alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE cafe

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia União tem acordo sobre cessão onerosa com Petrobras; é preciso amparo legal, diz Guardia

    União tem acordo sobre cessão onerosa com Petrobras; é preciso amparo legal, diz Guardia

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nesta quarta-feira que o governo federal já chegou a um acordo com a Petrobras sobre a revisão do contrato da cessão onerosa, mas entende que é necessária a aprovação de uma lei para que ele possa ser efetivado.

    'Encaminhamos o projeto de lei que está em discussão no Congresso Nacional. Não foi aprovado até este momento. Estamos hoje no dia 12 de dezembro. Então este tema ficará para o próximo ano', disse.

    'Se houver entendimento no futuro --e isso pode ocorrer, não estou dizendo nem que sim, nem que não-- que isso (amparo da lei) não é necessário, não tem nenhum problema. Não cabe a mim avaliar mais', acrescentou o ministro, em encontro com jornalistas.

    Guardia se recusou a dar detalhes sobre valores ou sobre quem seria credor nesse desenho, citando acordo de confidencialidade assinado.

    Uma renegociação do contrato entre União e Petrobras estava prevista desde 2010, quando o acordo foi assinado.

    Alguns integrantes da indústria avaliam que o projeto de lei é necessário por trazer mais segurança jurídica, uma vez que há lacunas no contrato da cessão onerosa, pelo qual a Petrobras pagou à União 74,8 bilhões de reais para explorar até 5 bilhões de barris de óleo equivalente no pré-sal.

    Nesta quarta-feira, o Tribunal de Contas da União (TCU) analisa processo sobre o mesmo assunto.

    Questionado se, após eventual decisão do órgão de controle, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) poderia deliberar sobre o leilão do excedente da cessão onerosa em sua próxima reunião, que ocorre em 17 de dezembro, Guardia disse que precisava ter conhecimento da decisão do TCU para poder responder.

    Na avaliação de fontes a par das discussões, uma aprovação do TCU poderia abrir caminho para a realização do megaleilão, sem a necessidade de aprovação de um projeto sobre o tema que tramita no Congresso e que tem enfrentado dificuldade de avançar em meio à indefinição legal de como poderia ser feita eventual repartição com Estados e municípios de recursos arrecadados no certame.

    A divisão do montante foi previamente acordada entre o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e a equipe econômica do futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL), capitaneada por Paulo Guedes.

    Nesta quarta-feira, Guardia reconheceu que há impasse em relação ao tema por conta do desejo de compartilhar recursos com os entes regionais, já esse repasse teria que ser submetido à regra do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas públicas. Assim, a União teria que cortar despesas em montante equivalente para fazer essa compensação orçamentária.

    Especialistas estimam que a região da cessão onerosa tem muito mais do que os 5 bilhões de barris de óleo equivalente que a Petrobras poderá explorar, segundo o contrato original fechado com a União.

    Com a possível venda do excedente da cessão onerosa para petroleiras em um leilão, a expectativa é de que a União possa arrecadar até 130 bilhões de reais, conforme estimou Eunício anteriormente.

    Uma parte desses recursos seria utilizada para pagar a Petrobras na renegociação do contrato da cessão onerosa, caso se confirme uma avaliação anterior de executivos da estatal de que ela é credora da União.

    Sem a conclusão dessa renegociação, a realização do leilão seria inviável.

    MAIS PRESSÃO ORÇAMENTÁRIA

    Após a Câmara dos Deputados aprovar na véspera, em caráter final, projeto que prorroga incentivos fiscais para empresas instaladas nas áreas de atuação das superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Nordeste (Sudene) e do Centro-Oeste (Sudeco), Guardia apontou que a investida tem impacto anual de 3,5 bilhões de reais por ano, não contemplado na proposta orçamentária do ano que vem.

    Guardia ressaltou que, por determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), deve haver compensação de novos benefícios concedidos, o que pode acontecer via aumento de impostos ou redução de benefícios tributários.

    'O problema é que até onde eu tenho conhecimento a medida não foi acompanhada dessa compensação', disse. 'Se ficar caracterizado que não está adequado à LRF a gente tem por obrigação recomendar o veto'.

    Em relação ao socorro financeiro a Roraima, o ministro afirmou que o tópico ainda está sendo discutido internamente. Ele ponderou que o repasse poderá ser feito via crédito extraordinário, pois parece cumprir requisitos legais para tanto. Nesse caso, não precisaria obedecer ao teto de gastos.

