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    Dólar segue exterior, tem correção e sobe ante real

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar interrompeu uma sequência de três quedas e terminou a quinta-feira com a primeira alta ante o real nesta semana, num movimento de correção parcial à forte queda recente, influenciado pelo cenário externo de maior aversão ao risco.

    O dólar avançou 1,16 por cento, a 3,7250 reais na venda, na terceira alta registrada desde o primeiro turno das eleições no dia 7 de outubro. Na véspera, a moeda norte-americana fechou no menor valor em quase cinco meses, a 3,6822 reais. No mês até a véspera, a moeda acumulava queda de 8,79 por cento.

    Na mínima desta sessão, a moeda foi a 3,6734 reais e, na máxima, a 3,7325 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,90 por cento.

    'A tendência [da cotação do dólar] segue sendo de baixa, com a eleição como catalisador. Naturalmente sempre fica algum hedge montado para qualquer efeito surpresa', ponderou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

    Na véspera, fluxo de recursos ajudou o dólar a furar o piso de 3,70 reais, mas operadores avaliaram que transpor 3,65 reais, considerado outro suporte forte, será um pouco mais difícil.

    A percepção é de que um patamar mais baixo para o dólar daqui para a frente será alcançado com o andamento de uma agenda reformista no governo.

    Para o mercado, o candidato a presidente com mais chances de implementar essa agenda seria Jair Bolsonaro (PSL), devido principalmente à sua escolha de Paulo Guedes como principal assessor econômico.

    Nesta noite, outra pesquisa Datafolha será divulgada e o mercado quer saber se a ampla vantagem de Bolsonaro para Fernando Haddad (PT) mostrada nos últimos levantamentos vai se manter.

    'Por mais que a vantagem de Bolsonaro siga confortável, investidores devem ajustar portfólios a cada novo estudo. Mas na prática os movimentos já começam a refletir expectativas com políticas futuras do iminente governo do PSL, com foco nos temas privatização e ajuste fiscal', acrescentou Alessie Machado.

    No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas, e ante a maioria das divisas emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

    O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 5,005 bilhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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    Dólar tem nova baixa ante real com exterior e vantagem de Bolsonaro

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou a terça-feira em baixa pelo segundo pregão consecutivo mas longe da mínima do dia, quando foi abaixo de 3,70 reais, sob influência do ambiente mais positivo no exterior e após nova pesquisa eleitoral consolidar o cenário de ampla vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa à Presidência da República.

    O dólar recuou 0,37 por cento, a 3,7203 reais na venda, acumulando, nestes dois pregões, queda de 1,55 por cento. No mês até agora, o dólar já ficou 7,85 por cento mais barato ante o real.

    Na mínima desta terça-feira, a moeda marcou 3,6922 reais, mas o patamar acabou atraindo compradores. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,50 por cento.

    'O Ibope deu praticamente como certa a eleição de Bolsonaro', afirmou o sócio da assessoria de investimentos Criteria Investimentos, Vitor Miziara, ao acrescentar que essa leitura justificou o mercado testar o suporte de 3,70 reais nesta sessão.

    'Passada a eleição, poderemos ver um fluxo de venda no dólar, mas com menor volume, já que os investidores começam a colocar nos preços a expectativa pelo plano do novo governo, principalmente reforma da Previdência', acrescentou.

    Na noite de segunda-feira, o levantamento do Ibope mostrou que Bolsonaro tem 59 por cento dos votos válidos, contra 41 por cento de Fernando Haddad (PT), repetindo o quadro apontado na véspera em pesquisa encomendada pelo BTG Pactual.

    A preferência do mercado financeiro por Bolsonaro é apoiada no seu coordenador econômico, o economista liberal Paulo Guedes, e a expectativa é de que eles imponham uma agenda de reformas, corte de gastos e ajuste fiscal.

    'Outra medição que vem chamando a atenção é a rejeição de Haddad, a qual tem superado a do candidato do PSL em praticamente todos os estudos para o segundo turno....(e) ajuda a alavancar apostas de que dificilmente o PT 'virará o jogo' até o dia 28', escreveu o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado, em relatório.

    'Com esse estudo consolidando – mas não fortalecendo – a leitura otimista de investidores, o mercado tende a manter a resiliência de ativos locais, mas sem deixar de observar o clima no exterior', acrescentou.

    No exterior, a terça-feira foi marcada pela busca por ativos de maior risco, o que faz o dólar perder força ante as divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano. Ante a cesta de moedas, a moeda rondava a estabilidade.

    O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 4,235 bilhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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    Dólar termina sessão em alta ante real com exterior, mas cai pela quarta semana seguida

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou a quinta-feira com pequena alta ante o real, influenciado pela maior aversão ao risco no exterior e a cautela pré-feriado no Brasil, mas terminou a semana novamente em queda, pela quarta vez seguida, ajudado pelo cenário eleitoral local.

