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    Trump sinaliza otimismo sobre negociações com a China, mas prepara novas tarifas

    Por Susan Heavey e Ben Blanchard

    WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou otimismo sobre as perspectivas de um acordo comercial com a China nesta terça-feira, enquanto autoridades do governo preparam tarifas de 25 por cento sobre todas as importações chinesas restantes sem novas negociações agendadas.

    Em uma série de publicações em sua conta no Twitter nesta terça-feira, Trump manteve sua agenda 'América Primeiro' em apoio às tarifas comerciais dos EUA e pediu para que as empresas norte-americanas o apoiem e afastem seus negócios da China. No entanto, ele também suavizou sua postura quanto à soja e outros produtos agrícolas, pedindo uma atitude por parte de Pequim.

    'Quando for o momento certo, faremos um acordo com a China', disse Trump. 'Vai acontecer e muito mais rápido do que as pessoas imaginam.'

    'Espero que a China nos faça a honra de continuar comprando nossos ótimos produtos agrícolas, que são os melhores, mas se não continuar, seu país irá compensar a diferença', escreveu ele ao se referir diretamente aos agricultores dos EUA.

    Trump disse na segunda-feira que espera se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, em uma cúpula de líderes do G20 no Japão no final de junho.

    Com base em um cronograma acelerado estabelecido pelo gabinete do representante de Comércio dos EUA na segunda-feira, Trump estará em posição de impor tarifas de 25 por cento sobre outros 300 bilhões de dólares em produtos chineses quando se reunir com Xi.

    O gabinete informou que realizará uma audiência pública sobre a lista de tarifas em 17 de junho e fará os comentários finais apenas sete dias depois. A lista inclui um amplo leque de produtos de consumo, de telefones celulares e computadores a roupas e calçados, mas exclui produtos farmacêuticos e alguns compostos especiais.

    Enquanto as negociações para resolver a guerra comercial entre EUA e China estagnaram na semana passada, Trump aumentou a pressão elevando as tarifas na sexta-feira para 25%, ante 10%, sobre uma lista anterior de 200 bilhões de dólares em importações chinesas.

    A China retaliou na segunda-feira com tarifas mais altas sobre uma lista revisada de 60 bilhões de dólares em produtos dos EUA.

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    Trump vai se encontrar com Xi após China retaliar tarifas dos EUA

    Por Jeff Mason e Se Young Lee

    WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que se encontrará com o presidente chinês, Xi Jinping, no mês que vem, e que espera que suas discussões sejam 'muito proveitosas', conforme a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo se intensifica.

    Mais cedo, a China anunciou tarifas de importação mais altas a uma série de produtos norte-americanos, incluindo vegetais congelados e gás natural liquefeito, um movimento que seguiu a decisão de Washington de elevar suas próprias alíquotas sobre 200 bilhões de dólares em importações chinesas. Trump havia alertado Pequim para não retaliar.

    O presidente dos EUA disse que se encontrará com Xi em uma cúpula do G20 no Japão, no fim de junho.

    'Estamos lidando com eles. Temos uma relação muito boa', disse Trump em comentários na Casa Branca. 'Talvez algo aconteça. Vamos nos reunir, como vocês sabem, no G20, no Japão, e será, eu acho, uma reunião produtiva.'

    Trump, que abraçou o protecionismo como parte de uma agenda 'EUA Primeiro', acrescentou que ainda não decidiu se vai avançar com as tarifas sobre cerca de mais 325 bilhões de dólares em importações vindas da China.

    A China, por sua vez, disse nesta segunda-feira que planeja estabelecer taxas de importação variando de 5 a 25 por cento sobre 5.140 produtos dos EUA, numa lista que soma 60 bilhões de dólares. Pequim afirmou que as tarifas entrarão em vigor em 1º de junho.

    'O ajuste da China nas tarifas adicionais é uma resposta ao unilateralismo e ao protecionismo dos EUA', disse o Ministério das Finanças do país asiático. 'A China espera que os EUA voltem ao caminho certo do comércio bilateral e das consultas econômicas e se encontrem com a China no meio do caminho.'

    A perspectiva de que Estados Unidos e China estejam entrando em uma disputa sem barreiras que poderia inviabilizar a economia global tem abalado os investidores e levou a uma forte liquidação nos mercados de ações na semana passada.

    As ações globais caíram novamente nesta segunda-feira, com os principais índices de ações de Wall Street recuando mais de 2 por cento. O iuan chinês caiu para o nível mais baixo desde dezembro.

    'Está claro que há muito nervosismo nas negociações comerciais entre os EUA e a China e preocupação de que esteja realmente se deteriorando significativamente, e isso está impactando todas as áreas dos mercados', disse Kristina Hooper, estrategista-chefe de mercado global da Invesco.

    Trump intensificou seus ataques verbais contra a China na sexta-feira, depois que dois dias de negociações comerciais de alto nível em Washington terminaram com ambos os lados em um aparente impasse.

    O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse à CNBC que as negociações estão em andamento e que estava trabalhando sobre quando vai viajar a Pequim.

    SONS DE UMA MESMA BATIDA

    Trump acusou a China de rejeitar compromissos assumidos durante meses de negociações comerciais, algo negado por Pequim.

    Segundo os EUA, a China tentou excluir, de um acordo prévio, compromissos de alteração de suas leis que criariam uma nova política sobre temas que variam desde propriedade intelectual até transferências forçadas de tecnologia. Isso causou um grande revés nas negociações.

    No meio das negociações da semana passada, Trump elevou as tarifas sobre produtos chineses de 10 para 25 por cento. A mudança afetou 5.700 categorias de produtos do país asiático, incluindo modems de acesso à internet, roteadores e dispositivos similares.

    Pequim disse nesta segunda-feira que 'nunca se renderá' à pressão externa e a mídia estatal chinesa manteve um ritmo firme de comentários, reiterando que a porta para as negociações estava sempre aberta, mas afirmando que a China defenderá seus interesses nacionais e sua dignidade.