    Na terça-feira, o interventor federal do Estado, governador eleito Antonio Denarium (PSL), afirmou que o governo federal acertou ajuda de 200 milhões de reais a Roraima, recursos que serão utilizados para regularização da folha de pagamento, numa solução para as greves generalizadas dos servidores públicos estaduais.

    Sobre eventual ingresso de Roraima no regime de recuperação fiscal, Guardia indicou ser necessário atualizar as informações do Estado, já que para entrar no regime os entes devem ter despesa de pessoal mais serviço da dívida em valor igual ou superior a 70 por cento da receita corrente líquida.

    Segundo o ministro, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte têm despesas com pessoal acima de 70 por cento, sendo que o limite estabelecido pela LRF é de 60 por cento. Hoje, o Rio de Janeiro é o único no regime de recuperação fiscal, com Rio Grande do Sul tentando cumprir requisitos para formalizar sua adesão.

    Ao falar sobre a situação fiscal dos Estados de maneira mais ampla, o ministro ressaltou que é imprescindível que eles também façam ajuste fiscal, especialmente para diminuir despesas previdenciárias e de pessoal.

    Quanto aos desafios para a União no governo de Jair Bolsonaro (PSL), Guardia ressaltou que a reforma da Previdência é 'urgente e absolutamente necessária'.

    (Por Marcela Ayres)

    0

    0

    13

    4 D

    Placeholder - loading - Imagem da notícia ENTREVISTA-3corações vê salto em vendas em 2018 e grande safra de café no Brasil em 2019

    ENTREVISTA-3corações vê salto em vendas em 2018 e grande safra de café no Brasil em 2019

    Por Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - O grupo 3corações, líder em vendas de café torrado & moído do Brasil, prevê uma safra abundante no país no ano que vem, consumo crescente e projeta fortes investimentos no mercado brasileiro, onde seus negócios têm crescido em ritmo de dois dígitos ao ano, disse à Reuters o presidente da companhia.

    À frente de uma empresa que deve faturar quase 5 bilhões de reais neste ano e de olho em um mercado de produtos de maior valor agregado, Pedro Lima fala com entusiasmo sobre iniciativas da 3corações para fomentar a produção de café de qualidade, que cada vez mais atrai consumidores. Mas ele também pensa no todo.

    'Estamos nos cafés diferenciados, cafés em microlotes... para onde o consumidor for, vamos seguir', disse Lima, comentando que o interesse dos brasileiros por grãos melhores foi ampliado com o auxílio de um programa da associação da indústria brasileira de café, de aprimorar a qualidade de toda a produção.

    Com 27 por cento do mercado de torrado & moído no Brasil, mais de 60 por cento no segmento de cappuccino e em segundo lugar em vendas no país em solúvel, atrás da Nestlé, o grupo 3corações espera contar com uma grande safra brasileira no próximo ano, até para ajudar a companhia a atingir seus objetivos.

    Segundo Lima, filho de João Alves de Lima, fundador da empresa que originou o grupo --hoje uma joint venture 50/50 com o israelense Strauss Group Ltd--, a safra de 2019 tem potencial de ser a maior de um ano de baixa do ciclo bianual do arábica.

    'A nossa expectativa, de empresa verticalizada, com time de especialistas em todo o país, é de uma safra de 55 milhões de sacas em 2019', disse Lima, o que seria uma queda de 5 milhões de sacas ante o recorde deste ano.

    Do total, a safra de café arábica do Brasil deve atingir, segundo Lima, 35 milhões de sacas em 2019, ante cerca de 44 milhões em 2018), enquanto a de café robusta deve crescer para 20 milhões de sacas no próximo ano, versus 16 milhões de sacas em 2018, à medida que áreas produtoras consolidam uma recuperação após anos de seca.

    'Talvez seja a maior safra de ano de baixa', disse ele, ao ser questionado sobre a colheita que se inicia no segundo trimestre de 2019. Segundo dados do governo, que em geral apontam um volume menor que o mercado, a maior safra de baixa produtividade do país se deu 2013 (49,15 milhões de sacas).

    'Isso deve deixar os preços estáveis', disse o presidente da 3corações, considerando também os estoques formados no Brasil na safra abundante deste ano.