    O dólar avançou 0,41 por cento, a 3,7788 reais na venda, acumulando, na semana, queda de 2,03 por cento. Neste período, ficou 9,31 por cento mais barato ante o real.

    Na mínima, a moeda foi a 3,7175 reais e, na máxima, a 3,7868 reais. O dólar futuro tinha alta de 0,60 por cento.

    'O mercado preferiu não passar o final de semana vendido... não fosse o feriado, o dólar poderia estar perto de 3,75 reais', comentou o operador da Spinelli, José Carlos Amado, ao acrescentar que o cenário externo de maior aversão ao risco também teve influência no movimento local, já que na sexta-feira os mercados domésticos não funcionam.

    No exterior, as bolsas norte-americanas tiveram novo dia de queda firme, com os investidores preocupados com uma ação mais forte do Federal Reserve, banco central do país, com a guerra comercial entre EUA e China e ainda com as previsões de menor crescimento global do Fundo Monetário Internacional (FMI).

    A preocupação com um Fed mais hawkish elevou recentemente os rendimentos dos Treasuries, com o título de 10 anos tendo atingido os níveis mais elevados desde maio de 2011 no começo da semana. Nesta sessão, entretanto, as taxas na curva recuaram sob influência da queda das ações.

    Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou novamente o Fed pelo aumento dos juros, mas seu assessor econômico, Larry Kudlow, negou que ele estivesse endereçando a política de juros do Fed.

    O dólar caía ante a cesta e também ante moedas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

    Do lado doméstico, o resultado da pesquisa Datafolha da véspera manteve o dólar em queda em parte da sessão, já que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) ficou com boa dianteira ante Fernando Haddad (PT).

    'Para os ativos domésticos há ventos favoráveis vindos da política: pesquisa Datafolha mostrou que Bolsonaro abriu vantagem de 16 pontos sobre Haddad..., mas dado o ambiente de aversão ao risco presente nos mercados globais, a tendência positiva pode se reverter ao longo do pregão', já previa a SulAmérica Investimentos em relatório logo cedo.

    A pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira mostrou Bolsonaro com 58 por cento das intenções de votos válidos.

    Em outra pesquisa, divulgada esta manhã pela XP Investimentos, Bolsonaro também está à frente de Haddad, com 59 a 41 por cento das intenções de votos.

    O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 3,465 bilhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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    Dólar tem nova queda e termina a R$3,71 ainda ecoando eleições

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar teve mais uma sessão de forte queda e terminou em 3,71 reais nesta terça-feira, com os investidores ainda ecoando os resultados do primeiro turno das eleições, no domingo, que deram força às apostas de um presidente mais comprometido com as reformas.

    O dólar recuou 1,47 por cento, a 3,7107 reais na venda, menor valor desde os 3,7071 reais de 3 de agosto. Foi a sexta queda em sete sessões neste mês, acumulando em outubro baixa de 8,09 por cento.

    Na mínima da sessão, a moeda foi a 3,7017 reais. O dólar futuro caía 1,77 por cento.

    'O otimismo doméstico está se sobrepondo ao exterior. É muito recente o resultado de domingo', disse o operador da H.Commcor Corretora Cleber Alessie Machado, acrescentando que o fato de o dólar ter fechado longe das mínimas na véspera favoreceu o movimento nesta sessão.

    No domingo, o primeiro turno das eleições terminou com Jair Bolsonaro (PSL) com 46 por cento dos votos e Fernando Haddad (PT), que vai disputar com ele o segundo turno, com pouco mais de 29 por cento. Além disso, o partido de Bolsonaro terminou com a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados.

    A preferência do mercado financeiro por Bolsonaro é apoiada no seu coordenador econômico, o economista liberal Paulo Guedes, e a expectativa é de que eles imponham uma agenda de reformas, entre elas a da Previdência, corte de gastos e ajuste fiscal.

    'Embora Bolsonaro tenha uma realidade que o coloca muito próximo de ser o vitorioso no próximo dia 28, o mercado deve reagir a quaisquer sinalizações de um segundo turno 'dividido', o que acaba por alimentar expectativas com o Datafolha de amanhã', acrescentou Alessie Machado, citando a primeira pesquisa de intenção de voto após o primeiro turno.

    Em entrevista a uma rádio nesta terça-feira, Bolsonaro voltou a reafirmar que acredita na democracia e criticou seu adversário, que, em sua opinião, seria tutelado num eventual governo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Também falando a uma rádio, Haddad disse que o Ministério da Fazenda num eventual governo seu será comandado por um nome ligado à produção e com perfil diferente do economista Paulo Guedes, que chancela a área econômica de Bolsonaro.

