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    'Brexit continua a significar Brexit', diz May ao pressionar a favor de plano para saída da UE

    Por Elizabeth Piper e William James

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse nesta quarta-feira que seu governo já começou negociações com a União Europeia com base em seu plano para o Brexit, pressionando a favor de uma proposta criticada por ambas as alas de seu Partido Conservador.

    Após escapar por pouco de uma derrota no Parlamento sobre sua estratégia para deixar a União Europeia, May sinalizou que não irá desistir de uma proposta sobre o futuro relacionamento do Reino Unido com o bloco --a maior mudança em suas políticas externa e comercial em quase meio século.

    Mas, ao insistir em um plano para uma saída 'amigável aos negócios', May aprofundou uma disputa entre defensores do Brexit e parlamentares pró-União Europeia de seu partido que já estavam em guerra uns contra os outros e, em alguns casos, contra a própria primeira-ministra.

    Boris Johnson, ex-ministro de Relações Exteriores de May que renunciou ao cargo devido ao chamado plano de Chequers, foi um dos primeiros a pedir novamente para que o governo revesse sua estratégia, dizendo que 'não é tarde demais para salvar o Brexit'.

    Mas, em sessão do Parlamento nesta quarta-feira, May se manteve firme após ser questionada por uma parlamentar pró-Brexit de seu partido quando havia decidido mudar seu slogan de 'Brexit significa Brexit', para 'Brexit significa Permanecer'.

    'Brexit continua a significar Brexit', disse May, recebendo aplausos de seus apoiadores conservadores.

    May também disse que já havia iniciado negociações com Bruxelas com base na proposta estabelecida na semana passada depois que seu divido governo chegou a um acordo em sua residência em Chequers.

    A primeira-ministra insistiu que está confiante de que o Reino Unido tem tempo suficiente para negociar um acordo com a União Europeia antes de deixar o bloco em março do próximo ano.

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    'Brexit continua a significar Brexit', diz May ao pressionar a favor de plano para saída da UE

    Por Elizabeth Piper e William James

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse nesta quarta-feira que seu governo já começou negociações com a União Europeia com base em seu plano para o Brexit, pressionando a favor de uma proposta criticada por ambas as alas de seu Partido Conservador.

    Após escapar por pouco de uma derrota no Parlamento sobre sua estratégia para deixar a União Europeia, May sinalizou que não irá desistir de uma proposta sobre o futuro relacionamento do Reino Unido com o bloco --a maior mudança em suas políticas externa e comercial em quase meio século.

    Mas, ao insistir em um plano para uma saída 'amigável aos negócios', May aprofundou uma disputa entre defensores do Brexit e parlamentares pró-União Europeia de seu partido que já estavam em guerra uns contra os outros e, em alguns casos, contra a própria primeira-ministra.

    Boris Johnson, ex-ministro de Relações Exteriores de May que renunciou ao cargo devido ao chamado plano de Chequers, foi um dos primeiros a pedir novamente para que o governo revesse sua estratégia, dizendo que 'não é tarde demais para salvar o Brexit'.

    Mas, em sessão do Parlamento nesta quarta-feira, May se manteve firme após ser questionada por uma parlamentar pró-Brexit de seu partido quando havia decidido mudar seu slogan de 'Brexit significa Brexit', para 'Brexit significa Permanecer'.

    'Brexit continua a significar Brexit', disse May, recebendo aplausos de seus apoiadores conservadores.

    May também disse que já havia iniciado negociações com Bruxelas com base na proposta estabelecida na semana passada depois que seu divido governo chegou a um acordo em sua residência em Chequers.

    A primeira-ministra insistiu que está confiante de que o Reino Unido tem tempo suficiente para negociar um acordo com a União Europeia antes de deixar o bloco em março do próximo ano.

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    May enfrenta batalha no Parlamento sobre comércio pós-Brexit após concessão

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, enfrentará uma batalha no Parlamento nesta terça-feira sobre o comércio pós-Brexit, uma vez que parlamentares pró-União Europeia esperam influenciar os planos do governo para a desfiliação da União Europeia, um dia depois de a premiê ter cedido a exigências de defensores da separação.

    A vulnerabilidade de May no Parlamento, onde ela perdeu a maioria que seu Partido Conservador possuía em uma eleição mal calculada no ano passado, foi exposta na segunda-feira, quando sua decisão de aceitar as demandas de parlamentares pró-Brexit provocou uma rebelião entre aqueles que querem os laços mais estreitos possíveis com a UE após a separação.

    Em duas das votações de segunda-feira sua maioria foi reduzida a três votos, um sinal de que a líder terá dificuldade para aprovar a legislação do Brexit em um Parlamento profundamente dividido, o que pode ameaçar a aprovação de qualquer acordo sobre a desfiliação.