    SALTO NO FATURAMENTO

    Os grandes volumes produzidos no Brasil, admitiu Lima, ajudaram nas margens da empresa neste ano, que também deve registrar um salto de cerca de 10 por cento no faturamento bruto, para aproximadamente 4,8 bilhões de reais, na comparação com 2017.

    'Bruto, a ideia é chegar em 4,8 bilhões. Líquido, a ideia é chegar em 3,9 bilhões.'

    Com tais resultados e de olho em uma recuperação econômica, o grupo deverá investir montantes de aproximadamente 320 milhões de reais em 2019, praticamente o mesmo patamar deste ano.

    Tais aportes, entre outros objetivos, visam capturar as oportunidades do mercado de cafés especiais, que cresce em um ritmo muito mais forte do que o mercado em geral, ainda que represente ainda cerca de 3 por cento dos volumes vendidos, indicou Lima.

    Uma das mais recentes iniciativas da 3corações na área de especiais, nas versões torrado & moído, grãos e cápsulas, é a linha Rituais, com 'blends' 100 por cento arábica do Cerrado Mineiro, Mogiana Paulista, Sul de Minas, além do orgânico e 'Florada'.

    Este último, integrante de um programa da 3corações para 'empodeirar' as cafeicultoras, ao mesmo tempo em que ensina as melhores práticas de produção, em um processo que culmina com um concurso para os grãos mais apreciados do Brasil produzidos por mulheres.

    'É um trabalho para melhorar a cafeicultura brasileira... e, claro, elas vão se tornar fornecedoras da empresa', comentou Lima, cuja empresa é dona de uma série de marcas, como Santa Clara, Pimpinela, Kimimo, Letícia, Fino Grão, Itamaraty, Iguaçu, 3corações, além da TRES, solução de café expresso e com mais de 20 sabores de bebidas quentes.

    Com 25 centros de distribuição espalhados pelo Brasil, seis plantas fabris, duas unidades de compra e beneficiamento, a empresa também exporta café de algumas de suas marcas para os principais mercados da América Latina e Estados Unidos.

    (Por Roberto Samora)

    0

    0

    1

    1 S

    Placeholder - loading - Imagem da notícia ENFOQUE-Cafeicultor do Brasil reduz tratos nas lavouras por maiores custos e preços fracos

    ENFOQUE-Cafeicultor do Brasil reduz tratos nas lavouras por maiores custos e preços fracos

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - Cafeicultores brasileiros devem investir menos em tratos culturais na safra 2019/20, a ser colhida no próximo ano, diante dos preços enfraquecidos da commodity e da alta dos custos com insumos por causa da apreciação do dólar, disseram integrantes do setor.

    O movimento pode colocar mais pressão sobre a oferta no maior produtor e exportador global de café, pois a safra do próximo ano será a de baixa no ciclo bianual do arábica, após uma colheita recorde no país de cerca de 60 milhões de sacas neste ano.

    Menos investimentos em fertilizantes e, especialmente, defensivos, poderiam prejudicar a produtividade das lavouras que começarão a ser colhidas no segundo trimestre de 2019, avaliaram especialistas em cooperativas de cafeicultores.

    'O produtor está querendo cortar gastos porque o retorno está sendo menor', alertou o agrônomo Celso Scanavachi, da cooperativa paulista Coopinhal, ressaltando a possibilidade de incidência de doenças por redução no uso de defensivos.

    Uma safra menor no Brasil, que responde por mais de um terço da produção global, teria potencial de dar sustentação aos preços globais do café, que tocaram mínimas em mais de uma década em meados de setembro, em razão da supersafra brasileira e da apreciação do dólar ante o real, que agora se atenuou por questões eleitorais.

    'Com a redução do investimento, a gente vai ter consequência de falta de café lá na frente', acrescentou Scanavachi, também produtor, calculando que os cafeicultores da Coopinhal, com sede em Espírito Santo do Pinhal (SP) e mais de 500 cooperados, devem aportar até 30 por cento menos em adubos e defensivos.

    O agrônomo e superintendente comercial da Cocapec, de Franca (SP), Ricardo Lima de Andrade, também não descarta menos investimentos nas lavouras, embora pondere que a situação financeira varia entre os produtores e que a própria cooperativa fornece apoio na hora de comprar insumos.

    'Temos uma curva de preços do café em baixa e uma curva dos custos em alta', disse, prevendo um poder de compra de insumos até 8 por cento menor para os produtores em meio a fertilizantes entre 50 e 60 por cento mais caros.

