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    Corrupção desvia U$1 trilhão em impostos globalmente, diz FMI

    Por Rodrigo Campos

    NOVA YORK (Reuters) - Conter a corrupção poderia gerar cerca de 1 trilhão de dólares em impostos anualmente ao redor do mundo, segundo uma pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI).

    Além de aumentar a receita dos governos, combater a corrupção também pode diminuir o desperdício e até ajudar a melhorar as notas de alunos de escolas públicas, disse o FMI. E ainda melhora a confiança pública geral nos governos.

    'Menos corrupção significa menos vazamento de receita e menos desperdício com gastos, e qualidade melhor da educação pública e da infraestrutura', sustentou o relatório.

    O padrão de percepção de corrupção menor e rendas maiores se mantém em países desenvolvidos, emergentes e de renda baixa, mostraram os dados.

    'Entre economias avançadas, um país dos 25 por cento melhores em termos de controle da corrupção obtém 4,5 por cento a mais de PIB, em média, do que um país dos 25 por cento piores. A defasagem é de 2,75 por cento do PIB entre economias de mercados emergentes e de 4 por cento do PIB em países de renda baixa', informou o relatório.

    TRANSPARÊNCIA E IMPRENSA FORTE

    Estudos anteriores mostraram que indústrias extrativistas, como mineração e prospecção de petróleo, são ninhos de corrupção, assim como os setores de aquisições e de administração de estatais. O FMI identifica a transparência e a supervisão como elementos centrais para refrear a corrupção nestas áreas, e uma imprensa forte e livre como catalisadora.

    'Esperamos que a transparência ande junto com bons resultados fiscais, mas o que nos surpreendeu foi que o efeito da transparência é muito mais forte em países que têm uma imprensa livre ou uma sociedade civil (forte)', disse Paolo Mauro, vice-diretor do departamento de Assuntos Fiscais do FMI.

    'E quando você tem estes dois juntos, o efeito é ainda mais forte.'

    Mauro e Paulo Medas, vice-chefe de uma divisão do mesmo departamento, dividiram a autoria do estudo, um capítulo do Monitor Fiscal do FMI, que está sendo publicado em partes nesta semana, antes de reuniões do fundo marcadas para a próxima semana em Washington.

    Entre outras recomendações para coibir a corrupção, o FMI pede a profissionalização do serviço público, incluindo contratações com base no mérito, fala da necessidade de regras tributárias e códigos comerciais simples para evitar a tentação de se pagar subornos para contorná-los.

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    Investigado por corrupção, chefe do Comitê Olímpico do Japão renunciará antes de Jogos de 2020

    Por Kiyoshi Takenaka e Jack Tarrant

    (Reuters) - O chefe do Comitê Olímpico do Japão (COJ), Tsunekazu Takeda, que está sendo investigado por corrupção, anunciou nesta terça-feira que deixará o cargo quando seu mandato terminar, em junho, e que renunciará ao Comitê Olímpico Internacional.

    Em dezembro, procuradores franceses interrogaram Takeda em Paris e o tornaram alvo de uma investigação formal devido à suspeita de corrupção na campanha vitoriosa de Tóquio para sediar a Olimpíada de 2020.

    Takeda, que foi presidente do comitê da campanha de Tóquio para os Jogos de 2020, disse durante uma reunião do conselho diretivo do COJ que renunciará e não buscará a reeleição.

    Em uma coletiva de imprensa realizada posteriormente nesta terça-feira, Takeda disse: 'Não acredito que tenha feito nada ilegal'.

    Quando indagado por que não entregou o cargo de imediato, ele respondeu: 'Fico triste por ter criado tanta confusão, mas acredito que é minha responsabilidade cumprir o resto do meu mandato'.

    Takeda dirige o COJ desde 2001, e sua renúncia cria apreensões a respeito do comitê nacional e da organização dos Jogos de Tóquio de 2020.

    'Sinto-me muito mal por estar causando uma perturbação dessas ao público antes dos Jogos de Tóquio do ano que vem', disse Takeda.

    'Pensei no futuro do COJ e cheguei à conclusão de que é mais adequado passar o COJ para líderes mais jovens que conduzirão a próxima geração, deixando-os criar a nova era do Japão através da Olimpíada de Tóquio'.

    A organização da Olimpíada de Tóquio disse em um email à Reuters: 'Estamos cientes do anúncio do presidente Takeda, do COJ, hoje de que ele deixará o cargo em junho. Entendemos que o presidente Takeda tomou sua própria decisão. Os detalhes ainda não foram esclarecidos, então gostaríamos de nos abster de comentários adicionais'.