    No exterior, o dólar, que subiu parte da sessão ante a cesta de moedas, perdeu força e registrava pequena baixa à tarde. Também aliviou a pressão ante as divisas de países emergentes, favorecendo ainda mais o recuo ante o real.

    As preocupações com o orçamento italiano e o corte das previsões de crescimento global feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), inclusive para o Brasil, em 2018 e 2019, influenciaram o humor dos agentes no exterior nesta terça-feira.

    O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 2,695 bilhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    (Edição de Camila Moreira e Iuri Dantas)

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    Bolsonaro tem votação expressiva, mas Nordeste salva Haddad e o leva ao 2º turno

    Por Eduardo Simões e Mateus Maia

    SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, conquistou votação expressiva no primeiro turno da eleição presidencial deste domingo, mas não o suficiente para evitar um segundo turno contra o petista Fernando Haddad, salvo pela Região Nordeste, que garantiu uma nova rodada de votação daqui a três semanas, na qual o ex-capitão do Exército larga na frente.

    Com 99,95 por cento das seções eleitorais apuradas, Bolsonaro tem 46,04 por cento dos votos válidos, ou 49,2 milhões de votos, enquanto Haddad ficou com 29,26 por cento, o equivalente a 31,3 milhões de votos.

    O candidato do PSL venceu em todos os Estados, exceto nos nove do Nordeste e no Pará. Haddad foi o mais votado em oito Estados nordestinos --Ciro Gomes (PDT) ganhou no Ceará-- e no Pará.

    A votação expressiva em solo nordestino, tradicional reduto do PT e especialmente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu a Haddad, de perfil mais acadêmico e bem menos popular que Lula, a vaga no segundo turno.

    Assim, Bolsonaro, que tem encarnado o antipetismo nos últimos anos e, nesta eleição, consolidou-se como principal nome do antagonismo ao PT, enfrentará Haddad, ungido à cabeça de chapa do PT por Lula, depois de o ex-presidente ter a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa.

    Os dois candidatos registraram índice elevado de rejeição entre o eleitorado, segundo pesquisas de opinião, o que deverá implicar em uma escolha pelo menos pior por parte do eleitorado.

    Em discurso após a definição do segundo turno com Bolsonaro, Haddad disse que quer unir o país em defesa da democracia, já dando o tom de conciliação que pretende usar para tentar recuperar, na segunda rodada, o espaço ganho pelo discurso antipetista de Bolsonaro.

    'Queremos unir os democratas do Brasil, as pessoas que têm atenção aos mais pobres do Brasil, sempre tão desigual', disse Haddad.

    Bolsonaro, por sua vez, voltou a questionar as urnas eletrônicas e afirmou que registraram 'problemas' ao longo do domingo que, na avaliação dele, impediram que o novo presidente fosse definido já no primeiro turno. O ex-capitão também manteve discurso antipetista e pregou contra a esquerda, o comunismo e o socialismo.

    'Não queremos a volta desse tipo de gente que trouxe o pior da política ao Palácio do Planalto. O Brasil teve uma experiência de 13 anos com o que é o pior que tem na política', disse. 'Não podemos continuar flertando com o socialismo e o comunismo', completou.

    A polarização entre o petismo e Bolsonaro também se refletirá no Congresso Nacional. De acordo com estimativa da XP Investimentos, o PT terá a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 57 deputados, seguido pelo PSL, que terá 51.

    Ainda na seara das eleições parlamentares, a eleição deste domingo representou a queda de nomes tradicionais da política. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), por exemplo, não conseguiu se reeleger, assim como senadores que não conseguiram renovar seus mandatos a partir de fevereiro como Roberto Requião (MDB-PR), Edison Lobão (MDB-MA), Garibaldi Alves (MDB-RN), Romero Jucá (MDB-RR) e Lindbergh Farias (PT-RJ).

    Outros nomes conhecidos que tentavam ingressar no Senado também fracassaram neste domingo, casos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que buscava uma vaga por Minas Gerais; de Eduardo Suplicy (PT), que pretendia voltar a representar São Paulo na Casa, e do ex-governador do Paraná, Beto Richa, que deixou o comando do governo do Estado neste ano para tentar entrar no Parlamento.

    ELEIÇÃO PLEBISCITÁRIA

    Com o elevado nível de polarização, a expectativa é de uma campanha de segundo turno calcada nos esforços de desconstrução do adversário de ambos os lados e de uma espécie de plebiscito entre petistas e antipetistas.