    Em um comentário, a TV estatal disse que o efeito das tarifas norte-americanas sobre a economia chinesa era 'totalmente controlável'.

    Nesta segunda-feira, a China disse que as políticas dos EUA estão ameaçando a existência da Organização Mundial do Comércio, estabelecendo uma série de queixas em uma 'proposta de reforma' da OMC publicada pela organização em seu site.

    Trump disse que não tem pressa para finalizar um acordo com a China. Ele novamente defendeu a elevação das tarifas pelos EUA e disse que não havia razão para os consumidores norte-americanos pagarem os custos.

    Economistas e consultores do setor, no entanto, afirmam que são as empresas dos EUA que pagarão os custos e, provavelmente, os repassarão aos consumidores. Os gastos do consumidor respondem por mais de dois terços da atividade econômica norte-americana.

    As tarifas dos EUA desencadearam no ano passado retaliações por parte da China, que impôs taxas de 25 por cento a 50 bilhões de dólares em produtos dos EUA, incluindo soja, carne bovina e suína.

    Em nota, economistas do Goldman Sachs disseram que novas evidências mostraram que os custos das tarifas de Washington sobre a China no ano passado caíram inteiramente sobre empresas e famílias dos EUA, sem uma redução clara nos preços cobrados pelos exportadores chineses.

    Os economistas acrescentaram que os efeitos das tarifas ultrapassaram notavelmente os preços cobrados pelos produtores norte-americanos que competiam com os bens afetados pelos impostos.

    Nesta segunda-feira, Trump disse que seu governo planeja disponibilizar cerca de 15 bilhões de dólares em auxílio para produtores agrícolas norte-americanos que possam ser atingidos por tarifas da China.

    (Reportagem de Ben Blanchard e Se Young Lee em Pequim; Makini Brice, Doina Chiacu, David Lawder, Jeff Mason e Humeyra Pamuk em Washington e de Alden Bentley em Nova York; Texto de Paul Simao)

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    China vai impor tarifas sobre produtos dos EUA apesar de alerta de Trump

    Por Makini Brice e Ben Blanchard

    WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) - A China disse nesta segunda-feira que vai impor tarifas mais altas a uma série de produtos norte-americanos, revidando em sua guerra comercial com Washington pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter advertido o país a não retaliar.

    O Ministério das Finanças da China disse que vai ajustar as tarifas sobre uma lista revisadas de produtos dos Estados Unidos avaliados em 60 bilhões de dólares, com taxas adicionais de 20% a 25%. As tarifas entrarão em vigor em 1º de junho.

    O anúncio foi feito menos de duas horas depois de Trump ter alertado Pequim a não retaliar depois que a China disse que 'nunca se renderá à pressão externa'.

    A Casa Branca e o escritório do Representante de Comércio dos EUA não retornaram imediatamente a um pedido de comentário.

    A guerra comercial foi intensificada na sexta-feira após Trump elevar as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses, dizendo que a China havia quebrado compromissos anteriores feitos durante meses de negociações comerciais.

    Pequim prometeu responder às últimas tarifas dos EUA. 'Quanto aos detalhes, por favor, continuem prestando atenção. Copiando uma expressão dos EUA - esperem e vejam', disse Geng Shuang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira.

    Trump advertiu a China não para intensificar a disputa comercial e pediu aos seus líderes, incluindo o presidente Xi Jinping, para continuarem com o trabalho para chegar a um acordo. 'A China não deveria retaliar - só vai piorar se fizer isso', disse ele em uma publicação no Twitter.

    'Eu digo abertamente ao presidente Xi e a todos os meus muitos amigos na China que a China será gravemente afetada se vocês não fizerem um acordo porque as empresas serão forçadas a deixar a China para outros países', escreveu Trump.

    Trump na semana passada também ordenou que o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, começasse a impor tarifas sobre todas as importações remanescentes da China, uma medida que afetará um valor adicional de 300 bilhões de dólares em mercadorias de origem chinesa.

    Questionado sobre a ameaça, Geng disse: 'Dissemos muitas vezes que a adição de tarifas não resolverá nenhum problema ... Temos a confiança e a capacidade de proteger nossos direitos legais e legítimos'.

    A mídia estatal chinesa manteve um ritmo constante de comentários fortes nesta segunda-feira, reiterando que a porta da China para as negociações está sempre aberta, mas prometendo defender os interesses e a dignidade do país.

    Em um comentário, a televisão estatal disse que o efeito sobre a economia chinesa das tarifas dos EUA é 'totalmente controlável'.

    'Não é grande coisa. A China está fadada a transformar a crise em oportunidade e usar isso para testar suas habilidades, para tornar o país ainda mais forte.'

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    Trump diz que não tem pressa para assinar acordo com China à medida que guerra comercial se agrava

    Por Susan Heavey e Yawen Chen

    WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que não tem pressa em assinar um acordo comercial com a China, no momento em que Washington impôs um novo conjunto de tarifas sobre as importações chinesas e os negociadores encerraram o segundo dia de conversas na tentativa de alcançar um acordo.

    Nesta sexta-feira, os Estados Unidos elevaram suas tarifas sobre 200 bilhões em produtos chineses para 25%, ante 10%, elevando as preocupações dos mercados financeiros sobre uma guerra comercial que já dura 10 meses entre as duas maiores economias do mundo. A China deve retaliar.

    As tarifas entraram em vigor apenas algumas horas antes do representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer; do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin; e do vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, realizarem um segundo dia de negociações em Washington. A reunião terminou após cerca de 90 minutos.

    'Foram discussões construtivas. É tudo que posso dizer', disse Mnuchin a repórteres ao deixar o escritório de Lighthizer.

    Pela manhã, Trump defendeu o aumento das tarifas e disse que estava 'absolutamente sem pressa' para finalizar um acordo, acrescentando que a economia dos EUA ganhará mais com as tarifas do que com qualquer acordo.