    'Vou gastar mais sacas de café para comprar o mesmo insumo. Isso dá a sensação de perda de poder de compra', afirmou ele, cuja cooperativa para qual trabalha possui mais de 2 mil cooperados. 'Sem controle, as doenças adentram à lavoura. Isso é o pior dos caminhos, porque cai a produtividade.'

    Em Minas Gerais, principal Estado produtor do país, os receios quanto à nova safra também existem. O gerente do Departamento de Café da Coopervass, de São Gonçalo do Sapucaí e com 2,7 mil cooperados, Leandro Costa, afirmou que, 'de maneira geral', o investimento diminuiu, mesmo com muitas operações de 'barter' (troca de café por insumos).

    'Podemos ter uma safra com mais defeitos, mais quebra. E também estamos preocupados com o volume a ser colhido justamente por causa dessa desanimada do produtor', comentou ele.

    No Espírito Santo, principal produtor de café conilon, a situação não é diferente. O presidente da Cooabriel, maior cooperativa da variedade robusta do mundo, Antônio Joaquim de Souza Neto, disse que as compras de insumos estão 50 por cento menores neste ano.

    'O pessoal está muito desanimado... Não está querendo pegar o adubo porque o café está muito barato', afirmou.

    No mercado doméstico, as cotações da commodity estão em torno de 450 reais por saca de 60 kg, segundo o Cepea, da Esalq/USP, bem distantes dos mais de 560 reais vistos em 2016, no auge da crise de oferta desencadeada pela quebra de produção no Espírito Santo.

    Há uma certa estabilidade na cotação do café no Brasil na comparação com a mesma época de 2017, mas os custos cresceram pela valorização de fertilizantes e defensivos denominados em moeda norte-americana, ressaltaram eles.

    TEMPO BOM

    Por enquanto, das condições climáticas os produtores não podem reclamar --o que eventualmente poderia aliviar o investimento menor nas lavouras.

    Andrade, da Cocapec, afirmou que os cafezais na área de atuação da cooperativa, na Mogiana paulista e sul de Minas Gerais, tiveram duas floradas, uma em agosto e outra em setembro, e que os frutos já estão em desenvolvimento.

    'Tivemos chuvas espaçadas aqui que, no nosso ponto de vista, foram adequadas para as floradas.'

    Scanavachi, da Coopinhal, também comemora, lembrando-se que há um ano uma forte estiagem levantou receios quanto à safra que depois se confirmou histórica.

    'Tem chovido bem, vai ter um percentual de pegamento bom, apesar de uma safra pequena. Não pode reclamar, não, porque a chuva deu uma normalizada. Toda a semana está dando uma chuvinha boa. Problema com estiagem não tem', disse ele.

    (Por José Roberto Gomes)

    0

    0

    9

    1 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Brasil eleva previsão de safra de café para recorde de quase 60 mi sacas

    Brasil eleva previsão de safra de café para recorde de quase 60 mi sacas

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A safra de café do Brasil em 2018 foi estimada nesta terça-feira em recorde de 59,9 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 3,2 por cento na comparação com o número apurado no levantamento anterior, divulgado em maio pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    O terceiro levantamento oficial de safra de café do maior produtor e exportador global da commodity apontou um aumento de 33,2 por cento na colheita ante 2017, com a Conab citando boas condições climáticas e bienalidade positiva do arábica em 2018.

    Soma-se a isso o uso de mais tecnologias pelo setor, que tem ajudado cafeicultores a conseguir produtividades recordes, disse a Conab.

    'Nunca vimos uma safra como esta', disse Silvio Farnese, diretor do departamento de Café, Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério de Agricultura, acrescentando que, além do grande volume, a qualidade é muito boa.

    A produção brasileira recorde deste ano tem pressionado os contratos futuros de café, que nesta terça-feira atingiram mínimas de mais de 12 anos. Representantes dos agricultores estão buscando soluções junto à indústria para atravessar este momento difícil.

    A colheita supera com folga o último ano de bienalidade positiva do Brasil, em 2016, quando a colheita total somou 51,37 milhões de sacas.

    A produção de café arábica do Brasil, que representa a maior parte do total, foi projetada em 2018 em 45,9 milhões de sacas, ante 44,33 milhões na previsão de maio. Na comparação com 2017 (ano de baixa produtividade do arábica), o aumento é de 34,1 por cento.