    'Muito provavelmente nós vamos ter uma eleição de segundo turno que vai estar muito mais marcada por elementos negativos --quer dizer, Haddad tentando desconstruir Bolsonaro e Bolsonaro tentando desconstruir Haddad-- do que de fato por uma lógica de valores positivos', disse o cientista político Creomar de Souza, da Universidade Católica de Brasília.

    Entre os derrotados neste domingo, Ciro, que ficou com 12,47 por cento dos votos válidos, disse que ainda fará reuniões para definir seu posicionamento no segundo turno, mas descartou apoio a Bolsonaro, lembrando que tem histórico de defesa da democracia e contra o fascismo.

    'Uma coisa eu posso adiantar logo: como vocês já viram, minha história de vida é de defesa da democracia e contra o fascismo', disse ele a jornalistas em Fortaleza. 'Ele não, sem dúvida', completou, referindo-se ao presidenciável do PSL.

    Em seu discurso, Haddad disse ter conversado por telefone com Ciro, com a candidata da Rede, Marina Silva, e Guilherme Boulos, do PSOL, que já anunciou apoio ao petista no Twitter.

    O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, que registrou 4,76 por cento dos votos válidos, manifestou respeito pelo resultado das urnas.

    'Quero transmitir em primeiro nosso absoluto respeito ao resultado das urnas, a manifestação dos eleitores', disse ele em São Paulo, acompanhado de sua esposa, Lu Alckmin, e de sua vice na chapa, a senadora Ana Amélia, do PP. 'De outro lado também destacar aqui a nossa serenidade como democratas que somos.'

    Presidente do PSL, Gustavo Bebiano, e o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos aliados de primeira hora de Bolsonaro, disseram que o ex-capitão buscará os votos do PSDB e tentará apoios de todos os partidos, menos o da esquerda. Não querem, no entanto, o apoio de Alckmin por causa da agressividade da campanha do tucano contra Bolsonaro.

    Marina Silva, candidata da Rede, que viu seu apoio junto ao eleitorado derreter ao longo da campanha chegando a este domingo com 1 por cento e apenas a oitava posição, disse que seu partido ainda discutirá sobre apoios no segundo turno, mas que fará oposição a partir de 2019.

    (Reportagem adicional de Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello, em Brasília; Lisandra Paraguassu, Tatiana Ramil, Laís Martins, Pedro Belo e Taís Haupt, em São Paulo, e Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)

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    Dólar tem maior queda em três meses e meio e termina a R$3,93, com avanço de Bolsonaro em pesquisa

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar registrou a maior queda percentual diária em três meses e meio e fechou em 3,93 reais nesta terça-feira, depois de ter flertado com os 3,90 reais na mínima, com os investidores animados com o avanço de Jair Bolsonaro (PSL) nas intenções de votos à Presidência da República medidas pelo Ibope e maior vantagem em relação a Fernando Haddad (PT).

    O dólar recuou 2,08 por cento, a 3,9349 reais na venda, para o menor nível desde os 3,9147 de 17 de agosto. Foi ainda a maior queda percentual desde a baixa de 2,15 por cento ocorrida no pregão de 15 de junho passado.

    Na mínima, a moeda caiu quase 2,8 por cento, para 3,9064 reais. O dólar futuro tinha baixa de 2,10 por cento.

    'Aparentemente, a maré de Bolsonaro (PSL) parece ter começado a virar....Nas últimas duas semanas,... muitos começavam a prever que Bolsonaro não iria mais crescer nas pesquisas e que Fernando Haddad poderia empatar...ainda no primeiro turno. Mas os números de ontem mostraram uma invertida', avaliou a corretora Guide em relatório.

    Haddad não oscilou no levantamento divulgado na véspera, mantendo os mesmos 21 por cento de antes, enquanto o líder Bolsonaro foi a 31 por cento, ante 27 por cento do levantamento anterior.

    Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro empataria com Haddad com 42 por cento, ante 42 a 38 por cento para o petista antes. Além disso, a rejeição de Haddad subiu 11 pontos, a 38 por cento, enquanto a de Bolsonaro permaneceu em 44 por cento.

    'A pesquisa de ontem mostrou uma ruptura numa tendência e é natural o mercado ajustar os preços', explicou o economista da Elite Corretora, Hersz Ferman, ao lembrar que os levantamentos anteriores mostravam Bolsonaro parando de crescer e Haddad avançando, sobretudo no segundo turno.

    Para o mercado, o resultado do Ibope trouxe viés favorável ainda porque o PT sofreu outros reveses. Entre eles, o veto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao jornal Folha de S.Paulo e a liberação da delação do ex-ministro petista Antonio Palocci envolvendo, entre outros, o próprio Lula.

    O mercado prefere candidatos com viés mais reformista e entende que aqueles com viés mais à esquerda não se enquadram nesse perfil. Assim, sua opção neste momento está em Bolsonaro principalmente pelas ideias de seu assessor econômico Paulo Guedes.