    'As tarifas trarão MUITO MAIS ganhos para o nosso país do que até mesmo um acordo tradicional fenomenal', disse Trump em uma das publicações no Twitter.

    Apesar da insistência de Trump de que a China absorverá o custo das tarifas, as empresas dos EUA as pagarão e, provavelmente, as repassarão aos consumidores. Os gastos do consumidor respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA.

    Trump, que adotou políticas protecionistas como parte de sua agenda 'América Primeiro' e criticou a China por práticas comerciais que rotulou como injustas, disse que as negociações comerciais, que deveriam terminar nesta sexta-feira, podem ser prorrogadas para além desta semana.

    'Continuaremos a negociar com a China na esperança de que eles não tentem novamente refazer o acordo!' disse Trump, que acusou Pequim de quebrar os compromissos assumidos durante meses de negociações.

    Após o aumento da tarifa dos EUA, o Ministério do Comércio da China disse que retaliará, mas não deu mais detalhes.

    A China respondeu às tarifas de Trump no ano passado com impostos sobre uma série de produtos norte-americanos, incluindo soja e carne de porco, que prejudicaram os agricultores dos EUA em um momento em que sua dívida atingiu o mais alto nível em décadas.

    O secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, disse nesta sexta-feira que Trump pediu a ele que criasse um plano para apoiar os agricultores. O Departamento de Agricultura dos EUA já liberou até 12 bilhões de dólares para ajudar a compensar as perdas relacionadas à China.

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    Déficit comercial dos EUA com a China atinge mínima de 5 anos

    Por Lucia Mutikani

    WASHINGTON (Reuters) - O déficit comercial dos Estados Unidos com a China, foco da agenda 'América Primeiro' do presidente norte-americano, Donald Trump, caiu para o menor nível em cinco anos em março, em meio a um aumento nas exportações, incluindo de soja.

    O relatório do Departamento de Comércio nesta quinta-feira foi divulgado em meio a crescentes tensões comerciais entre Washington e Pequim. Trump disse no domingo que aumentará as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em mercadorias chinesas de 10 para 25 por cento na sexta-feira. A China prometeu retaliar se as tarifas entrarem em vigor.

    A Reuters, citando fontes do governo dos EUA, informou na quarta-feira que a China recuou em quase todos os aspectos de um acordo comercial entre Washington e Pequim.

    O déficit comercial com a China diminuiu 16,2 por cento, para um valor não ajustado de 20,7 bilhões de dólares, o nível mais baixo desde março de 2014. As importações de produtos da segunda maior economia do mundo caíram 6,1 por cento. As exportações para a China cresceram 23,6 por cento em março.

    Quando ajustado pelas flutuações sazonais, o déficit com a China foi de 28,3 bilhões de dólares. Esse foi o menor nível desde abril de 2016 e seguiu-se a um déficit de 30,1 bilhões de dólares em fevereiro.

    No ano passado, Washington impôs tarifas sobre 250 bilhões de dólares em produtos importados da China, com Pequim respondendo com tarifas sobre 110 bilhões de dólares em produtos norte-americanos.

    O déficit comercial total dos EUA aumentou 1,5 por cento, para 50 bilhões de dólares em março. Economistas consultados pela Reuters previam que o déficit comercial se ampliaria para 50,2 bilhões de dólares em março.

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    Guaidó convoca levante na Venezuela, mas militares permanecem leais a Maduro por ora

    Por Vivian Sequera e Angus Berwick

    CARACAS (Reuters) - O líder da oposição na Venezuela Juan Guaidó fez seu apelo mais contundente até agora para que os militares o ajudem a derrubar o presidente Nicolás Maduro, mas não houve sinais concretos de que as lideranças nas Forças Armadas tenham mudado de lado.

    No início desta terça-feira, dezenas de soldados armados acompanhando Guaidó se confrontaram com soldados que apoiavam Maduro em um comício em Caracas, e grandes protestos contra o governo nas ruas se tornaram violentos. Mas até a tarde de terça-feira, uma paz instável retornou e não havia indícios de que a oposição planejavam tomar o poder através de força militar.

    O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse à CNN que 'no nosso entendimento', Maduro chegou a estar pronto para embarcar em um voo para Cuba, país que é um aliado socialista, mas foi persuadido a permanecer pela Rússia, país que é um forte aliado do atual líder venezuelano.

    Maduro não fez um discurso formal na terça-feira, mas disse pelo Twitter: 'Nervos de aço! Eu peço uma mobilização popular máxima para assegurar a vitória da paz. Venceremos!'.

    Ele disse ter falado com a liderança militar e que eles haviam mostrado a ele 'sua total lealdade'.

    Outros oficiais norte-americanos disseram que três dos principais apoiadores de Maduro --o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, o presidente da Suprema Corte, Maikel Moreno, e o comandante da guarda presidencial, Ivan Rafael Hernandez Dala-- estavam em negociação com a oposição e estariam prontos para apoiar uma transição pacífica de poder.

    'Eles negociaram por um bom tempo sobre os meios para restaurar a democracia, mas parece que hoje não avançaremos mais', disse o enviado dos Estados Unidos para a Venezuela Elliott Abrams. O assessor de Segurança dos Estados Unidos John Bolton disse: 'Todos concordaram que Maduro tem que sair'. Eles não apresentaram evidências desses comentários.

    O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, rejeitou os comentários de Bolton como 'propaganda'.

    Cercado de homens uniformizados, Padrino disse em uma transmissão que as Forças Armadas continuariam a defender a Constituição e 'as autoridades legítimas', e disse que as bases militares estavam operando normalmente. Moreno fez um pedido por calma no Twitter.

    Guaidó disse em tuítes que iniciou a 'fase final' de sua campanha para derrubar Maduro, conclamando os venezuelanos e as Forças Armadas a apoiá-lo antes dos protestos planejados para o 1º de Maio.

    'O momento é agora!', escreveu. 'O futuro é nosso: o povo e as Forças Armadas unidas para pôr um fim' ao tempo de Maduro no governo.