    May prometeu se ater a seu plano de negociar a relação comercial mais estreita possível com a UE, dizendo que sua estratégia é a única que pode atender os objetivos do governo para o Brexit, a maior mudança na política externa britânica em décadas.

    Mas o plano agradou muito poucos, aprofundando as divisões existentes em seu partido que vêm impedindo um avanço nas conversas com a UE e desencadeando uma guerra de palavras entre as facções favoráveis ao Brexit e pró-UE.

    'Não podemos agradar a todos. Temos que ter uma posição de concessão que permita ao país obter um acordo com a União Europeia', disse o ministro do Comércio, Liam Fox, à rádio BBC. 'Agora cabe aos 27 da UE determinarem que tipo de relacionamento eles têm conosco'.

    A votação desta terça-feira tratará do projeto de lei para o comércio, cujo foco é converter acordos comerciais entre a UE e terceiros países em pactos bilaterais com o Reino Unido. Trata-se de um projeto de lei técnico, cujo objetivo inicial não era definir uma nova política comercial.

    Parlamentares pró-UE pediram uma mudança no palavreado do projeto de lei para tentar forçar o governo a buscar uma união alfandegária com o bloco caso os ministros não acertem um acordo que estabeleça 'uma área de livre-comércio para bens sem atritos'.

    O Parlamento também votará uma tentativa de Londres de adiantar seu recesso de verão para a quinta-feira da semana que vem, o que o governo diz ser lógico porque há muito poucas matérias legislativas em pauta nos dias restantes. Críticos dizem ser uma manobra de um governo em pânico com as diversas rebeliões na sigla governista.

    (Por Elizabeth Piper)

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    Grupo que fez campanha pelo Brexit enfrenta investigação policial sobre excesso de gastos

    Por Guy Faulconbridge

    LONDRES (Reuters) - O grupo britânico oficial da campanha para o Brexit, Vote Leave, foi multado em 61 mil libras, nesta terça-feira, por violar regras de gastos no referendo de 2016 sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, e o caso foi encaminhado à polícia pela Comissão Eleitoral.

    A medida da comissão, que disse que violações sérias da lei foram cometidas pelo Vote Leave, se somou a pedidos de oponentes do Brexit para que o referendo seja realizado novamente, embora a primeira-ministra britânica, Theresa May, tenha descartado repetidamente a possibilidade de outra votação.

    Nesta terça-feira, um porta-voz da premiê afirmou que o referendo foi um exercício democrático legítimo.

    'Estamos muito certos de que esse foi um exercício democrático legítimo, no qual o público apresentou sua opinião e é isso que nós vamos cumprir', disse o porta-voz.

    Dois anos depois de escolher deixar o bloco por 52 por cento contra 48, o Reino Unido, seus líderes políticos e empresariais permanecem profundamente divididos sobre os planos do país para sair da União Europeia no dia 29 de março de 2019.

    A comissão disse que o grupo Vote Leave, liderado por importantes figuras como o ex-ministro de Relações Exteriores Boris Johnson e o ministro do Meio Ambiente, Michael Gove, usou um grupo aliado para pagar a companhia Aggregate IQ, que usou dados de redes sociais para atingir eleitores, excedendo o limite de gastos.

    'Encontramos evidências substanciais de que os dois grupos trabalhavam em um plano comum, não declararam seu trabalho conjunto e não aderiram ao limites legais de gastos', disse Bob Posner, diretor de finanças e regulação política da comissão.

    Defensores do Brexit dizem estar lutando contra uma tentativa do establishment britânico de impedir a saída da União Europeia e têm negado repetidamente acusações de opositores de que teriam trapaceado, mentido e até conspirado com a Rússia para ganhar o referendo.

    O Vote Leave disse que a Comissão Eleitoral fez acusações falsas, não interrogou ninguém do grupo e não seguiu o processo devido.

    'Tudo que isso sugere é que a comissão supostamente imparcial é motivada por uma agenda política ao invés de descobrir os fatos', disse porta-voz do grupo, acrescentando que a comissão 'baseou suas conclusões em acusações infundadas e em teorias da conspiração'.

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    May delineia visão de futuro pós-Brexit com ênfase em área de livre comércio

    Por Elizabeth Piper e Andrew MacAskill

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, publicou sua proposta para as relações com a União Europeia após o Brexit, nesta quinta-feira, colocando em seu centro um plano para uma área de livre comércio de bens que irritou muitos de seu partido.

    Na diretriz de governo longamente aguardada, seu governo disse que sua posição de negociação evoluiu , mas que está se atendo a seus princípio para o Brexit, a maior mudança nas políticas externa e comercial britânicas em décadas.

