alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE criancas

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Crianças morrem no Iêmen com bloqueio de ajuda humanitária, alerta Unicef

    Crianças morrem no Iêmen com bloqueio de ajuda humanitária, alerta Unicef

    Por Stephanie Nebehay

    GENEBRA(Reuters) - As crianças iemenitas estão morrendo de fome e doenças enquanto caminhões com suprimentos de ajuda estão bloqueados no porto, deixando equipes médicas e mães desesperados implorando para que os agentes humanitários façam mais, disse uma autoridade de alto escalão da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Geert Cappelaere, diretor de Oriente Médio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), descreveu cenas 'de partir o coração' de crianças emaciadas em hospitais na cidade portuária de Hodeidah e na capital Sanaa, ambas controladas por insurgentes houthis.

    'Temos indícios de que hoje, no Iêmen, a cada 10 minutos uma criança de menos de 5 anos está morrendo de doenças evitáveis e de desnutrição grave', disse ele à Reuters de Hodeidah.

    Segundo a ONU, cerca de 14 milhões de pessoas, ou metade da população do Iêmen, podem estar à beira de um surto de fome em breve – um desastre causado pelo homem.

    Já existe 1,8 milhão de crianças iemenitas desnutridas, mais de 400 mil delas sofrendo de desnutrição grave, uma enfermidade que as deixa em estado esquelético e correndo risco de morte, disse Cappelaere.

    'Mas há mais. Muitas crianças estão morrendo de doenças evitáveis por vacinas. Hoje não mais do que 40 por cento das crianças de todo o Iêmen estão sendo vacinadas.'

    Sarampo, cólera e difteria podem ser mortais para crianças, especialmente as de menos de 5 anos, e são exacerbados pela desnutrição.

    'Por causa desta guerra brutal, por causa de obstáculos e obstruções sendo criados, infelizmente não é possível fazer mais', afirmou Cappelaere.

    'Podemos ainda não estar no nível de um surto de fome, mas não deveríamos esperar até termos declarado um surto de fome para reagir e pressionar as partes do conflito a acabar com esta guerra insensata.'

    Martin Griffiths, enviado da ONU, pretende convocar conversas de paz neste mês com o objetivo de um cessar-fogo na guerra de três anos e meio, na qual se enfrentam o governo iemenita apoiado por uma coalizão liderada pelos sauditas e os insurgentes houthis aliados do Irã.

    No momento em que Cappelaere falava as forças da coalizão se preparavam para um ataque em Hodeidah.

    Sete caminhões de equipamentos médicos e remédios que podem salvar vidas estão aguardando liberação no porto de Hodeidah há duas semanas desde que foram descarregados, disse Cappelaere.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia ESPECIAL-O que separa crianças indígenas de suas famílias: pobreza ou preconceito?

    ESPECIAL-O que separa crianças indígenas de suas famílias: pobreza ou preconceito?

    (Versão multimídia: http://www.thisisplace.org/i/?id=db8ab6c4-5e2b-4f95-ba88-f7a289a11edb ))

    Por Karla Mendes

    DOURADOS, Mato Grosso do Sul (Thomson Reuters Foundation) - Como juiz, Zaloar Murat Martins de Souza tem que tomar decisões difíceis. Cada vez mais, ele se depara com uma das mais delicadas -- separar ou não uma criança de sua família.

    Souza atua há 14 anos como juiz da Vara da Infância e da Juventude em Dourados, Mato Grosso do Sul, onde um número significativo de crianças indígenas tem sido levado para abrigos, levantando discussões sobre quem tem melhores condições de cuidar de jovens vulneráveis.

    A pobreza está impulsionando a dependência de drogas e álcool, disse o juiz, e aumentando a violência entre comunidades indígenas de Dourados, cidade com uma população de cerca de 220 mil pessoas, incluindo cerca de 10 mil indígenas.

    “A grande maioria vive em estado de miséria. E esse estado é que traz a destituição da família”, disse Souza à Thomson Reuters Foundation em seu escritório, olhando para uma pilha de processos.

    “(A gente) se depara com uma situação que fere o brio do homem branco... Alcoolismo e drogadição são os dois grandes males das nossas aldeias”.