    Takeda atua no Comitê Executivo da Tóquio 2020, mas ainda não está claro se também se afastará desta função.

    Investigadores franceses realizaram um inquérito de anos sobre a corrupção no atletismo, e no início de 2016 incluíram os processos de candidatura e seleção do Rio de Janeiro como sede dos Jogos de 2016 e de Tóquio para 2020.

    Pagamentos de vários milhões de dólares feitos pelo comitê de campanha de Tóquio a uma consultoria de Cingapura estão sendo examinados, e Takeda é suspeito de pagar propinas para garantir a vitória da candidatura japonesa.

    No caso do Rio, o ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e líder da candidatura aos Jogos de 2016, Carlos Arthur Nuzman, foi preso em 2017 no âmbito de uma investigação sobre compra de votos na eleição olímpica.

    (Reportagem adicional de Chris Gallagher e Elaine Lies)

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    Parlamentares apresentam projetos para 'reverter' decisão do STF sobre Justiça Eleitoral poder julgar corrupção

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Parlamentares anunciaram a apresentação de projetos com o objetivo de reverter a decisão da véspera do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, em casos relacionados a caixa dois de campanha eleitoral, devem ser conduzidos pela Justiça Eleitoral.

    Essa decisão do STF, tomada em apertada votação por 6 votos a 5 e alvo de fortes críticas, é considerada a maior derrota da operação Lava Jato, que completa 5 anos no domingo. Integrantes da força-tarefa defendiam que essas apurações pudessem ser conduzidas pela Justiça Federal, que dizem ser mais vocacionadas para investigar crimes como corrupção, e que a mudança poderá ter impacto em apurações em curso.

    O líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), apresentou projeto para manter esse tipo de investigação a cargo da Justiça comum. Segundo Olimpio, do partido do presidente Jair Bolsonaro, o projeto vai garantir o combate ao crime organizado, evitando a impunidade.

    'Essa alteração proposta vem de encontro à vontade do titular do poder, o povo brasileiro, pois possibilita que operações contra a corrupção e o crime organizado cometidos, como por exemplo a denominada operação Lava Jato sejam devidamente garantidas e sejam julgadas pela Justiça competente de modo a evitar possíveis impunidades', disse o senador, em nota divulgada pela assessoria de imprensa.

    Deputados federais do Podemos também apresentaram projetos com o mesmo objetivo. 'O Brasil avançou nos últimos anos. Não vamos permitir que o país retroceda um milímetro no combate à corrupção', disse em nota a deputada Renata Abreu (SP), presidente nacional do partido.

    Na semana que vem, a bancada do Podemos pretende se reunir com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Na sessão do STF de quinta-feira, Dodge chegou a cogitar a ideia de avaliar com o Congresso Nacional uma medida para alterar a legislação sobre o assunto.

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    Nova procuradora-geral do Peru critica lei proposta por presidente para reformar Ministério Público

    LIMA (Reuters) - A nova procuradora-geral do Peru, Zoraida Ávalos, criticou na terça-feira uma legislação proposta pelo presidente peruano, Martín Vizcarra, para reformular a Procuradoria, advertindo que a medida violaria a autonomia da instituição.

    Zoraida disse que enviará ao Congresso seu próprio projeto de lei para fortalecer a confiança no Ministério Público peruano, que ficou comprometida depois que seu predecessor no comando da organização tentou demitir dois importantes promotores da investigação de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht, na semana passada.

    Os comentários de Zoraida refletem o argumento de críticos que têm acusado Vizcarra de ultrapassar os limites do cargo, à medida que o presidente busca políticas para combater a corrupção enraizada em uma das economias que cresce mais rápido na América Latina.

    Vizcarra propôs a legislação, que mudaria a estrutura da liderança da Procuradoria, depois que o ex-procurador-geral Pedro Chávarry inicialmente se recusou a renunciar, apesar de crescente pressão e de protestos na semana passada.

    Chávarry acabou renunciando na terça-feira, se retratando como a vítima de uma campanha midiática para difamá-lo.

    “Eu entendo que esse projeto de lei foi proposto devido à crise que vivíamos”, disse Zoraida a repórteres após assumir o cargo. “Mas acho que é claro que é um projeto de lei que, de uma maneira, viola a estrutura constitucional ou o projeto constitucional da Procuradoria”.

    O gabinete de Vizcarra não respondeu de imediato a pedidos por comentário.

