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    Dólar tem maior preço desde 2 de outubro, acima de R$3,90, com exterior

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subiu e terminou no maior nível desde o começo de outubro, acima de 3,90 reais, em mais um dia de aversão ao risco global reforçada pelas preocupações com o Brexit, que se somaram às referentes à guerra comercial Estados Unidos-China e desaceleração global.

    O dólar avançou 0,73 por cento, a 3,9187 reais na venda, nível mais alto desde os 3,9349 reais de 2 de outubro passado.

    Foi a quinta alta seguida, período no qual avançou 1,99 por cento. Na máxima da sessão, foi a 3,9466 reais e, na mínima, a 3,8917 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,40 por cento.

    'Dado que não temos muito o que esperar no curto prazo (no mercado local), estamos ligados ao externo. E não acredito que o investidor esteja colocando muito prêmio', disse o operador de câmbio da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado ao destacar que pontos importantes, como a reforma da Previdência, só devem ocorrer no próximo ano.

    'O único fato mais relevante e capaz de garantir um eventual rali até o fim do ano seria um Federal Reserve sendo ainda mais claro em sua leitura de desaceleração do ritmo de aperto monetário atual', acrescentou ao citar o encontro de política monetária do banco central dos Estados Unidos nos dias 18 e 19 de dezembro.

    Após discursos recentes de autoridades da instituição sobre proximidade da taxa de juros neutra, há expectativa de que o Fed sinalize o fim do ciclo de aperto monetário.

    Os investidores estão cautelosos com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, que ganhou um adicional com a prisão de executiva da empresa chinesa Huawei, o que levanta preocupações de que a trégua acertada entre os presidentes das duas nações no G20 não sirva para se chegar de fato a um acordo.

    Há ainda a preocupação sobre a desaceleração econômica mundial, sobretudo depois que a China mostrou exportações e importações crescendo muito menos do que se esperava em novembro, já refletindo o desaquecimento gerado pela briga comercial e que tem o agravante de que o país registrou maior superávit com os Estados Unidos no mês passado.

    Engrossou a lista a decisão a primeira-ministra britânica, Theresa May, de suspender a votação pelo parlamento britânico, prevista para terça-feira, do acordo costurado por ela com a União Europeia para o Brexit, já que ela tinha grandes chances de sair derrotada.

    'O Brexit só veio piorar o que já estava ruim', comentou um gestor de derivativos de uma corretora estrangeira sobre a decisão de May num momento de aversão ao risco global.

    Com isso, o dólar disparou ante a cesta de moedas, avançava ante divisas emergentes como o peso chileno e a libra bateu a mínima de 20 meses.

    O dólar operava em alta ante a cesta de moedas e ante outras divisas de países emergentes, como o rand sul-africano.

    'A taxa de câmbio brasileira passou de R$/US$ 3,70 para R$/US$ 3,90. A principal razão para essa desvalorização foi o cenário externo, ainda bastante preocupante no âmbito do crescimento da economia mundial', escreveu a SulAmérica Investimentos sobre o Brasil.

    Internamente, o foco estava voltado para as denúncias envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito e filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, que podem impactar o futuro governo.

    O Banco Central vendeu nesta sessão 13,83 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 4,149 bilhões de dólares do total de 10,373 bilhões de dólares que vence em janeiro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final da próxima semana, terá feito a rolagem integral.

    (Edição de Camila Moreira e Iuri Dantas)

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    Dólar tem maior preço desde 2 de outubro, acima de R$3,90, com exterior

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subiu e terminou no maior nível desde o começo de outubro, acima de 3,90 reais, em mais um dia de aversão ao risco global reforçada pelas preocupações com o Brexit, que se somaram às referentes à guerra comercial Estados Unidos-China e desaceleração global.

    O dólar avançou 0,73 por cento, a 3,9187 reais na venda, nível mais alto desde os 3,9349 reais de 2 de outubro passado.

    Foi a quinta alta seguida, período no qual avançou 1,99 por cento. Na máxima da sessão, foi a 3,9466 reais e, na mínima, a 3,8917 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,40 por cento.

    'Dado que não temos muito o que esperar no curto prazo (no mercado local), estamos ligados ao externo. E não acredito que o investidor esteja colocando muito prêmio', disse o operador de câmbio da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado ao destacar que pontos importantes, como a reforma da Previdência, só devem ocorrer no próximo ano.

    'O único fato mais relevante e capaz de garantir um eventual rali até o fim do ano seria um Federal Reserve sendo ainda mais claro em sua leitura de desaceleração do ritmo de aperto monetário atual', acrescentou ao citar o encontro de política monetária do banco central dos Estados Unidos nos dias 18 e 19 de dezembro.

