em que o chefe do Executivo teve alta hospitalar.

    Segundo a Veja, o presidente questionou num dos áudios, o fato de constar na agenda de Bebianno do dia 12 uma reunião com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo. Na gravação, Bolsonaro pede que ele não receba o executivo, pois a Globo é inimiga do governo e que esse contato o colocaria em situação delicada com outras emissoras.

    Em outros dois áudios, Bolsonaro pede para cancelar a agenda que Bebianno e outros dois ministros fariam ao Pará para discutir projetos para a Amazônia com líderes locais, argumentando que seria cobrado por obras na região amazônica.

    Outros áudios mostram que a relação entre ambos degringolou. O presidente chega a acusar Bebianno de plantar notícia em um site para envolvê-lo nas supostas irregularidades relacionadas a candidaturas do PSL. Bebianno foi presidente do PSL durante a campanha vitoriosa de Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

    Protagonista do episódio, Bebianno é alvo de denúncias de uso de candidaturas-laranjas em Estados para desvio de recursos eleitorais enquanto presidia o PSL, o que ele nega.

    Em uma mensagem, Bolsonaro chega a dizer que 'querer empurrar essa batata quente' para ele não iria dar certo. 'Aí é desonestidade e falta de caráter', atacou, completando que a Polícia Federal 'entrou no circuito' para apurar o caso.

    Posteriormente, Bebianno se defende e diz que não vazou ou plantou nada do que foi publicado na imprensa contra o governo e o presidente. Diz que o presidente está 'bem envenenado', deixando implicitamente que o envenenador seria Carlos.

    Na segunda-feira, Bolsonaro demitiu Bebianno, sem dar detalhes da sua decisão, numa tentativa do governo de estancar a crise às vésperas do envio da principal proposta de ajuste das contas públicas do governo: a reforma da Previdência, que chegará ao Congresso na quarta-feira.

    (Reportagem de Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu)

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    Bebianno diz que foi demitido por Carlos Bolsonaro, mas que não é 'homem-bomba'

    (Reuters) - Gustavo Bebianno disse nesta terça-feira que o responsável por sua demissão do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência foi Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro.

    'Acredito que o Carlos tenha inflamado a cabeça do presidente', disse Bebianno em entrevista à rádio Jovem Pan, referindo-se ao período em que Bolsonaro esteve hospitalizado devido à cirurgia para a remoção de uma bolsa de colostomia.

    'Eu fui demitido pelo Carlos Bolsonaro', afirmou o agora ex-ministro.

    Bebianno disse reconhecer que Carlos, vereador pelo PSC no Rio de Janeiro, tem 'uma admiração bonita pelo pai'. Por outro lado, criticou o filho do presidente, afirmando que 'Carlos tem um nível de agressividade acima do normal'.

    O ex-ministro negou, no entanto, que seja um homem-bomba, alguém que poderia causar estragos ao presidente.

    'Tem muita gente dizendo que eu sou homem-bomba. Tenho caráter, não vou atacar o presidente.'

    Mas o vice-presidente Hamilton Mourão disse que houve quebra de confiança, atribuindo ao ex-ministro a divulgação de áudios postados em trocas de mensagem pelo WhatsApp e divulgados nesta terça-feira.

    'Não resta dúvida que o ex-ministro Gustavo Bebianno ao divulgar uma conversa privada dele com o presidente, ele está faltando com a lealdade', disse Mourão a jornalistas.

    'Se eu vou conversar particularmente com uma pessoa que é da minha confiança em tese, eu posso falar o que eu quero. Aí se a outra pessoa divulga isso, isso aí é muito ruim', disse.

    O vice-presidente, no entanto, não quis comentar as declarações de Bebianno relacionadas ao filho do presidente.

    'Não vou entrar em comentários a respeito do Carlos. Carlos é filho e filho é filho, né? Então tem que aguardar, esse episódio aí todo, agora que o Bebianno resolveu divulgar essa questão dos áudios mostra porque o presidente não queria mais ele no governo', disse Mourão.