    Ex-vice-presidente do Peru, Vizcarra tem feito do combate à corrupção o foco de seu governo, após assumir a Presidência no ano passado para substituir Pedro Pablo Kuczynski, que renunciou devido a um dos muitos escândalos de corrupção a abalar o Peru nos últimos anos.

    Vizcarra havia pedido repetidamente a renúncia de Chávarry, mas não tinha poderes para demiti-lo diretamente. De acordo com a Constituição peruana, apenas o Congresso, onde Chávarry contava com apoio da maioria de oposição, pode remover o procurador-geral.

    Zoraida também havia pedido a renúncia de Chávarry. Após assumir o cargo para substituí-lo, ela prometeu apoio completo aos promotores que investigam a corrupção.

    Os dois promotores inicialmente demitidos por Chávarry, Rafael Vela e José Domingo Pérez, são vistos como figuras essenciais na investigação envolvendo a Odebrecht no Peru.

    Os dois haviam recentemente elaborado um acordo de leniência que obrigava a construtora a fornecer evidências sobre 30 milhões de dólares em propinas que admite ter pago a políticos locais.

    A investigação contra a Odebrecht foi deflagrada pela operação Lava Jato no Brasil e repercute na América Latina, no que procuradores dos Estados Unidos disseram ser o maior esquema de corrupção política já revelado.

    Em 2016 a Odebrecht admitiu ter pago milhões de dólares em propinas a autoridades de diversos países para obter contratos de obras públicas ao longo de uma década, e se comprometeu a pagar multas de bilhões de dólares.

    (Reportagem de Marco Aquino e Mitra Taj)

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    Procurador-geral do Peru renuncia em meio a investigação da Odebrecht

    Por Marco Aquino

    LIMA (Reuters) - O procurador-geral do Peru, Pedro Chávarry, disse que irá renunciar nesta terça-feira, em meio à crescente indignação pública com a maneira como tem lidado com a investigação de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht.

    A decisão de Chávarry acontece pouco mais de uma semana depois que ele demitiu dois importantes promotores do inquérito, uma medida que desencadeou ampla condenação e uma ameaça do presidente peruano, Martín Vizcarra, de suspendê-lo.

    Chávarry negou as acusações de que estaria tentando interferir na investigação e, mais tarde, reconvocou os dois promotores, ambos admirados no Peru como combatentes da corrupção.

    Entretanto, a reversão não foi suficiente para acalmar muitos peruanos, que têm continuado a protestar contra Chávarry.

    Na noite de segunda-feira, Chávarry disse em comunicado que irá apresentar sua renúncia do Ministério Público peruano às 10h (13h no horário de Brasília) desta terça-feira por “respeito a minha instituição”.

    A decisão de Chávarry marca uma importante vitória para o presidente Vizcarra que, na semana passada, enviou ao Congresso uma legislação para suspender o procurador-geral do cargo.

    Vizcarra, que substituiu o ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski após sua renúncia devido a um escândalo de corrupção no ano passado, tem feito do combate à corrupção o foco de seu governo.

    Os dois promotores inicialmente demitidos por Chávarry, Rafael Vela e José Domingo Pérez, são vistos como figuras essenciais na investigação da Odebrecht no Peru.

    Os dois haviam recentemente elaborado um acordo de leniência que obrigava a construtora a fornecer evidências sobre 30 milhões de dólares em propinas que a empresa admite ter pago a políticos locais.

    A investigação contra a Odebrecht foi deflagrada pela operação Lava Jato no Brasil e repercute na América Latina, no que procuradores dos Estados Unidos disseram ser o maior esquema de corrupção política já revelado.

    Em 2016 a Odebrecht admitiu ter pago milhões de dólares em propinas a autoridades de diversos países para obter contratos de obras públicas ao longo de uma década, e se comprometeu a pagar multas de bilhões de dólares.

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    Procurador-geral do Peru reverte afastamento de procuradores de inquérito da Odebrecht

    LIMA (Reuters) - O procurador-geral do Peru, Pedro Chavarry, reconvocou na quarta-feira dois procuradores destacados que havia afastado do inquérito sobre corrupção envolvendo a Odebrecht, depois que a decisão causou um repúdio generalizado e o presidente Martín Vizcarra ameaçou suspendê-lo.

    Os procuradores Rafael Vela e José Domingo Pérez acertaram um acordo de leniência com a Odebrecht que obrigava a empreiteira brasileira a apresentar provas de cerca de 30 milhões de dólares em propinas que disse ter pago a políticos locais.

