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    EUA e Brasil não vão alcançar acordo sobre carne em visita de Bolsonaro, dizem fontes

    Por Lisandra Paraguassu e Jake Spring

    BRASÍLIA (Reuters) - Os Estados Unidos e o Brasil não chegarão a um acordo sobre novas exportações brasileiras de carne bovina in natura a tempo da visita oficial do presidente Jair Bolsonaro a Washington, na próxima semana, disseram duas fontes com conhecimento do assunto à Reuters nesta quinta-feira.

    'Não haverá tempo hábil para resolver essas questões até a visita, é um processo muito demorado para se tentar chegar a um acordo', disse uma das fontes.

    Os EUA barraram as exportações de carne bovina in natura há cerca de dois anos, na esteira de um escândalo de segurança alimentar na maior economia da América do Sul. À época, as autoridades sanitárias norte-americanas alegaram que chegaram a barrar 11 por cento das remessas de carne in natura, um percentual muito mais alto do que acontecia com importações de outros países.

    O tema agora entrou na agenda da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que planeja levar o assunto às conversas com as autoridades dos EUA durante a visita.

    Embora não importe atualmente o produto in natura do Brasil, os EUA são o principal destino dos embarques brasileiros de carne bovina processada, comprando 31 mil toneladas em 2018.

    Uma das fontes, no entanto, ressaltou que esse não é um tema que se resolva, nos EUA, por uma determinação federal.

    'Pode até haver uma indicação do governo federal, mas o que pode acontecer é a autoridade sanitária dizer que não é possível agora', disse. 'É preciso chegar a um acordo sobre a qualidade e o nível da inspeção.'

    Os EUA enviaram pedidos adicionais de informação na semana passada, mas o requerimento do processo não parece ser problema, disse a fonte.

    'Deve haver algo interno no lado norte-americano segurando um acordo, e não está claro se há pressão nos EUA para adiar a reabertura', disse a pessoa.

    O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo, mas chegou a ficar 10 anos sem exportar carne in natura para os EUA.

    O mercado foi reaberto no segundo semestre de 2016, mas fechado de novo em meados de 2017, depois do escândalo na fiscalização sanitária, quando se descobriu que empresas brasileiras pagavam propina a fiscais para escapar da fiscalização.

    Os EUA intensificaram suas inspeções em resposta, descobrindo inconformidades que levaram o país a suspender as importações de carne bovina brasileira.

    As autoridades brasileiras indicaram que a questão detectada pelos inspetores norte-americanos relacionava o problema às vacinas contra a febre aftosa, que causaram abcessos (caroços) na carne, mas que isso não afetou a qualidade do produto.

    Os abscessos, que responderam por 28 por cento dos problemas apontados pelo governo dos EUA para suspender a carne in natura do Brasil, podem ser gerados, por exemplo, por uma vacinação mal executada, realizada com uma agulha rombuda (sem ponta), segundo especialistas.

    Após o problema, em uma tentativa de reduzir as reações causadas pelas vacinas, o ministério anunciou a redução da dose da vacina de 5 ml para 2 ml, em etapa de vacinação a partir de maio próximo.

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    Ministra vê chance de país voltar a vender carne aos EUA e 'bom' Plano Safra

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil tem boas expectativas quanto à reabertura do mercado norte-americano à carne bovina in natura do país, disse nesta terça-feira a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, às vésperas de sua viagem aos Estados Unidos em comitiva com o presidente Jair Bolsonaro.

    'Acho que é boa (a expectativa). Estamos levando, preparando aí toda uma documentação e vamos ver se se retoma aquela abertura já existente (no passado), para que todo o nosso parque de frigoríficos possa exportar para os EUA', afirmou ela a jornalistas durante o congresso Anufood Brazil, evento do setor de alimentos e bebidas, em São Paulo.

    Indagada sobre eventuais contrapartidas que o Brasil terá de assumir neste assunto, Tereza disse que não poderia comentar.

    Os EUA suspenderam os embarques de carne bovina in natura do Brasil em meados de 2017, após alguns lotes com inconformidades, como abcessos (caroços), terem sido reportados por Washington.

    O governo vem desde então tentando reabrir o mercado norte-americano, o que daria um status de segurança ao produto brasileiro vendido no exterior.

