alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE carne

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Exportação de carnes de frango e suína do Brasil deve crescer até 3% em 2019

    Exportação de carnes de frango e suína do Brasil deve crescer até 3% em 2019

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deve embarcar de 2 a 3 por cento mais carnes de frango e suína no próximo ano, em meio a uma esperada recuperação de mercados e incremento de produção, após um 2018 marcado por vendas menores e abaixo do esperado, disse nesta quinta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    De acordo com o diretor-executivo da entidade, Ricardo Santin, a alta nas vendas incorporaria uma potencial expansão em regiões como Japão, Coreia do Sul e China, que estão mais abertos aos produtos brasileiros.

    Além disso, a própria produção nacional de carne de frango deve aumentar em 1,4 por cento em 2019, para 13,2 milhões de toneladas, graças a um maior alojamento de matrizes, enquanto a suína tende a crescer até 3 por cento, para 3,7 milhões.

    O avanço nos embarques, contudo, não leva em conta a lacuna de oferta deixada na China por causa dos surtos de peste suína africana.

    'A exportação pode ser ainda maior', avaliou Santin após coletiva da ABPA, em São Paulo.

    Ele citou estudo que mostra que ao menos 4 milhões de toneladas de carne suína foram 'perdidas' na China em virtude de abates relacionados à doença e que tal volume terá de ser preenchido por outras proteínas para se atender a demanda local.

    A associação prevê que os embarques de carne de frango do Brasil fechem 2018 com queda de 5,1 por cento, em torno de 4,1 milhões de toneladas, depois de indústrias sofrerem com produção em baixa, greve de caminhoneiros, 'burocracias internas' e restrições em alguns mercados.

    Em meados do ano, a ABPA estimava que as vendas cairiam entre 2 e 3 por cento.

    'Tivemos outros problemas... Muitos deles decorrentes de burocracias internas, adequação de produtos em alguns países e diminuição de produção', afirmou o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin, durante coletiva de imprensa em São Paulo.

    As 'burocracias internas' seriam basicamente as relacionadas à fiscalização em plantas produtoras, comentou.

    Conforme ele, restrições em alguns mercados importadores da proteína nacional também responderam pela retração. Ele citou barreiras comerciais no Egito, alteração de critérios de abate na Arábia Saudita e o próprio embargo da União Europeia a 20 exportadoras, sobretudo de unidades da gigante BRF.

    Só na Arábia Saudita a perda de exportação foi de 100 mil toneladas em 2018. Apesar disso, frisou o executivo, o Brasil segue como líder global no fornecimento do produto.

    A ABPA estima que a produção de carne de frango neste ano caia 1,7 por cento, para 12,82 milhões de toneladas.

    Quanto à carne suína, a ABPA estimou que as exportações brasileiras cairão 8 por cento em 2018, para 640 mil toneladas, com a produção recuando 3,2 por cento, para 3,63 milhões.

    Esse setor, em específico, foi muito prejudicado no ano pelo embargo russo, suspenso em novembro.

    RELAÇÕES INTERNACIONAIS

    A ABPA avaliou que a disputa comercial entre Estados Unidos e China neste ano foi favorável ao Brasil, com mais vendas ao gigante asiático, embora não a ponto de impedir a quedas nas exportações.

    'A guerra comercial, em alguns momentos, gerou oportunidades... Hoje somos uma oportunidade para a China, eles nos veem como um fornecedor confiável de proteínas', comentou o presidente da ABPA, Francisco Turra.

    Com efeito, os envios de carne de frango do Brasil à China aumentaram 10 por cento no acumulado do ano até novembro, ao passo que os de carne suína saltaram 250 por cento.

    Em paralelo, Turra também disse ser contra a transferência da embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém, algo já prometido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. O receio da ABPA é de perda de mercado no mundo arábe, que não vê com bons olhos a potencial alteração de local.

    'Uma coisa é falar como candidato, outra coisa é falar como presidente eleito, com equipe... Não se pode afetar as relações', afirmou Turra, destacando que já houve encontro com a futura ministra da Agricultura, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS), para se tratar da questão --na ocasião, a própria ABPA sugeriu a criação de um consulado ou centro cultural em Jerusalém, não uma embaixada.

    Ele também defendeu o fim do estabelecimento do fretes mínimos para transporte de mercadorias e melhoria de infraestrutura no país.

    Nesse sentido, Turra anunciou um novo projeto, chamado '500K', que visa levar o país a embarcar uma média mensal de 500 mil toneladas de carnes suína e de frango até 2020, frente 394 mil atualmente. O aumento se daria também com um trabalho de conquista e expansão de mercados.