    ÁUDIOS

    Os áudios divulgados pelo site da revista Veja na tarde desta terça mostram que Bebianno trocou mensagens via WhatsApp com Bolsonaro, contrariando as declarações do presidente e de Carlos, de que Bebianno tinha mentido ao dizer que se falaram.

    Na troca de mensagens revelada pela revista, Bebianno disse considerar isso como se fosse uma conversa. Bolsonaro, por sua vez, rebateu e disse que esse envio de áudios por aplicativos não configuraria uma conversa, defendeu a atuação do filho e contestou atitudes tomadas por Bebianno no governo.

    As mensagens revelam a evolução por dentro da crise entre o presidente e Bebianno, que teve como ponto de partida o fato de Carlos e o próprio Bolsonaro terem chamado o agora ex-ministro de mentiroso ao dizer que tinha conversado com o presidente três vezes em 12 de fevereiro, véspera do dia em que o chefe do Executivo teve alta hospitalar.

    Segundo a Veja, o presidente questionou num dos áudios, o fato de constar na agenda de Bebianno do dia 12 uma reunião com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo. Na gravação, Bolsonaro pede que ele não receba o executivo, pois a Globo é inimiga do governo e que esse contato o colocaria em situação delicada com outras emissoras.

    Em outros dois áudios, Bolsonaro pede para cancelar a agenda que Bebianno e outros dois ministros fariam ao Pará para discutir projetos para a Amazônia com líderes locais, argumentando que seria cobrado por obras na região amazônica.

    Outros áudios mostram que a relação entre ambos degringolou. O presidente chega a acusar Bebianno de plantar notícia em um site para envolvê-lo nas supostas irregularidades relacionadas a candidaturas do PSL. Bebianno foi presidente do PSL durante a campanha vitoriosa de Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

    Protagonista do episódio, Bebianno é alvo de denúncias de uso de candidaturas-laranjas em Estados para desvio de recursos eleitorais enquanto presidia o PSL, o que ele nega.

    Em uma mensagem, Bolsonaro chega a dizer que 'querer empurrar essa batata quente' para ele não iria dar certo. 'Aí é desonestidade e falta de caráter', atacou, completando que a Polícia Federal 'entrou no circuito' para apurar o caso.

    Posteriormente, Bebianno se defende e diz que não vazou ou plantou nada do que foi publicado na imprensa contra o governo e o presidente. Diz que o presidente está 'bem envenenado', deixando implicitamente que o envenenador seria Carlos.

    Na segunda-feira, Bolsonaro demitiu Bebianno, sem dar detalhes da sua decisão, numa tentativa do governo de estancar a crise às vésperas do envio da principal proposta de ajuste das contas públicas do governo: a reforma da Previdência, que chegará ao Congresso na quarta-feira.

    (Reportagem de Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu)

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    Bolsonaro demite Bebianno e tenta debelar crise às vésperas de envio de Previdência ao Congresso

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo do presidente Jair Bolsonaro anunciou na noite desta segunda-feira a demissão do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, um movimento para aplacar a maior crise desde o início da gestão, antes do Executivo encaminhar ao Congresso duas das suas mais importantes propostas, o pacote anticrime e a reforma da Previdência.

    A saída de Bebianno foi divulgada oficialmente pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, que justificou a saída por razões de 'foro íntimo' de Bolsonaro. Em seu lugar, assume em caráter definitivo o general Floriano Peixoto, atual secretário-executivo da pasta e oitavo ministro militar da gestão Bolsonaro, um capitão da reserva do Exército.

    A demissão de Bebianno --que presidiu o PSL na campanha vitoriosa de Bolsonaro ao Palácio do Planalto e está no foco da primeira grande crise do governo, envolvendo um suposto financiamento irregular de candidaturas na eleição-- é a primeira baixa no primeiro escalão do governo.