    Após discursos recentes de autoridades da instituição sobre proximidade da taxa de juros neutra, há expectativa de que o Fed sinalize o fim do ciclo de aperto monetário.

    Os investidores estão cautelosos com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, que ganhou um adicional com a prisão de executiva da empresa chinesa Huawei, o que levanta preocupações de que a trégua acertada entre os presidentes das duas nações no G20 não sirva para se chegar de fato a um acordo.

    Há ainda a preocupação sobre a desaceleração econômica mundial, sobretudo depois que a China mostrou exportações e importações crescendo muito menos do que se esperava em novembro, já refletindo o desaquecimento gerado pela briga comercial e que tem o agravante de que o país registrou maior superávit com os Estados Unidos no mês passado.

    Engrossou a lista a decisão a primeira-ministra britânica, Theresa May, de suspender a votação pelo parlamento britânico, prevista para terça-feira, do acordo costurado por ela com a União Europeia para o Brexit, já que ela tinha grandes chances de sair derrotada.

    'O Brexit só veio piorar o que já estava ruim', comentou um gestor de derivativos de uma corretora estrangeira sobre a decisão de May num momento de aversão ao risco global.

    Com isso, o dólar disparou ante a cesta de moedas, avançava ante divisas emergentes como o peso chileno e a libra bateu a mínima de 20 meses.

    O dólar operava em alta ante a cesta de moedas e ante outras divisas de países emergentes, como o rand sul-africano.

    'A taxa de câmbio brasileira passou de R$/US$ 3,70 para R$/US$ 3,90. A principal razão para essa desvalorização foi o cenário externo, ainda bastante preocupante no âmbito do crescimento da economia mundial', escreveu a SulAmérica Investimentos sobre o Brasil.

    Internamente, o foco estava voltado para as denúncias envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito e filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, que podem impactar o futuro governo.

    O Banco Central vendeu nesta sessão 13,83 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 4,149 bilhões de dólares do total de 10,373 bilhões de dólares que vence em janeiro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final da próxima semana, terá feito a rolagem integral.

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    Dólar fecha praticamente estável ante real, mas sobe em novembro após duas quedas mensais

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou a sexta-feira com leve baixa ante o real, com investidores evitando tomar qualquer posição enquanto aguardavam o desfecho do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, no final de semana, com expectativa de que um acordo entre eles alivie as preocupações com o crescimento global.

    Essa preocupação com o mercado externo vista nesta sessão também predominou em novembro, quando o dólar fechou em alta ante o real, após dois meses consecutivos de retração.

    O dólar recuou 0,04 por cento, a 3,8558 reais na venda. No mês, subiu 3,58 por cento e, na semana passada, avançou 0,88 por cento ante o real. Foi a quinta semana consecutiva de valorização. O dólar futuro tinha alta de 0,34 por cento.

    'A cessão onerosa pode fazer o dólar cair, se for votada semana que vem...Se passar, mercado vai entender que foi conquista da articulação do novo governo, então pode ter um mini rali', avaliou o presidente da BeeTech, Fernando Pavani.

    Ele lembrou que a sinalização dovish do Federal Reserve nos últimos dias, indicando que pode não subir tanto os juros nos Estados Unidos, pode ajudar nesse mini rali, já que, com menos taxas na maior economia do globo, os investidores tendem a procurar outras praças mais atrativas, como a brasileira.

    'A aprovação da cessão onerosa pode trazer o dólar a 3,75-3,80 reais', acrescentou o especialista em câmbio da Frente Corretora, Robert Awerianow, ponderando que a questão comercial EUA-China pode manter a cautela nos negócios.

    Nesta sexta-feira, o encontro dos presidentes das duas maiores economias globais, no final de semana, manteve investidores cautelosos. Assim, o dólar acabou subindo ante as outras divisas, fortes e emergentes, como o peso mexicano.

    'As incertezas sobre a questão comercial entre os dois países pairam como uma 'nuvem negra'', escreveu o analista-chefe de mercados da corretora do Reino Unido CMC, Michael Hewson.

    'Um resultado positivo seria uma promessa [de Trump] de atrasar um novo aumento de tarifas em janeiro, com vistas a novas discussões. Novas escaladas de taxações não seriam bem-vindas, dada a desaceleração já observada na maioria dos indicadores econômicos globais.'