    As atenções agora se voltam para o números do Datafolha que saem nesta terça-feira e incluem entrevistas realizadas no mesmo dia.

    'Hoje sai o Datafolha...que deve trazer algum impacto já em relação à delação de Palocci', destacou em relatório o sócio da Criteria Investimentos Vitor Miziara.

    Para Ferman, da Elite Corretora, se o Datafolha não corroborar o Ibope da véspera, 'o mercado pode devolver (a euforia) amanhã'.

    No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas com a Itália puxando a aversão ao risco. O euro foi à mínima de seis semanas mais cedo após uma autoridade do partido governista Liga da Itália dizer que a maioria dos problemas do país seria resolvida se trocasse o euro por uma moeda nacional, provocando vendas generalizadas no mercado.

    O dólar também avançava ante as divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e a lira turca.

    O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 770 milhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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    Dólar sobe e retoma patamar de R$4, mas fecha setembro em queda

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou a sexta-feira em alta e de volta ao nível de 4 reais, após três sessões consecutivas de queda, sob influência externa e da cena eleitoral doméstica, a pouco mais de uma semana do pleito.

    Na semana e no mês, entretanto, a moeda recuou, com investidores reduzindo posições compradas, que apostam na alta, após a corrida ao Palácio do Planalto ter se polarizado entre um provável segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Com o desfecho eleitoral ainda incerto, outubro começa com previsão de volatilidade.

    O dólar avançou 1,07 por cento, a 4,0371 reais na venda, acumulando, na semana, queda de 0,26 por cento.

    No mês, caiu 0,87 por cento, depois de fechar agosto com alta de 8,46 por cento, o maior avanço desde setembro de 2015. No ano até agora, o dólar já ficou 21,80 por cento por cento mais caro.

    O dólar futuro tinha alta de cerca de 1,20 por cento.

    “Mercado deve seguir apreensivo e cauteloso com aproximação das eleições, de olho nas pesquisas”, disse o diretor da corretora Mirae, Pablo Spyer.

    Nos últimos três pregões, o dólar caiu com força e fechou a véspera no menor valor em 5 semanas, abaixo de 4 reais, com os investidores, sobretudo estrangeiros, reduzindo posições compradas, com a percepção de que o hedge montado para o pior cenário eleitoral foi exagerado.

    Os investidores vêm ajustando suas carteiras nas últimas semanas para um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, já que o preferido Geraldo Alckmin (PSDB), por seu perfil mais reformista, patina nas pesquisas. Nesse cenário, o mercado ainda aposta numa vitória de Bolsonaro, que teria um perfil mais reformista do que o petista.

    Um gestor de derivativos de uma corretora local ponderou que, se houver fluxo vendedor nos próximos pregões, a exemplo do que ocorreu nos últimos dias, a moeda norte-americana pode vir a testar novamente os níveis abaixo de 4 reais.

    Desta forma, caiu mal nesta sexta-feira a pesquisa XP Investimentos/Ipespe que mostrou que o candidato Fernando Haddad cortou para 7 pontos a vantagem do líder Jair Bolsonaro, do PSL, e ainda venceria em segundo turno. À noite, o Datafolha divulga um novo levantamento.

    Também desagradou a notícia da revista Veja de que Bolsonaro foi acusado pela ex-mulher de ocultar patrimônio da Justiça Eleitoral, ter renda mensal acima da declarada e furtar um cofre bancário pertencente a ela, além de declarações polêmicas de seu vice, o general Hamilton Mourão, contra o 13º salário.

    Por fim, ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conceder uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, outro fator a pesar sobre os ativos, juntamente com o cenário externo.

    Lá fora, o dólar subia ante a cesta de moedas e ante divisas de emergentes em dia de um pouco mais de aversão ao risco após o governo italiano ter divulgado um orçamento para 2019 com um déficit três vezes maior do que sua meta anterior.

    Destaque para o euro, que cedeu abaixo de 1,16 dólar pela primeira vez em duas semanas uma vez que alguns investidores consideraram o orçamento italiano como um desafio às exigências da União Europeia.

    'No externo, a Itália está levando o investidor a procurar segurança. E no doméstico, as notícias estão na contramão da véspera', resumiu o especialista em câmbio da Frente Corretora Robert Awerianow.

    O Banco Central concluiu na véspera a rolagem do vencimento de swap cambial --equivalente à venda futura de dólares-- de outubro e, após o fechamento do mercado, já anunciou o início da rolagem de novembro a partir da próxima segunda-feira. A oferta será de até 7,7 mil contratos que, se mantida até o final do mês, rolará integralmente o total de 8,027 bilhões de dólares em swaps que vencem no penúltimo mês de 2018.