    Além disso, havia expectativa do setor de que os EUA poderiam ser grandes compradores do produto do Brasil, que tem ampla oferta da carne de dianteiro do gado, usada para fazer hambúrguer, produto altamente consumido nos EUA.

    Segundo Tereza, o Brasil apenas espera a 'boa vontade' dos EUA após ter cumprido com tudo o que foi pedido pelos norte-americanos.

    O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, tendo exportado um recorde superior a 1,6 milhão de toneladas em 2018, conforme dados da associação das indústrias exportadoras Abiec.

    Além da carne bovina, outros temas que o Brasil colocará sobre a mesa nas conversas com os EUA serão a abertura daquele mercado ao açúcar nacional e as taxas sobre o etanol norte-americano.

    Na véspera, entrevista da Reuters com o novo presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) mostrou que o setor demanda a análise sobre açúcar para se rediscutir a taxação do biocombustível dos EUA por aqui.

    Tereza ponderou que não há, por ora, nenhuma sinalização de que Washington vai aceitar discutir esse tema.

    PLANO SAFRA

    A ministra da Agricultura afirmou ainda que não haverá mais alocações de recursos para o atual Plano Safra 2018/19, após recentes 6 bilhões de reais para pré-custeio e custeio, e que o objetivo é apresentar a programação de 2019/20 o 'mais breve possível, para trazer tranquilidade, previsibilidade ao setor, que anda preocupado'.

    Segundo ela, os ministérios da Agricultura e da Economia ainda estão negociando o Plano Safra 2019/20. Tereza não deu prazo para o anúncio.

    'Não tenho dúvida de que nós teremos um Plano Safra, se não for aquele que a gente quer, mas nós vamos ter um Plano Safra bom... O governo do presidente Jair Bolsonaro sabe que o motor da nossa economia ainda está no agronegócio brasileiro', afirmou.

    Na véspera, em evento do setor no Rio Grande do Sul, a ministra disse que já estão garantidos os mesmos valores do atual Plano Safra para a próxima temporada. Mas ela ressaltou ter esperança de 'ganhar um pouco mais'.

    Inicialmente, o governo ofereceu 194,37 bilhões de reais para o Plano Safra 2018/19, o que não inclui 6 bilhões de reais anunciados recentemente.

    Em Brasília, a ministra afirmou ao final do mês passado que a agricultura empresarial teria disponíveis no mínimo 200 bilhões de reais para financiamentos no novo Plano Safra.

    Tereza reafirmou que trabalha por uma subvenção ao seguro rural de 1 bilhão de reais, após 600 milhões no ciclo vigente, e destacou que, 'de repente, o Paulo Guedes (ministro da Economia), dá uma boa surpresa para a gente'.

    Em sua avaliação, ao se ampliar o seguro rural, diminui-se a incerteza nas operações, o que pode contribuir para a queda das taxas de juros e maior participação de instituições privadas.

    MAIS VALOR

    A ministra da Agricultura disse que quer ver o Brasil agregar mais valor aos seus produtos exportados.

    'Temos uma enormidade de produtos e de indústrias hoje, e a gente quer cada vez mais agregar valor aos nossos produtos. É claro que é muito bom sermos um grande exportador de soja, de milho, de algodão, mas se a gente puder agregar valor e industrializar aqui, começar de maneira mais intensa isso, acho que é muito melhor para o Brasil, pois daremos empregos aos brasileiros”, disse.

    Entre outros assuntos, Tereza disse achar que a discussão sobre a mudança da embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, o que poderia desagradar países islâmicos, importantes compradores de carne halal, 'será postergada'.

    Ela comentou ainda que fará viagem à China 'em breve para mostrar que o Brasil é parceiro e que quer continuar sendo'.

    Os comentários sobre a embaixada e o outro sobre a China ocorrem após inicialmente Bolsonaro ter indicado mudanças ou apontado a possibilidade de restrições à atuação de chineses no Brasil, especialmente na área de energia, o que assustou empresários do grande parceiro comercial brasileiro.

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    Cinco unidades de frango do Brasil são desabilitadas a exportar a sauditas

    SÃO PAULO (Reuters) - A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou nesta terça-feira que cinco unidades frigoríficas de carne de frango foram desabilitadas a exportar para a Arábia Saudita, maior importador do produto brasileiro, por razões técnicas.