    Nesta tarde, Trump disse que há alguns bons sinais nas negociações com a China. 'Estamos trabalhando muito duro. Se conseguirmos um acordo será bom. Eu acho que eles querem. Eu acho que nós gostaríamos. Veremos', disse.

    Internamente, a formação da taxa Ptax de final de mês, usada na liquidação de diversos derivativos cambiais, influenciou na primeira metade do pregão, deixando as cotações mais voláteis e sem tendência.

    No exterior, o dólar operava com pequena em alta ante a cesta de moedas e também ante as divisas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

    Os investidores também aguardavam novidades sobre a votação do projeto de lei da cessão onerosa, ainda sem acordo.

    O Banco Central anunciou na véspera que iniciará na próxima segunda-feira a rolagem do vencimento de janeiro em swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, com oferta de 13.830 contratos.

    Segundo nota da autoridade monetária, o calendário de leilões será mais enxuto, com a conclusão da rolagem até o dia 21 do mês que vem. Vencem em janeiro 10,4 bilhões de dólares em contratos de swap cambial. O estoque total do BC totaliza 68,9 bilhões de dólares.

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    Dólar fecha outubro com maior queda mensal desde junho de 2016; nesta sessão, sobe ante real

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou outubro com a maior queda porcentual ante o real desde junho de 2016, com o resultado da corrida presidencial brasileira levando a moeda a se afastar do pico do Plano Real, acima de 4 reais, para o patamar de 3,70 reais, com o qual deve continuar flertando por enquanto.

    Nesta sexta-feira, com a formação da taxa Ptax de final de mês, a moeda trabalhou bastante pressionada pela manhã, mas a alta perdeu força à tarde, embora tenha se sustentado até o fechamento sob influência do exterior.

    O dólar avançou 0,87 por cento, a 3,7227 reais na venda, acumulando, em outubro, queda de 7,79 por cento, a maior desde o recuo de 11,05 por cento de junho de 2016.

    Na mínima da sessão, foi a 3,6876 reais e, na máxima, a 37456 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,60 por cento.

    'Para o dólar cair mais daqui para a frente, é preciso algo mais concreto, notícias de medidas', comentou o diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo, para quem o término das eleições presidencias voltou a aproximar o exterior do mercado local.

    'Via de regra, o cenário externo se sobrepõe às questões locais e lá fora o viés é de valorização', emendou, ao acrescentar que além de monitorar fatores como a trajetória de alta do juro nos Estados Unidos, as novidades sobre o novo governo também seguirão no foco dos agentes no mês que tem início nesta quinta-feira.

    Os investidores estão no período de lua de mel com o governo eleito e, por enquanto, o que foi falado tem agradado, como a possibilidade de independência do Banco Central, intenção de votar a reforma da Previdência ainda este ano, redução do número de ministérios e uma superpasta chefiada pelo liberal Paulo Guedes englobando Planejamento, Fazenda e Desnvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

    Mas, no exterior, além da trajetória de juros nos Estados Unidos, há cautela com os desdobramentos da guerra comercial, sobretudo com a China, já que paira sobre o país a possibilidade de novas tarifas pelos Estados Unidos se um acordo não for fechado, e com o crescimento global. Na Europa, a Itália e seu orçamento e o Brexit são os focos de tensão.

    'O cenário global continua hostil, portanto a história brasileira depende apenas da agenda local e dos fluxos locais. Em outras palavras, os investidores globais não vão comprar o Brasil a menos que a situação (global) se acalme', comentou um diretor de Tesouraria de um banco estrangeiro.

    Nesta quarta-feira de fechamento de mês, as bolsas norte-americanas subiram, se recuperando das vendas generalizadas recentes, e o dólar avançou ante as divisas de países emergentes, após a China divulgar dados mais fracos e os Estados Unidos, mais fortes --sobre o mercado de trabalho, reforçando as expectativas otimistas para o relatório do mercado de trabalho fora do setor agrícola na sexta-feira.

    O dólar tinha leve alta ante a cesta de moedas, mantendo-se em sua máxima de 16 meses e avançava mais fortemente ante as divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

    Esse movimento externo se somou à formação da taxa Ptax de final de mês, durante a manhã, e levou o dólar a subir mais de 1 por cento na máxima do dia aqui no Brasil, para se acomodar bem abaixo disso no fechamento.

    A taxa Ptax de final de mês é usada para corrigir diversos contratos de derivativos cambiais.

    'A moeda deve continuar oscilando ao redor dos 3,70 reais muito provavelmente até o 1º trimestre de 2019, visto que a transição governamental está somente sendo iniciada', avaliou o diretor da NGO Corretora Sidnei Nehme.