    O número de crianças e adolescentes indígenas em abrigos dobrou de 19 em julho de 2014 para 38 em julho deste ano, segundo dados levantados pela assistente social judiciária Ana Liége Charão Dias Borges a pedido da Thomson Reuters Foundation.

    Mas a Fundação Nacional do Índio (Funai) alerta que crianças têm sido retiradas de seus pais de maneira equivocada.

    Em relatório publicado em novembro, a Funai informou que recebeu denúncias de crianças sendo retiradas de suas famílias “sem aviso, sem apresentar motivação, sem tempo para despedidas, sem falar com a criança na língua materna”.

    Ao serem colocadas em abrigos, as crianças são forçadas a se adaptar a um modo de vida novo e desconhecido, o que torna difícil sua reintegração à comunidade indígena, segundo o relatório.

    “(A criança) esquece os costumes, esquece a língua materna... tirar as crianças de um povo também é condenar esse povo a não ter futuro coletivo”.

    Borges afirma que crianças indígenas respondem por mais da metade das crianças em abrigos em Dourados, um aumento significativo em relação há quatro anos, quando elas representavam menos de um terço do total de crianças abrigadas. No geral, a população indígena representa cerca de 5 por cento da população total de Dourados.

    Entre essas crianças está Ana, uma indígena da etnia Kaiowá que foi levada para um abrigo após ter sido estuprada em casa há dois anos, quando tinha apenas 9 anos de idade. Seu nome foi alterado para proteger sua identidade.

    No quarto que ela compartilha com outras três meninas no abrigo, Ana disse à Thomson Reuters Foundation que sua mãe ficava bêbada frequentemente e saía de casa, deixando a menina e sua irmã mais nova sozinhas.

    “Ele me machucou... Ele fechou minha boca (e fiquei) sem respirar. Eu mordi a mão dele, mas só que ele não sentia porque ele estava bêbado”, disse Ana sobre o abuso no escuro, cercada por bonecas e sentada em sua cama.

    Documentos judiciais citam seu pai como o principal suspeito.

    “QUERO MEU FILHO”

    Ana agora vive no Lar Santa Rita, onde crianças retiradas de seus pais permanecem até que um juiz decida se elas podem retornar para suas famílias ou se elas serão levadas para adoção.

    O local tem uma escola e casas onde as crianças vivem sob supervisão de um responsável em tempo integral, cercadas por brinquedos. Para muitas, a vida no abrigo é melhor que na aldeia.

    De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, crianças só podem permanecer em abrigos por um período máximo de 18 meses. Mas a Funai informou que algumas permanecem por vários anos -- e, quanto mais ficam, mais difícil é para voltarem para suas casas.

    A diretora do Lar Santa Rita, Mônica Roberta Marin de Medeiros, disse que níveis crescentes de violência e abusos são o principal obstáculo para enviar as crianças de volta para suas famílias.

    A Lei Nacional de Adoção estabelece que crianças indígenas só podem ser adotadas por pais não indígenas depois que todas as opções forem esgotadas dentro da própria comunidade, disse Medeiros.

    Élida Oliveira, uma indígena da etnia Kaiowá, disse que seu filho foi retirado dela apenas uma semana após dar à luz em 2015.

    Quando (ele) completou oito dias (agentes de saúde) chamaram o conselho (tutelar): ‘tem que levar criança porque Dona Élida não tem condição de criar”.

    Oliveira, que possui outros cinco filhos, incluindo um bebê de menos de 2 anos que ainda vive com ela, negou, dizendo que sempre foi capaz de alimentar sua família.

    “Eu senti falta. É o meu filho. Quero de volta... Eu estou viva, eu não estou morta”, disse Oliveira, de 39 anos, do lado de fora de sua casa de madeira, em um assentamento indígena em Dourados.

    O juiz Souza, que atuou no caso desde o início, disse que decidirá em breve se a criança será devolvida para a mãe ou se será colocada para adoção.

    “Tem que ver como está essa situação de vínculo. Não nasce de uma hora para a outra... Já se passaram três anos”, disse.

    “QUANDO TUDO DER ERRADO”

    Diógenes Cariaga, um antropólogo de Dourados, disse que crianças indígenas só devem ser levadas para abrigos “quando tudo der errado”.