    A demissão der Bebianno tenta melhorar o ambiente político para o Planalto, na semana em que apresentará ao Congresso as duas principais propostas de início de gestão —o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, na terça-feira e a reforma da Previdência no dia seguinte.

    Em um vídeo veiculado nas redes sociais, Bolsonaro elogiou o trabalho de Bebianno tanto à frente da campanha como também no comando do ministério. Sem dar detalhes, Bolsonaro deu sua explicação sobre o episódio que levou à demissão do ministro.

    'Comunico que desde a semana passada diferentes pontos de vista sobre questões relevantes trouxeram a necessidade de uma reavaliação. Avalio que pode ter havido incompreensões e questões mal entendidas de parte a parte, não sendo adequado prejulgamentos de qualquer natureza', disse.

    No briefing à imprensa, o porta-voz leu nota do presidente sobre a saída de Bebianno. 'O senhor presidente da República agradece a dedicação (de Bebianno) à frente da pasta e deseja sucesso na nova caminhada', disse Rêgo Barros, afirmando que o documento oficializando a saída será assinado nesta segunda.

    Questionado, o porta-voz não se estendeu nas respostas sobre os motivos da saída de Bebianno. Ele disse não ter sido verdade que a exoneração do ministro já estava assinada desde o fim de semana e também disse 'desconhecer' informação de que teria sido ofertado outro cargo a Bebianno, conforme reportagens publicadas na imprensa.

    TWITTER

    Bebianno é o principal personagem de uma crise que se arrastou por uma semana, após ter sido chamado de mentiroso pelo filho do presidente, o vereador fluminense Carlos Bolsonaro (PSC), quando disse que havia conversado com o presidente.

    Carlos expôs um áudio de Bolsonaro em que o presidente negava ter falado com o ministro. O próprio Bolsonaro endossou a publicação do filho.

    No foco, estão denúncias de que, sob a presidência nacional do PSL de Bebianno, candidaturas em Estados teriam cometido irregularidades. Em entrevistas e nota oficial, o ministro negou irregularidade e disse que cabe aos diretórios estaduais responderem por essas acusações.

    Parlamentares, ministros e até militares atuaram numa operação para apagar o incêndio e tentar mantê-lo no cargo, mas o acerto desandou após uma conversa entre Bebianno e Bolsonaro.

    O porta-voz evitou comentar se teria havido com Bebianno tratamento diferente da situação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que também foi alvo de reportagens relatando suspeitas de financiamento irregular de campanhas em Minas Gerais, Estado onde era o presidente regional do PSL.

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    Sob a 'sombra' de Bebianno, governo tem desafio de apresentar pacote anticrime e Previdência

    Por Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - Na mesma semana em que apresenta ao Congresso as duas principais propostas de início de gestão --o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e a reforma da Previdência-- o governo do presidente Jair Bolsonaro busca um desfecho que não dê proporções maiores à crise com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno.

    A expectativa inicial era que o Diário Oficial desta segunda-feira trouxesse a exoneração de Bebianno, mas até o momento não houve uma publicação oficial.

    'Já foi decidido. O Bebianno vai ser demitido, foi isso que foi dialogado', disse o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), à Reuters. 'Ele quebrou a confiança do presidente, acabou', afirmou.

    O governo apresenta o pacote anticrime na terça-feira, cumprindo uma de suas principais bandeiras na campanha, e no dia seguinte deve tornar pública a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência.

    No esforço para garantir uma boa aceitação da reforma, o governo já iria promover uma série de encontros com bancadas parlamentares. Agora, trabalha para evitar que a crise envolvendo Bebianno contamine a negociação da medida.

    Para a equipe econômica, contudo, a indefinição quanto à situação de Bebianno não altera as perspectivas para a apresentação da reforma aos parlamentares e à sociedade, que deve ser divulgada à imprensa logo no início da manhã de quarta-feira.

    'Estamos tranquilos', disse uma fonte da equipe econômica sob a condição de anonimato, acrescentando que a confiança é baseada 'no projeto, no momento, na necessidade e na convergência'.

