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    SAIBA MAIS-Possíveis candidatos para eleição presidencial dos EUA em 2020

    Por John Whitesides

    (Reuters) - Impulsionados pela conquista da maioria da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos na eleição de terça-feira, os democratas podem agora voltar sua atenção à corrida presidencial de 2020.

    Pela primeira vez desde o início da campanha de 2004, os democratas entram no ciclo eleitoral sem um nome dominante. Mais de duas dezenas de possíveis candidatos estão sendo considerados, ou começaram ativamente a explorar suas chances.

    O presidente Donald Trump sinalizou interesse em se reeleger já no dia em que tomou posse em janeiro de 2017, e sua popularidade entre a base de apoio do Partido Republicano torna difícil qualquer desafio à sua indicação.

    Veja abaixo alguns possíveis candidatos.

    PARTIDO DEMOCRATA

    JOE BIDEN - O ex-vice-presidente dos EUA, de 75 anos, aparece como o líder entre os democratas nas pesquisas iniciais, em parte devido às décadas que passou como senador e ao oito anos como número dois do presidente Barack Obama.

    BERNIE SANDERS - O senador do Estado de Vermont, de 77 anos, ainda tem uma forte base de apoio desde que disputou a candidatura democrata em 2016 com Hillary Clinton, e seu foco em questões como o acesso universal à saúde, a redução da desigualdade de renda e uma faculdade pública gratuita tem sido amplamente adotado pelo partido.

    ELIZABETH WARREN - A senadora do Estado de Massachusetts, de 69 anos, é uma líder da ala progressista do partido e forte crítica de Wall Street que foi essencial na criação do Conselho de Proteção Financeira do Consumidor.

    KAMALA HARRIS - A senadora negra de primeiro mandato do Estado da Califórnia, de 54 anos, é considerada como uma das candidatas com maior chance de se destacar do grupo de democratas menos conhecidos. Seu interrogatório agressivo do indicado à Suprema Corte Brett Kavanaugh foi muito elogiado por ativistas.

    CORY BOOKER - O senador negro do Estado de Nova Jersey, de 49 anos, um ex-jogador de futebol americano pela Universidade de Stanford, ganhou destaque como prefeito da cidade de Newark quando salvou um vizinho de uma casa em chamas em 2012.

    BETO O'ROURKE - O parlamentar de três mandatos, de 46 anos, se tornou um sucesso entre os democratas com sua campanha pelo Senado no profundamente conservador Estado do Texas. Ele perdeu a disputa, mas quebrou recordes de arrecadação de fundos, concorrendo como um progressista impassível e oferecendo um possível modelo para os democratas em 2020.

    KIRSTEN GILLIBRAND - A senadora de Nova York, de 51 anos, foi indicada ao Senado para substituir Hillary Clinton em 2009, quando Clinton foi nomeada secretária de Estado e, desde então, tem se tornado uma líder do movimento #MeToo.

    MICHAEL BLOOMBERG - O ex-prefeito da cidade de Nova York, e ex-republicano, já considerou no passado concorrer à Casa Branca como candidato independente. Mas, desta vez, Bloomberg, de 76 anos, considera disputar como democrata. Seu dinheiro e a popularidade de seu nome são significativos e sua defesa por um maior controle de armas conquistou o apoio de ativistas.

    ANDREW CUOMO - O governador de Nova York, de 60 anos, derrotou facilmente a atriz Cynthia Nixon nas primárias em setembro. Agora reeleito com grande vantagem, Cuomo se torna um possível candidato à Presidência.

    ERIC HOLDER - Aliado próximo de Obama, Holder foi seu primeiro procurador-geral.

    AMY KLOBUCHAR - A senadora do Estado de Minnesota, de 58 anos, uma ex-procuradora, foi muito elogiada por ativistas por seu interrogatório do indicado à Suprema Corte Brett Kavanaugh durante sua audiência de confirmação.

    TERRY McAULIFFE - Ex-líder do Comitê Nacional Democrata de 2001 a 2005, McAuliffe, de 61 anos, liderou as campanhas presidenciais tanto de Bill como de Hillary Clinton.