    A associação, que representa os principais produtores de carnes de aves e suína do Brasil, afirmou ainda que 25 unidades continuam autorizadas a exportar aos sauditas, de um total de 58 habilitadas pelo Ministério da Agricultura brasileiro.

    Do total de habilitadas, somente 30 embarcavam produtos efetivamente aos sauditas, disse a ABPA, ressaltando que o 'impacto, portanto, é sobre cinco plantas frigoríficas'.

    O comunicado foi divulgado após a versão online do jornal Folha de S.Paulo revelar mais cedo que a Arábia Saudita havia desabilitado cinco frigoríficos exportadores.

    'As empresas autorizadas constam em uma lista divulgada pelas autoridades sauditas. As razões informadas para a não autorização das demais plantas habilitadas decorrem de critérios técnicos', disse a ABPA em nota.

    'Planos de ação corretiva estão em implementação para a retomada das autorizações', acrescentou a ABPA, sem deixar claro no comunicado quais frigoríficos foram desabilitados.

    Segundo a Folha, entre as cinco unidades descredenciadas pelos árabes estão unidades da BRF e JBS . As empresas não comentaram o assunto.

    Fontes com conhecimento da situação disseram à Reuters que duas unidades da BRF estão entre as que foram desabilitadas pela Arábia Saudita.

    As ações da BRF fecharam em queda de 5 por cento nesta terça-feira. As da JBS, que operaram em alta após a divulgação da notícia pela manhã, tiveram queda de 0,7 por cento.

    Segundo nota do Ministério da Agricultura do Brasil, o grupo de unidades habilitadas atualmente pelos sauditas respondeu no ano passado por 63 por cento do volume das exportações brasileiras de carne de frango para a Arábia Saudita.

    O ministério disse ainda que está examinando o relatório da Arábia Saudita, elaborado após missão no ano passado, e encaminhará aos estabelecimentos as recomendações apresentadas.

    BRF E EMBAIXADA

    No caso da BRF, segundo fontes que falaram à Reuters na condição de anonimato, duas unidades foram desabilitadas para exportar frango para os sauditas, sendo uma em Goiás e outra no Sul do país.

    De acordo com uma das fontes, para minimizar perdas, haverá uma mudança no 'mix' de produção em algumas plantas que não foram afetadas pela decisão do país árabe, e que continuam credenciadas.

    Já as unidades impactadas terão sua produção mais voltada para demanda interna.

    'Será feito um ajuste e um rearranjo. Isso não é automático. Deve levar um a dois meses', explicou.

    'O impacto não será de um volume expressivo', acrescentou uma segunda fonte.

    Em paralelo, a Arábia Saudita vem adotando medidas para aumentar a produção interna e reduzir as importações de carnes de frango, segundo as fontes.

    Esses foram os primeiros sinais de que a venda para lá poderia ser impactada no futuro. Os sauditas chegaram a questionar, por questões religiosas, como era feito o abate de frango em unidades brasileiras, o que levou a uma adaptação nas unidades à tradição muçulmana.

    A possibilidade de o Brasil mudar a sede de sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, medida que desagrada nações muçulmanas, também foi citada, mas como uma questão secundária.

    'Vemos como um decisão comercial, mas a mudança (eventual) de embaixada para Jerusalém foi um combustível a mais', disse a primeira fonte.

    O presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse nesta terça-feira que a Arábia Saudita poderia estar se 'antecipando ao inimigo' ao comentar a decisão daquele país de desabilitar cinco unidades frigoríficas brasileiras de carne de frango que exportam o produto para lá.

    Questionado se a decisão saudita seria uma retaliação a uma eventual mudança da embaixada, Mourão respondeu em breve fala à imprensa: 'a embaixada não está mudada ainda, né? Pessoal está se antecipando ao inimigo'.

    (Por Ana Mano)

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    Exportação de carnes de frango e suína do Brasil deve crescer até 3% em 2019

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deve embarcar de 2 a 3 por cento mais carnes de frango e suína no próximo ano, em meio a uma esperada recuperação de mercados e incremento de produção, após um 2018 marcado por vendas menores e abaixo do esperado, disse nesta quinta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    De acordo com o diretor-executivo da entidade, Ricardo Santin, a alta nas vendas incorporaria uma potencial expansão em regiões como Japão, Coreia do Sul e China, que estão mais abertos aos produtos brasileiros.