    Não podemos afirmar que todos os moradores da aldeia são agentes de violência... o que tem que se evitar é que essa criança volte a conviver com o seu ciclo de abusadores”, disse.

    Em vez disso, disse Cariaga, autoridades devem atuar nas raízes dos abusos e negligências de crianças - como pobreza, dependência química e condições insalubres.

    Quando Ana entrou no abrigo em 2016, a primeira coisa que lembra é que “as meninas todas estavam limpas quando cheguei e eu estava suja”.

    Ainda assim, ela sonha em voltar para casa, pois disse que sua mãe a visita regularmente e não fica mais bêbada.

    'Eu acho muito melhor ela parar de beber... (Vamos poder) ir para a igreja direto, ir para a escola, brincar... até eu crescer”.

    Outras crianças preferem uma nova vida, entre elas Carolina, de 10 anos, que também teve seu nome alterado. Ela mora no abrigo de crianças desde 2016, quando líderes comunitários e agentes de saúde relataram que ela era negligenciada por sua mãe, que também é dependente de bebida alcóolica e a deixava sozinha em casa com sua irmã.

    “Aqui é melhor porque aqui tem uma cama para dormir, uma comida pra comer e também a gente dorme quentinho. A gente não passa frio (como na aldeia)”.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Mortes infantis por doenças evitáveis caíram pela metade desde 2000, diz ONU

    Mortes infantis por doenças evitáveis caíram pela metade desde 2000, diz ONU

    Por Lin Taylor

    LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - No mundo todo morreram seis milhões de crianças em decorrência de doenças evitáveis e outras complicações no ano passado, cerca de metade do número de mortes semelhantes no ano 2000, quando nações adotaram metas para acabar com a pobreza extrema, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira.

    Líderes mundiais endossaram os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) em 2000, ano no qual 11,2 milhões de crianças de menos de 15 anos morreram de doenças evitáveis, falta de água limpa, desnutrição e no parto.

    O número caiu para 6,3 milhões de pessoas em 2017, ou um óbito infantil a cada cinco segundos, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que publicou o relatório desta terça-feira com outras agências e o Banco Mundial.

    'Milhões de bebês e crianças não deveriam estar morrendo todos os anos por falta de água limpa, saneamento, nutrição adequada ou serviços básicos de saúde', disse Princess Simelela, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    A maioria das 5,4 milhões de mortes do ano passado foi de crianças de menos de 5 anos, segundo o relatório, que também revelou que bebês nascidos em nações da África subsaariana ou do sul da Ásia correm nove vezes mais risco de morrer do que os de países mais ricos.

    Este número caiu 'drasticamente' desde os anos 1990, quando 12,6 milhões de crianças de menos de 5 anos morreram em todo o mundo de doenças evitáveis, de acordo com o relatório.

    'Fizemos um progresso notável para salvar crianças desde 1990, mas milhões ainda estão morrendo por causa de quem são e de onde nasceram', disse Laurence Chandy, diretor de dados e pesquisa do Unicef.

    'Com soluções simples, como remédios, água limpa, eletricidade e vacinas, podemos mudar essa realidade para todas as crianças', disse ele em um comunicado.

    Em 2015 a ONU substituiu os ODMs por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis, que estabeleceram 2030 como prazo para acabar com a pobreza, a desigualdade e outras crises globais, e também fomentando iniciativas como a energia sustentável.

    Mas no ano passado a ONU disse que até agora o progresso tem sido lento demais para o cumprimento das metas, sobretudo devido à violência, incluindo guerras.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Mais da metade das crianças refugiadas do mundo não frequenta escolas, diz ONU

    Mais da metade das crianças refugiadas do mundo não frequenta escolas, diz ONU

    Por Sonia Elks

    LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - Mais da metade dos refugiados em idade escolar do mundo não têm acesso à educação, uma vez que os países que os acolhem estão sobrecarregados por crescentes crises humanitárias, disse ONU nesta quarta-feira.

    Quatro milhões de crianças refugiadas por todo o mundo não frequentam escolas, um aumento de meio milhão em relação ao ano anterior, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) em relatório.

    'A educação é uma maneira de ajudar os jovens a se curarem, mas também é a maneira de ressuscitar países inteiros', disse o Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi.