    STEVE BULLOCK - O governador de Montana, de 52 anos, tem sinalizado interesse em concorrer à Presidência com diversas viagens aos primeiros Estados que realizarão as primárias da disputa presidencial, incluindo uma muito divulgada viagem a feira estadual de Iowa.

    PARTIDO REPUBLICANO

    DONALD TRUMP - O presidente, de 72 anos, já tem um slogan de campanha, 'Mantenha a América Grande', e, entre seu comitê de campanha e dois comitês conjuntos de arrecadação de fundos, já acumulou 106 milhões de dólares para sua reeleição, com 47 milhões de dólares em caixa, de acordo com relatórios financeiros de sua campanha. Trump já volta sua atenção à disputa, usando seus eventos políticos para criticar possíveis adversários democratas.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Equipe de Bolsonaro quer acelerar agenda liberal em energia; PT defende Estado no setor

    Equipe de Bolsonaro quer acelerar agenda liberal em energia; PT defende Estado no setor

    Por Luciano Costa

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) tem prometido uma política liberal no setor elétrico e a privatização da Eletrobras, embora possivelmente em modelo diferente do proposto no atual governo, em frontal oposição aos planos do rival Fernando Haddad (PT), que prevê 'a retomada do controle público' do setor e o fortalecimento da estatal.

    As propostas de Bolsonaro, que lidera as pesquisas, vêm de um time comandado pelo professor associado do departamento de Economia da Universidade de Iowa (EUA), Luciano de Castro, enquanto Haddad é assessorado pelo professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mauricio Tolmasquim, ex-presidente da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

    Fontes do setor disseram à Reuters que Castro tem participado de conversas em Brasília para ouvir sugestões e apresentar ideias.

    Segundo uma das fontes, que esteve com Castro, os sinais são de que Bolsonaro não se distanciaria muito de uma agenda de modernização da regulamentação do setor perseguida pelo Ministério de Minas e Energia desde a chegada de Michel Temer à presidência em 2016.

    Mas a atual proposta para a desestatização da Eletrobras, que envolveria a oferta de novas ações e a diluição da fatia do governo na companhia, pode passar por mudanças, em meio a preocupações com a concorrência.

    'Eles sinalizaram que estão refletindo sobre o modelo, mas concordam com a privatização. Eles refletem sobre a possibilidade de um modelo melhor. Se esse modelo não cria uma empresa muito grande, com muito poder de mercado', explicou a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

    Na equipe de Haddad, por outro lado, a desestatização é descartada --o economista Márcio Pochmann, um dos coordenadores da campanha, disse à Reuters em julho que o partido poderia até rever vendas de ativos da estatal feitas sob Temer.

    'A Eletrobras retomará seu papel estratégico no sistema energético brasileiro, como líder em estudos, planejamentos, geração e transmissão de energia elétrica no país', defende o plano de governo petista.

    PROJETO DE REFORMA

    A equipe de Bolsonaro tem mostrado certo alinhamento com um projeto de Temer para rever regras do setor de energia, disse uma segunda fonte com conhecimento das conversas, que avaliou também que o plano dificilmente seria levado adiante em um governo Haddad.

    A reforma, em discussão há mais de um ano, prevê entre outros pontos uma abertura para todos os consumidores até 2028 do chamado mercado livre de eletricidade, ambiente em que grandes clientes, como indústrias, negociam contratos com geradores e comercializadoras.

    'A agenda (Bolsonaro) é muito parecida... racionalização, abertura do mercado, racionalidade econômica, fim dos subsídios. Mas com uma visão mais acelerada, um tom mais de mercado. Menos prazo, mais velocidade e intensidade (nas mudanças)', afirmou a primeira fonte.

    A proposta do governo Temer, que está na Câmara, também estabelece que o Poder Executivo deverá apresentar até 2020 planos para viabilizar uma bolsa de energia no Brasil.