    Guaidó, líder da Assembleia Nacional, invocou a Constituição para assumir a Presidência de maneira interina em janeiro, argumentando que a reeleição de Maduro em 2018 foi ilegítima. Mas Maduro se manteve no poder apesar do caos econômico e do apoio da maioria dos países ocidentais a Guaidó, além de novas sanções dos Estados Unidos e de gigantescos protestos.

    MOVIMENTO AUDACIOSO, PORÉM ARRISCADO

    O ato de terça-feira foi o mais ousado de Guaidó até agora para persuadir os militares a se levantarem contra Maduro. Caso fracasse, isso pode ser visto como uma evidência de que não possui apoio suficiente, além de ainda encorajar as autoridades, que já retiraram sua imunidade parlamentar e iniciaram múltiplas investigações contra ele, a prendê-lo.

    Dezenas de milhares de pessoas que faziam uma passeata em Caracas para apoiar Guaidó nesta terça-feira entraram em confronto com a tropa de choque na avenida Francisco Fajardo. Um veículo blindado da Guarda Nacional avançou sobre manifestantes que atiravam pedras e o atingiam.

    Setenta e oito pessoas ficaram feridas nos incidentes, a maioria delas atingidas por estilhaços ou balas de borracha, disse o dr. Maggi Santi, do centro de saúde Salud Chacao em Caracas. Nenhum dos ferimentos foi grave, acrescentou.

    A Venezuela está imersa em uma profunda crise econômica apesar de suas vastas reservas de petróleo. A escassez de alimentos e medicamentos levou mais de 3 milhões de venezuelanos a emigrarem nos últimos anos.

    Em um vídeo em sua conta no Twitter, Guaidó estava acompanhado de homens em uniformes militares e do político Leopoldo López, uma aparição pública surpresa de um homem que tem estado em prisão domiciliar desde 2017.

    O ministro das Relações Exteriores do Chile disse mais tarde nesta terça-feira que López e sua família estavam na residência diplomática chilena. Mais tarde, o chanceler chileno, Roberto Ampuero, informou que o político venezuelano havia ido para a embaixada da Espanha em Caracas.

    QUEM APOIA QUEM?

    A crise tem colocado os aliados de Guaidó, incluindo os Estados Unidos, Brasil, a União Europeia, e a maioria dos países latino-americanos, contra os aliados de Maduro, que incluem a Rússia, Cuba e a China.

    A Casa Branca se recusou a comentar se o governo dos EUA sabia com antecedência sobre os planos de Guaidó.

    Carlos Vecchio, o enviado de Guaidó aos Estados Unidos, disse a jornalistas em Washington que o governo Trump não ajudou a coordenar os eventos de terça-feira. 'Esse é um movimento liderado pelos venezuelanos', disse.

    Mas o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, afirmou que os eventos haviam sido 'diretamente planejados' por Washington, sem apresentar evidências concretas.

    O ministro das Relações Exteriores da Rússia acusou a oposição venezuelana de recorrer à violência no que chamou de uma tentativa descarada de promover confrontos entre as Forças Armadas do país.

    A Organização das Nações Unidas (ONU) e outros países exigem diálogo e uma solução pacífica para a situação venezuelana.

    (Reportagem de Angus Berwick, Vivian Sequera, Corina Pons, Mayela Armas, Deisy Buitrago, e Luc Cohen em Caracas; reportagem adicional de Matt Spetalnick, Patricia Zengerle, Lesley Wroughton e Roberta Rampton em Washington; Madeline Chambers em Berlim; e Michelle Nichols nas Nações Unidas)

    ((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702)) REUTERS AC

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    Presidentes da Câmara e do Senado defendem importância de Bolsonaro liderar Previdência

    Por Eduardo Simões

    CAMPOS DO JORDÃO, São Paulo (Reuters) - Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defenderam nesta sexta-feira, em evento com empresários, a necessidade de uma reforma da Previdência e de o presidente Jair Bolsonaro tomar à frente no processo de comunicar a proposta e articular sua aprovação no Parlamento.

    'Eu sempre defendi, como presidente do Senado, a aproximação pessoal do presidente da República especialmente para tratar deste tema da reforma da Previdência', disse Alcolumbre, que saudou a rodada de encontros que Bolsonaro iniciou na quinta-feira com presidentes de partidos e lideranças partidárias.

    'Liderar esse processo, cabe ao presidente da República', acrescentou o presidente do Senado, que defendeu, também, que Bolsonaro deve ouvir mais os políticos, após os três meses iniciais de governo em que Bolsonaro teve atritos e se manteve afastado dos políticos tradicionais.

    Na mesma linha, Maia disse que os parlamentares são sensíveis ao que pensa o eleitorado e, citando uma pesquisa divulgada pela XP Investimentos que apontou que a maioria da população é a favor da reforma, disse que o mesmo levantamento apontou que a maioria das pessoas é contra a idade mínima, um dos pontos-chave do texto enviado pelo governo ao Parlamento.

    Para o presidente da Câmara, o governo tem que tomar a frente também a batalha da comunicação, esclarecendo os principais pontos da reforma.

    Os presidentes das duas Casas do Congresso defenderam ainda uma participação ativa dos governadores dos Estados e do Distrito Federal em defesa da reforma da Previdência, mesmo daqueles que são de partidos de oposição ao governo Bolsonaro.

    'Se essa reforma da Previdência é para o Brasil, todos os governadores de Estados e do Distrito Federal têm que apoiar', defendeu Alcolumbre a jornalistas durante o evento do Lide, grupo empresarial fundado pelo hoje governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

    Para o presidente do Senado, os governadores não podem defender publicamente 'da porta para fora' a reforma e, ao mesmo tempo, dentro de seus Estados e 'da porta para dentro' se posicionarem contra a medida.

    Maia, chefe da Casa onde a proposta tramita neste momento, evitou fazer previsões de quando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) entregue pessoalmente por Bolsonaro ao Congresso será aprovada.