    'Com base nos padrões atuais, a menos que um investimento urgente seja feito, centenas de milhares de crianças a mais se juntarão a estas estatísticas perturbadoras'.

    O Acnur disse que até o final de 2017 tinha quase 20 milhões de refugiados sob seus cuidados, o que exclui cerca de 5 milhões de refugiados palestinos, já que o número de pessoas deslocadas cresceu em todo o mundo.

    Mais da metade eram crianças, com 7,4 milhões em idade escolar.

    Apenas 61 por cento das crianças refugiadas frequentam a escola primária, frente a mais de 90 por cento de todas as crianças do mundo, segundo o relatório.

    O número é ainda mais baixo para crianças mais velhas, com menos de um em cada quatro refugiados com idade para frequentar a escola secundária tendo acesso à educação.

    Apenas um por cento frequenta universidades, comparado a mais de um terço dos jovens do mundo.

    Mais de 500 mil crianças refugiadas foram matriculadas em escolas no ano passado, mas o crescimento rápido da população de refugiados faz com que a proporção de pessoas fora de escolas não diminua.

    Katherine Begley, assessora técnica de educação da agência humanitária Care USA, disse que o estudo é um passo vital para ajudar famílias refugiadas a reconstruírem suas vidas.

    'A educação protege e a educação empodera', disse à Thomson Reuters Foundation.

    'Ela fornece oportunidades para cultivar amizades e apoia o trabalho de estabelecer uma rotina, o que crianças que estão saindo de circunstâncias traumáticas precisam o mais rápido possível'.

    A pouca educação disponível muitas vezes acontece em abrigos temporários e precários a céu aberto.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Crianças imigrantes presas na fronteira dos EUA podem sofrer trauma permanente, dizem especialistas

    Crianças imigrantes presas na fronteira dos EUA podem sofrer trauma permanente, dizem especialistas

    Por Lin Taylor

    LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - As crianças imigrantes separadas dos pais na fronteira dos Estados Unidos com o México correm risco de sofrer danos permanentes no corpo e na mente devido ao trauma, disseram especialistas em cérebro antes do prazo de quinta-feira para a reunião das famílias.

    'O estresse extremo no início da infância provoca uma vida inteira de suscetibilidade acentuada a uma série de dificuldades médicas e psicológicas', disse Daniel Weinberger, psiquiatra e neurologista, à Thomson Reuters Foundation.

    'A separação dos pais entre estranhos em uma terra estranha é um estresse grave no início da infância, com implicações de longo prazo e permanentes para a saúde dos indivíduos', acrescentou Weinberger, diretor do Instituto Lieber de Desenvolvimento Cerebral da Universidade Johns Hopkins, nos EUA.

    Cerca de 2.500 crianças foram separadas dos pais devido à política de 'tolerância zero' do presidente dos EUA, Donald Trump, mediante a qual crianças foram enviadas a centros de acolhimento em todo o país e seus pais foram presos em centros de detenção ou prisões federais.

    Muitas famílias entraram nos EUA ilegalmente, e outras pediram asilo em passagens de fronteira fugindo da violência na Guatemala, El Salvador e Honduras.

    Charles Nelson, neurocientista e psicólogo da Universidade de Harvard, classificou as separações com um 'ato desumano' que pode traumatizar novamente qualquer criança que tenha testemunhado uma crise em casa.

    'Será que elas deixaram um país tumultuado ou com níveis altos de violência? Menciono isso porque, quando elas chegam à fronteira e são separadas, pode já existir uma suscetibilidade a novos traumas', disse ele em uma entrevista por telefone.

    'Isso é escandaloso e completamente desnecessário. É um ato desumano. Nada de bom sairá de nada disso', afirmou Nelson, que passou décadas pesquisando o impacto de longo prazo em crianças adotadas e abandonadas em orfanatos.

    Trump acabou com a prática de dividir famílias em junho, depois que gravações de áudio e vídeo de crianças chorando sentadas em jaulas provocaram revolta em todo o mundo.

    Até segunda-feira ao menos 879 pais haviam sido reunidos aos filhos, segundo documentos apresentados pelo governo e pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU).

    LER NOTICIA

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. criancas

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.