    Com a oficialização, nas urnas, do cenário que mais agradava ao mercado, havia alguma expectativa em torno do futuro dos swaps cambiais tradicionais, mas o BC sinalizou na véspera que pretende rolar integralmente o vencimento de dezembro, de 12,217 bilhões de dólares.

    Em outubro até a terça-feira, o dólar caiu 8,58 por cento, ou quase 35 centavos de real, o que criava a expectativa de que a autoridade monetária poderia deixar de rolar parte de seu estoque de 68,864 bilhões de dólares.

    Na noite da véspera, no entanto, o BC já anunciou leilão para esta quinta-feira leilão de 13,6 mil contratos, volume que, se repetido até o final do mês e vendido integralmente, rolará o total de dezembro.

    Dólar ante real - 2018

    Mês Variação

    Janeiro -4,05%

    Fevereiro 1,97%

    Março 1,77%

    Abril 6,16%

    Maio 6,66%

    Junho 3,76%

    Julho -3,16%

    Agosto 8,46%

    Setembro -0,87%

    Outubro 7,79%

    (Edição de Camila Moreira e Iuri Dantas)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Dólar sobe e volta a R$3,70 com correção após vitória de Bolsonaro

    Dólar sobe e volta a R$3,70 com correção após vitória de Bolsonaro

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O primeiro pregão após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições presidenciais terminou com o dólar em alta e de volta ao nível de 3,70 reais, com investidores embolsando lucros recentes enquanto monitoram a divulgação de detalhes sobre o futuro governo.

    O dólar avançou 1,39 por cento, a 3,7053 reais na venda, depois de marcar a mínima de 3,5822 reais na abertura dos negócios. Na máxima, à tarde, atingiu os 3,7185 reais. O dólar futuro tinha valorização de cerca de 1,8 por cento.

    'Não acabou o bom humor (com a vitória de Bolsonaro). Está havendo uma zeragem de posições, uma realização', disse o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado ao explicar a inversão da trajetória do dólar da queda registrada pela manhã para uma alta.

    Entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial, o dólar perdeu 20 centavos de real com o mercado montando posições para a decisão de domingo passado, em que o capitão da reserva do Exército de 63 anos derrotou o petista Fernando Haddad.

    Na sexta-feira, o dólar chegou a atingir o menor valor em cinco meses, devido ao otimismo dos investidores com a proximidade de vitória de Bolsonaro.

    'Existia ainda algum hedge nas posições para o risco Haddad, que foi logo devolvida na abertura', completou Alessie Machado.

    Com boa parte da vitória de Bolsonaro já precificada, os investidores estão de olho agora nos próximos passos do governo de Bolsonaro, principalmente no que se refere à economia.

    'Os próximos drivers para o dólar local serão a divulgação da equipe econômica e esclarecimentos em relação ao plano de governo', afirmou o sócio da assessoria de investimentos Criteria Investimentos, Vitor Miziara, referindo-se a questões como controle de gastos e reforma da Previdência.

    Em seu primeiro discurso após ser declarado vitorioso, Bolsonaro prometeu respeitar a Constituição, fazer um governo democrático e unificar o país, além de defender compromisso com a responsabilidade fiscal.

    O economista Paulo Guedes, que comandará o Ministério da Fazenda no novo governo e foi o principal motivo para Bolsonaro angariar o apoio do mercado financeiro, declarou que buscará zerar o déficit fiscal em um ano, além de colocar a reforma da Previdência como prioridade.

    Já o futuro ministro da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), disse que o BC no novo governo trabalhará com a definição de variações para juros e câmbio, e que buscará dar maior previsibilidade a empresários em relação à oscilação da moeda norte-americana.

    Ao ser questionando sobre o estabelecimento de uma meta para câmbio, contudo, ele negou que a investida esteja nos planos, mas não deu detalhes sobre como a dinâmica para o dólar eventualmente vai funcionar.

    A correção no mercado doméstico acabou ganhando força no período da tarde, quando o mercado externo piorou e o dólar firmou-se em alta ante a maioria das divisas emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano. O maior valor, no entanto, se dava ante peso mexicano após o presidente eleito Lopez Obrador cancelar o projeto de um novo aeroporto na Cidade do México, no valor de 13 bilhões de dólares.

    Ante a cesta de moedas, o dólar subia em dia de fraqueza do euro após a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, ter declarado que não buscará uma reeleição como presidente do partido, marcando o fim de uma era de 13 anos em que ela dominou a política europeia.

