alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE evangelicos

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bancada Evangélica apresenta agenda mínima para próximos 4 anos

    Bancada Evangélica apresenta agenda mínima para próximos 4 anos

    BRASÍLIA (Reuters) - A Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional divulgou nesta quarta-feira uma agenda mínima a ser tratada pelo Legislativo, documento programático em que defende reformas tributária e da Previdência e a independência do Banco Central.

    Composta por quatro eixos --modernização do Estado, segurança jurídica, segurança fiscal e revolução na educação--, a agenda já foi entregue na última semana ao candidato à Presidência da República e líder nas pesquisas de intenção de voto, Jair Bolsonaro (PSL), e extrapola a defesa exclusiva dos valores evangélicos.

    “Há uma distorção de algumas pessoas imaginando que uma Frente Parlamentar Evangélica é apenas para cuidar dos valores espirituais ou da defesa da igreja. Queremos aqui dizer aos senhores que nós queremos oferecer ao novo governo uma linha de pensamento nossa. Não é de um partido. É suprapartidária, por isso estamos aqui pela frente parlamentar”, disse o presidente do grupo, deputado federal Hidekazu Takayama (PSC-PR).

    Bolsonaro e sua equipe têm apostado nas frentes parlamentares e nos grupos temáticos no Congresso para construir a base de sustentação de um eventual governo. A agenda mínima divulgada pela frente nesta quarta, aliás, já foi entregue ao presidenciável na semana passada.

    O documento estima que tenham sido eleitos para os próximos quatro anos 180 parlamentares --atualmente, a frente conta com 199 deputados e 4 senadores, mas será extinta ao fim da Legislatura. Os recém-eleitos poderão retomá-la a partir de 2019.

    “Existe na verdade, quando nós estamos apoiando no caso o Bolsonaro, é que há uma convergência de valores, uma convergência de pensamentos”, explicou o presidente da frente.

    “O Brasil esta precisando de inseticida para acabar com as pragas que roubam que tiram o lucro do povo.”

    Para a frente, a segurança fiscal deve ser “a meta das metas”. Neste âmbito, defende a simplificação tributária e o deslocamento da tributação do consumo para a renda, além de apoiar a criação de um imposto único que agregue IPI, ICMS, PIS/Cofins e ISS.

    As fusões do imposto de renda com a CSLL e de todas as Cides em uma legislação complementar única estão entre as propostas sugeridas, além da adoção de imposto monofásico sobre eletricidade, combustíveis, comunicações, bebidas, fumo e outras mercadorias, sob competência dos Estados.

    No caso da reforma da Previdência, o documento elenca a contributividade e a sustentabilidade financeira, lastreada em “robusto” cálculo atuarial, como princípios para o que chama de modernização previdenciária.

    A agenda cita como “princípios norteadores” das mudanças a proteção ao direito adquirido e à expectativa de direito, a instituição de uma comissão de notáveis para propor a “melhor fórmula atuarial possível”, combate a privilégios, e a instituição de uma contribuição mensal para o segurado especial rural de 0,5 por cento do salário mínimo, entre outros.

    O documento defende ainda a independência do Banco Central, de forma a ajudar a “blindar” a economia de “governos populistas e perdulários” e a criar um clima de confiança para agentes econômicos.

    No campo da educação, disse Takayama, a frente defende o que chamou de “escola sem ideologia, sem partido”, e sem “ideologia de gênero”.

    O documento afirma que a “tragédia” que acometeu o país teve como causas o “uso político-partidário” de escolas e universidades públicas, que teriam tornado-se “instrumentos ideológicos que preparam os jovens para a revolução comunista, para a ditadura totalitária a exemplo da União Soviética e demais regimes sanguinários”.

    O documento defende ainda que o “democratismo comunista é a destruição do ensino de qualidade” e que o “populismo educacional gerou incompetentes em todas as profissões”.

    Para Takayama, o Estado não deve “se meter” em assuntos que “pertencem à família”. O deputado afirma que o Estado pode e deve ser laico.