    'Eu já aprendi como político que dar prazos e dar número de votos sempre dá errado', disse Maia a jornalistas após debater a reforma da Previdência ao lado de Alcolumbre, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e da líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

    Para o presidente da Câmara, dar prazos pode gerar frustrações de expectativas desnecessárias quando eles não são cumpridos como previsto.

    CAPITALIZAÇÃO

    Joice, por sua vez, disse ainda esperar que a reforma seja aprovada pelo Congresso ainda no primeiro semestre, ao mesmo tempo que afirmou que 'tudo é negociável' no texto, embora tenha lembrado que a reforma precisará contemplar uma economia da ordem de 1 trilhão de reais em 10 anos.

    'O Congresso é soberano. Pode mexer no que quiser. Agora, cada ação tem uma reação. Cada mexida tem uma matemática que pode ser prejudicial ao cidadão brasileira', disse a líder quando indagada por jornalistas sobre uma declaração dada nesta sexta-feira por Bolsonaro abrindo caminho para negociar a proposta de um regime de capitalização, defendida por Guedes.

    Maia, por sua vez, defendeu o regime de capitalização como 'correto', mas reconheceu que ele precisa ser melhor explicado pelo governo à sociedade e aos parlamentares. O presidente da Câmara fez ainda a avaliação de que é preciso se analisar o melhor momento de se implementar este sistema e afirmou que ele precisa embutir a proteção de uma renda mínima aos que ingressarem nele.

    O regime de capitalização é considerado central pela equipe econômica para a nova Previdência, mas sua implementação efetiva dependerá de regulamentação pelo Congresso após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para alterar as regras das aposentadorias que está em tramitação.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, já afirmou que não lançará a capitalização se a PEC da Previdência, que muda as regras do regime atual, de repartição, render economia inferior a 1 trilhão de reais em 10 anos.

    Guedes, inclusive, evitou especular quando a reforma será aprovada, mas disse não ser inteligente do ponto de vista político deixar a medida para o segundo semestre, já que ele voltou a prometer, uma 'enxurrada de boas notícias' para prefeitos e governadores após a aprovação da medida.

    'É tanta notícia boa que eu me recuso a acreditar que a classe política vai ficar carregando esse problema um ano, Não é razoável, não é inteligente politicamente', avaliou.

    BPC E APOSENTADORIA RURAL

    Maia, Alcolumbre e até mesmo Guedes sinalizaram um consenso de que as mudanças nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural devem realmente ser retirados da proposta enviada por Bolsonaro ao Congresso.

    O presidente da Câmara avaliou que o impacto fiscal nas mudanças do BPC são pequenos e disse que o déficit gerado pela aposentadoria rural tem sua origem em fraudes e que uma medida provisória encaminhada pelo Executivo já trata deste tema ao tirar dos sindicatos a responsabilidade pelo registro dos beneficiários.

    'Eu não falei de BPC e aposentadoria rural porque eu acho que esses temas estão quase que excluídos', disse Maia durante sua palestra ao responder porque deixou os dois assuntos de fora ao elencar os temas mais polêmicos da reforma.

    Guedes, por sua vez, reconheceu que a mudança nas regras do BPC é um 'tema super polêmico' e que impacta nas regiões mais pobres, em uma possível sinalização de que este trecho realmente cairá da proposta.

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    Revisão contábil leva Caixa Econômica a prejuízo no 4º tri; CEO mira mercado de capitais

    Por Aluisio Alves

    SÃO PAULO (Reuters) - A Caixa Econômica Federal teve prejuízo no quarto trimestre, com o presidente-executivo Pedro Guimarães liderando ajustes contábeis para alinhar o banco estatal a práticas de mercado em preparação para listar quatro subsidiárias em bolsa.

    Um pacote de medidas incluindo revisão para baixo do valor de imóveis retomados, piora na classificação de risco de crédito para grandes empresas, amortização acelerada de alguns ativos próprios, provisão para cobrir possível perda de rentabilidade em fundos do FGTS e maiores perdas com algumas transações de financiamento imobiliário fez a Caixa ter prejuízo de 1,1 bilhão de reais entre outubro e dezembro.

    Com isso, o lucro líquido acumulado do ano, que era de 11,5 bilhões de reais até setembro, fechou 2018 em 10,36 bilhões de reais, mostrando queda de 17,1 por cento contra o ano anterior.

    O movimento confirma reportagem da Reuters publicada em fevereiro, citando fontes, antecipando que Guimarães faria um ajuste contábil bilionário sobre o balanço de 2018, o que deveria ter importante impacto sobre o lucro.

    Guimarães, que assumiu em janeiro, negou que os ajustes sejam uma ingerência sobre o balanço executado pela gestão anterior, destacando que as mudanças representam um alinhamento às melhores práticas do mercado.

    Apesar da queda no resultado líquido, o lucro recorrente do ano passado, de 12,7 bilhões de reais, cresceu 40,4 por cento.

    A diretiva de Guimarães faz parte dos esforços para tornar o banco comparável com rivais privados, enquanto prepara a venda parcial de negócios de seguros, de cartões, de gestão de recursos e de loterias.

    'A Caixa tem função social, mas é um banco e banco tem que ganhar dinheiro', disse o executivo a jornalistas.

    As medidas ilustram a dramática mudança de rumo do banco, que foi o ícone de uma campanha estatal no começo da década para estimular a economia do país com empréstimo barato, inclusive para grandes conglomerados.

    Nos últimos anos, diante dos efeitos da recessão de 2015-16, o banco vem saindo de linhas tidas como de maior risco, voltando a se concentrar na carteira imobiliária.

    Assim, em 2018, o estoque de empréstimos da Caixa encolheu pelo segundo ano seguido, chegando a 694,5 bilhões de reais, um declínio nominal de 1,7 por cento sobre o ano anterior.

    Em contrapartida, as provisões para perdas com inadimplência caíram 22,5 por cento, para 14,9 bilhões de reais.