    Na mesma linha, Waldir descarta que o caso tenha repercussões negativas nas conversas no Congresso sobre as novas regras de aposentadoria.

    'O que acontece lá Executivo nós não queremos saber, não. Nem na nossa Casa nós damos conta de resolver os 'trem' (sic), nós vamos resolver caso do Executivo?', ponderou.

    'Isso (caso do Bebianno) já está resolvido, temos uma pauta importante pela frente. Cada um no seu quadrado.'

    TWITTER

    Bebianno --que comandou o PSL de Bolsonaro durante a campanha presidencial-- é o principal personagem de uma crise que se arrasta por uma semana, após ter sido chamado de mentiroso pelo filho do presidente, o vereador fluminense Carlos Bolsonaro (PSC), no Twitter quando disse que havia conversado com o presidente.

    Carlos expôs um áudio de Bolsonaro em que o presidente negava ter falado com o ministro. O próprio Bolsonaro endossou a publicação do filho na rede social e posteriormente em uma entrevista de televisão.

    No foco, estão denúncias de que, sob a presidência nacional do PSL de Bebianno, candidaturas em Estados teriam cometido irregularidades.

    Em entrevistas e nota oficial, o ministro negou irregularidade e disse que cabe aos diretórios estaduais responderem por essas supostas acusações.

    Parlamentares, ministros e até militares atuaram numa operação para apagar o incêndio e tentar mantê-lo no cargo, mas o acerto desandou após uma conversa entre Bebianno e Bolsonaro.

    O líder do PSL na Câmara minimizou o atrito entre Carlos, o presidente e Bebianno, e o classificou como um 'debate mais acalorado', algo 'comum da democracia'.

    'Todo partido tem isso.'

    UNIÃO

    Governo e aliados ainda têm a tarefa de consolidar uma base de apoio no Congresso para a provação de sua agenda prioritária, tendo como carro chefe a reforma da Previdência.

    Por isso mesmo, o presidente se envolverá mais diretamente nas conversas com parlamentares e fará um pronunciamento na quarta-feira sobre o tema.

    Por se tratar de uma PEC, a proposta precisa dos votos de pelo menos 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação. Depois será necessário o apoio de 49 dos 81 senadores, também em duas rodadas de votação.

    Ainda não há uma estimativa precisa do tamanho da base de Bolsonaro, eleito com uma coligação formal apenas entre o PSL e o PRTB. Outro partidos, como o PR, já manifestaram apoio ao governo, que conta com uma expressiva participação do DEM, ocupando inclusive postos chave da administração.

    Nas contas da liderança do governo, todos partidos que não sejam claramente de oposição teriam potencial para formarem a base governista, o que daria cerca de 370 deputados.

    (Reportagem adicional de Marcela Ayres)

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    Bebianno nega responsabilidade por distribuição de recursos e diz que só respondia por campanha de Bolsonaro

    SÃO PAULO (Reuters) - O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, disse em nota divulgada na noite de quinta-feira que não foi responsável pela distribuição de recursos para candidaturas acusadas de serem de fachada no período que presidiu o PSL e afirmou que responde apenas pela campanha que elegeu o presidente Jair Bolsonaro no ano passado.

    Bebianno, que sofreu críticas até mesmo do vereador fluminense Carlos Bolsonaro, filho do presidente, disse ainda que Bolsonaro nunca ocupou cargo de direção no PSL e, portanto, não responde por outras candidaturas da legenda que não a sua.

    'Assumi interinamente a presidência da Executiva Nacional do PSL de 5/2/2018 a 29/10/2018, para cuidar da candidatura do presidente Jair Bolsonaro', disse Bebianno na nota.

    'Meu trabalho foi executado com total transparência e lisura. As contas da chapa do então candidato Jair Bolsonaro, que estavam sob minha responsabilidade, foram aprovadas e elogiadas pelos ministros do TSE', acrescentou.