    Além disso, a própria produção nacional de carne de frango deve aumentar em 1,4 por cento em 2019, para 13,2 milhões de toneladas, graças a um maior alojamento de matrizes, enquanto a suína tende a crescer até 3 por cento, para 3,7 milhões.

    O avanço nos embarques, contudo, não leva em conta a lacuna de oferta deixada na China por causa dos surtos de peste suína africana.

    'A exportação pode ser ainda maior', avaliou Santin após coletiva da ABPA, em São Paulo.

    Ele citou estudo que mostra que ao menos 4 milhões de toneladas de carne suína foram 'perdidas' na China em virtude de abates relacionados à doença e que tal volume terá de ser preenchido por outras proteínas para se atender a demanda local.

    A associação prevê que os embarques de carne de frango do Brasil fechem 2018 com queda de 5,1 por cento, em torno de 4,1 milhões de toneladas, depois de indústrias sofrerem com produção em baixa, greve de caminhoneiros, 'burocracias internas' e restrições em alguns mercados.

    Em meados do ano, a ABPA estimava que as vendas cairiam entre 2 e 3 por cento.

    'Tivemos outros problemas... Muitos deles decorrentes de burocracias internas, adequação de produtos em alguns países e diminuição de produção', afirmou o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin, durante coletiva de imprensa em São Paulo.

    As 'burocracias internas' seriam basicamente as relacionadas à fiscalização em plantas produtoras, comentou.

    Conforme ele, restrições em alguns mercados importadores da proteína nacional também responderam pela retração. Ele citou barreiras comerciais no Egito, alteração de critérios de abate na Arábia Saudita e o próprio embargo da União Europeia a 20 exportadoras, sobretudo de unidades da gigante BRF.

    Só na Arábia Saudita a perda de exportação foi de 100 mil toneladas em 2018. Apesar disso, frisou o executivo, o Brasil segue como líder global no fornecimento do produto.

    A ABPA estima que a produção de carne de frango neste ano caia 1,7 por cento, para 12,82 milhões de toneladas.

    Quanto à carne suína, a ABPA estimou que as exportações brasileiras cairão 8 por cento em 2018, para 640 mil toneladas, com a produção recuando 3,2 por cento, para 3,63 milhões.

    Esse setor, em específico, foi muito prejudicado no ano pelo embargo russo, suspenso em novembro.

    RELAÇÕES INTERNACIONAIS

    A ABPA avaliou que a disputa comercial entre Estados Unidos e China neste ano foi favorável ao Brasil, com mais vendas ao gigante asiático, embora não a ponto de impedir a quedas nas exportações.

    'A guerra comercial, em alguns momentos, gerou oportunidades... Hoje somos uma oportunidade para a China, eles nos veem como um fornecedor confiável de proteínas', comentou o presidente da ABPA, Francisco Turra.

    Com efeito, os envios de carne de frango do Brasil à China aumentaram 10 por cento no acumulado do ano até novembro, ao passo que os de carne suína saltaram 250 por cento.

    Em paralelo, Turra também disse ser contra a transferência da embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém, algo já prometido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. O receio da ABPA é de perda de mercado no mundo arábe, que não vê com bons olhos a potencial alteração de local.

    'Uma coisa é falar como candidato, outra coisa é falar como presidente eleito, com equipe... Não se pode afetar as relações', afirmou Turra, destacando que já houve encontro com a futura ministra da Agricultura, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS), para se tratar da questão --na ocasião, a própria ABPA sugeriu a criação de um consulado ou centro cultural em Jerusalém, não uma embaixada.

    Ele também defendeu o fim do estabelecimento do fretes mínimos para transporte de mercadorias e melhoria de infraestrutura no país.

    Nesse sentido, Turra anunciou um novo projeto, chamado '500K', que visa levar o país a embarcar uma média mensal de 500 mil toneladas de carnes suína e de frango até 2020, frente 394 mil atualmente. O aumento se daria também com um trabalho de conquista e expansão de mercados.

    (Por José Roberto Gomes)

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    Exportação de carne de frango do Brasil cairá 5,1% em 2018

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - Os embarques de carne de frango do Brasil devem fechar 2018 em queda de 5,1 por cento, uma retração maior do que a esperada, após indústrias sofrerem com produção em baixa, greve de caminhoneiros, 'burocracias internas' e restrições em alguns mercados, disse nesta quinta-feira a ABPA.