    O documento de 98 páginas, que provocou a renúncia de dois de seus principais ministros nesta semana, dá a entender que Londres espera manter laços estreitos com o bloco, participando de suas agências dedicadas a produtos químicos, aviação e remédios.

    Mesmo antes de sua publicação o texto não recebeu um endosso entusiasmado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse em Bruxelas que não está seguro de que a nova abordagem de May é o que o Reino Unido escolheu em um referendo de 2016.

    Houve uma grande alteração para o gigantesco setor de serviços financeiros britânico, já que o governo descartou os planos de laços estreitos nessa área que a City de Londres preferia em troca de um acordo que oferece flexibilidade, mas um acesso mais limitado aos mercados.

    Deixar a União Europeia envolve desafio e oportunidades. Precisamos nos colocar à altura do desafio e aproveitar as oportunidades , escreveu o ministro do Brexit, Dominic Raab, nomeado na segunda-feira, na introdução do documento.

    Esta é a abordagem certa --tanto para o Reino Unido quanto para a UE. O Documento Branco delineia em detalhes como funcionaria , acrescentou, usando o nome como o documento é chamado.

    Faltando menos de nove meses para deixar o bloco, May vem sendo pressionada por empresários, autoridades da UE e seus próprios parlamentares para esclarecer sua posição de negociação e desbloquear as conversações quase travadas do Brexit.

    Ela costurou um acordo em sua residência de campo de Chequers na sexta-feira passada, mas a iniciativa foi minada rapidamente quando dois de seus principais ministros e defensores do Brexit entregaram seus cargos em protesto contra seu plano de manter laços comerciais estreitos com a UE.

    Sua equipe espera que a publicação do documento branco, amenize os receios de muitos defensores da desfiliação após a saída de seu ex-ministro de Relações Exteriores, Boris Johnson, e de seu ex-negociador do Brexit, David Davis.

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    Ministros eurocéticos renunciam e afetam planos de premiê britância para saída da UE

    Por Elizabeth Piper e William James e Andrew MacAskill

    LONDRES (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, e o negociador do Brexit pelo lado do governo britânico, David Davis, renunciaram nesta segunda-feira em protesto contra os planos da primeira-ministra Theresa May de manter laços próximos com a União Europeia após o país deixar o bloco, gerando rebelião dentro do partido governista.

    Principal rosto do Brexit para muitos dentro e fora do Reino Unido, Johnson renunciou poucas horas após o pedido de demissão do ministro do Brexit Davis, encorajando alguns dentro do Partido Conservador a organizarem um plano para afastar May a menos de nove meses da saída oficial do Reino Unido da UE, em março do ano que vem.

    May nomeou Jeremy Hunt, que era ministro da Saúde há bastante tempo, como ministro das Relações Exteriores após a saída de Johnson.

    As duas demissões aparentam despedaçar a proclamação de May na sexta-feira de unidade de seu gabinete, quando ela disse acreditar que havia conseguido, após dois anos de esforços, assegurar um acordo sobre a maior mudança de política externa e comercial do Reino Unido em quase meio século.

    No entanto, May foi aplaudida e elogiada por muitos parlamentares conservadores em encontro particular nesta segunda-feira, após ter passado mais de duas horas no Parlamento respondendo questões muitas vezes hostis.

    Tanto eurocéticos quanto legalistas disseram que ela havia se mantido firme e aparenta ter conseguido manter o cargo, ao menos por ora.

    As renúncias não ajudam May a mostrar a unidade que desejava apresentar em Bruxelas na próxima fase de negociações sobre os futuros laços do Reino Unido com o bloco.

    Ao invés disso, as demissões fomentaram uma profunda descrença entre muitos eurocéticos dentro do partido de May, prejudicando sua posição e levantando dúvidas sobre o processo do Brexit.

    “O Brexit deveria ser sobre oportunidade e esperança”, disse Johnson em sua carta de renúncia. “O sonho está morrendo, sufocado por insegurança desnecessária”.

    Ele se queixou sobre como “decisões cruciais” haviam sido adiadas, levando ao que descreveu como um “semi-Brexit”, com o Reino Unido incapaz de desviar, ou se afastar, de regras e regulações estabelecidas em Bruxelas. “No que diz respeito a isso, nós estamos verdadeiramente seguindo para o status de colônia”.

    O agora ex-ministro do Brexit Davis havia anteriormente chamado o plano de May de perigoso, e disse que daria “muitas coisas, muito rápido” para negociadores da União Europeia. May o substituiu por outro defensor do Brexit, Dominic Raab, que disse estar pronto para “os desafios do Brexit”.

    (Reportagem adicional de Michael Holden, Alistair Smout e Kate Holton)

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