    (Por José Roberto Gomes)

    0

    0

    7

    2 D

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Exportação de carne de frango do Brasil cairá 5,1% em 2018

    Exportação de carne de frango do Brasil cairá 5,1% em 2018

    Por José Roberto Gomes

    SÃO PAULO (Reuters) - Os embarques de carne de frango do Brasil devem fechar 2018 em queda de 5,1 por cento, uma retração maior do que a esperada, após indústrias sofrerem com produção em baixa, greve de caminhoneiros, 'burocracias internas' e restrições em alguns mercados, disse nesta quinta-feira a ABPA.

    Maior exportador global da proteína, o Brasil deve vender ao exterior até o fim do ano 4,1 milhões de toneladas de carne de frango, ante 4,32 milhões em 2017.

    Em meados do ano, ainda sentindo os efeitos das manifestações de caminhoneiros, a ABPA estimou que as vendas cairiam entre 2 e 3 por cento.

    'Tivemos outros problemas... Muitos deles decorrentes de burocracias internas, adequação de produtos em alguns países e diminuição de produção', afirmou o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin, durante coletiva de imprensa em São Paulo.

    As 'burocracias internas' seriam basicamente as relacionadas à fiscalização em plantas produtoras, comentou.

    Conforme ele, problemas em alguns mercados importadores da proteína nacional também responderam pela retração. Ele citou barreiras comerciais no Egito, alteração de critérios de abate na Arábia Saudita e o próprio embargo da União Europeia a 20 exportadoras, sobretudo de unidades da gigante BRF.

    Apesar disso, frisou o executivo, o Brasil segue como líder global no fornecimento do produto.

    A ABPA estima que a produção de carne de frango neste ano caia 1,7 por cento, para 12,82 milhões de toneladas, voltando a crescer 1,39 por cento em 2019, para 13,2 milhões de toneladas, puxada pelo maior alojamento de matrizes.

    CARNE SUÍNA

    A ABPA também estimou nesta quinta-feira que as exportações brasileiras de carne suína cairão 8 por cento em 2018, para 640 mil toneladas, com a produção recuando 3,2 por cento, para 3,63 milhões.

    Esse setor, em específico, foi muito prejudicado no ano pelo embargo russo, suspenso em novembro.

    Para 2019, a expectativa é de uma produção 2 a 3 por cento maior, acima de 3,7 milhões de toneladas, segundo a associação.

    NOVO GOVERNO

    O presidente da ABPA, Francisco Turra, disse durante a coletiva ser contra a transferência da embaixada do Brasil em Israel, algo já prometido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, dizendo que isso pode afetar os negócios do setor de carnes com as nações islâmicas.

    'Uma coisa é falar como candidato, outra coisa é falar como presidente eleito, com equipe... Não se pode afetar as relações', afirmou ele, destacando que já houve encontro com a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para se tratar da questão.

    Ele também defendeu o fim do estabelecimento do fretes mínimos para transporte de mercadorias e melhoria de infraestrutura.

    Nesse sentido, anunciou um novo projeto, chamado 500K, que visa levar o país a embarcar uma média mensal de 500 mil toneladas de carnes suína e de frango até 2020, frente 394 mil atualmente.

    (Por José Roberto Gomes)

    0

    0

    17

    2 D

    Placeholder - loading - Imagem da notícia ANÁLISE-Brasil põe em risco comércio com Oriente Médio se mudar embaixada em Israel

    ANÁLISE-Brasil põe em risco comércio com Oriente Médio se mudar embaixada em Israel

    Por Ana Mano e Jake Spring

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - A proposta do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, de mudar a embaixada do país em Israel, seguindo a medida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode desencadear uma tempestade diplomática no mundo muçulmano, ameaçando um importante mercado para as maiores empresas exportadoras de carne do mundo.

    O Brasil é de longe o maior exportador global de carne halal, produzida de acordo com os preceitos da religião muçulmana. O presidente eleito planeja mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, o que poderia fortalecer as relações com Israel, mas que já abalou relações com o Egito e pode em breve provocar problemas com outras nações islâmicas.

    'A reação não partirá apenas de um país, mas de todo o mundo muçulmano', disse uma fonte diplomática turca à Reuters em condição de anonimato. 'Esperamos que o Brasil aja com a razão e não confronte o mundo muçulmano.'

    O Brasil exporta 16 bilhões de dólares anualmente ao Oriente Médio e à Turquia, e apenas 3 por cento disso é dirigido a Israel, de acordo com estatísticas do governo.

    Mais de um quarto das exportações brasileiras para a região consistem de carne. Tanto a JBS, a maior produtora mundial de carne bovina, e a BRF, a exportadora número um de carne de frango, apostaram muito na crescente demanda por carne halal.