    Em outra frente, o banco reduziu a despesa com folha de pagamento em 3,6 por cento, enquanto as receitas com serviços e tarifas cresceram 7,2 por cento, a 26,85 bilhões de reais.

    Segundo Guimarães, as receitas com serviços devem ser o carro-chefe do crescimento do resultado nos próximos, à medida que o banco amplia a oferta de produtos na rede, incluindo seguros e cartões nas lotéricas, além de mais alternativas de investimentos a clientes pessoa física, e se lança fortemente no mercado de capitais para assessorar a captação de recursos para empresas.

    O vice-presidente de finanças da Caixa, André Laloni, disse na coletiva que o banco formou uma equipe de cerca de 40 funcionários para coordenar o trabalho de banco de investimento.

    'Já há cerca de 40 transações que estamos coordenando', disse Laloni.

    Os executivos sinalizaram que o banco deve obter receitas extraordinárias com a venda de alguns ativos, incluindo ações de grandes empresas, como da Petrobras, e de imóveis próprios, que podem ser alocados em fundos de investimento.

    (Com reportagem adicional de Gabriela Mello e Carolina Mandl)

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    Fed desiste de altas de juros em 2019 e planeja frear redução de seu balanço

    Por Howard Schneider e Trevor Hunnicutt

    WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) adotou uma postura menos agressiva nesta quarta-feira, sinalizando que não aumentará as taxas de juros neste ano, em meio a uma economia em desaceleração, e anunciando um plano para encerrar seu programa de redução de balanço até setembro.

    O Fed reiterou sua promessa de ser 'paciente' com a política monetária e disse que começará a desacelerar a redução de sua carteira de títulos do Tesouro em maio. A liquidação mensal cairá para 15 bilhões de dólares, ante 30 bilhões de dólares.

    No todo, as informações significam que, depois de apertar a política monetária em duas frentes de uma vez no ano passado, o Fed agora está fazendo uma pausa para se ajustar ao crescimento global mais fraco e a uma perspectiva um pouco mais fraca para a economia americana.

    'Pode levar algum tempo até que as perspectivas de emprego e inflação exijam claramente uma mudança na política (monetária)', disse o presidente do Fed, Jerome Powell, em entrevista coletiva após o final de uma reunião de política de dois dias.

    '(Ser) 'Paciente' significa que não vemos necessidade de apressar o julgamento.'

    A atualização das previsões econômicas, divulgada no final da reunião, também mostrou que os formuladores de política monetária abandonaram estimativas de qualquer aumento de taxa de juros em 2019, passando a ver apenas uma em 2020.

    Os contratos futuros de Fed Funds passaram a indicar probabilidade máxima até aqui de queda de juros em 2020.

    Mas, para Powell, a economia dos EUA está em um 'bom' estado e que a perspectiva é 'positiva'.

    Ainda assim, ponderou Powell, há riscos contínuos, incluindo aqueles relacionados à saída do Reino Unido da União Europeia (UE), a negociações comerciais dos EUA com a China e até mesmo às perspectivas para a economia norte-americana. O Fed está observando esses riscos de perto, segundo Powell.

    'Os dados não estão enviando um sinal de que precisamos nos mover em uma direção ou outra, na minha opinião', disse Powell. 'É um ótimo momento para sermos pacientes.'

    O dólar passou a mostrar firme queda no mundo após a sinalização do Fed.

    'O Fed superou as expectativas 'dovish' dos mercados, o que prejudicou o dólar', disse Joe Manimbo, analista sênior de mercado da Western Union Business Solutions. 'O Fed fez uma grande reviravolta na política. O fato de o Fed ter jogado a toalha em uma subida de taxa de 2019 foi particularmente dovish.'

    As novas projeções econômicas divulgadas mostraram enfraquecimento em todas as frentes em comparação com as previsões de dezembro, com o desemprego sendo um pouco maior neste ano, a inflação caindo e o crescimento econômico também menor.

    'O crescimento da atividade econômica desacelerou em relação à sua sólida taxa no quarto trimestre', disse o Fed em comunicado no qual manteve a taxa básica de juros no intervalo entre 2,25 por cento ao ano e 2,50 por cento.

    'Os indicadores recentes apontam um crescimento mais lento dos gastos das famílias e do investimento fixo das empresas no primeiro trimestre... a inflação global caiu.'

    No entanto, o Fomc ('Copom' dos EUA) disse que considera o crescimento 'sustentado' como o resultado mais provável.

    O Fed informou que encerrará o processo de redução de seu balanço em setembro, antes do que muitos analistas esperavam, desde que a economia e as condições do mercado monetário evoluam como esperado.

    PROJEÇÕES EM BAIXA

    Os formuladores de política monetária do Fed projetam o crescimento do Produto Interno Bruto desacelere para 2,1 por cento neste ano, ante previsão anterior de 2,3 por cento. A taxa de desemprego deve ficar em 3,7 por cento, ligeiramente acima da projeção de dezembro.

    A inflação para este ano deve ser de 1,8 por cento, contra 1,9 por cento estimada em dezembro passado.

    As novas projeções revelaram, de forma geral, um rebaixamento do cenário do Fed para a economia. Pelo menos nove dos 17 formuladores de política reduziram a trajetória esperada para os juros e coletivamente cortaram em 0,5 ponto percentual o juro esperado para o fim deste ano.

    O Fed elevou a taxa de juros sete vezes no período 2017-18 e agora está se aproximando de uma pausa com o juro a 2,6 por cento. Isso deixaria a taxa básica de juros bem abaixo do padrão histórico. As projeções mostram que o Fed não espera mais precisar deixar a política restritiva para combater a inflação.

    A decisão do Fomc nesta quarta-feira foi unânime.

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    Polícia holandesa prende turco suspeito de matar três em ataque em bonde

    Por Bart H. Meijer

    UTRECHT, Holanda (Reuters) - A polícia da Holanda prendeu um turco suspeito de matar três pessoas a tiros e ferir outras cinco em um bonde na cidade holandesa de Utrecht, nesta segunda-feira.