    O projeto ainda prevê que as regras para acionamento de usinas para atender à demanda poderiam passar por mudanças, com a definição do despacho por meio de leilões em que os agentes geradores apresentariam ofertas de preço e seriam chamados a gerar aqueles de menor custo.

    Pela reforma de Temer, esse modelo poderia ser aplicado a partir de 2022, no lugar do atual despacho guiado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) com base em modelos matemáticos.

    Embora a equipe do PT não tenha comentado sobre a reforma, Tolmasquim defendeu em eventos recentes ideias contrárias aos princípios da proposta, como uma maior participação do governo no planejamento do setor.

    Procurado pela Reuters, Castro disse que foi orientado a não conceder entrevistas antes do primeiro turno das eleições. Tolmasquim também não quis conceder entrevista. Integrantes do setor, em geral favoráveis às reformas, disseram que não têm conseguido agenda com o representante do PT.IDEIAS Uma segunda fonte que esteve recentemente com Castro disse que ele participou de estudos na Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre a reforma do mercado de energia brasileiro e por isso está a par dos 'detalhes' sobre as discussões no setor, incluindo a proposta de mudanças regulatórias que já tramita na Câmara.

    'Ele não emitiu opinião... mas, pelo passado dele, pelas coisas que já escreveu, a maioria das coisas que estão ali, ele é favorável. Uma coisa básica, que é a abertura de mercado, ele é totalmente a favor', afirmou. Em um evento da FGV em janeiro, Castro defendeu, por exemplo, que o despacho de usinas poderia ser determinado por um sistema de lances e que deveria se buscar facilitar a negociação de contratos de energia de longo prazo em bolsa.

    Mas nem tudo é concordância. No evento da FGV, Castro se mostrou contrário a uma proposta que consta da reforma do atual governo, que é a criação de um mercado de lastro, ou de capacidade, em separado do mercado de comercialização de energia. Por esse modelo, previsto para após 2020, os geradores teriam uma receita assegurada ao construir uma usina, pela capacidade que ela agrega ao sistema. Essa receita seria complementada com vendas de energia no mercado.

    Já Tolmasquim, pelo PT, afirmou no mês passado que os governos Lula e Dilma deixaram 'importantes legados' no setor, como os projetos hidrelétricos de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, considerados por ele 'estruturantes', segundo relatório do BTG Pactual.

    O plano de Haddad também fala em proporcionar 'tarifas justas' de energia, sem detalhar, e em permitir que 'povos do campo, das florestas e das águas' afetados por projetos de energia possam 'se tornar sócios dos empreendimentos, recebendo, por exemplo, royalties'.

    (Por Luciano Costa)

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    Número recorde de candidatos indígenas disputará eleições de domingo

    Por Karla Mendes

    RIO DE JANEIRO (Thomson Reuters Foundation) - Um número recorde de candidatos indígenas disputará cargos federais e estaduais nas eleições de domingo, o que ativistas afirmam ser uma tendência diante da falta de cumprimento dos direitos territoriais da população indígena garantidos por lei.

    O número de candidatos autodeclarados indígenas subiu quase 50 por cento, chegando a 131 este ano, contra 89 registrados nas eleições de 2014, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compilados pelo Instituto Socioambiental (ISA).

    'Há ameaças reais contra os nossos direitos territoriais', disse Valeria Paye Pereira, coordenadora-executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

    'O tema indígena é muitas vezes colocado em pauta sem a nossa representação. Então decidimos ir para o embate dentro do Congresso com alguém nosso'.

    O Brasil tem sido palco de diversas mortes por conflitos de terra, expondo o embate entre a preservação da cultura indígena e o desenvolvimento econômico.

    O cacique Mário Juruna foi o primeiro político indígena a chegar ao Congresso, eleito deputado federal em 1982 pelo PDT-RJ.

    Uma das candidatas mais promissoras da votação de domingo é Joenia Wapichana, advogada de Roraima e candidata a deputada federal pela Rede-PR, que atua na defesa dos direitos dos povos indígenas há mais de duas décadas.