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    Dólar tem 3ª queda seguida e fecha abaixo de R$4 pela primeira vez em mais de um mês

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuou pela terceira sessão consecutiva e terminou abaixo de 4 reais nesta quinta-feira, favorecido por fluxo de ingresso de recursos e desmonte de posições compradas e com os investidores menos assustados quanto ao cenário eleitoral doméstico, em sessão ainda marcada por melhora no cenário externo.

    O dólar recuou 0,79 por cento, a 3,9943 reais na venda, abaixo de 4 reais pela primeira vez desde 20 de agosto (3,9577 reais). Nestes três pregões seguidos em baixa seguidos, a moeda acumula perdas de 2,29 por cento.

    Antes do último pregão do mês, a moeda norte-americana registra um recuo de 1,92 por cento ante o real em setembro, após avançar 8,46 por cento no mês anterior.

    Na mínima, foi a 3,9675 reais e, na máxima, a 4,0562 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1 por cento.

    'Está tendo fluxo...e uma reversão dos fundos, que estão voltando a comprar Brasil', explicou o presidente da correspondente cambial Remessa Online, Fernando Pavani.

    Nos últimos dias, muitos investidores têm desmontado posições compradas, aquelas que apostam na alta do dólar, em meio à percepção de que as eleições estão se encaminhando para um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) e que o primeiro têm boas chances de vencer o pleito.

    O mercado quer a vitória de um candidato com perfil mais reformista e preferia Geraldo Alckmin (PSDB), mas como esse não tem ganhado tração, tem considerado que Bolsonaro pode ser uma opção, sobretudo por causa de Paulo Guedes, seu principal assessor econômico na campanha e com ideias liberais.

    'O mercado definitivamente está comprando Bolsonaro (e sua agenda reformista) e, eventualmente, Haddad (e sua provável mudança para o centro)', avaliou o diretor de Tesouraria de um grande banco estrangeiro.

    A quinta-feira teve noticiário eleitoral mais tranquilo. Na véspera, o mercado se animou com levantamento do Paraná Pesquisas, feito para a Empiricus Research, mostrando que Bolsonaro venceria Haddad no segundo turno.

    O recuo do dólar no mercado doméstico também teve influência externa, onde a moeda norte-americana recuava sobre as demais divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

    Na véspera, o Federal Reserve, banco central norte-americano, confirmou que prevê mais uma alta dos juros em dezembro, três em 2019 e uma em 2020, não reforçando a leitura daqueles que previam uma postura mais 'hawkish'.

    'O fato de ele ter sinalizado o fim da política expansionista tirou a perspectiva de altas subsequentes...a política de aumento gradual está perto do fim', avaliou o diretor da assessoria de câmbio FB Capital Fernando Bergallo.

    O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 10,72 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, concluindo a rolagem dos 9,801 bilhões de dólares que vencem em outubro.

    Em novembro, segundo dados do site do BC, vencem 8,027 bilhões de dólares em swap cambial.

    'Para manter a normalidade e evitar qualquer volatilidade desnecessária na última semana antes da eleição, o BC também deve anunciar logo a rolagem integral desse vencimento', avaliou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local, ao lembrar que o BC fez o mesmo no mês passado.

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    Dólar cai quase 1% com exterior e avanço de Bolsonaro em pesquisas

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou a segunda-feira com queda firme ante o real, influenciado pela melhora do candidato Jair Bolsonaro (PSL) em pesquisas intenções de votos e ajudado ainda pelo cenário externo, onde o dólar recuava ante as moedas de países emergentes.

    O dólar recuou 1,00 por cento, a 4,1252 reais na venda.

    Na máxima, logo após a abertura, a moeda foi a 4,2049 reais e, na mínima, perto do fechamento, marcou 4,1157 reais. O dólar futuro tinha perda de cerca de 1,21 por cento.

    'Tanto a economia quanto o mercado financeiro estão com uma expectativa tão baixa pelo resultado das eleições que agora, com a queda do candidato (Geraldo) Alckmin nas pesquisas, qualquer reação positiva de Bolsonaro que possa evitar o retorno da esquerda já causa um alívio imenso', comentou o diretor da More Invest Gestora de Recursos, Leonardo Monoli.

    O mercado gostaria que um candidato mais comprometido com o ajuste das contas públicas --e Alckmin (PSDB) é visto como o mais adequado-- vencesse as eleições.

    Desta forma, logo após a abertura, a moeda norte-americana chegou à máxima de 4,2049 reais, justamente com a primeira leitura de que os levantamentos eleitorais mostraram avanço de candidatos que o mercado considera menos comprometidos com o equilíbrio fiscal.