    Muitos peruanos os louvam por vê-los como verdadeiros combatentes da corrupção por mirarem políticos notórios, inclusive quatro ex-presidentes e a líder opositora Keiko Fujimori.

    No entanto, na noite de segunda-feira Chavarry anunciou que estava afastando Vela e Pérez do caso por excederem sua autoridade.

    Na quarta-feira, depois de ser alvo de protestos e críticas, Chavarry assinou uma resolução restituindo ambos aos seus postos e dizendo que outros procuradores se recusaram a substituí-los.

    O recuo foi mais uma vitória de Vizcarra, que havia prometido fazer tudo que pudesse para reconduzir os dois procuradores ao caso.

    No início da quarta-feira Vizcarra enviou uma legislação ao Congresso para afastar Chavarry de seu cargo e declarar um estado de emergência na Procuradoria-Geral para reestruturá-la.

    Chavarry negou ter tentado interferir no inquérito sobre a Odebrecht dispensando Pérez e Vela.

    Vizcarra, que assumiu no lugar do ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski, que renunciou no ano passado devido a um escândalo de corrupção, fez do combate à corrupção um dos pilares de seu governo. Seu índice de aprovação superava os 60 por cento no final de 2018, na esteira de reformas para extirpar o nepotismo enraizado que foram aprovadas com grande respaldo em um referendo.

    Vizcarra pediu a renúncia de Chavarry diversas vezes, mas pela Constituição peruana só o Congresso pode afastar o procurador-geral.

    A investigação contra a Odebrecht foi deflagrada pela operação Lava Jato no Brasil e repercute na América Latina, no que procuradores dos Estados Unidos disseram ser o maior esquema de corrupção política já revelado.

    Em 2016 a Odebrecht admitiu ter pago milhões de dólares em propinas a autoridades de uma dúzia de países para obter contratos de obras públicas ao longo de uma década, e se comprometeu a pagar multas de bilhões de dólares.

    (Por Mitra Taj)

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    Procuradores da Operação Trapaça estão perto de decisão sobre denúncias envolvendo a BRF

    Por Ana Mano

    SÃO PAULO (Reuters) - A investigação no Brasil sobre fraudes supostamente cometidas pela BRF e outras empresas do setor de alimentos está entrando em suas semanas finais, de acordo com autoridades e documentos oficiais, o que pode resultar em oferecimento de denúncia contra os envolvidos até o final deste ano.

    Os procuradores encarregados da chamada Operação Trapaça deverão decidir se denunciam o ex-presidente do conselho de administração da empresa Abilio Diniz e mais de 40 outras pessoas, uma vez que, em 20 de novembro, expira o prazo para que autoridades policiais concluam as chamadas diligências complementares.

    Os documentos da Operação Trapaça revelam possíveis violações de protocolos de segurança alimentar desde pelo menos 2015.

    As investigações, que tiveram início em março de 2017 sob o nome de Carne Fraca, jogam luz sobre a relação entre processadoras de alimentos, fiscais do Ministério da Agricultura (MAPA) e laboratórios certificados pelo governo para atestar a segurança de alimentos vendidos no mercado doméstico e também em países como China, Japão, Oriente Médio e Europa.

    Inicialmente, as investigações revelaram que as empresas teriam subornado fiscais para manter plantas em operação e vender carne produzida fora dos padrões exigidos pelas normas. Essas alegações causaram interrupções na produção e prejudicaram o Brasil no mercado de exportação de carne, que rende cerca de 15 bilhões de dólares ao ano ao país. Até agora, dez réus foram condenados por corrupção na Carne Fraca, inclusive um ex-colaborador da BRF e três agentes do MAPA.

    As denúncias que os procuradores devem analisar em dezembro podem ter relação com o esquema de pagamento de propinas a agentes do serviço de fiscalização, bem como estar ligadas a alegações posteriores de que a BRF, agentes públicos e laboratórios falsificaram e esconderam certos dados incriminatórios relacionados aos seus processos industriais.

    A BRF, que ainda tem 12 plantas de produção de aves proibidas de exportar para a União Europeia depois que Bruxelas apontou 'deficiências' nos controles oficiais do Brasil, posteriormente admitiu a possibilidade de cooperar com as investigações em troca de multas corporativas mais brandas.

    UMA RESPOSTA FIRME

    A Polícia Federal apurou que o problema de contaminação nos frangos da BRF foi percebido por autoridades chinesas em 2015, quando o governo daquele país encontrou traços da substância dioxina acima dos níveis tolerados pelas normas vigentes.