    Bebianno disse ainda que as candidaturas sob suspeita --a da postulante a deputada federal Maria de Lourdes Paixão e a pretendente a um cargo de deputada estadual Érika Siqueira Campos, ambas por Pernambuco-- receberam recursos por determinação e responsabilidade do diretório do PSL naquele Estado. Ambas receberam recursos significativos, mas tiveram votação inexpressiva.

    'Não conheço e jamais tive qualquer contato com a candidata Maria de Lourdes Paixão', disse Bebianno. 'A candidata Érika Siqueira nunca foi minha assessora, mas já trabalhava para o PSL há vários anos, antes da minha chegada', acrescentou.

    Bebianno assumiu o comando do PSL interinamente no ano passado como homem de confiança de Bolsonaro e, após a vitória eleitoral do presidente, devolveu a presidência da sigla para o deputado Luciano Bivar (PE).

    Apesar de ser nome próximo a Bolsonaro, Bebianno foi acusado de mentir pelo filho do presidente ao afirmar que conversara com Bolsonaro quando ele estava internado em um hospital de São Paulo. As acusações de Carlos Bolsonaro foram feitas em publicações no Twitter que, posteriormente, foram republicadas pelo presidente.

    Bebianno já disse que não pretende pedir demissão do cargo de ministro e que aguarda uma decisão do presidente sobre seu futuro no governo.

    (Por Eduardo Simões)

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    Bebianno cancela agenda, não vai ao Planalto e deve conversar com Bolsonaro nesta quinta

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, cancelou sua agenda da manhã desta quinta-feira, que incluía uma reunião com os ministros da Casa Civil, da Defesa e da Secretaria de Governo, e não foi ao Palácio do Planalto, enquanto aumentam os sinais de que ele não deve continuar no cargo, embora o ministro venha dizendo que não vai sair do posto por vontade própria, segundo uma fonte ligada a ele.

    Envolvido em denúncias de que seu partido usou candidatos-laranja a deputado para acessar recursos públicos de financiamento de campanha, Bebianno entrou em um processo de fritura no governo, capitaneado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e endossado pelo pai.

    Bebianno teria uma reunião na Casa Civil para tratar de Venezuela. Pela manhã, o encontro estava na agenda e foi confirmado por sua assessoria. No final da manhã, a agenda foi revisada e não constavam mais compromissos oficiais. De acordo com sua assessoria, o ministro nem mesmo foi ao Planalto.

    Contudo, uma fonte ligada ao ministro disse que ele não vai pedir demissão e que espera conversar com o presidente sobre a situação. Segundo essa fonte, que pediu para não ser identificada, até o final da manhã não tinha havido um chamado de Bolsonaro para que ele fosse falar com o presidente.

    Na agenda cancelada pela manhã, segundo a fonte, Bebianno foi representado pelo secretário-executivo do ministério, o general Floriano Peixoto. O ministro deve ir ao Palácio do Planalto esta tarde, disse a fonte.

    Na segunda-feira, para mostrar que não havia crise no governo por conta das denúncias, Bebianno afirmou que havia conversado três vezes com Bolsonaro. Carlos usou sua conta no Twitter para negar as conversas e chamou Bebianno de mentiroso.

    Em seguida, Carlos coloca um áudio do próprio Bolsonaro falando a Bebianno, em que o presidente diz: “Gustavo, está complicado eu conversar ainda, então não vou falar com ninguém a não ser o estritamente essencial. E estou em fase final aqui de exames para possível baixa hoje, tá ok? Boa sorte aí.”

    O próprio presidente retuitou as mensagens de Carlos no início da noite e, em entrevista ao jornal da Record, afirmou que Bebianno teria que se explicar.

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse que o caso envolvendo Bebianno será investigadas.

    'O senhor presidente proferiu determinação e ela está sendo cumprida. Os fatos vão ser apurados e eventuais responsabilidades após investigações vão ser definidas', disse Moro, em entrevista após evento em Brasília.