    A notícia de que o governo dos Estados Unidos poderá aplicar tarifas sobre todos os produtos chineses importados pelos EUA, se falhar o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, acabou azedando as bolsas norte-americanas e espalhando a aversão ao risco para o mercado de moedas.

    O Banco Central vendeu nesta sessão 7,7 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 7,70 bilhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

    Se mantiver essa oferta amanhã e vendê-la integralmente, terá feito a rolagem total dos contratos.

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    Após seis semanas de queda ante real, dólar tem menor valor em 5 meses com expectativa de vitória de Bolsonaro

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou a sexta-feira com queda firme e a 3,65 reais, menor valor em 5 meses, com os investidores otimistas com o desfecho eleitoral do domingo, acreditando na vitória de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT).

    Desta forma, o mercado minimizou não só a pesquisa Datafolha da véspera, que mostrou uma distância menor entre os dois candidatos, como também o cenário externo adverso nesta sessão.

    O dólar recuou 1,32 por cento, a 3,6546 reais na venda, menor valor desde os 3,6483 de 24 de maio de 2018. Na semana, a moeda dos EUA recuou 1,62 por cento ante o real.

    O dólar acumulou perdas ante o real pela sexta semana consecutiva, acumulando, no período, retração de 12,29 por cento.

    A sequência de seis quedas semanais se iguala à registrada entre 26 de junho e 4 de agosto de 2017, intervalo no qual a moeda norte-americana recuou 6,40 por cento e é a maior sequência desde as nove semanas consecutivas de baixa, entre 19 de dezembro de 2016 a 17 de fevereiro de 2017, quando o dólar ficou 8,78 por cento mais barato que o real.

    Na mínima, a moeda foi a 3,6442 reais e, na máxima, a 3,7310 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1,50 por cento.

    'O mercado olha que não dá tempo de Haddad tirar a quantidade de votos necessária para vencer', comentou o economista-chefe do Banco Confidence, Robério Costa, ao destacar que a pesquisa Datafolha, entretanto, pesou negativamente no início do negócios, quando o dólar chegou a subir.

    Os levantamentos XP/Ipespe e Crusoé/Empiricus/Paraná, também divulgados pela manhã, contudo, mostraram números melhores para Bolsonaro, levando uma reversão do movimento.

    Segundo o Datafolha, a distância entre Bolsonaro e Haddad caiu 6 pontos em uma semana, para 12 pontos. Além disso, a rejeição a Bolsonaro variou para 44 por cento, de 41 por cento, enquanto a de Haddad oscilou para 52 por cento, de 54 por cento.

    O levantamento XP/Ipespe manteve distância de 16 pontos entre ambos, enquanto a Crusoé/Empiricus/Paraná também manteve praticamente inalterada a distância de 21 pontos.

    À tarde, o dólar renovou mínimas ante o real com alguns investidores zerando posições compradas antecipando o desfecho das urnas no domingo.

    No exterior, a alta do dólar também perdeu força ante as divisas de países emergentes e ajudou a aliviar a trajetória local. O ambiente de aversão ao risco, no entanto, predominou, com destaque para a nova sessão de forte queda das bolsas norte-americanas.

    O Banco Central vendeu nesta sessão 7,7 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 7,315 bilhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    (Edição de Raquel Stenzel e Iuri Dantas)

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    A 3 dias da eleição, Haddad investe no Nordeste e na periferia

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - A três dias do final da eleição, o candidato petista Fernando Haddad aposta em duas frentes para uma virada de última hora: a reconquista da base histórica do PT, a população mais pobre, e apoios mais efetivos de aliados como o pedetista Ciro Gomes, que chega na sexta-feira da Europa.

    Haddad irá investir os últimos dias de campanha no Nordeste. Nesta quinta, foi a Recife --capital nordestina onde perdeu no primeiro turno, mas estaria recuperando espaço nesse segundo turno-- e na sexta vai a João Pessoa e Salvador.

    A região foi a única em que o PT venceu Jair Bolsonaro no primeiro turno, mas as pesquisas mostraram uma migração de eleitores mais pobres para o candidato do PSL.

    A campanha será encerrada com um evento em Heliópolis, uma das mais tradicionais comunidades da periferia de São Paulo.

    A avaliação no comando da campanha, segundo uma fonte ouvida pela Reuters, é que o PT precisa voltar a conquistar seu eleitorado fiel e conversar com os mais pobres e com as periferias das grandes cidades, hoje assoladas pela violência e conquistadas por Bolsonaro.