    “Mas tem que saber que o Brasil tem o perfil cristão, 86,8 por cento do brasileiro é cristão. Nós não queremos uma ditadura dessa maioria. Mas jamais vamos aceitar uma ditadura de uma minoria que quer azucrinar, que chegam até em igrejas. Valores que nós construímos ao longo dos anos sendo deteriorados, criticados, zombados. Nós não vamos aceitar isso”, disse o presidente da frente.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Em evento com evangélicos, Haddad sinaliza que deixará 'temas sensíveis' para Congresso

    Em evento com evangélicos, Haddad sinaliza que deixará 'temas sensíveis' para Congresso

    SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, sinalizou nesta terça-feira que deixará 'temas sensíveis', como aborto e descriminalização das drogas, para o Congresso e disse que o Executivo deve respeitar os valores das pessoas.

    'O Poder Executivo tem limitações que devem ser respeitadas. Um presidente não pode ser eleito para impor o seu ponto de vista sobre as coisas', afirmou Haddad durante um encontro com lideranças evangélicas em São Paulo.

    Segundo o petista, houve um amadurecimento em torno destes temas relevantes e o 'Executivo tem que ter a sabedoria de respeitar os valores das pessoas e garantir que esses valores possam ser expressados'.

    'O presidente não pode tudo e uma das coisas que ele não pode é impor valores, quaisquer que sejam. Ele tem que efetivamente criar as condições para que a sociedade discuta, se aprimore, se desenvolva e que abrace os melhores valores e melhores princípios', disse o candidato.

    Haddad, que se apresentou como cristão e neto de um líder religioso libanês, recebeu de representantes de igrejas presentes cartas que oficializaram o apoio à candidatura.

    Antes do início do encontro, o PT divulgou nas redes sociais uma carta de Haddad ao povo evangélico, na qual diz que, para chegar aos segundo turno, teve de superar uma campanha baseada em mentiras, preconceitos e especulações.

    Na carta, que traz versículos bíblicos, e em sua fala à plateia de religiosos, Haddad disse que é preciso combater a mentira e afastou boatos plantados contra sua candidatura, dizendo que essa estratégia é usada contra o PT há muitos anos.

    'Esses boatos, rumores, atravessaram uma arena em que não é possível debater, não é possível discutir e muitas vezes a Justiça demora a acontecer, porque nem o TSE tem os mecanismos para conter essa onda difamatória que está sendo feita nas redes sociais', disse Haddad.

    AMAZÔNIA

    Haddad disse que, caso seu adversário na corrida pelo Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PSL), seja eleito, será o começo do fim da Amazônia.

    'Todos os especialistas em meio ambiente dizem que o meu adversário tem uma proposta que compromete a sustentabilidade da Amazônia', afirmou Haddad

    'Não tem nenhum compromisso com os protocolos assumidos pelo Brasil, no ponto de vista da sustentabilidade. As metas acordadas pelo Brasil ele já disse que não vai cumprir e ele está fazendo um acordo com a pior parte do agronegócio', disse Haddad sobre seu adversário.

    O programa do PT, segundo ele, está muito bem posicionado com relação ao meio ambiente e sua proposta para a Amazônia é atingir o desmatamento zero por meio da regulação da terra.

    (Por Laís Martins)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Segmento evangélico tem atuação reativa a medidas ditas progressistas

    Segmento evangélico tem atuação reativa a medidas ditas progressistas

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Numa manobra política, deputados das bancadas evangélicas e católicas conseguiram aprovar em novembro do ano passado em uma comissão especial da Câmara dos Deputados uma proposta que proíbe a realização do aborto em qualquer hipótese, mesmo para circunstâncias já previstas atualmente.

    A articulação era uma resposta à uma ação, movida meses antes pelo PSOL no STF, que pretende descriminalizar a interrupção de gravidez feita até 12 semanas no país em qualquer caso. Está previsto o aborto atualmente em casos de vítimas de estupro e risco de morte para a gestante --as duas estão no Código Penal-- e no caso de feto anencéfalos, a partir de um decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2012.

    A bancada evangélica tem tido historicamente, na avaliação de estudiosos ouvidos pela Reuters, uma atuação reativa em relação a eventuais medidas ditas progressistas tomadas pelo governo e pelo Supremo, como a união civil de pessoas do mesmo sexo, em 2011, e a permissão do aborto de mulheres com fetos anencéfalos, em 2012.

    Em seu parecer à comissão da Câmara no ano passado, o deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), da bancada evangélica, criticou duramente o Supremo por seu ativismo judicial.