    A confusão em torno de Bebianno dividiu a própria bancada do PSL. Parte dos parlamentares saiu em defesa do ministro.

    A deputada Joice Hasselmann (SP) afirma que a bancada está esperando uma posição do presidente e do próprio Bebianno, que iriam conversar nesta quinta.

    'Mas não há nenhuma definição em relação, pelo menos, que tenha sido comunicada ao partido em relação ao ministro Bebianno', disse Joice.

    A deputada, no entanto, criticou a postura de Carlos Bolsonaro.

    'Eu já me posicionei que acho que declarações de familiares, do filho do presidente, em coisas que envolvem o núcleo duro do governo, são declarações que podem atrair uma crise desnecessária', afirmou.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu, Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello)

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    Bebianno diz que maior desafio será equilibrar contas e critica decisão de Lewandowski

    BRASÍLIA (Reuters) - O futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, disse nesta quinta-feira que o equilíbrio das contas públicas é o maior desafio do próximo governo e a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, de manter os reajustes dos servidores a ser pago em 2019 torna a situação mais difícil.

    “Vamos começar com um desequilíbrio maior por conta disso, mas faz parte do jogo. Vamos em frente”, disse Bebianno, em rápida entrevistas a jornalistas no Centro Cultural do Banco do Brasil, onde está trabalhando a equipe de transição do governo, em Brasília.

    Para Bebianno, não há como se manter uma política de aumento para servidores sem considerar a necessidade de equilibrar as contas e são necessárias “medidas antipáticas”.

    'A principal tarefa, a mais difícil missão, é o equilíbrio das contas públicas. Não há como manter o Brasil nessa cultura de que aumentos são dados sem que se leve em consideração o equilíbrio das contas públicas, isso é muito ruim. Tenho certeza que ministro Lewandowski deve saber disso', afirmou.

    Na quarta-feira, o ministro do STF suspendeu a eficácia de medida provisória que postergava para 2020 o aumento salarial previsto para servidores públicos em 2019 e que implicaria economia de 4,7 bilhões de reais para as contas públicas.

    Bebianno salientou que na reunião ministerial de quarta-feira o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que uma das prioridades do governo será o corte de gastos.

    'Essa obviamente é uma das prioridades. Nós sabemos que a máquina estatal é muito inchada, com sobreposição de atividades, muitos processsos são realizado sem preocupação com resultado final', disse. 'Mas ao mesmo tempo não se pode correr o risco de paralisar a máquina pública, então o objetivo de redução será oportunamente apreciado.'

    FICHA LIMPA

    Bebianno foi questionado sobre a condenação do futuro ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por improbidade administrativa. Apesar de reafirmar o que Bolsonaro tem dito, que não haverá lugar para pessoas com condenações no governo, o ministro diminuiu a importância do episódio e disse que não teve acesso ao caso.

    'Nas diretrizes básicas do governo não haverá espaço para quem não for ficha limpa. Não acho que seja o caso do ministro Ricardo Salles. Isso vai ser apreciado oportunamente', afirmou.

    Salles foi condenado em primeira instância em ação que é acusado pelo Ministério Público de São Paulo de fraudar o processo do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016, quando era secretário do Meio Ambiente no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), para beneficiar empresas ligadas à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Bebianno deixa comando do PSL e volta a ser vice-presidente do partido

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O advogado Gustavo Bebianno deixou a presidência do PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, e volta à condição de vice-presidente da legenda, disse ele à Reuters nesta segunda-feira.

    Segundo Bebianno, a sua permanência na presidência era temporária e com validade até o fim da campanha presidencial, que terminou no domingo com a vitória de Bolsonaro sobre o petista Fernando Haddad no segundo turno.

    Ele retorna agora à vice-presidência do PSL, com o empresário Luciano Bivar, eleito deputado federal por Pernambuco nesta eleição, assumindo o comando da legenda.

    'Não há racha e isso já estava previsto desde lá atrás', disse Bebianno à Reuters.