    Esta semana, em um evento no Rio de Janeiro, o rapper Mano Brown criticou a desconexão do PT com as periferias e afirmou que o partido não 'estava falando a língua do povo'. No dia seguinte, em entrevista, Haddad --que na sua tentativa de reeleição para a prefeitura, em 2016, perdeu na periferia da cidade-- concordou com a avaliação do músico.

    'O que ele falou é a pura verdade. A gente tem que reconectar com a periferia, com a dor que as pessoas estão sofrendo', afirmou o petista.

    Desde a semana passada, Haddad também tem batido em medidas que falam diretamente com a população mais pobre: prometeu aumento de 20 por cento aos beneficiários do programa Bolsa Família e reduzir o preço do gás de cozinha dos atuais 80 reais para 49 já nos primeiros dias de governo.

    FRENTE POLÍTICA

    Para além do investimento nas camadas de eleitores mais pobres, Haddad continua tentando, até os últimos momentos, obter apoios mais explícitos e investe em obter um sinal mais claro de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno da eleição presidencial.

    Nesta quinta, o petista ligou para o presidente do PDT, Carlos Lupi.

    'Nós conversamos. Estou esperando Ciro chegar de viagem amanhã (sexta) para ver o que mais podemos fazer. Já declaramos apoio crítico, fizemos uma nota. Vai depender do que ele quiser fazer', disse Lupi à Reuters.

    Pesquisa Datadolha divulgada nesta quinta-feira mostrou redução na vantagem de Bolsonaro sobre Haddad para 56 a 44 por cento, ante 59 a 41 por cento há uma semana.

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    Dólar termina em queda ante real e recua pela 5ª semana seguida por otimismo com Bolsonaro

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - Depois da breve correção na véspera, o dólar voltou a fechar em queda ante o real, ajudado pelo cenário favorável a divisas emergentes no exterior e ainda sob influência do otimismo com a eleição presidencial doméstica, que também garantiu a quinta semana seguida em baixa.

    O dólar recuou 0,28 por cento, a 3,7147 reais na venda, acumulando, na semana, baixa de 1,70 por cento.

    A moeda norte-americana fechou as últimas cinco semanas em baixa, período em que o dólar ficou 10,85 por cento mais barato em reais. No movimento de correção da véspera, a moeda havia subido 1,16 por cento, a 3,7250 reais.

    Na mínima da sessão, o dólar chegou a ultrapassar 1 por cento de retração, a 3,6878 reais. Na máxima, foi a 3,7272 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,3 por cento.

    'Há potencial para o dólar cair mais e beliscar os 3,50 reais com as eleições, dependendo dos nomes da equipe técnica' do futuro presidente, disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.

    Levantamento Datafolha divulgado na véspera mostrou que o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) tem 59 por cento dos votos válidos, contra 41 por cento do petista Fernando Haddad, ratificando um cenário apontado por outras pesquisas desde o primeiro turno.

    Ainda segundo o instituto, Haddad apresenta uma taxa de rejeição de 54 por cento, enquanto Bolsonaro tem 41 por cento.

    Levantamento da XP Investimentos divulgado nesta sessão também confirmam a dianteira de Bolsonaro, com Bolsonaro 16 pontos à frente de Haddad.

    O mercado vê com bons olhos os resultados das pesquisas uma vez que considera que o candidato com mais chances de implementar uma agenda reformista seria Bolsonaro (PSL), devido principalmente à sua escolha de Paulo Guedes como principal assessor econômico.

    No exterior, o dólar recuava ante a cesta de moedas e boa parte das divisas de países emergentes, como o rublo russo. O movimento do governo chinês para acalmar o mercado após dados mais fracos do país tinha efeito sobre os emergentes.

    O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 5,390 bilhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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    Dólar segue exterior, tem correção e sobe ante real

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar interrompeu uma sequência de três quedas e terminou a quinta-feira com a primeira alta ante o real nesta semana, num movimento de correção parcial à forte queda recente, influenciado pelo cenário externo de maior aversão ao risco.

    O dólar avançou 1,16 por cento, a 3,7250 reais na venda, na terceira alta registrada desde o primeiro turno das eleições no dia 7 de outubro. Na véspera, a moeda norte-americana fechou no menor valor em quase cinco meses, a 3,6822 reais. No mês até a véspera, a moeda acumulava queda de 8,79 por cento.

    Na mínima desta sessão, a moeda foi a 3,6734 reais e, na máxima, a 3,7325 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,90 por cento.

    'A tendência [da cotação do dólar] segue sendo de baixa, com a eleição como catalisador. Naturalmente sempre fica algum hedge montado para qualquer efeito surpresa', ponderou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

    Na véspera, fluxo de recursos ajudou o dólar a furar o piso de 3,70 reais, mas operadores avaliaram que transpor 3,65 reais, considerado outro suporte forte, será um pouco mais difícil.