    A pesquisa do Datafolha na sexta-feira mostrou Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) empatados em segundo lugar, enquanto levantamento do BTG Pactual nesta sessão também mostrou Haddad em segundo lugar.

    Já a CNT/MDA, divulgada no final da manhã, mostrou o petista na segunda colocação, com Jair Bolsonaro (PSL) à frente. Mas agradou quando colocou Bolsonaro numa situação muito melhor no segundo turno, batendo praticamente todos os adversários.

    'O vendedor, sobretudo o exportador, apareceu quando a moeda foi a 4,20 reais e, depois, o dólar perdeu força no mercado externo, firmando a queda', comentou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local.

    No exterior, o dólar operava em forte baixa ante a cesta de moedas, diante da cautela com a guerra comercial e após o presidente Donald Trump prometer para depois do fechamento dos mercados o anúncio de tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses.

    O dólar também caía ante divisas de países emergentes, como o peso chileno. Ante a lira, entretanto, seguia com forte alta, em meio à expectativa por um plano econômico nos próximos dias.

    O Banco Central ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 5,45 bilhões de dólares do total de 9,801 bilhões de dólares que vencem em outubro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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    Dólar passa por correção e cai sobre real, mas cautela continua

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou a sexta-feira em queda, com movimento de correção depois de encostar em 4,20 reais e bater nova máxima recorde de fechamento na véspera, mas sem abandonar o noticiário que tem mantido a cautela eleitoral como pano de fundo.

    O dólar recuou 0,69 por cento, a 4,1667 reais na venda, encerrando a semana em alta de 1,52 por cento. Na máxima, a moeda norte-americana foi a 4,2116 reais e, na mínima, 4,1587 reais. O dólar futuro tinha baixa de 1 por cento no final da tarde.

    '(O cenário para os mercados) emergentes aliviou e, como o real subiu muito ontem, abriu já tentando realizar', afirmou a estrategista de câmbio do banco Ourinvest, Fernanda Consorte.

    O mercado aguardava para depois do fechamento a divulgação de nova pesquisa Datafolha sobre intenção de votos. O levantamento encomendado pela XP Investimentos e divulgado nesta manhã mostrou que o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, manteve a liderança, enquanto quatro candidatos estavam em empate técnico na briga pela segunda posição.

    Os investidores têm optado por posições defensivas enquanto buscam mais clareza sobre o desfecho eleitoral, ao mesmo tempo em que começam a questionar sobre possíveis intervenções do Banco Central com o dólar rondando o patamar de 4,20 reais, já que a moeda estava nesses níveis quando o BC atuou no final do mês passado.

    'O BC também poderia estar esperando para ter um cenário mais claro para intervir no mercado de câmbio', avaliou Fernanda.

    Para esta sessão, o BC apenas anunciou e fez leilão para rolagem do vencimento de swaps cambias tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, de outubro, no total de 9,801 bilhões de dólares, dos quais já rolou 4,905 bilhões de dólares.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    O desempenho doméstico, desta forma, acabou sendo contrário ao externo, onde o dólar subia ante a cesta de moedas, ajudado pela notícia da Bloomberg de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instruiu assessores a prosseguir com tarifas sobre 200 bilhões de dólares a mais em produtos chineses.

    O movimento de Trump vai na contramão das tentativas do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, de retomar as negociações com a China para resolver a guerra comercial.

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    Eleições pesam, dólar encosta em R$ 4,20 e fecha no valor mais alto do Plano Real

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - As preocupações com o cenário eleitoral doméstico fizeram com que o dólar superasse 1 por cento de valorização nesta quinta-feira e batesse a máxima recorde do Plano Real, ao terminar próximo dos 4,20 reais.

    Assim, o câmbio terminou na contramão do exterior, onde uma busca pelo risco favoreceu o avanço de divisas de países emergentes.

    O dólar avançou 1,21 por cento, a 4,1957 reais na venda, maior nível da moeda desde sua criação. Até então, o recorde era de 21 de janeiro de 2016, quando terminou em 4,1655 reais.

    Neste mês até agora, o dólar já subiu 3,03 por cento ante o real. Nesta quinta-feira, marcou a máxima de 4,2069 reais e a 4,1245 reais na mínima do dia, logo depois da abertura dos negócios. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,79 por cento.

    'Dúvidas sobre a saúde de Bolsonaro e a expectativa com o Datafolha de amanhã redobraram a cautela dos agentes', comentou um operador de câmbio de uma gestora local.

    Na noite passada, o líder das pesquisas de intenção de votos, Jair Bolsonaro (PSL), passou por nova cirurgia e voltou para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Assim, o candidato deve ficar de fora de 'agendas de rua' ao menos no primeiro turno da campanha.

    Os investidores temem que um candidato menos comprometido com o ajuste fiscal ganhe a disputa pela Presidência em outubro.