    A polícia disse que o suspeito, Gokmen Tanis, de 37 anos, foi preso após horas de perseguição.

    A cidade foi isolada após o ataque a tiros, ocorrido pouco depois da hora do rush matinal e que as autoridades disseram inicialmente se tratar de um aparente ataque terrorista. A polícia conduziu diligências em diversos locais depois de divulgar a imagem de Tanis e alertar o público a não se aproximar dele.

    Horas depois do ataque, entretanto, a motivação do atirador ainda não foi esclarecida. Um promotor disse que pode ter sido por “razões familiares”, e segundo parentes do suspeito citados pela Anadolu, agência de notícias estatal turca, ele primeiro atirou numa parente que estava no bonde e em seguida abriu fogo contra quem tentou ajudá-la.

    A agência de inteligência turca disse que está investigando se o ataque foi motivado por questões pessoais ou um ato de terrorismo, disse o presidente Tayyip Erdogan.

    As autoridades elevaram ao máximo o nível de ameaça terrorista na província de Utrecht. Escolas foram fechadas e a polícia paramilitar aumentou a segurança em aeroportos, mesquitas e outras infraestruturas vitais.

    Após a prisão do suspeito, o nível de ameaça foi reduzido em um patamar. A Agência Nacional de Contraterrorismo “reduziu o nível de ameaça para a província de Utrecht para o nível 4; o motivo é a prisão do principal suspeito pelo ataque a tiros”.

    O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, realizou reuniões de crise imediatamente após o incidente, que ocorreu três dias depois de um atirador ter assassinado 50 pessoas em duas mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia.

    “O nosso país está hoje chocado pelo ataque em Utrecht... Uma motivação terrorista não pode ser descartada”, disse Rutte.

    “Os primeiros relatos levaram à descrença e à repulsa. Pessoas inocentes foram atingidas pela violência.”

    O prefeito de Utrecht, Jan van Zanen, disse que três pessoas foram mortas e cinco ficaram feridas, três das quais em estado grave.

    O suspeito tinha passagens pela polícia, afirmou o promotor regional nesta segunda-feira. O promotor Rutger Jeuken disse a jornalistas que o homem já havia sido preso, sem dar mais detalhes.

    O ataque ocorreu em Kanaleneiland, um distrito residencial tranquilo nos subúrbios de Utrecht com uma grande população de imigrantes.

    'É assustador que algo assim possa acontecer tão perto de casa', lamentou Omar Rahhou, que disse que seus pais mora em uma rua cercada pela polícia. 'Essas coisas normalmente acontecem longe.'

    (Reportagem adicional de Toby Sterling e Anthony Deutsch)

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    Dezenas são mortos em ataques contra mesquitas na Nova Zelândia

    Por Praveen Menon e Charlotte Greenfield

    WELLINGTON/CHRISTCHURCH (Reuters) - Um atirador deixou 49 mortos e mais de 40 feridos em duas mesquitas na Nova Zelândia nesta sexta-feira, alguns deles enquanto estavam ajoelhados orando, e transmitiu alguns dos assassinatos ao vivo, no que a primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, descreveu como um ataque aos valores do país.

    O atirador transmitiu no Facebook imagens ao vivo do ataque a uma mesquita na cidade de Christchurch, refletindo carnificinas que acontecem em videogames, depois de publicar um 'manifesto' no qual criticava imigrantes, chamando-os de 'invasores'.

    O vídeo dos assassinatos circulou amplamente nas redes sociais, aparentemente feito pelo atirador e transmitido ao vivo online enquanto o ataque acontecia, mostrando o caminho até uma das mesquitas, a chegada e os tiros que atingiram pessoas aleatoriamente.

    O vídeo mostrou fiéis, possivelmente mortos ou feridos, amontoados no chão. A Reuters não pôde confirmar a autenticidade das imagens.

    Esse foi o pior ataque a tiros da história da Nova Zelândia e o país elevou sua ameaça de segurança ao maior nível, disse Ardern, acrescentando, “isso agora só pode ser descrito como um ataque terrorista”.

    A polícia disse que três pessoas estão sob custódia, incluindo um homem com 20 e tantos anos que foi acusado de homicídio. Ele comparecerá a um tribunal no sábado. A polícia não identificou nenhum outro suspeito.

    “Nós não fomos escolhidos para esse ato de violência porque nós toleramos o racismo, porque nós somos um enclave de extremismo”, disse Ardern em um pronunciamento à nação.

    “Nós fomos escolhidos pelo fato de que não somos nenhuma dessas coisas. Foi porque nós representamos diversidade, bondade, compaixão, uma casa para aqueles que compartilham nossos valores”, acrescentou. “Vocês nos escolheram, mas nós rejeitamos e condenamos vocês totalmente.”

    O comissário de polícia Mike Bush disse que 49 pessoas foram mortas. Autoridades de saúde disseram que 48 pessoas estavam sendo tratadas devido a ferimentos por balas, incluindo crianças pequenas.

    Líderes de todo o mundo expressaram repúdio e tristeza pelos os ataques, com alguns lamentando a demonização dos muçulmanos.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o “horrível massacre”, que a Casa Branca descreveu como um “cruel ato de ódio”.

    O manifesto publicado pelo atirador elogiava Trump como 'um símbolo de identidade branca renovada e propósito comum'. A Casa Branca não respondeu imediatamente a pedido de comentário sobre o manifesto.

    “ATIRAR EM TODOS NA MESQUITA”

    Um homem que disse estar na mesquita Al Noor afirmou à mídia que o atirador era branco, loiro e usava um capacete e um colete à prova de balas. O homem invadiu a mesquita enquanto os fiéis estavam ajoelhados para orar.

    'Ele tinha uma arma grande... ele chegou e começou a atirar em todos na mesquita, em todos os lugares', disse um dos fiéis, Ahmad Al-Mahmoud, que, junto a outras pessoas, escapou por uma porta de vidro.