    Maior exportador global da proteína, o Brasil deve vender ao exterior até o fim do ano 4,1 milhões de toneladas de carne de frango, ante 4,32 milhões em 2017.

    Em meados do ano, ainda sentindo os efeitos das manifestações de caminhoneiros, a ABPA estimou que as vendas cairiam entre 2 e 3 por cento.

    'Tivemos outros problemas... Muitos deles decorrentes de burocracias internas, adequação de produtos em alguns países e diminuição de produção', afirmou o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin, durante coletiva de imprensa em São Paulo.

    As 'burocracias internas' seriam basicamente as relacionadas à fiscalização em plantas produtoras, comentou.

    Conforme ele, problemas em alguns mercados importadores da proteína nacional também responderam pela retração. Ele citou barreiras comerciais no Egito, alteração de critérios de abate na Arábia Saudita e o próprio embargo da União Europeia a 20 exportadoras, sobretudo de unidades da gigante BRF.

    Apesar disso, frisou o executivo, o Brasil segue como líder global no fornecimento do produto.

    A ABPA estima que a produção de carne de frango neste ano caia 1,7 por cento, para 12,82 milhões de toneladas, voltando a crescer 1,39 por cento em 2019, para 13,2 milhões de toneladas, puxada pelo maior alojamento de matrizes.

    CARNE SUÍNA

    A ABPA também estimou nesta quinta-feira que as exportações brasileiras de carne suína cairão 8 por cento em 2018, para 640 mil toneladas, com a produção recuando 3,2 por cento, para 3,63 milhões.

    Esse setor, em específico, foi muito prejudicado no ano pelo embargo russo, suspenso em novembro.

    Para 2019, a expectativa é de uma produção 2 a 3 por cento maior, acima de 3,7 milhões de toneladas, segundo a associação.

    NOVO GOVERNO

    O presidente da ABPA, Francisco Turra, disse durante a coletiva ser contra a transferência da embaixada do Brasil em Israel, algo já prometido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, dizendo que isso pode afetar os negócios do setor de carnes com as nações islâmicas.

    'Uma coisa é falar como candidato, outra coisa é falar como presidente eleito, com equipe... Não se pode afetar as relações', afirmou ele, destacando que já houve encontro com a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para se tratar da questão.

    Ele também defendeu o fim do estabelecimento do fretes mínimos para transporte de mercadorias e melhoria de infraestrutura.

    Nesse sentido, anunciou um novo projeto, chamado 500K, que visa levar o país a embarcar uma média mensal de 500 mil toneladas de carnes suína e de frango até 2020, frente 394 mil atualmente.

    (Por José Roberto Gomes)

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    ANÁLISE-Brasil põe em risco comércio com Oriente Médio se mudar embaixada em Israel

    Por Ana Mano e Jake Spring

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A proposta do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, de mudar a embaixada do país em Israel, seguindo a medida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode desencadear uma tempestade diplomática no mundo muçulmano, ameaçando um importante mercado para as maiores empresas exportadoras de carne do mundo.

    O Brasil é de longe o maior exportador global de carne halal, produzida de acordo com os preceitos da religião muçulmana. O presidente eleito planeja mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, o que poderia fortalecer as relações com Israel, mas que já abalou relações com o Egito e pode em breve provocar problemas com outras nações islâmicas.

    'A reação não partirá apenas de um país, mas de todo o mundo muçulmano', disse uma fonte diplomática turca à Reuters em condição de anonimato. 'Esperamos que o Brasil aja com a razão e não confronte o mundo muçulmano.'

    O Brasil exporta 16 bilhões de dólares anualmente ao Oriente Médio e à Turquia, e apenas 3 por cento disso é dirigido a Israel, de acordo com estatísticas do governo.

    Mais de um quarto das exportações brasileiras para a região consistem de carne. Tanto a JBS, a maior produtora mundial de carne bovina, e a BRF, a exportadora número um de carne de frango, apostaram muito na crescente demanda por carne halal.

    O Brasil exporta mais de 5 bilhões de dólares de carne halal por ano, mais que o dobro ante seus rivais próximos, a Austrália e a Índia, de acordo com a Salaam Gateway, uma parceria entre o Centro de Desenvolvimento Econômico Islâmico de Dubai e a Thomson Reuters.