    Ao mesmo tempo que iniciou uma investigação interna, a BRF tentou persuadir autoridades do Brasil a usar dados técnicos elaborados pela própria empresa em sua resposta oficial aos chineses, segundo um relatório da Polícia Federal de 400 páginas. Divulgado no mês passado, o relatório também alega que a empresa tentou fazer lobby junto a oficiais do MAPA para limitar a disseminação da notícia relacionada à dioxina.

    Diniz, que estava em um barco próximo à ilha italiana de Capri quando o assunto da dioxina se tornou público, discutiu o incidente com o então presidente-executivo da BRF, Pedro Faria. 'Muitos dias sem nos falarmos. Preocupado com a questão China porque estou sem notícias... Tudo bem?', disse ele em uma mensagem de setembro de 2015.

    Faria, que também pode virar réu no caso, respondeu que os executivos da empresa haviam feito bom progresso para 'controlar o vazamento da informação e mantê-lo sob controle'. Ele observou ainda que a BRF havia apresentado uma defesa robusta ao MAPA, o que levaria o governo a fornecer 'uma resposta mais firme aos chineses'.

    Após a suspensão das exportações da unidade de Rio Verde (GO), origem dos embarques contaminados com dioxina, o governo revogou a suspensão uma semana depois, segundo as investigações.

    Diniz e Faria negam qualquer irregularidade.

    O episódio da dioxina é apenas um exemplo de violação a protocolos de segurança alimentar da BRF, segundo a PF. De acordo com as investigações, a empresa autorizou o abate em junho de 2016 de um lote de 26.000 aves contaminadas com o patógeno Salmonella Typhimurium. A empresa teria vendido a carne deste lote em dez Estados do Brasil, mas haveria escondido tal decisão dos fiscais, disse o relatório.

    Segundo a Polícia Federal, existem também indícios de que a farinha de pena produzida na unidade de Mineiros (GO) da BRF ainda estivesse contaminada com dioxina em outubro de 2017. Além disso, as autoridades afirmam que em março de 2018 a BRF ainda teria suprimido informação sobre o uso de alguns antibióticos em seus processos industriais.

    REAÇÃO DO MAPA

    A investigação sobre as práticas da indústria alimentícia do país levou o MAPA, após a Carne Fraca, a suspender 19 servidores do exercício da função pública por determinação judicial.

    Eumar Novacki, secretário-executivo do ministério, disse à Reuters recentemente que alguns fiscais trabalham na mesma planta por décadas, o que pode criar conflitos de interesse. Por isso, o MAPA avalia a introdução de um rodízio para evitar o problema, mas não há nenhuma decisão ou mudança na legislação neste sentido.

    Além de punir indivíduos que podem ter violado a lei, Novacki disse que 'uma mudança de cultura' seria providencial, nas empresas e no governo, para alterar de fato o modo como as coisas funcionam.

    (Por Ana Mano, com reportagem adicional de Jake Spring em Brasília)

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    Ministério da Agricultura investiga BRF, diz fonte

    Por Ana Mano

    SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério da Agricultura abriu uma investigação de corrupção a partir de alegações policiais de que a BRF, maior exportadora de frango do mundo, teria agido para fraudar protocolos de segurança alimentar, disse uma autoridade do ministério na quarta-feira.

    O processo de apuração de responsabilidade de pessoa jurídica, publicado no Diário Oficial da União em 17 de outubro, não cita nominalmente nenhuma empresa. A publicação ocorreu dois dias após a divulgação de um relatório da Polícia Federal alegando que pessoas do alto escalão da BRF supostamente adulteraram documentos e resultados de laboratórios para burlar normas de segurança alimentar e controles de qualidade.

    O funcionário do ministério, que pediu para não ser identificado, disse que a investigação diz respeito a empresas citadas na operação Trapaça da PF em março deste ano.

    A operação alegou que a BRF e o laboratório Mérieux NutriSciences Brasil conspiraram para enganar os controles oficiais.

    A assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura não comentou imediatamente. A BRF disse que não foi notificada da investigação do ministério e não poderia se pronunciar. A Mérieux negou as alegações de fraude e corrupção.

    A Polícia Federal alegou na ocasião que a BRF tentou controlar a disseminação de notícias de que a China havia encontrado traços da substância altamente tóxica dioxina nas importações de frango do Brasil em 2015, e agiu para impedir que o governo fizesse uma investigação aprofundada do caso.