    Quarenta e uma pessoas foram mortas na mesquita Al Noor, sete na mesquita do bairro de Linwood e uma morreu no hospital, disse a polícia. Hospitais disseram que crianças estão entre as vítimas.

    A seleção de críquete de Bangladesh estava chegando para orações em uma das mesquitas quando os tiros começaram, mas todos os membros do time ficaram em segurança, disse o treinador à Reuters.

    Pouco antes de o ataque começar, uma publicação anônima no fórum 8chan, conhecido por ampla disseminação de conteúdo com discursos de ódio, disse que o autor 'iniciaria um ataque contra invasores' e incluía links para uma transmissão ao vivo no Facebook, nos quais o tiroteio era exibido, e um manifesto.

    O manifesto citava 'genocídio branco', um termo geralmente utilizado por grupos racistas para se referir à imigração e ao crescimento de minorias, como sua motivação.

    O link do Facebook direcionava os usuários para a página de um usuário chamado brenton.tarrant.9.

    Uma conta do Twitter com o nome @brentontarrant publicou na quarta-feira imagens de um fuzil e de outros equipamentos militares decorados com nomes e mensagens relacionados ao nacionalismo branco. Armas aparentemente iguais apareceram na transmissão ao vivo feita na mesquita nesta sexta-feira.

    O Facebook disse ter deletado as contas do atirador “pouco após o início da transmissão ao vivo”, após ser alertado pela polícia. Facebook, Twitter e YouTube disseram ter tomado medidas para excluir cópias dos vídeos de suas redes.

    (Reportagem adicional de Tom Westbrook, nJoh Miar e Swati Pane, em Sydney; Ruma Paula, em Da; e Michael Holden, em Londres)

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    Guaidó diz que voltará à Venezuela até 2ª, não descarta oferecer garantias para Maduro deixar poder

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, disse nesta quinta-feira, em Brasília, que apesar das ameaças planeja voltar para a Venezuela até a próxima segunda-feira e que não tem medo de manter a resistência em seu país, mas deixou aberta em sua fala a possibilidade de uma saída para que Nicolás Maduro deixe o poder, como tem defendido o governo brasileiro.

    'O objetivo central de qualquer transição é a governabilidade que permita atender o cidadão. Temos plena consciência de que para gerar governabilidade, gerar garantias para alguns setores é parte do processo', disse Guaidó em entrevista no Palácio do Planalto.

    'A perseguição deixa cicatrizes. Mas o que não podemos fazer nesse momento é nós venezuelanos vivermos com ressentimento, porque isso nos mataria.'

    Ainda assim, ressaltou, qualquer diálogo com o governo de Maduro só pode existir se for para incluir um caminho para eleições transparentes e livres na Venezuela.

    O autodenominado presidente encarregado da Venezuela chegou a Brasília na madrugada desta quinta-feira, vindo da Colômbia, em busca de apoio mais explícito dos países da região, depois do fracasso da operação de ajuda humanitária.

    Foi recebido no Palácio do Planalto com a pompa reservada a presidentes eleitos ou autoridades como vice-presidentes: tapete vermelho e guarda presidencial, mas sem a cerimônia de uma visita oficial. Ainda assim, além do que desejavam setores do governo.

    Na noite anterior, o porta-voz da Presidência, general Otávio Rego Barros, anunciara o encontro como uma visita 'pessoal' e que Guaidó seria recebido oficialmente no Itamaraty, onde daria entrevista.

    A versão atendia os receios dos militares do governo, que preferem não correr o risco de um rompimento definitivo com a governo de Nicolás Maduro e as implicações que isso possa ter para o Brasil, como o fim da venda de energia da Venezuela para o Estado de Roraima.

    Na manhã desta quinta, no entanto, Bolsonaro decidiu atender os apelos dos venezuelanos, que esperavam uma demonstração mais forte de apoio por parte do Brasil, como receberam na Colômbia.

    Em uma declaração à imprensa ao lado de Guaidó, um momento normalmente reservado a visitas de chefe de Estado ou presidentes eleitos, Bolsonaro afirmou que interessa ao Brasil uma Venezuela 'próspera e democrática' e que era necessário fazer um 'mea-culpa' pelo papel de ex-presidentes brasileiros na situação atual daquele país, em aparente referência aos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

    'O Brasil estava em um caminho semelhante. Aqui o povo resolveu dar um ponto final ao populismo, à demagogia barata', disse Bolsonaro, acrescentando que os governos de esquerda 'gostavam tanto de pobres que os multiplicaram'.

    Em um movimento raro, o governo brasileiro ainda abriu espaço para que Guaidó desse uma entrevista no Palácio do Planalto, no salão reservado a pronunciamentos presidenciais e entrevistas oficiais.

    Guaidó agradeceu a recepção que teve no Brasil e afirmou que o encontro 'é um marco para resgatar um relacionamento positivo que beneficie nossa gente não a um grupo político'.

    Perguntado se voltaria a Venezuela, já que foi ameaçado pelo governo de Nicolás Maduro, Guaidó afirmou que irá na sexta-feira a Assunção e retornará a Caracas até segunda-feira.

    'Como sabem, recebi ameaças pessoais e familiares e também de prisão por parte do regime. Mas isso não vai evitar nosso retorno a Venezuela. Esse final de semana no mais tardar segunda-feira. A resposta do regime não pode continuar sendo perseguição, repressão. Nos próximos dias voltarei a Caracas, apesar das ameaças', declarou.

    Insistentemente questionado se a possibilidade de uma intervenção militar ainda estava sendo considerada, apesar de o Grupo de Lima ter afastado essa opção, o autodeclarado presidente interino venezuelano desconversou.

    'Todos os mecanismos que nos levem a eleições livres podem ser implementados', disse, acrescentando que todos os cenários de ajuda internacional são possíveis se levarem a eleições livres.

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