    O mercado aguardava ainda novas pesquisas de intenção de votos, com destaque para o Datafolha na sexta-feira depois do fechamento dos mercados no Brasil. Os dados para esse levantamento estão sendo colhidos já nesta quinta-feira.

    Com o nervosismo eleitoral, o mercado doméstico acabou se descolando no exterior, que teve dia de busca pelo risco, após a Turquia elevar os juros e os dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos não reforçarem apostas de subida mais intensa dos juros no país.

    'Se o núcleo da inflação não melhorar significativamente no próximo ano, isso resultaria em ritmo ainda mais gradual de elevação das taxas', comentou o analista da gestora CIBC Andrew Grantham, em nota.

    Juros elevados nos Estados Unidos têm potencial de atrair recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira.

    Na véspera, os Estados Unidos convidarem os chineses para retomar as conversas comerciais, no momento em que Washington se preparava para intensificar a guerra comercial entre os dois países com tarifas sobre 200 bilhões de dólares em bens chineses.

    O dólar caía ante divisas de países emergentes, com destaque para a lira turca, após o banco central do país subir os juros para 24 por cento. Também perdia força ante outras divisas fortes.

    O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 4,360 bilhões de dólares do total de 9,801 bilhões de dólares que vencem em outubro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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    Dólar tem leve baixa ante real com correção e cena eleitoral

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou quarta-feira com leve baixa ante o real, sob influência do mercado externo e com algum movimento de correção após nova pesquisa de intenções de votos mostrar que candidatos mais à esquerda não ganharam tanta tração na corrida à Presidência.

    O dólar recuou 0,21 por cento, a 4,1455 reais na venda, depois de saltar 1,48 por cento na véspera. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,10 por cento no final da tarde.

    Na mínima do dia, a moeda norte-americana foi a 4,1107 reais e, na máxima, marcou 4,1538 reais.

    'A pesquisa Ibope revelou um quadro mais positivo para os candidatos reformistas do que a pesquisa Datafolha do dia anterior', citou a casa de análises Levante Ideias de Investimentos.

    Pesquisa Ibope divulgada na noite passada mostrou que Ciro Gomes (PDT) tinha 11 por cento das intenções de voto, sobre 12 por cento antes, Marina Silva (Rede), obteve 9 por cento (12 por cento antes) e Fernando Haddad, substituto de Luiz Inácio Lula da Silva na chapa do PT, ficou com 8 por cento, de 6 por cento antes. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

    Bolsonaro liderava a disputa pelo Palácio do Planalto com 26 por cento das intenções de voto para o primeiro turno, sobre 22 por cento da pesquisa anterior, poucos dias depois de ter sido esfaqueado durante evento de campanha. A pesquisa mostrou também o presidenciável mais competitivo nas simulações de segundo turno.

    O levantamento Datafolha, divulgado antes, teve uma leitura mais negativa pelo mercado, já que a oscilação de Bolsonaro foi tímida e os candidatos com perfil mais à esquerda se destacaram.

    'É intuitivo pensar que a pesquisa Ibope esteja mais inclinada a favorecer Bolsonaro por conta do ataque sofrido pelo candidato na última quinta-feira, mas ainda assim, sua rejeição é alta o suficiente para gerar uma cortina de incertezas quanto ao segundo turno', comentou a corretora CM Capital Markets ao lembrar que o Datafolha foi a campo no dia 10 e divulgou a pesquisa no mesmo dia, enquanto o Ibope colheu as informações entre 8 e 10 de setembro, mais próximo do ataque sofrido por Bolsonaro.

    No final da tarde, a queda do dólar perdeu força após notícia no site Poder 360 de que o candidato ao Senado Luiz Carlos Heinze (PP-RS) declarou apoio a Bolsonaro, o que pode significar um racha na base eleitoral da vice de Geraldo Alckmin (PSDB), a senadora Ana Amélia.

    'Houve uma zeragem de posições vendidas no final da tarde', comentou um gestor de derivativos de uma corretora nacional ao citar a notícia.

    'Isso acaba fragmentando a direita', acrescentou um operador de derivativos de outra corretora nacional, lembrando que Alckmin reuniu o maior apoio, o que lhe deu também o maior tempo de rádio e televisão, mas mesmo assim sua candidatura não consegue decolar.

    Ele é tido pelo mercado como o candidato mais comprometido com as contas públicas.

    No mercado externo, o dólar recuava ante uma cesta de moedas e também ante moedas de países emergentes, como o peso chileno, com os investidores de olho na guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros, principalmente a China.

    O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 3,815 bilhões de dólares do total de 9,801 bilhões de dólares que vencem em outubro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    (Edição de Patrícia Duarte)

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