    'No caso específico do aborto, assunto complexo e sensível, a sede própria para a sua discussão é, indiscutivelmente, o Poder Legislativo e não o Supremo Tribunal Federal, seja como colegiado, seja sobretudo em suas turmas ou considerando-se os seus membros isoladamente. Ao tribunal falta competência e legitimação constitucional para definir o tema de tal importância', protestou o parlamentar.

    Pouco depois, o presidente da Câmara e responsável por definir a pauta do plenário, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou que essa proposta não iria avançar na Casa.

    Neste mês, o STF fez audiências públicas para instruir a ação do PSOL que acaba com punições para o aborto.

    'É um grupo de veto com o objetivo de impedir o avanço de causas polêmicas ou negativas para eles', disse o professor de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Caldas.

    O especialista da UnB destacou que o segmento tem agido cada vez mais em conjunto com outros grupos de pressão, a exemplo da bancada católica. O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Takayama (PSC-PR), concorda e avalia que as pautas das duas principais vertentes cristãs no Brasil são semelhantes.

    'Não temos os católicos como adversários. Já houve uma tendência de maior oposição no passado. Hoje batalhamos juntos. Juntas, a presença de deputados de fé cristã contam com a simpatia de mais da metade da Câmara', segundo Takayama, número que conseguiria brecar o avanço de propostas mais liberalizantes na área dos costumes e da moral.

    A expectativa é que esse peso se confirme ou até cresça na próxima Legislatura. Contudo, o professor da UnB disse que não há 'margem de manobra' para uma atuação mais propositiva.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia ESPECIAL-Evangélicos se articulam para aumentar representatividade política

    ESPECIAL-Evangélicos se articulam para aumentar representatividade política

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Sem as mesuras do cargo de ministro que ocupa nos dias de semana como direito a carro com motorista, o pastor Ronaldo Fonseca chegou dirigindo seu próprio automóvel à Assembleia de Deus de Taguatinga no principal dia de culto da sua igreja na manhã de um domingo de agosto. Fiéis já acompanhavam a celebração conduzida por outros religiosos num templo grande, mas simples, com capacidade para 750 lugares e praticamente lotado.

    O segmento evangélico registra um forte aumento no país, e essa parcela do eleitorado tem sido cada vez mais cobiçada nas eleições, com uma bancada que pretende crescer no Congresso Nacional no pleito deste ano. Fonseca estava lá para comandar o culto, mas não se furtou a falar de política.

    Às 10h54, o pastor assomou ao centro do altar sozinho para pedir uma bênção ao 'amigo' pastor Pedro Leite e fazer uma troça: 'Pedro Leite é candidato a deputado distrital. Estou tão feliz, tão feliz, porque hoje se encerra o prazo de coligação, quem vai ser candidato, e eu graças a Deus não estou nem aí', disse.

    'Glória a Deus!', replicaram os fiéis, uníssonos.

    'Quero que vocês fiquem de pé e façam uma oração para ele. Ele vai ser candidato, sei que é uma luta, ser candidato não é fácil, um homem de princípios cristãos, precisa realmente estar ali representando e defendendo os ideais cristãos', disse Fonseca.

    Com as mãos levantadas em direção a Pedro Leite, os fiéis ouviram a súplica de outro pastor para que Deus ajudasse o pastor a cumprir o propósito de chegar à Câmara Distrital para que o governo de Brasília seja bem fiscalizado e que o homem de Deus possa realizar essa tarefa.

    'Amém!', replicou o público.

    Ronaldo Fonseca chegou ao Palácio do Planalto numa jogada do governo Michel Temer para, entre outros objetivos, tentar atrair o apoio dos evangélicos para a candidatura presidencial do ex-ministro Henrique Meirelles (MDB).

    Nomeado no fim de maio, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência dá expediente no 4º andar do Palácio do Planalto nos dias de semana. Aos domingos, religiosamente celebra cultos de manhã e à noite na igreja distante cerca de 27 quilômetros do centro de Brasília. Além disso, atua pelo projeto político de se manter influente com a eleição de aliados evangélicos.