    A produção de café robusta (conilon) do país em 2018 foi estimada em cerca de 14 milhões de sacas, ante 13,7 milhões na previsão anterior. A Conab apontou um aumento de 30 por cento ante o ano passado, quando as lavouras ainda se recuperavam de uma seca.

    A produtividade média do arábica na atual safra foi estimada em 30,74 sacas por hectare, um recorde histórico, sendo 33 por cento maior do que aquela obtida em 2017.

    Já a produtividade média brasileira do robusta foi estimada em 38 sacas/hectare, um incremento de 35,3 por cento em relação a 2017, também um recorde histórico.

    Minas Gerais, maior produtor de café do Brasil, teve colheita estimada em 31,9 milhões de sacas, sendo 31,6 milhões do arábica.

    'O aumento estimado para essa safra é em razão do aumento da produtividade, decorrente das boas condições climáticas, além do uso de irrigação e da bienalidade positiva.'

    No Espírito Santo, a produção estimada chegou a 13,5 milhões de sacas, com 8,8 milhões para conilon e 4,7 milhões para arábica.

    Em São Paulo, a produção é exclusivamente de café arábica e a quantidade chegou a 6,2 milhões de sacas. Outro Estado que apresentou bons resultados foi a Bahia, com produção de 2,9 milhões do conilon e 1,9 milhão do arábica, segundo a Conab.

    Em Rondônia, a produção deve somar 1,9 milhão de sacas, devido ao maior investimento na cultura, com a produtividade aumentando significativamente nos últimos seis anos, passando de 10,8 sacas por hectare em 2012 para 30,9 sacas na safra atual.

    A área total de cafezais em formação e em produção em todo o país deve alcançar 2,16 milhões de hectares, sendo 1,86 milhão de hectares em produção.

    A Conab apontou redução de área total na ordem de 2,3 por cento ante 2017.

    Quando a Conab realizou o levantamento, em agosto, o Brasil já havia colhido grande parte da safra.

    2019

    Farnese disse que as perspectivas para a safra de 2019 ainda são difíceis de se avaliar.

    A produção provavelmente será menor devido ao ano de baixa no ciclo do arábica, disse ele.

    'Mas se você tiver um bom nível de chuvas após a florada, ainda poderemos ter uma boa safra (ano que vem)', afirmou ele.

    As primeiras floradas para a safra do ano que vem já aconteceram em várias regiões.

    O diretor do ministério disse que os agricultores brasileiros ainda podem obter lucros a preços correntes e não vê a necessidade do governo lançar planos como as opções públicas de venda usadas em 2010.

    Se os preços estão em mínimas históricas em dólares no mercado internacional, em reais a situação é um pouco melhor, justamente pelo efeito do câmbio.

    (Por Roberto Samora e Marcelo Teixeira, em São Paulo, e Jake Spring em Brasília)

    0

    0

    16

    2 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Exportação de café do Brasil salta e supera 3 mi sacas em agosto

    Exportação de café do Brasil salta e supera 3 mi sacas em agosto

    SÃO PAULO (Reuters) - A exportação de café verde do Brasil em agosto atingiu 3,07 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 33,4 por cento na comparação com o mesmo mês do ano passado, com impulso de uma grande colheita que também registra boa qualidade, afirmou nesta quarta-feira o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé).

    'Os resultados das exportações do café brasileiro no mês de agosto apresentaram, conforme prevíamos, um crescimento muito significativo, registrando um dos maiores volumes mensais dos últimos dois anos', declarou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, em comunicado.

    Segundo ele, com a boa safra e a colheita praticamente encerrada, 'os números confirmam o ótimo desempenho do café arábica, bem como, a forte recuperação do café conilon'.

    Os maiores embarques ocorrem também em um ambiente de dólar forte frente ao real, o que tende a impulsionar vendas do Brasil, o maior produtor e exportador global. O país está finalizando uma colheita recorde de 57,4 milhões de sacas, previu na véspera o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O resultado contrasta com meses anteriores deste ano, quando as exportações brasileiras apresentaram volumes mínimos históricos, com o mercado lidando com baixos estoques antes da entrada da safra.

    'Os volumes do mês refletem ainda a excelente qualidade do produto brasileiro para atender ao exigente mercado internacional...', declarou Carvalhaes, em referência à nova safra.