    Ele negou que esteja cotado para assumir o Ministério da Justiça no governo Bolsonaro e afirmou que há bons nomes para a pasta, como os do juiz Sérgio Moro, responsável na primeira instância pelos processos da Lava Jato em Curitiba, e da ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon.

    'Não procuramos o Moro, mas existe essa hipótese', finalizou Bebianno. Recentemente Bolsonaro já citou o nome de Moro como possível indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) em sua gestão.

    À Reuters, Bivar disse que reassume o comando do partido porque já estava 'previamente combinado'.

    'A função do Bebianno era eleger o Bolsonaro e, cumprindo a missão, ele vai para a parte da transição do governo', disse.

    Ele foi questionado sobre o fato de ter dito, em entrevista anterior também à Reuters, que só iria voltar ao comando do partido em dezembro. Disse que a 'demanda' para questões de transição vai 'tomar muito tempo'.

    Bivar negou ter havido qualquer atrito para essa decisão. 'Não, em absoluto', temos uma boa relação', disse.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Ricardo Brito)

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    Futuro ministro da Defesa diz que militares não darão cartas em governo Bolsonaro

    Por Rodrigo Viga Gaier e Ricardo Brito

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os militares não darão as cartas no governo de Jair Bolsonaro, apesar da presença de nomes da caserna no primeiro escalão do governo, disse neste domingo o general da reserva Augusto Heleno, que comandará o Ministério da Defesa na gestão de Bolsonaro, capitão da reserva do Exército.

    A equipe do presidente eleito tem afirmado que cerca de quatro militares farão parte do ministério do futuro governo. Até o momento, além de Heleno, o coronel reformado da Aeronáutica Marcos Pontes está quase garantido no Ministério da Ciência e Tecnologia. Além deles, o vice-presidente eleito também é um militar, o general da reserva do Exército Hamilton Mourão.

    A presença de tantos militares no alto escalão levantou especulações sobre o papel que eles terão no futuro governo e a oposição acusou Bolsonaro de representar um retorno ao regime militar, que governou o país entre 1964 e 1985.

    'O papel dos militares será o mesmo das últimas décadas... vão continuar apartidários, apolíticos e fazendo sua tarefa constitucional', disse Heleno a jornalistas, em tom irritado, após a vitória de Bolsonaro na eleição deste domingo.

    Para o futuro ministro da Defesa, afirmar que os militares ditarão as regras na gestão Bolsonaro 'é loucura e só cabe na cabeça de quem não conhece nem as Forças Armadas nem o Bolsonaro'.

    'Isso é palhaçada e bobagem', disse Heleno aos jornalistas no hotel em que aliados de Bolsonaro acompanharam a apuração dos votos neste domingo.

    Também presente no hotel Gustavo Bebianno, presidente do PSL, partido de Bolsonaro, estimou que o capitão da reserva terá uma base de cerca de 300 parlamentares no Congresso. Ele afirmou que as reformas começarão a ser tratadas já no primeiro dia da nova gestão.

    Bebianno disse que Bolsonaro deve ir aos Estados Unidos para uma visita oficial, mas ela ainda não tem data marcada. Mais cedo, o presidente eleito disse ter recebido um telefonema do presidente dos EUA, Donald Trump, e classificou a conversa como 'um contato pessoal'.

    O presidente do PSL disse ainda que a cirurgia para reversão da colostomia a que Bolsonaro se submeteu após sofrer uma facada no início de setembro está prevista para meados de dezembro.

    Bebianno criticou ainda o adversário de Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, o petista Fernando Haddad, por não ter parabenizado o candidato do PSL em seu discurso na noite deste domingo, mas afirmou que não esperava algo diferente do PT.

    'O PT vai ficar isolado como sempre, porque suas pautas são sempre negativas, porque o amor deles é pelo poder e não pelo Brasil”, disse Bebianno, que admitiu que o país saiu rachado das urnas.

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