    A PF também acusou a BRF de usar o antibiótico proibido Nitrofurazona e de divulgar erroneamente os níveis de outros antibióticos em seus processos industriais. A BRF disse que está cooperando com a investigação e suspendeu preventivamente todos os funcionários citados no relatório policial.

    As autoridades encontraram evidências de que a BRF ordenou o abate para consumo em 2016 de cerca de 26.000 aves infectadas com Salmonella Typhimurium, um patógeno nocivo aos seres humanos. A polícia também alega que a empresa forneceu informações falsas às autoridades para ocultar a decisão.

    A PF disse que carne desse lote foi vendida em pelo menos 10 Estados brasileiros e exportado para a Europa.

    A investigação relacionada às práticas das empresas de alimentos começou em março de 2017 com a operação 'Carne Fraca' e foi ampliada em março de 2018 com a 'Trapaça'.

    Não há ainda “prova inconteste” de qualquer irregularidade cometida por servidores públicos, disse a PF.

    Mas o Ministério da Agricultura disse que 22 servidores foram implicados na primeira parte da investigação, e que 19 se encontram suspensos do exercício da função pública e afastados por determinação judicial.

    Na semana passada, a polícia indiciou 43 pessoas ligadas à sua investigação criminal, incluindo um ex-diretor-executivo da BRF e um ex-presidente do conselho de administração. Agora, os procuradores precisam decidir se acusam as pessoas, pedem provas adicionais ou descartam as alegações da polícia.

    O caso interrompeu a produção e causou o fechamento temporário dos mercados de exportação para os fornecedores brasileiros de carne.

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    Fiscalizador suíço aponta falhas do Credit Suisse no combate à corrupção envolvendo Fifa e Petrobras

    Por John Miller

    ZURIQUE (Reuters) - O Credit Suisse falhou em combater adequadamente a lavagem de dinheiro em casos suspeitos de corrupção ligados à Fifa e às petroleiras estatais da Venezuela e do Brasil, disse nesta segunda-feira o órgão de fiscalização suíço Finma, abalando a reputação do banco.

    O Finma vai indicar um auditor independente para supervisionar os processos contra a lavagem de dinheiro do banco, mas não chegou a forçar a instituição a devolver qualquer lucro que possa ter obtido ilegalmente. O Finma não tem autoridade para multar os bancos que supervisiona.

    O segundo maior banco da Suíça, atrás do UBS, também falhou em suas obrigações de combater a corrupção enquanto administrava 'uma relação empresarial significativa' com uma pessoa exposta politicamente, disse a autoridade nesta segunda-feira.

    O Credit Suisse disse em um comunicado que o órgão fiscalizador suíço havia descoberto 'fraquezas do legado', acrescentando que agiu para melhorar a conformidade desde que o presidente-executivo, Tidjane Thiam, assumiu no lugar de seu antecessor Brady Dougan, em março de 2015.

    Em vez disciplinar um executivo que não cumpriu a regulação de conformidade por anos, o Finma disse que o Credit Suisse impulsionou a remuneração do executivo.

    Uma fonte bancária identificou o gerente como Patrice Lescaudron, sentenciado a cinco anos de prisão em fevereiro.

    'As falhas identificadas aconteceram repetidamente ao longo de diversos anos, principalmente antes de 2014', disse o Finma, acrescentando que muitos dos problemas surgiram da subsidiária do grupo Clariden Leu AG, que foi totalmente absorvida pelo Credit Suisse em 2012.

    'O Finma identificou deficiências no processo contra a lavagem de dinheiro, assim como falhas nos mecanismos de controle do banco e de gestão de risco', disse a autoridade.

    O auditor independente vai monitorar o Credit Suisse para garantir que o banco avance em melhorias.

    A ação contra o Credit Suisse surgiu a partir da investigação pelo Finma de diversas instituições financeiras suíças a partir de 2015, relacionadas com suspeitas de corrupção envolvendo a FIFA, a Petrobras e a petroleira venezuelana PDVSA.

    Analistas disseram que o tom duro do órgão regulador e a instalação de um monitor poderiam afetar a confiança nos esforços do Credit Suisse para corrigir problemas do passado.

    'As declarações do Finma dificilmente vão acalmar as coisas, uma vez que mostrou claramente o que pensa sobre a qualidade dos esforços do banco para combater lavagem de dinheiro', disse o analista do Zuercher Kantonalbank Javier Lodeiro.

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