    A exportação de café arábica do Brasil em agosto atingiu 2,54 milhões de sacas, alta de 11,6 por cento na comparação anual. Já a exportação de café robusta somou 537,4 mil sacas, aumento de 1693 por cento ante agosto do ano passado, quando os embarques sentiam os efeitos da seca.

    Considerando a soma de café verde, solúvel e torrado e moído, o Brasil exportou 3,4 milhões de sacas de café, registrando crescimento de 30,4 por cento em relação a agosto de 2017, quando o país exportou 2,6 milhões de sacas.

    A receita cambial chegou a 470,65 milhões de dólares, representando aumento de 10 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado.

    No acumulado do ano de janeiro a agosto, o Brasil exportou 20,5 milhões de sacas, crescimento de 4,5 por cento na comparação com igual período do ano passado. A receita cambial no período apresentou uma queda de 7,5 por cento, alcançando 3,1 bilhões de dólares.

    O preço médio do café exportado em agosto teve queda de 15,6 por cento, para 138,24 dólares por saca, enquanto os contratos futuros do arábica em Nova York oscilam perto de mínimas em 12 anos, na expectativa da grande safra do Brasil e com pressão do câmbio.

    EUA, Alemanha e Itália se mantiveram, respectivamente, como os três principais destinos do café brasileiro. Os EUA importaram 3,6 milhões de sacas de café de janeiro a agosto, enquanto a Alemanha importou 3,1 milhões e a Itália, 1,9 milhão de sacas.

    Em relação aos cafés diferenciados, no ano, o Brasil exportou 3,45 milhões sacas, uma participação de 16,9 por cento no volume total do café exportado, e 20,5 por cento da receita cambial, disse o Cecafé, ressaltando crescimento em volume de 15,9 por cento em relação ao mesmo período de 2017.

    (Por Roberto Samora e Marcelo Teixeira; edição de Luciano Costa)

    0

    0

    35

    3 M

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Exportação de café do Brasil tem menor nível em 14 anos após greve de caminhoneiros

    Exportação de café do Brasil tem menor nível em 14 anos após greve de caminhoneiros

    Por José Roberto Gomes e Roberto Samora

    SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de café verde do Brasil despencaram 36,9 por cento em maio na comparação anual, para 1,46 milhão de sacas de 60 kg, o menor volume exportado pelo país desde fevereiro de 2004, com impacto da paralisação dos caminhoneiros no mês passado, de acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé).

    A exportação de maio --um mês também impactado negativamente pela baixa oferta de café do Brasil por conta da entressafra-- se configura no menor volume desde fevereiro de 2004, quando o país embarcou 1,4 milhão de sacas, de acordo com dados do Cecafé, informou nesta terça-feira o conselho.

    No mês de maio foi evidenciada a menor oferta para a exportação, como já prevíamos devido ao período de entressafra. Além disso, com os protestos e a greve dos caminhoneiros, o volume foi ainda menor, pois deixamos de embarcar entre 400 mil a 500 mil sacas neste mês , disse o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, em relatório.

    O volume de que deixou exportado, contudo, é menor do que o apontado pelo Cecafé ainda durante os protestos, de 900 mil sacas.

    Com a estimativa de que teremos uma safra recorde de café para o próximo ano cafeeiro, que oficialmente se iniciará em julho, o Cecafé espera recuperação dos volumes exportados , acrescentou Carvalhaes.

    Para este mês, a expectativa é de uma recuperação nos embarques, apontam os certificados de exportação que estão sendo emitidos, segundo o Cecafé.

    Mas a situação ainda não é de normalidade, uma vez que os protestos de maio reduziram os estoques nos portos e limitaram o transporte do produto.

    O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo e deve ter uma colheita histórica de cerca de 58 milhões de sacas neste ano.

    Do total embarcado em maio, 1,42 milhão de sacas foram de café arábica (queda de 38,4 por cento), enquanto 46,5 mil sacas de robusta (alta de 134,8 por cento).

    Também foram exportadas 233,56 mil sacas de café solúvel (queda de 15,2 por cento) e 476 sacas de torrado e moído (queda de 79 por cento).

    As exportações totais de café do Brasil em maio, entre verde e industrializado, atingiram 1,7 milhão de sacas, queda de 34,7 por cento.

    0

    0

    22

    6 M

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. cafe

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.