    O ministro, deputado licenciado e pastor, é um dos principais exemplos da atuação dos evangélicos na política. Apesar de fortemente fragmentado em igrejas e diversos partidos das mais variadas matizes ideológicas, o grupo tem de modo geral uma causa em comum: a defesa de pautas conservadores, como posições contrárias à legalização do aborto e união entre pessoas do mesmo sexo.

    A participação do segmento no Congresso vem crescendo desde antes da Constituição de 1988, mas, apesar da agenda do grupo sempre ganhar ressonância nos meios de comunicação, está aquém da representatividade do segmento na população brasileira.

    O último censo demográfico do país de 2010, portanto bastante defasado, aponta que os evangélicos são 42,2 milhões de brasileiros (22,2 por cento da população), ante a forte presença dos católicos, 123,2 milhões (64,6 por cento do total). Estimativas mais atualizadas, entretanto, dão conta de que os evangélicos hoje são 30 por cento da população brasileira --pesquisa Ibope de agosto de intenção ao Palácio do Planalto apontou 27 por cento da amostra como evangélica e 57 por cento, católica.

    Na eleição à Presidência deste ano, entre os candidatos que lideram as pesquisas, apenas a ex-senadora Marina Silva (Rede) é declaradamente evangélica. Mas, segundo a maioria das lideranças do segmento ouvidas pela Reuters, o apoio dos evangélicos está pulverizado entre vários presidenciáveis.

    Dados do Ibope mostram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) --que deve ter a candidatura barrada com base na Lei da Ficha Limpa-- e o deputado Jair Bolsonaro (PSL), católico casado com uma evangélica, como os preferidos do segmento, e Marina, de modo geral, num terceiro lugar.

    Na Câmara dos Deputados, segundo o coordenador da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Takayama, do Partido Social Cristão (PSC), são cerca de 100 representantes (cerca de 20 por cento do total) --o número varia em função de afastamentos. No Senado, disse, são apenas 4 dos 81 senadores (somente 5 por cento das cadeiras).

    Durante o culto naquela manhã de domingo, Fonseca fez questão de registrar que qualquer candidato que fosse à igreja seria abençoado. Este foi o único momento em que se falou de política durante o culto de quase duas horas, embora após a cerimônia o pastor Pedro Leite tenha sido abordado por lideranças religiosas ligadas a Fonseca para ajudar na campanha.

    A Justiça Eleitoral está de olho nessa relação entre eleições e religião. Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que pedir votos em evento religioso durante a campanha configura abuso do poder econômico e cassou o mandato de dois parlamentares mineiros.

    Aos 59 anos, Fonseca decidiu não se candidatar novamente nas eleições de outubro, após ter obtido dois mandatos de deputados federal --o último deles com 85 mil votos. Disse já ter cumprido sua 'missão', mas admite trabalhar para emplacar Pedro Leite deputado distrital e o professor Marcos Pacco, que ocupou cargos no governo do Distrito Federal, na cadeira que ocupa na Câmara dos Deputados.

    'Nosso segmento tem a tendência de escolher o representante que leva as demandas da instituição, do que a pessoa pensa na verdade, o seu pensamento político', disse Fonseca, em uma das entrevistas à Reuters em seu gabinete no Planalto.

    CRESCIMENTO

    Apesar de evidente nos últimos anos, a participação dos evangélicos na política é relativamente recente. Anteriormente avessos ao engajamento, a atuação começou a ganhar corpo pouco antes da Assembleia Nacional Constituinte, quando diferentes vertentes do segmento se organizaram para eleger parlamentares que defendessem seus valores, conforme a tese de doutorado em psicologia social pela PUC de São Paulo de Bruna Suruagy do Amaral Dantas, intitulada 'Religião e Política: ideologia e ação da 'bancada evangélica' na Câmara Federal'.

    A pauta do grupo na ocasião --praticamente a mesma dos dias atuais-- girava em torno da 'manutenção da família, união conjugal monogâmica e heterossexual, a proibição do aborto e do divórcio, a moral sexual e o combate à sexualidade', segundo a tese.

    Após a Constituinte, o grupo continuou a trabalhar pela eleição de representantes no Congresso a fim de diminuir a hegemonia da Igreja Católica. Porém, a frente evangélica da Câmara só foi criada em 2003, no início do governo do então presidente Lula, e desde então tem sido renovada no começo de cada Legislatura.