    A proposta de Bolsonaro para a embaixada de Israel é parte de sua revisão da política externa brasileira, que busca se aproximar de grandes potências, como os Estados Unidos, e desfazer o que ele classifica como alianças baseadas em 'viés ideológico' de seus antecessores de esquerda.

    A decisão de Trump de abrir a embaixada em Jerusalém em maio se provou uma cutucada em um vespeiro no Oriente Médio, e viu alguns aliados seguirem o exemplo. A Guatemala fez o mesmo nos dias seguintes e o Paraguai reverteu uma decisão similar desde então.

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou Bolsonaro pelo plano de mudar a embaixada brasileira, classificando-o como um 'amigo'.

    Mas depois de o Egito ter abruptamente cancelado uma visita de diplomatas e empresários brasileiros nesta semana, Bolsonaro disse que sua decisão sobre a embaixada brasileira em Israel ainda não era definitiva.

    Bolsonaro já mostrou que não teme provocar importantes parceiros comerciais, seguindo o exemplo do presidente dos Estados Unidos, a quem ele admira e imita abertamente, tanto no estilo político, quanto na política externa.

    Como Trump, Bolsonaro criticou a China em sua campanha presidencial. Entretanto, ele abrandou seu tom desde a eleição no final do mês passado, após o lobby de diplomatas e empresários que querem proteger as relações com o principal parceiro comercial do Brasil.

    VIAGEM CANCELADA

    A pressão do Oriente Médio pode ser mais agressiva.

    Na segunda-feira, o Egito cancelou a planejada visita do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, e de empresários, o que, segundo fontes diplomáticas, foi uma reposta direta à proposta de Bolsonaro de mudar a embaixada.

    A embaixada egípcia justificou o caso como um conflito de agendas.

    O incidente soou alarmes na indústria brasileira de carnes.

    O presidente da BRF, Pedro Parente, disse na quinta-feira que a questão da embaixada de Israel era 'causa para preocupação'.

    'Temos um comércio muito importante com os mercados árabes e halal', disse Parente a jornalistas. Ele, contudo, comentou estar confiante de que a melhor decisão será tomada quando os ministérios da Agricultura, Comércio Exterior e de Relações Exteriores forem envolvidos.

    O segmento de halal da BRF contribuiu com um quarto de sua receita operacional líquida e quase metade de seu lucro operacional no terceiro trimestre deste ano.

    O frango halal representou quase metade das exportações totais de carne de frango do Brasil no ano passado, que somaram 7,1 bilhões de dólares, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    'Há um comércio de 2 bilhões de dólares entre o Egito e o Brasil, principalmente no setor alimentício e de agropecuária, e, neste setor, principalmente nos segmentos bovino e de aves', disse o embaixador egípcio no Brasil, Alaa Roushdy, à Reuters.

    Ele se negou a comentar a aventada mudança da embaixada ou se ela poderia ter algum impacto no comércio.

    A BRF tem unidades de processamento na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos para atender a crescente demanda por carne halal. A empresa tem como objetivo dobrar sua produção de produtos processados no Golfo Pérsico até 2023, afirmou seu diretor de operações Halal em um evento em outubro.

    A JBS enviou mais de um oitavo de suas exportações para o Oriente Médio e para a África em 2017, ficando atrás apenas da região da China.

    Representantes da JBS se negaram a comentar as consequências de uma potencial mudança de embaixada.

    A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira espera que as exportações totais do Brasil para um grupo de 22 países, que exclui nações muçulmanas não árabes, como o Irã, aumentem para 20 bilhões de dólares até 2022, de 13,5 bilhões em 2017.

    Rubens Hannun, presidente da Câmara, acrescentou que o Brasil também pode se beneficiar de investimentos em infraestrutura de fundos soberanos árabes. O Mubadala Development, dos Emirados Árabes, por exemplo, investiu 2 bilhões de dólares no império brasileiro de commodities EBX nesta década.

    'Não queremos ruídos nessa relação', disse Hannun. 'Tememos que isso abra as portas para a competição.'

    (Por Ana Mano, em São Paulo; Jake Spring e Anthony Boadle, em Brasília; Tulay Karadeniz, em Ancara)

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