    'Nunca tinha entrado na política, nem tinha partido político. Mas achei o desafio oportuno e aceitei o convite porque os nossos direitos estão sendo ameaçados', disse Wapichana, a primeira advogada indígena do país.

    'Se não formos nós, ninguém vai nos defender. Por mais que a gente tenha aliados (no Congresso) nunca é a mesma coisa', disse à Thomson Reuters Foundation por telefone.

    Francisco Pianco --que defende os direitos indígenas no Acre e trabalhou na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Brasília-- também está na disputa como candidato a deputado federal pelo PSOL-AC.

    'Saí candidato agora porque me senti chamado pra fazer o enfrentamento, a defesa dos nossos direitos', disse.  Se ganhar, 'o mandato não vai ser meu. É o mandato da floresta', acrescentou.

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    Haddad diz que Bolsonaro tenta vencer agora porque não poderá se esconder de debates no segundo turno

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, fez dura críticas na madruga de sexta-feira a seu principal adversário na disputa, Jair Bolsonaro (PSL), e afirmou que a estratégia do oponente de pedir voto útil para tentar ser eleito já no primeiro turno expôe a fragilidade de um candidato que não poderá continuar se escondendo do debates eleitorais.

    O petista, cujo campanha eleitoral elevou o tom no programa gratuito nessa reta final de campanha, afirmou que Bolsonaro não se sustenta no segundo turno da campanha e, por isso, faz o apelo para tentar uma eleição improvável no primeiro turno.

    'Ele não tem condição de sustentar num segundo turno porque ele não pode se esconder nesse incidente (facada) até o fim do segundo turno', disse Haddad a jornalistas após o último debate antes da eleição de domingo, que novamente não contou com o presidenciável do PSL, por recomendação médica.

    'Ele precisa desesperadamente de uma solução que me parece improvável a essa altura. É uma necessidade da candidatura vazia dele, que é uma figura vazia', acrescentou Haddad.

    O petista acusou ainda a campanha de Bolsonaro de estar jogando sujo na internet com notícias falsas em relação a sua candidatura.

    A ausência de Bolsonaro, que lidera com folga a corrida presidencial, no último debate também foi alvo de críticas de outros candidatos.

    O presidenciável Ciro Gomes, do PDT, que no debate o chamou de mentiroso, apelou para que os eleitores pensem antes de escolher o candidato no domingo.

    As críticas de Ciro, que está numericamente em terceiro lugar nas pesquisas, também foram direcionadas a Haddad, segundo colocado na disputa, segundo as pesquisas.

    'Pensem muito antes de votar num despreparado que representa os interesses mais subalternos do baronato brasileiro e um antipetismo. Confio no povo brasileiro', afirmou Ciro, ao lembrar que apesar de Bolsonaro evitar o debate, concedeu na noite de quinta-feira uma entrevista à TV Record.

    'Se um cidadão acha que um candidato favorito nas pesquisas pode fazer uma entrevista por oportunismo numa outra rede de TV propriedade de uma igreja na hora do debate aprazado há meses... quem faz isso é um espertalhão. Será que o Brasil aguenta um espertalhão que nunca administrou um botequim dos pequenos?'

    Antes da entrevista, Ciro foi informado da presença de um oficial de Justiça no local do debate para entregar uma intimação baseada numa denúncia feita pelo candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, João Doria, que foi chamado pelo pedetista de farsante em um debate

    Segundo Ciro, a Globo 'botou o oficial de Justiça dentro de seu camarim para notificá-lo'.

    'Eu acho que ele é mesmo um corrupto', atacou Ciro.

    Outros candidatos como o tucano Geraldo Alckmin e Marina Silva (Rede) também condenaram a ausência de Bolsonaro no debate e a polarização nessa reta final da disputa com o presidenciável do PT.

    'Eles não', disse Alckmin ao citar também o petista Haddad.

    Marina repetiu que pode unir o país. '(Posso) ajudar que a gente saia desse ciclo perverso de polarização, que saiu da agressão política para agora as vias de fato.'

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