    A percepção é de que um patamar mais baixo para o dólar daqui para a frente será alcançado com o andamento de uma agenda reformista no governo.

    Para o mercado, o candidato a presidente com mais chances de implementar essa agenda seria Jair Bolsonaro (PSL), devido principalmente à sua escolha de Paulo Guedes como principal assessor econômico.

    Nesta noite, outra pesquisa Datafolha será divulgada e o mercado quer saber se a ampla vantagem de Bolsonaro para Fernando Haddad (PT) mostrada nos últimos levantamentos vai se manter.

    'Por mais que a vantagem de Bolsonaro siga confortável, investidores devem ajustar portfólios a cada novo estudo. Mas na prática os movimentos já começam a refletir expectativas com políticas futuras do iminente governo do PSL, com foco nos temas privatização e ajuste fiscal', acrescentou Alessie Machado.

    No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas, e ante a maioria das divisas emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

    O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 5,005 bilhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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    Dólar tem nova baixa ante real com exterior e vantagem de Bolsonaro

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou a terça-feira em baixa pelo segundo pregão consecutivo mas longe da mínima do dia, quando foi abaixo de 3,70 reais, sob influência do ambiente mais positivo no exterior e após nova pesquisa eleitoral consolidar o cenário de ampla vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa à Presidência da República.

    O dólar recuou 0,37 por cento, a 3,7203 reais na venda, acumulando, nestes dois pregões, queda de 1,55 por cento. No mês até agora, o dólar já ficou 7,85 por cento mais barato ante o real.

    Na mínima desta terça-feira, a moeda marcou 3,6922 reais, mas o patamar acabou atraindo compradores. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,50 por cento.

    'O Ibope deu praticamente como certa a eleição de Bolsonaro', afirmou o sócio da assessoria de investimentos Criteria Investimentos, Vitor Miziara, ao acrescentar que essa leitura justificou o mercado testar o suporte de 3,70 reais nesta sessão.

    'Passada a eleição, poderemos ver um fluxo de venda no dólar, mas com menor volume, já que os investidores começam a colocar nos preços a expectativa pelo plano do novo governo, principalmente reforma da Previdência', acrescentou.

    Na noite de segunda-feira, o levantamento do Ibope mostrou que Bolsonaro tem 59 por cento dos votos válidos, contra 41 por cento de Fernando Haddad (PT), repetindo o quadro apontado na véspera em pesquisa encomendada pelo BTG Pactual.

    A preferência do mercado financeiro por Bolsonaro é apoiada no seu coordenador econômico, o economista liberal Paulo Guedes, e a expectativa é de que eles imponham uma agenda de reformas, corte de gastos e ajuste fiscal.

    'Outra medição que vem chamando a atenção é a rejeição de Haddad, a qual tem superado a do candidato do PSL em praticamente todos os estudos para o segundo turno....(e) ajuda a alavancar apostas de que dificilmente o PT 'virará o jogo' até o dia 28', escreveu o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado, em relatório.

    'Com esse estudo consolidando – mas não fortalecendo – a leitura otimista de investidores, o mercado tende a manter a resiliência de ativos locais, mas sem deixar de observar o clima no exterior', acrescentou.

    No exterior, a terça-feira foi marcada pela busca por ativos de maior risco, o que faz o dólar perder força ante as divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano. Ante a cesta de moedas, a moeda rondava a estabilidade.

    O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 4,235 bilhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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    Dólar termina sessão em alta ante real com exterior, mas cai pela quarta semana seguida

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou a quinta-feira com pequena alta ante o real, influenciado pela maior aversão ao risco no exterior e a cautela pré-feriado no Brasil, mas terminou a semana novamente em queda, pela quarta vez seguida, ajudado pelo cenário eleitoral local.

    O dólar avançou 0,41 por cento, a 3,7788 reais na venda, acumulando, na semana, queda de 2,03 por cento. Neste período, ficou 9,31 por cento mais barato ante o real.

    Na mínima, a moeda foi a 3,7175 reais e, na máxima, a 3,7868 reais. O dólar futuro tinha alta de 0,60 por cento.

    'O mercado preferiu não passar o final de semana vendido... não fosse o feriado, o dólar poderia estar perto de 3,75 reais', comentou o operador da Spinelli, José Carlos Amado, ao acrescentar que o cenário externo de maior aversão ao risco também teve influência no movimento local, já que na sexta-feira os mercados domésticos não funcionam.