    É contra o que consideram baixa representatividade desse segmento religioso que Ronaldo Fonseca, Takayama e outras lideranças evangélicas têm feito um trabalho para ampliar a presença no Congresso, influenciar ou até participar do próximo governo, independentemente de quem seja o próximo presidente da República.

    A estimativa de lideranças evangélicas é que haja um crescimento de 10 por cento do tamanho da bancada na Câmara dos Deputados em outubro. Apesar da atuação coesa no Congresso, não há um plano de ação conjunta entre as igrejas para maximizar o desempenho eleitoral --em alguns casos, há disputas pelo mesmo eleitorado.

    Ronaldo Fonseca disse que a Assembleia de Deus --a maior representante evangélica no país, com cerca de um terço do total-- pretende eleger um deputado federal em cada uma das 27 unidades da Federação. Foram 24 na eleição passada, afirmou.

    Na capital do país, o grupo quer eleger Pacco, do Podemos, para a Câmara dos Deputados, mas ele provavelmente terá que disputar os votos evangélicos com Julio Lopes, do PRB, o deputado distrital mais votado na eleição passada.

    'Ele (Ronaldo) deixou a vida parlamentar e trabalha para transferir o capital político para mim. Estamos caminhando aí para juntar esse capital político', afirmou Pacco.

    'O voto evangélico, cristão, será decisivo na minha eleição', atestou o candidato, que ficou na suplência na eleição passada buscando eleitores no nicho dos preparatórios para concursos públicos, e agora se intitula candidato do segmento evangélico.

    Pacco admite estar fazendo uma série de agendas 'casadas' com lideranças religiosas com Fonseca em busca de apoios.

    A professora Maria das Dores Campos Machado, especialista em sociologia da religião pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destacou que muitos dos parlamentares evangélicos detêm títulos eclesiásticos e, dessa forma, são mais comprometidos com as doutrinas, ao contrário de representantes católicos no Legislativo.

    'As igrejas lançam essas pessoas porque é mais fácil mantê-las sob controle do que um leigo', disse Maria das Dores.

    FINANCIAMENTO

    Para as eleições de outubro não há um padrão de financiamento de candidatos evangélicos no país. Os entrevistados pela Reuters dizem que vão buscar doações de aliados e contam principalmente com recursos do chamado fundo eleitoral, recurso público criado para custear as campanhas.

    O PRB, legenda mais identificada com uma igreja do segmento, a Universal do Reino de Deus, terá quase 70 milhões de reais para bancar todas as disputas.

    Procurada pela Reuters, a Receita Federal somente divulgou a arrecadação de todas as igrejas, sem discriminar por segmento religioso. Elas arrecadaram ano passado cerca de 531 milhões de reais, ante 536 milhões de reais em 2016 e 461 milhões de reais em 2015.

    Ou seja, 1,5 bilhão de reais em arrecadação que envolve, principalmente, algumas retenções tributárias, como o Imposto sobre a Renda retido na fonte do trabalho dos empregados, PIS sobre folha e recolhimentos tributários daquilo que não é considerado atividade das entidades. Nessa conta não entra a receita das igrejas com dízimos, por exemplo.

    Ninguém diz que contará com o respaldo financeiro de integrantes da igreja, ainda mais diante da proibição do financiamento das campanhas por empresas.

    Pacco disse que estima gastar 300 mil reais na campanha --o teto legal de despesas para a sua campanha é de 2,5 milhões de reais. Ele espera contar com recursos do fundo eleitoral previstos para o Podemos, partido ao qual é filiado, mas que ainda não informou quanto vai disponibilizar para a disputa, e doações de pessoas próximas.

    'Vai ser uma campanha franciscana', disse Pacco, que também fará uma vaquinha eletrônica para garantir um suporte financeiro.

    Segundo a professora da UFRJ, candidatos a cargos eletivos evangélicos partem de uma vantagem em relação aos demais por contarem com uma estrutura institucional de apoio, mesmo que não haja apoio financeiro às campanhas.

    'Essas candidaturas são trabalhadas com muita antecipação', disse a professora, citando, por exemplo, o endosso de lideranças religiosas aos candidatos e o uso de rádios para torná-los conhecidos.

    LER NOTICIA

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. evangelicos

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.