    O Brasil exporta mais de 5 bilhões de dólares de carne halal por ano, mais que o dobro ante seus rivais próximos, a Austrália e a Índia, de acordo com a Salaam Gateway, uma parceria entre o Centro de Desenvolvimento Econômico Islâmico de Dubai e a Thomson Reuters.

    A proposta de Bolsonaro para a embaixada de Israel é parte de sua revisão da política externa brasileira, que busca se aproximar de grandes potências, como os Estados Unidos, e desfazer o que ele classifica como alianças baseadas em 'viés ideológico' de seus antecessores de esquerda.

    A decisão de Trump de abrir a embaixada em Jerusalém em maio se provou uma cutucada em um vespeiro no Oriente Médio, e viu alguns aliados seguirem o exemplo. A Guatemala fez o mesmo nos dias seguintes e o Paraguai reverteu uma decisão similar desde então.

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou Bolsonaro pelo plano de mudar a embaixada brasileira, classificando-o como um 'amigo'.

    Mas depois de o Egito ter abruptamente cancelado uma visita de diplomatas e empresários brasileiros nesta semana, Bolsonaro disse que sua decisão sobre a embaixada brasileira em Israel ainda não era definitiva.

    Bolsonaro já mostrou que não teme provocar importantes parceiros comerciais, seguindo o exemplo do presidente dos Estados Unidos, a quem ele admira e imita abertamente, tanto no estilo político, quanto na política externa.

    Como Trump, Bolsonaro criticou a China em sua campanha presidencial. Entretanto, ele abrandou seu tom desde a eleição no final do mês passado, após o lobby de diplomatas e empresários que querem proteger as relações com o principal parceiro comercial do Brasil.

    VIAGEM CANCELADA

    A pressão do Oriente Médio pode ser mais agressiva.

    Na segunda-feira, o Egito cancelou a planejada visita do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, e de empresários, o que, segundo fontes diplomáticas, foi uma reposta direta à proposta de Bolsonaro de mudar a embaixada.

    A embaixada egípcia justificou o caso como um conflito de agendas.

    O incidente soou alarmes na indústria brasileira de carnes.

    O presidente da BRF, Pedro Parente, disse na quinta-feira que a questão da embaixada de Israel era 'causa para preocupação'.

    'Temos um comércio muito importante com os mercados árabes e halal', disse Parente a jornalistas. Ele, contudo, comentou estar confiante de que a melhor decisão será tomada quando os ministérios da Agricultura, Comércio Exterior e de Relações Exteriores forem envolvidos.

    O segmento de halal da BRF contribuiu com um quarto de sua receita operacional líquida e quase metade de seu lucro operacional no terceiro trimestre deste ano.

    O frango halal representou quase metade das exportações totais de carne de frango do Brasil no ano passado, que somaram 7,1 bilhões de dólares, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    'Há um comércio de 2 bilhões de dólares entre o Egito e o Brasil, principalmente no setor alimentício e de agropecuária, e, neste setor, principalmente nos segmentos bovino e de aves', disse o embaixador egípcio no Brasil, Alaa Roushdy, à Reuters.

    Ele se negou a comentar a aventada mudança da embaixada ou se ela poderia ter algum impacto no comércio.

    A BRF tem unidades de processamento na Turquia e nos Emirados Árabes Unidos para atender a crescente demanda por carne halal. A empresa tem como objetivo dobrar sua produção de produtos processados no Golfo Pérsico até 2023, afirmou seu diretor de operações Halal em um evento em outubro.

    A JBS enviou mais de um oitavo de suas exportações para o Oriente Médio e para a África em 2017, ficando atrás apenas da região da China.

    Representantes da JBS se negaram a comentar as consequências de uma potencial mudança de embaixada.

    A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira espera que as exportações totais do Brasil para um grupo de 22 países, que exclui nações muçulmanas não árabes, como o Irã, aumentem para 20 bilhões de dólares até 2022, de 13,5 bilhões em 2017.

    Rubens Hannun, presidente da Câmara, acrescentou que o Brasil também pode se beneficiar de investimentos em infraestrutura de fundos soberanos árabes. O Mubadala Development, dos Emirados Árabes, por exemplo, investiu 2 bilhões de dólares no império brasileiro de commodities EBX nesta década.

    'Não queremos ruídos nessa relação', disse Hannun. 'Tememos que isso abra as portas para a competição.'

    (Por Ana Mano, em São Paulo; Jake Spring e Anthony Boadle, em Brasília; Tulay Karadeniz, em Ancara)

    0

    0

    384

    1 M

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. carne

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.