    No exterior, as bolsas norte-americanas tiveram novo dia de queda firme, com os investidores preocupados com uma ação mais forte do Federal Reserve, banco central do país, com a guerra comercial entre EUA e China e ainda com as previsões de menor crescimento global do Fundo Monetário Internacional (FMI).

    A preocupação com um Fed mais hawkish elevou recentemente os rendimentos dos Treasuries, com o título de 10 anos tendo atingido os níveis mais elevados desde maio de 2011 no começo da semana. Nesta sessão, entretanto, as taxas na curva recuaram sob influência da queda das ações.

    Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou novamente o Fed pelo aumento dos juros, mas seu assessor econômico, Larry Kudlow, negou que ele estivesse endereçando a política de juros do Fed.

    O dólar caía ante a cesta e também ante moedas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

    Do lado doméstico, o resultado da pesquisa Datafolha da véspera manteve o dólar em queda em parte da sessão, já que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) ficou com boa dianteira ante Fernando Haddad (PT).

    'Para os ativos domésticos há ventos favoráveis vindos da política: pesquisa Datafolha mostrou que Bolsonaro abriu vantagem de 16 pontos sobre Haddad..., mas dado o ambiente de aversão ao risco presente nos mercados globais, a tendência positiva pode se reverter ao longo do pregão', já previa a SulAmérica Investimentos em relatório logo cedo.

    A pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira mostrou Bolsonaro com 58 por cento das intenções de votos válidos.

    Em outra pesquisa, divulgada esta manhã pela XP Investimentos, Bolsonaro também está à frente de Haddad, com 59 a 41 por cento das intenções de votos.

    O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 3,465 bilhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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    Dólar tem nova queda e termina a R$3,71 ainda ecoando eleições

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar teve mais uma sessão de forte queda e terminou em 3,71 reais nesta terça-feira, com os investidores ainda ecoando os resultados do primeiro turno das eleições, no domingo, que deram força às apostas de um presidente mais comprometido com as reformas.

    O dólar recuou 1,47 por cento, a 3,7107 reais na venda, menor valor desde os 3,7071 reais de 3 de agosto. Foi a sexta queda em sete sessões neste mês, acumulando em outubro baixa de 8,09 por cento.

    Na mínima da sessão, a moeda foi a 3,7017 reais. O dólar futuro caía 1,77 por cento.

    'O otimismo doméstico está se sobrepondo ao exterior. É muito recente o resultado de domingo', disse o operador da H.Commcor Corretora Cleber Alessie Machado, acrescentando que o fato de o dólar ter fechado longe das mínimas na véspera favoreceu o movimento nesta sessão.

    No domingo, o primeiro turno das eleições terminou com Jair Bolsonaro (PSL) com 46 por cento dos votos e Fernando Haddad (PT), que vai disputar com ele o segundo turno, com pouco mais de 29 por cento. Além disso, o partido de Bolsonaro terminou com a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados.

    A preferência do mercado financeiro por Bolsonaro é apoiada no seu coordenador econômico, o economista liberal Paulo Guedes, e a expectativa é de que eles imponham uma agenda de reformas, entre elas a da Previdência, corte de gastos e ajuste fiscal.

    'Embora Bolsonaro tenha uma realidade que o coloca muito próximo de ser o vitorioso no próximo dia 28, o mercado deve reagir a quaisquer sinalizações de um segundo turno 'dividido', o que acaba por alimentar expectativas com o Datafolha de amanhã', acrescentou Alessie Machado, citando a primeira pesquisa de intenção de voto após o primeiro turno.

    Em entrevista a uma rádio nesta terça-feira, Bolsonaro voltou a reafirmar que acredita na democracia e criticou seu adversário, que, em sua opinião, seria tutelado num eventual governo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Também falando a uma rádio, Haddad disse que o Ministério da Fazenda num eventual governo seu será comandado por um nome ligado à produção e com perfil diferente do economista Paulo Guedes, que chancela a área econômica de Bolsonaro.

    No exterior, o dólar, que subiu parte da sessão ante a cesta de moedas, perdeu força e registrava pequena baixa à tarde. Também aliviou a pressão ante as divisas de países emergentes, favorecendo ainda mais o recuo ante o real.

    As preocupações com o orçamento italiano e o corte das previsões de crescimento global feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), inclusive para o Brasil, em 2018 e 2019, influenciaram o humor dos agentes no exterior nesta terça-feira.

    O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 2,695 bilhões de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

    Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

    (Edição de Camila Moreira e Iuri Dantas)

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